15 março 2007

Alunos e Professores da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes/actual Namibe: ano 1972


Na 1ª foto a Escola Comercial e Industrial Infante D. Henrique inaugurada no ano de ....
Na 2ª foto, finalistas e professores da Escola no ano 1972.

retirada de www.sanzalangola.com

Entre outros, reconheço: Bonvalot, o 6º da dt. para a esq. (em cima), e à frente, Lito Abreu. Na 1ª fila, à esq.: a Dra Isabel Serrano, o Dr. Balsa, o Dr. Júlio Mac-Mahon de Vitória Pereira (de bata branca), professor de Físico-Quimicas e Mercadorias.
Mac-Mahon foi o professor mais carismático que passou pela Esola Comercial e Industrial de Moçâmedes e que marcou a vida de muitos estudantes. «Anjo e demónio», tanto era capaz de dar uma classicação de 19 valores como um «zero». Ficou célebre um exame da cadeira de «Mercadorias»:
O aluno Faroleiro foi «espremido até ao tutano» no referido exame e no final mandado sentar. A seguir o Mac-Mahon chamou a aluna Manuela e na primeira pergunta mandou-lhe descrever o «encadeamento das indústrias». Quando esta aluna começou a gaguejar, o Mac-Mahon virou-se de novo para o aluno Faroleiro, que já tinha obviamente terminado o seu exame, e mandou-lhe descrever também o mesmo «encadeamento das indústrias». Assustado, o Faroleiro disse: - ó sôtor, eu já
fiz o meu exame! Responde o Mac-Mahon: - está a contar... está a contar... Foi a debandada geral de todos os alunos que já tinham terminado os seus exames e que se encontravam na sala apenas a assistir aos restantes exames.
No entanto, Mac-Mahon era um professor capaz de «dar a camisa» a qualquer aluno que necessitasse de ajuda... Uma questão de ser e estar ....

Dele assim falam os que foram seus alunos:

«... Só havia um professor por quem esperávamos depois do 2º toque - o Mac Mahon - se fossemos embora ele virava bicho e não se ensaiava nada em distribuir umas galhetas pelos alunos. Também não marcava falta a quem chegasse tarde. Entrávamos na sala só não podíamos dizer nem Bom Dia nem Boa Tarde - estávamos proibidos para não interromper a aula. O Mac era um homem tão bruto como bom. Tinha um coração de pomba. Se via um aluno com os sapatos rotos tirava dinheiro do bolso e mandava-o comprar uns sapatos apresentáveis. Gozava com os contínuos quando eles iam lá ler os comunicados da MP porque exprimiam-se mal. Dizia , lá vem um Kaitô ler uma folha de papel. Quando faltávamos às aulas dele ia-nos buscar de Mini Moke à praia - e ai de quem ousasse em recusar a boleia forçada!!! ....»
«....
O "Mac" era um professor fantástico- um touro com coração de pardal - pagava-nos bilhetes para o cinema e vinha buscar-nos de Mini Moke à praia quando faltávamos às aulas...» By Kady Press in Mazungue