25 fevereiro 2007

Alunas do Colégio de Nossa Senhora de Fátima de Moçâmedes/actual Namibe(anos 50),

Alunas do Colégio de Nossa Senhora de Fátima (anos 50), já nas novas e óptimas instalações, junto ao Parque Infantil. Na foto, ladeando a Madre Paiva Couceiro (madre superiora), pode ver-se: Ana Clara Tendinha, Nelinha Pintassilgo, ?? Eduarda Falcão Braz, Paula Amém, Paula Veloso, Conceição Godinho, entre outras.

Aluno e alunas do Colégio de Nª Senhora de Fátima (Moçâmedes/actual Namibe):1952

Aluno e alunas do Colégio de Nossa Senhora de Fátima representando uma peça de teatro «A história de carochinha». ensaiada por Mme Sybleras, que teve a colaboração da pianista moçamedense , Rosa Gonçalves Bento. Entre outras, pode ver-se Manuela Oliveira (filha do Oliveira-Maboque), Lilá Fonseca, Ana Clara Tendinha, irmãs Chalupa e no canto dt., mascarado, Mário Tendinha. Crédito de imagem e texto (do qual fiz um resumo): o link do nosso conterrâneo Mário Tendinha
http://paterhu.multiply.com/journal

Grupo de Jovens de Moçâmedes/actual Namibe, num «cross» de bicicleta, até à Praia Amélia: 1955

Grupo de Jovens, num «cross» de bicicleta, a partir da baixa da cidade, até à Praia Amélia. Pode ver-se, da esq. para a dt.:
Carlos Jardim, Mário Júlio da Cruz, Tolentino Ganho, Rui Coelho de Oliveira, Arménio Jardim e Álvaro Jardim.

Repare-se, ao fundo, as casas onde João Duarte, o proprietário da mais importante pescaria da Praia Amélia , alojava o pessoal que alo trabalhava.

Grupo de Jovens da Escola Comercial de Moçâmedes/actual Namibe: 1955

Grupo de jovens estudantes divertem-se à saída das aulas, em frente à Escola Comercial de Moçâmedes, antiga Escola Prática de Pesca. Da esq. para a dt: ??? Alhinho, Aldorindo, Patrício. Leonélio Matos Mendes (cuanhama), Álvaro Jardim (Chamenga), João António Bagarrão Martins Pereira (Jonh), Ferreira da Silva (Cocas), Quinito Matos e José Fernando Soares ??? Em cima, na bicicleta ? Castro. Foto cedida por A. Jardim.

Grupo de jovens Moçamedenses, na Praia Amélia: 1954

Grupo de jovens moçamedenses, posam numa manhá de verão numa das praias de Moçãmedes: a Praia Amélia. Da esq. para a dt: Mário Cruz, Francisco Ganho (Chiquinho), Arménio Jardim, Tolentino Ganho, Carlos Jardim (Carlitos), Rui Coelho de Oliveira e Álvaro Jardim (Chamenga).
Por curiosidade, o nome de Praia Amélia, ficou a dever-se ao naufrágio nas suas águas, no ano de 1842, da escuna «Amélia», pertença da Marinha de Guerra Portuguesa.

Na praia das Miragens/Moçâmedes/actual Namibe : 1954


A PRAIA DAS MIRAGENS, uma das melhores de Angola, situada acerca de 200 mts do centro da cidade, com uma faixa de branco areal de 100 metros, numa extensão de mais de um quilómetro, é óptima para a prática de todos os desportos do mar.
Para debelar a incidência caustica do sol nos meses balneares, foram construidos dois grupos de arcadas com bancos, e que à noite são iluminados, bem como a praia com quatro potentes holofotes. Disseminados pela sua orla, estão dispostos vários chuveiros, com água doce, baloiços e outros divertimentos.

É junto à praia que em Março se realizam as FESTAS DO MAR, nu recinto airoso onde funciona a Feira Ppular, com barracas de exposições, comes e bebes, vários jogos e «luna~park».
A Praia das Miragens é um encanto para o turista que a visita.

