15 março 2007

Parque Infantil: crianças e bichos nos anos 60 em Moçâmedes/actual Namibe




Através desta vista aérea da cidade de Moçâmedes, creio que dos anos 60, podemos ver, em 1º plano, o "Parque Infantil Alina Marques de Campos". A foto é cortada a meio, transversalmente, pela então denominada Rua da Fábrica, que, passando pelas traseiras da Escola Portugal (Escola nr.55), prosseguia além Sporting Clube de Moçâmedes na direcção do Bairro da Facada...

Sector dos animais do deserto
Zebra e avestruz

Gazela



Olongo

Através desta vista aérea da cidade de Moçâmedes, creio que dos anos 60, podemos ver, em 1º plano, o "Parque Infantil Alina Marques de Campos". A foto é cortada a meio, transversalmente, pela então denominada Rua da Fábrica, que, passando pelas traseiras da Escola Portugal (Escola nr.55), prosseguia além Sporting Clube de Moçâmedes na direcção do Bairro da Facada...

  Caitou e D. Maria
Caitou e jovem africano



Nas duas fotos acima, a tia Maria cuidando do Caitou quando era ainda um bébé. E o  bébé Caitou com um rapaz africano...  o elefante Caitou era a figura emblemática do Parque Infantil.  Conta-se que  teve origem numa história triste: o Abilio Tito Gouveia era então o fiscal de caça no Deserto do Namibe, e foi chamado um dia para abater um elefante que fazia estragos na zona do Caitou, Vila Arriaga.  Foi um cena triste passada junto do rio, e assim se matou a mãe do Caitou. Tito acabou por levar o pequenino Caitou para o quintal da sua casa em Moçâmedes, e mais tarde,  por o entregar à municipalidade para passar a habitar o Parque Infantil. Há noticia de que o elefante fémea tinha sido capturado por Afonso Duarte Correia. (2)


 
O elefante Caitou já adulto.


 [Xica+do+Parque+infantil+Mazungue.jpg]
 Outro residente deste Parque que qualquer criança  adulto de hoje que foi criança naquele tempo, recorda com saudade: a gorila

[Aldeia+dos+Macacos.Parque+Infantil-Mazungue.jpg]
E ainda outro: e o chipanzé...

 [Parque+Zete.jpg]

Frequentavam este Parque, mamãs babadas com os seus bébés... como podemos ver aqui aqui a  Marizete Romão Veiga Baptista e a  Lurdes Tavares Guedes da Silva... Data provável: 1962/3


 

E também tios, tias acompanhando seus sobrinhos...  a Teresa Banha e o José Duarte (Zézinho).  Foto de Kadypress (net)

 
 Primos....o Telmo e Matinela Ascenso... (cedida por Telmo)

Os primos João Ilha, Graciete Ilha Bagarrão, Rosário Sena Ilha e Pedro Ilha  junto das gazelas e das zebras. Foto de Pedro Ilha (net)
[Imagem+9271.jpg]

...e os primos Marizete, Luís, Marilia e Ana Paula Jardim...1971


 

Junto da cerca, o pequeno zoo com alguns animais  capturados no Deserto do Namibe, sendo visíveis duas belas zebras. Da esq. para a dt: António Manuel Passos Marques, Carlos Vilhena Piedade,Virgilio Paradanta Marques Couto, António Cebolo (de óculos) e  Luís Rosa Palmeira. Embaixo, José Neves Almeida. Foto de Neves Almeida


Foto cedida por Mélita Parreira da Cruz (na foto, à esquerda)

E porque estamos fazendo uma descrição deste Parque Infantil, importa referir que havia ali um rink de patinagem, que de vez em quando era palco de eventos vários, nas manhãs ou tardes de sábados e de domingos, ou em datas festivas como no decurso das "Festas do Mar» ou em comemorações do aniversário da fundação de Moçâmedes, em 04 de Agosto de cada ano. Trata-se de um "Concurso de Caninos" nos anos 1960. À esq. segurando a trela do seu cão, a concorrente Mélita Parreira da Cruz. Entre a assistência já fora do rink reconhece-se, entre outros, Sónia Madeira (à esq.) e António Marques da Silva (António padeiro), industrial de panificação e proprietário de uma loja na Rua das Hortas.



De quando em quando  neste rink de patinagem realizavam-se  espectáculos proporcionados por "bandas" musicais que jovens iam formando nesses tempos em que estavam em moda os Beatles, os Pink Floyd, o Elvis Presley, etc. Ao fundo, o  edificio do Colégio de Nossa Senhora de Fátima.

 



MariaNJardim no Parque Infantil de Moçânedes, em 1960



Junto do Parque funcionava também, como atractivo, uma barraquinha onde vendiam  gelados e cachorros-quentes. Sabemos que hoje este Parque já não se chama «Parque D. Alina Marques de Campos», o que nos parece óbvio, não obstante o perfil humanista daquela que foi noutros tempos a sua Patrona. Temos notícia que este Parque se encontra presentemente muito bem cuidado, e que está sendo explorado por um privado, sendo as entradas pagas. Ficam mais estas recordações





Pesquisa e texto de MariaNJardim