14 março 2007

Escola Comercial e Industrial Infante D. Henrique: 1960


 

 

A Escola Industrial e Comercial de Moçâmedes / Escola Industrial e Comercial Infante D.Henrique, escola técnica, de arquitectura educativa, do séc.XX era um edifício urbano original composto por um volume retangular com três pisos e um pórtico ao centro, isolado, implantado num terreno que ocupa sensivelmente um quarto de um grande quarteirão na zona Oeste da cidade de Namibe, nas proximidades de um novo Cinema de arquitectura futurista, tipo sonda espacial: Arco-Iris A inexistência da tradicional galeria exterior a todo o comprimento do edifício é mascarada pela presença de elementos de betão que a substituem. Trata-se de um edifício de planta retangular, com três pisos e cerca de 135 metros de comprimento. Coberturas de telha sobre estrutura de madeira. Seguindo o modelo comum nas escolas projectadas pelo Gabinete de Urbanização Colonial neste período, procurou-se dar à entrada central um certo toque de monumentalidade, com a execução de um grande pórtico, ao centro e erguendo-se à altura do segundo piso, sobre o qual existe uma varanda de grandes dimensões. A existência deste pórtico, que se desenvolve através de uma colunata de quatro colunas em pedra, permite acentuar o carácter de simetria do edifício. Ao contrário do comum nas construções escolares projetadas pelo Gabinete de Urbanização do Ultramar, não existem galerias exteriores a todo o comprimento do edifício, tendo sido estas substituídas por elementos em betão que as simulam. Ao nível da cobertura possui uma platibanda de betão que acompanha a totalidade do comprimento da fachada. Edificio urbano, isolado, implanta-se num terreno que ocupa sensivelmente um quarto de um grande quarteirão na zona Oeste da cidade de Namibe. Nas proximidades ergue-se o Cinema Arco-Iris.  ARQUITECTO: Fernando Schiappa de Campos (1956); Lucínio Cruz (1956); Luiz Possolo. (1956).
O edifício não foi executado no terreno inicialmente previsto, tendo essa parcela de terreno sido reduzida para dar lugar a lotes habitacionais, tendo sido o remanescente ocupado pelo Liceu Américo Tomás. Construído cerca de 500 metros a Oeste do referido terreno, o edifício surge amputado do segundo corpo inicialmente previsto e que deveria acolher a biblioteca, o ginásio e oficinas, bem como o corpo dos ginásios e auditório, comuns na tipologia de escolas projetadas pelos arquitetos do Gabinete de Urbanização do Ultramar. Informações retiradas do site do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana , Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território







Nesta foto podemos ver entre outros, a esq. para a dt:
Em cima: Alegria, M. Monteiro, Vieira, Eloisa Santos, Vasco Luz, Angela Nunes de Sousa, A. Martins, Zezinha Prazeres, Elizabeth Passos Marques, Alvaro Figueiredo, Mário Rogério Silva. Embaixo: Ferro, Ana Maria, Claudio Frota, Antonieta Oliveira, Dr. José G. Balsa, Abano, Laurindo Couto, Adelina e Arnaldo Ilha Bagarrão (Nadota). Foto retirada de:www.sanzalangola.com
 

 



 


Alunas da ECIIDH de Moçâmedes com professora de Inglês, Dra Isabel Serrano

































Tiago Lourenço 2010 (projeto FCT PTDC/AURAQI/104964/2008 "Gabinetes Coloniais de Urbanização: Cultura e Prática Arquitectónica")

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