2ª foto. Grupo de jovens nos anos 50 na Praia das Miragens em Moçâmedes, tendo a baía e a falésia que termina na Ponta do Pau do Sul ou ponta do Noronha, por fundo. Podem ver-se, da esq. para a dt: em cima (de pé): Carlos Pinho Gomes e Calila Rodrigues
Mais abaixo (de joelhos): Adelaide Ernesto, Maria Ilda Silva, Claudino Peleira e Carlos Oliveira (Carlitos)
À frente (sentados): Orlando Salvador, José Luís Gonçalves, Humberto Pinho Gomes, Fátima Duarte, Isalda Uria e Melanie Sacramento.
À frente, (deitados): Costa Santos (Carriço), Mavilde e Mário Bagarrão. Foto retirada do livro «Recordar Angola» 1. vol

2. Grupo de raparigas fazendo construções na areia na Praia das Miragens (1954). Ao fundo, a ponte, a baía com alguns barcos, e a falésia.
Reconhece-se da esq. para a dt: Graciete Bagarrão (Gracietinha), Margareth Paulo Matos (Bébé), Elizabete Bagarrão (Bétinha) e Nídia Almeida (Dédé)

Foto gentilmente cedida por M.Carmo Matos



21 fevereiro 2007

Concurso de Marchas dos Santos Populares em Moçâmedes/actual Namibe: 1955 e 1957



Outra foto da Marcha do Ginásio Clube da Torre do Tombo, o primeiro clube que Moçâmedes conheceu, e que desenvolveu variada actividade desportiva, masculina e feminina e incrementou as festas tradicionais portuguesas na cidade. Podemos vêr, da esq. para a dt, em cima: Céu Costa Santos, Lurdes Sena, Manuela Costa Santos, Ricardina Lisboa, Maria José, Eduarda Bauleth, Rita Seixal, M. Nídia Almeida, Celísia Calão, Graça Nunes de Sousa, José Carlos Esteves Isidoro (Zequinha), Claudete Bagarrão,Fernanda Castro, Raquel Nunes, Ivone Serra, Lili Gois Teles, Georgete, para além dos músicos. Em baixo: Eurico, Armando Sena, Camarinha, Zeca Ilha, José Fernando Soares, Bernardino, Joaquim Gregório, Cristão (Quitolas), Arménio Jardim, Carlos Alberto Cristão (Cabé),Fernando Vilaça, Licas, Frederico, Bajouca, e Carlos Manuel G. Lisboa (Lolita). Foto gentilmente cedida por Ricardina Lisboa

O desfile da Marcha do Ginásio Clube da Torre do Tombo no campo de jogos do Sporting Clube de Moçâmedes



 O desfile da Marcha do Bairro Novo, a vendedora, o no campo de jogos do Sporting Clube de Moçâmedes



Segue parte da letra da Marcha do Bairro Novo:

Surge alegre o Bairro Novo
Cheio de côr e de cantigas
Bairro Novo, Bairro Novo,
Nos lábios das raparigas, 

Estoiram foguetes no ar, 
À luz de vivos balões,
Lume vivo a crepitar, 
Fogueiras nos corações...
 
De Teresa Ressurreição
 
 

O Atlético de Moçâmedes, nas marchar de 1957?


O Atlético de Moçâmedes, nas marchar de 1957?

18 fevereiro 2007

Radio Clube de Moçâmedes Namibe, Angola : décadas de 50 e 60



Na foto: Colaboradores do RCM, no velho "campo de aviação", despedindo-se do Presidente Augusto  Cantos de Araújo. 1947 (ao centro): Mário Leitão, Raúl de Sousa Jr., José Costa Santos, Rui de Mendonça Torres, José Alves Roberto, Lúcia Reis, Eugénia Alves de Oliveira, Rosa Bento, Bernardete Cochat, Cantos de Araújo, Ana Liberato, Maria Manuela Costa, Maria Emilia Nascimento, Lurdes de Sousa Veli, Hirondina Mangericão, Lili Trabulo, Lúcia Gavino, Evaristo Fernandes, Guilherme Magalhães, Artur Caleres, Júlio Gomes de Almeida, e Adriano Parreira. Foto Salvador.


