06 fevereiro 2007

Recordando lugares e gentes da nossa terra: Jovens divertem-se no tanque de água da Horta do Torres (anos 50)


No verão, aos domingos, era assim na Horta do Torres em Moçâmedes, e a tradição manteve-se até bem dentro dos anos 50. Era hábito as famílias juntarem-se em piqueniques à sombra das frondosas mangueiras. Aí passavam as tardes comendo, bebendo, conversando, divertindo-se, e também descansando e recuperando forças para a semana seguinte. Os mais jovens, à falta de uma piscina, utilizavam o tanque das Horta, e alí como se pode ver, reinava a folia e a animação.

Entre estes jovens, (foto tirada em 1950), podemos ver tomando banho, em primeiro plano: Mavilde e Fernando de Andrade (Caguincha), mais ao centro, Du Carvalho, Calila, Caparula, Mário Bagarrão, e ao fundo, à dt. Orlando Salvador e Álvaro Sereeiro. De pé, junto ao tanque e da esq. para a dt.: Alice Castro, Maria Fonseca, Carolina Mangericão, Fernanda Pólvora Dias e Mária Barbosa

A horta do Torres era de facto aquela que canalizava o maior número de visitantes, pelas condições que oferecia a quem quizesse passar um dia diferente, em ambiente campestre, respirando o ar perfumado que emanava das diferentes àrvores de fruto que ali facilmente encontravam; deliciosas mangas, goiabas, enormes cachos de uva, mamões, papaias, etc. etc. Moçâmedes possuia um clima favorável à vinha e à oliveira, porém a politica monopolista imposta poe Salazar e o Governo português , para favorecer as exportações do vinho e do azeite de oliveira da Metrópole, nunca permitiu ali exploração industrial da vinha e da oliveira em Angola. E assim Angola ia perdendo, até ao início da década de 60, oportunidade após oportunidade de se abrir à industrialização de uma imensidão de produtos que a natureza pródiga a contemplara.

MariaNJardin

Sem comentários:

Enviar um comentário