 
Dirigentes, locutores e colaboradores junto da sede do Rádio Clube de Moçâmedes quando esta ainda funcionava no prédio junto do antigo campo de futebol, ao fundo da Avenida da República (de cima para baixo e da esq. para a dt.) : 1. Raul Gomes, Dr Marques Mano, Raul Gomes Jr. /Lito Baía, Firmo Bonvalot, Estevão Coelho, Santos César , Martins, Alfredo Falcão, Santos Osório, Pedro Malaguerra, J. Oliveira (Maboque), Evaristo Fernandes, Norberto Gouveia (Patalim), Nito Santos, Álvaro Mendes, Armando Campos, José Luís Ressurreição, José Antunes Salvador e Carlos Cristão. 2. Leonor Bajouca, Manoca, Noelma de Sousa (Esteves), Júlia Gomes, Manuela Evangelista (Carvalho), Dr Romão Machado (Pres. do RCM) e esposa, Maria Manuela Bajouca, Julieta Bernardino, Lili Trabulo, Maria Emilia Ramos, Arminda Alves de Oliveira (pianista) e Rosa Bento (César), pianista. Foto Salvador.  

Curioso nestas fotos é a forte componente de elementos femininos que entre finais da década de 1940 e o início dos anos 1950 prestavam voluntária e gratuitamente a sua colaboração ao Rádio Clube de Moçâmedes, incluso em "programas de variedades" que eram lançados para o ar. Mais curioso ainda é o facto de se tratar de uma geração feminina diferente das anteriores, que já não se conformava com o papel da mulher inteiramente dedicada ao lar e à familia, e que se dispôs a participar voluntariamente em eventos sociais quando a possibilidade de emprego faltava, pois o acesso da mulher ao mundo do trabalho entre nós esteve desde sempre dependente da evolução lenta das actividades económicas do nosso  pequeno burgo, que só ganharia mais vigôr a partir dos anos 1960, quando a par da guerra levada a cabo pelo exército português contra os movimentos independentistas, foi feito um grande esforço de recuperação económica em Angola, para o que muito contribuiu  o surgimento da Banca privada.


Seguem algumas fotos que registaram para a posteridade os primeiros programas de rádio, noticiários, etc, lançados para o ar através do RCM, numa fase pouco conhecida e oficialmente não divulgada, a fase da  carolice dos primeiros entusiasmpos que juntou inúmeros colaboradores que de modo algum poderiam ficar de fora deste registo.  O nosso Rádio Clube de Moçâmedes (CR6RM) começou numa casa  frente ao Caminho de Ferro de Moçâmedes, ao lado da loja de tecidos do sr. Pinheiro (Pirilau),  que dividia com o Sindicato dos Empregados do Comércio (SNECIPA. Dada a proximidade, quando havia relatos de futebol era costume estender-se um cabo que ligava o relator à “regie”, e era assim que  faziam as transmissões. E quando havia jogos de interesse para Moçâmedes, em Sá da Bandeira, que eram transmitidos através da linha telefónica do C.F.M., também era assim que se fazia.

No exterior utilizavam uma carrinha emprestada pelo Sindicato de Pesca, conduzida por Domingos Alves Figueiras, que se pode ver nesta foto de Salvador, onde se encontram Evaristo? Fernandes, Alfredo Falcão, Orlando Salvador e Carlos Cristão.

 

Interessante foto dos primeiros tempos do RCM, que juntou  inúmeros colaboradores: Ana Liberato e Rui de Mendonça Torres. Foto Salvador

 

Aqui podemos ver Celeste Gouveia (a Néné Carracinha) e Herondina Mangericão, entusiasmadíssimas no seu trabalho. Foto Salvador

 
Colaboradores/as do Rádio Clube de Moçâmedes. Da esq. para a dt: Néné Alves de Oliveira ao acordeon, ?, Julia Gomes à guitarra (fadista) e Manuela Evangelista (viola). Inauguração da sede do RCM? Foto Salvador.

Orlando Salvador, José Roberto e Adriano Parreira. Foto Salvador




Frederico Costa e Magalhães Monteiro. Foto Salvador


Fernando Andrade Vieira, Orlando Salvador, Francisco Velhinho, Raúl de Sousa Fr/Lico Sousa,  e... Foto Salvador

 


?, Frederico Costa, Rodolfo Ascenso,  e à frente, Oliveira (Maboque), César (electricista do RCM), Rui Bauleth de Almeida e António José Carvalho Minas. Foto Salvador


Com uma verba de não mais que 153 contos, conseguida por uma comissão organizadora para angariar fundos com vista à criação da sua emissora, um grupo de "carolas" moçamedenses partiram para a aprovação dos Estatutos do Rádio Clube de Moçâmedes, em Fevereiro de 1945, sendo a data oficial da sua criação o dia 20 de Novembro de 1944.

Em Abril de 1945 foi eleita a primeira direcção do Rádio Clube de Moçâmedes, com a curiosidade pioneira de integrar a primeira mulher em toda a radiodifusão de Angola.

O Rádio Clube de Moçâmedes (CR6RM) “nasceu” numa casa que dividia com o Sindicato dos Empregados do Comércio (SNECIPA), frente ao Caminho de Ferro de Moçâmedes, ao lado da loja de tecidos, a Casa Pinheiro (Pirilau). Dada a proximidade, quando havia relatos de futebol
estendiam um cabo que ligava o relator à “regie”. Era assim que faziam as transmissões. O mesmo se passava quando havia jogos de interesse para Moçâmedes, em Sá da Bandeira, que eram transmitidos através da linha telefónica do C.F.M. No exterior utilizavam uma carrinha emprestada pelo Sindicato de Pesca, conduzida por Domingos Alves Figueiras, da qual deixo  aqui uma foto. 





Mostro-lhes agora a mesma carrinha, cujos piscas saiam dos lados da cabine e tinham uns trinta centímetros de comprimento. Quando avariavam o condutor metia o braço de fora...  Foto Salvador. Em pose (Evaristo?) Fernandes, Alfredo Falcão, Orlando Salvador e Carlos Cristão.

Prossigamos...



Nos primeiros anos da década de 1950 surgiu em Moçâmedes a figura simpática do grande radialista que foi Carlos Moutinho e que ficou célebre com os seus "Programas da Simpatia" realizados no palco do Cine Teatro da cidade  Foto Salvador

 


Entre outros, da esq. para a dt: Luciano Sena, Evaristo Sena Fernandes, Sousa Santos, Soares e Silva, Domingos Barra, Embaixo: Rui Bauleth de Almeida, ?, Carlos Moutinho, Cecília Victor, Calila, ?, Antóno José Minas. Em cima, 1ª fila, Bica, Salvador, ?, Rui Torres, ?. Foto Salvador
 


Carlos Moutinho e Cecília Victos (ao centro) rodeado de outras figuras ligadas ao RCM, entre as quais  Lico de Sousa, Arlete Pereira, à dt e Rui Bauleth de Almeida atrás. Foto Salvador
 

Carlos Moutinho "entrevistando" a foca que "foi morta a tiros vis" por um então capitão do Porto, na praia junto da Fortaleza . Foto Salvador



José Manuel Frota
 
Rodrigues Costa

Edgar Teixeira

Sebastião Coelho
 
Joana Campina
Carlos Meleiro deixou a sua marca como chefe de produção do RCM


Como pioneiros costumam figurar na história do Rádio Clube de Moçâmedes os nomes de Augusto Cantos de Araújo, Augusto Cantos de Araújo, Carlos Cristão, Joana Campina, Sebastião Coelho, Maria Manuela, Costa Pereira, Carvalho Minas, Carlos Moutinho, Carlos Meleiro, Ernesto de Oliveira, José Manuel Frota, Arlete Pereira, Rui Rodrigues Costa. A estes nomes, acrescento os nomes de Carlos Cristão,  Maria Manuela Bajouca, Magalhães Monteiro,  Cecília Victor, Adriano Parreira, Rui Bauleth de Almeida, Orlando Salvador, Edgar Teixeira, Cruz Almeida, Alberto Sousa Marques, Rui Torres, Celeste Gouveia (Néné Carracinha). Foram eles, juntamente com tantos outros nomes já aqui mencionados que no decurso desses anos deram ao RCM todo o seu esforço e dedicação como locutores, colaboradores, directores, etc.



O projecto de um sonho irrealizado... Foto Salvador


O Rádio Clube Moçâmedes foi sem dúvidas, o grande impulsionador da cidade, tendo a sua actividade, para além do campo cultural  e lúdico, se expandido ao desporto através da promoção regular de relatos de futebol, hóquei em patins e basquetebol masculino e feminino. Seguem fotos de outros valiosos colaboradores do RCM:

Seria assim a futura sede do RCM, obra que tendo como seu grande impulsionador Carlos Moutinho,  não chegou a ser concluida, reflexo da penúria dos meios e da ausência de ajuda do Estado para projectos deste género. Tudo quanto entre nós fosse dirigido  ao lazer das populações, era conseguido a ferros em termos de ajudas estatais. Foi o que aconteceu com o Complexo Desportivo do Sport Moçâmedes e Benfica, outra obra inacabada que já foi neste blog abordada através de uma postagem. Por exemplo, ao nível da habitação, não fosse Mariano Pereira Craveiro e outros "carolas" fundadores da sociedade cooperativa "O Lar do Namibe", Moçâmedes chegaria a 1975 reduzida ao velho casario do  seu centro histórico ou pouco mais, pois sequer havia créditos bancários destinados a habitação, indústria de pesca, etc.


Ruinas que entristecem... Foto Salvador

Em 15/08/1952 foi inaugurada a sede do RCM num edifício construído exclusivamente para o efeito. Mas havia sonhos que falavam mais alto e devido à carência de meios e à ausência de ajudas oficiais nunca chegaram a ser concretizados. Não admira! Os Rádios Clubes, pela sua natureza associativa, com direcções democraticamente eleitas, eram como bem referiu Leonel Cosme, o único espaço de relativa autonomia onde se manifestava a "opinião pública" das populações angolanas...


Visita do Governador Nunes da Ponte à antiga sede do Rádio Clube de Moçâmedes, em 1957 tendo à sua esq. e à sua dt, Albérico Sampaio e Mário Rocha, ambos elementos da Direcção do RCM na altura,

Visita Governador do Distrito Salles Grade às novas instalações do RCM em 1956, acompanhado pelo "Capitão do Porto",  comandante Marrecas Ferreira,  Joyce Chalupa, Newton da Silva, Mário Rocha e Ferreira da Silva. Orlando Salvador e Sousa Jr. dão conta das modernas caracteristicas dos novos gira-discos. Elementos ligados ao Rádio Clube de Moçâmedes.


Mas o RCM também teve a sua orquestra ...

 
"Orquestra do Rádio Clube de Moçâmedes"
Foto Salvador

Moçâmedes em matéria de divertimento das populações, desde os tempos mais recuados não deixava nada por mãos alheias. Este conjunto musical participava na altura no programa «Variedades» do Rádio Clube da cidade. Corria o ano de 1954, nessa famosa década que mobilizou toda uma população desde os mais jovens até aos de meia idade, em que foi lançada a ideia da organização de um conjunto ou "orquestra do Rádio Clube de Moçâmedes", tendo à cabeça o fotógrafo e músico amador, José Antunes Salvador, saxofonista e chefe da orquestra, para além dos pianistas Afra Leitão, Arminda Alves de Oliveira, Rosa Bento e Martins da Alfândega, dos violinistas Santos César e Fernando Osório (do Banco de Angola), do acordeonista, Raúl Gomes Filho (que também tocava guitarra e viola), e dos bateristas Firmo Bonvalot e Albertino Gomes, não esquecendo o trompetista, Anselmo de Sousa que há época trabalhava na empresa de Abilio Simões. Conforme podemos ler num dos seus livros sobre Angola, de Paulo Salvador, "...as músicas em pauta, eram conseguidas junto das orquestras de bordo dos paquetes que 2 vezes por mês aportavam à  baia de Moçâmedes. O pai fazia amizades com os músicos de bordo e estes cediam, por gentileza, as músicas e canções em voga na Metrópole, que seriam cantadas aos microfones do Rádio Clube, depois de orquestradas pelo mestre Salvador. Os jovens e moças do Namibe, respondendo ao apelo, apresentavam-se para ver se tinham jeito, ( os castings de hoje...) .  Recordando algumas das vozes que davam brilho aos programas de "Variedades", citaremos as de Isabel Maria Sena Costa, Noelma de Sousa (Velim), Maria Emilia Ramos (que se destacou no dia em que cantou La vien Rose), Octávia de Matos com as suas marchinhas brasileiras (a Carmen Miranda do Namibe). De destacar a grande fadista do Namibe, Júlia Gomes, filha do Raúl Gomes, o guitarrista oficial da cidade que nos surpreendia em todas as actuações acompanhadas à viola pelo seu irmão "Baía" e pelo seu pai, à guitarra. No rol dos cançonetistas do RCM que dia a dia aumentava, recorde-se, ainda, as bonitas vozes de Rosa Bento, Nélinha Costa Santos, Lili Trabulo com o seu cantar lânguido, Néne Evangelista "Boneca" que casou com o Turra, o romântico José Luis da Ressureição que nos deliciava com o reportório do saudoso Francisco José. Sobre o Zé Luis, está ainda na minha memória o lindo e sentido fado, com musica e letra do juiz da Comarca Dr. Marques Mano, intitulado NAMIBE. O José Luis entregava-se de alma e coração cantando este fado com o estilo "Coimbrão" . Também cantava fados de Coimbra, o amigo Estevão que trabalhava na Robert Hudson.  Não quero esquecer a voz de Adriano Parreira, o Mário Lanza do Namibe, sempre presente nestes programas de variedades. Que me perdoem outros Amigos e Amigas que também enriqueciam este programa, a quem, por lapso momentâneo de memória, não faço agora referência".

Recordando a figura de Antunes Salvador, numa revista teatral que foi levada à cena em Moçâmedes, brincando com os seus dotes musicais, cantavam :


Tocam hinos, tocam óperas
tocam marchinhas e valsas
e o Salvador tanto assopra
         que arrebenta o cós das calças ...







Ficam mais estas fotos  e estas doces recordações de momentos momentos passados num outro tempo naquela que é hoje a cidade do Namibe.

MariaNJardim



Encontrei na NET:

O Rádio Clube de Moçâmedes, com um emissor de 50 W, em 1945.
As primeiras notícias da criação do Rádio Clube de Moçâmedes surgem no jornal "O Lobito" de 11/06/1938, onde se anuncia a formação de uma Comissão organizadora, para angariar fundos com vista à criação da sua emissora.
Com uma verba de 153 contos, aquela comissão vê aprovados os Estatutos do Rádio Clube de Moçâmedes em Fevereiro de 1945. No entanto, a data oficial da sua criação é 20 de Novembro de 1944.
Em Abril de 1945 foi eleita a primeira direcção do Rádio Clube de Moçâmedes, com a curiosidade pioneira de integrar a primeira mulher em toda a radiodifusão de Angola.
Em 15/08/1952 foi inaugurada a sua sede num edifício construído exclusivamente para o efeito.
Como pioneiros figuram na história do Rádio Clube de Moçâmedes os nomes de Augusto Cantos de Araújo, Carlos Cristão, Joana Campina, Sebastião Coelho, Maria Manuela, Costa Pereira, Carvalho Minas, Carlos Moutinho, Carlos Meleiro, Ernesto de Oliveira, José Manuel Frota, Arlete Pereira, Rui Rodrigues Costa.
http://www.geocities.com/dpmonteiro/




Sobre a Rádio em Angola. A grande contributo de Sebastião Coelho que também foi Chefe de Produção do RCM


A iniciativa da Rádio Angolana ficou a dever-se, sem dúvida, aos Rádios Clubes que cobriam inteiramente a Província: Rádio Clube de Angola, em Luanda, do Huambo em Nova Lisboa, de Benguela, de Moçâmedes, da Huila, em Sá da Bandeira, do Quanza Sul, em Novo Redondo, de Malange, do Congo Português, em Carmona, de Moxico, no Luso, do Sul de Angola, no Lobito, do Bié, em Silva Porto e de Cabinda. Em Luanda, acrescente-se a Emissora Católica de Angola e a Emissora Oficial de Angola. Havia também a Rádio Diamang, privativa da Companhia de Diamantes destinada ao recreio e cultura do seu pessoal, na Lunda, o que dá  uma ideia do valor potencial da rádio angolana.

Os Rádio Clubes eram emissoras locais subsidiadas pelo Governo da Província, por outras entidades locais e pela cotização dos seus associados, e estavam autorizadas a fazer publicidade radiofónica. Aliás, em Angola, dada a imensidão das distâncias, a rádio possuia bastante mais interesse do que o jornal, ao proporcionar aos ouvintes noticiários actualizados. Daí que fosse a publicidade radiofónica a atingir as maiores cifras nos orçamentos dos comerciantes e industriais.

De um modo geral, dado o bairrismo das gentes de Angola, os habitantes de cada cidade ouviam preferencialmente o Rádio Clube local. Assim, amparada pelo Governo da Província e auxiliada pelos comerciantes que vêem na rádio enorme força de publicidade aos produtos que vendem, a Rádio em Angola ia cumprindo a sua missão.


 

De um texto publicado por Leonel Cosme em Fevereiro de 2003, «IN MEMORIAM DE SEBASTIÃO COELHO SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA RADIO ANGOLANA, passarei a transcrever asseguintes passagens da parte que diz respeito ao Rádio Clube de Moçâmedes:

«...Sebastião Coelho, à frente da emissora de Moçâmedes, dá guarida e colabora, em parceria com Leston Martins, então naquela cidade, num programa de divulgação dos jovens poetas angolanos, que era igualmente apresentado no Rádio Clube de Benguela, em colaboração com a jornalista Helena Soeiro (Mensurado, por casamento com outro jornalista, José Mensurado também ele um dos dinamizadores da Mensagem.)

"...Na pequena e mais puxada ao Sul cidade de Angola - fundada, só na segunda metade do século XIX, por colonos luso-brasileiros fugidos de Pernambuco às defenestrações nativistas e sem assinaláveis tradições culturais - tem particular significado a acção quase "missionária" de Sebastião Coelho, apoiando a entronização, no Namibe, de um Movimento da "novi-angolanidade", que os seus promotores já queriam ver distinto do "lusotropicalismo teorizado pelo brasileiro nordestino Gilberto Freyre, aproveitado pelo regime colonial e, ainda hoje, como que travestido numa difusa "crioulidade" que é, no fundo, um desvio da "angolanidade" defendida pelos "mensageiros" com o sentido de afirmação de uma personalidade autónoma e prospectivamente africana.

Sebastião Coelho, ao longo dos anos em que me relacionei com ele, sobretudo por motivos profissionais, mas não só (uma ligação que durou até aos primeiros meses de 1976, comigo já em Portugal e ele em vésperas de partir para a Argentina), fez a sua" guerra" pela angolanidade, sem anúncio nem ostentação.

"...Por ironia da história, como consequência dos "ventos de mudança", em 1975 (em tempo de grande agitação política, como se sabe ou imagina), o principal administrador, em Luanda, da Rádio Comercial de Angola, Mota Veiga, confia a Sebastião Coelho, com quem mantinha relações de grande confiança, a direcção das duas emissoras do grupo: a de Luanda e a de Sá da Bandeira. E, ironia das ironias, delega em mim (o "inimigo" confesso) a administração da Rádio Comercial de Angola, em Sá da Bandeira, que durou, com Leston Bandeira e Fernando Alves na direcção da informação e programas até que o MPLA perdeu o controlo da cidade, e consequentemente da Imprensa e da Rádio locais, com a ascensão dos profissionais ( e o beneplácito do sócio minoritário da empresa, residente naquela cidade, Venâncio Guimarães Sobrinho) apoiantes das forças coligadas da FNLA-UNITA, que se mantiveram até depois da chegada à cidade do exército sul-africano, no dia 23 de Outubro de 1975.

Depois da independência de Angola, ainda Sebastião Coelho se bateu contra a hegemonia de uma Rádio Nacional' centralizadora, fazendo dos ex-Rádio Clubes emissoras de repetição e assim coartando as autonomias regionais. No livro que publicou em 1999, Angola-História e Estórias da Informação (que constitui a melhor fonte de informações conhecida sobre este e outros temas), ele diz suficientemente do seu desgosto por não ter visto concretizadas as expectativas. In « MEMORIAM DE SEBASTIÃO COELHO SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DA RADIO ANGOLANA, by Leonel Cosme, 2003

                                                      

09 fevereiro 2007

Escola Comercial de Moçâmedes (década de 50)




As instalações da Escola Comercial de Moçâmedes (década de 50). Esta Escola nasceu como Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes

 

Concentração de alunos/as da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes, no terreno que ficava em frente à antiga Secretaria da Escola e Departamento da Mocidade Portuguesa, onde foi construida a Maternidade do Sindicato dos Empregados do Comércio e Industria de Moçâmedes.  Neste dia chegava a Moçâmedes, de comboio, vindo de Sá  da Bandeira, o Presidente da República Portuguesa, Craveiro Lopes. Corria o ano 1954, o Presidente da República portuguesa tinha acabado de inaugurar, em Vila Arriaga (Bibala), a nova bitola dos Caminhos de Ferro, e vinha presidir ao lançamento da 1ª pedra do cais comercial. Sobre o Ensino Secundário em Moçâmedes clicar aqui




Finalistas do Curso Geral de Comércio da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes com a professora Albertina, nos jardins da Avenida de Moçâmedes. Da esq. para a dt. Em cima: Roberto Trindade, Daniel Santos, Leitão, Clélio Cunha, Rui Almeida Barbosa, António Pessoa, Rui Coelho, Fausto Gomes, Claudino Alhinho (Joldino). Embaixo: ?, Geni Guerra, professora Albertina, Jorge Carrilho e José Fernando Soares.


 Grupo de alunas da Escola Comercial de Moçâmedes e corpo docente, no quintal do edifício, situado nas traseiras do mesmo

 Grupo de alunas da Escola Prática de Pesca e  Comercio de Moçâmedes e corpo docente, no quintal do edifício, situado nas traseiras do mesmo, à época bastante degradado. 1950

Grupo de alunas e alunos da Escola Prática de Pesca e  Comércio de Moçâmedes em excursão à Matala. 1956


Grupo de alunas e alunos da Escola Prática de Pesca e  Comércio de Moçâmedes em excursão à Matala. 1956
 

Na fachada da Escola, a cerimónia da despedida do Dr Mário da Ressurreição Borges, director da Escola até 1954 que é substituído pelo Dr Olimpio Nunes



 Na Praia das Miragens numa abertura sem aulas. Em cima, da esq. para a dt: Lurdes Faustino (Pitorrinha) , Graça Nunes de Sousa, e Rosalina Nunes. Embaixo: Lurdes Tavares, Ricardina Lisboa, Mª Rosário e Nidia.
 Cerimónia da despedida do antigo Director da Escola Comercial de Moçâmedes, Dr Ressurreição Borges e da passagem do lugar ao novo Director, Dt Olimpio Nunes.  Do corpo docente, encontravam-se a assistir ao acto , de entre outros, o mestre Cecilio Moreira (Educação Fisica), o professor Carrilho (dactilografia e estenografia). Encontravam-se também presentes o Professor Marques, Director da Escola Portugal,  Egidio Robalo, da União Nacional,  etc, para além de alunos e alunas da referida Escola.
Alunos finalistas da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes, no ano de 1956 posam para a posteridade, vestidos de negro , na Avenida de Moçâmedes, após o último dia de Aula. São, da esq para a dt. Em cima: Alhinho, Violete Velhinho, Cacilda, Daniel Santos,  José Fernando Siares, Tio Coelho de Oliveira, Geni Guerra, Leitão, Antonio Pessoa, Jorfe Cattilho, Roberto Trindade e ?. Embaixo, atrás: Fernanda Almeida, Lurdes Faustino, ?, Ildete Bagarrão,  Lurdes Infante da Câmara, Eduarda Bauleth Almeida, Maria do Rosário Antunes e Aurota Vieira. Á frente; Ricardina Lisboa, Nidia Almeida e  Celisia Calão .


 Peça de Teatro no Cine Moçâmedes dos alunos e alunas finalistas da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes, no ano de 1956
 
  Peça de Teatro no Cine Moçâmedes dos alunos e alunas finalistas da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes, no ano de 1956

 
Baile dos finalistas da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes, no ano de 1956, no salão so Atlético Clube de Moçâmedes. Da esq. para a dt: M. Rosário, Noémia Tosado, Ricardina Lisboa, Mª de Lurdes Infante da Câmara, Fernanda Almeida, Aurora Vieira, Violete Velhinho, Lurdes Faustino, Rosalina Nunes, Esuarda Bauleth Almeida, Celisia Calão, Nídia Almeida e Ildete Bagarrão

Grupo de alunas da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes. Data provável: 1955/6. 

Em cima, da esq. para a dt: Antonieta Rodrigues (Boneca) , Rosália Bento, ?, Teresa Freitas, Herondina Minas,   Professora e Irene Barata. Embaixo:  ?, Julia Minas, Zelda Ferreira da Silva, ?, Mariália Matos e Claudia Guedes. à frente: Milocas, ? , ? Rodrigues e  ?Alhinho.
 Festa dos Finalistas da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes em 1956
 
 Professora Edvige com suas alunas de Formação Feminina

Professora Edvige com alunas da Escola Comercial e Industrial da Moçâmedes em 1956/7
Reconheço, entre outras: Vitória Franco, Betonha Bagarrão, Mariália Matos, e? Diogo,  à esquerda . À direita,  ?Rodrigues, ?, Simone Alhinho, Teresa Freitas e  Maria do Carmo Barra.
 

 Professora Edvige com suas alunas de Formação Feminina

As mesmas alunas com outra professora cujo nome não me ocorre
 

FIM