07 março 2007

Festa do Banco de Angola no Caraculo/Moçâmedes/actual Namibe

Da esq. para a dt: João Ermelindo Costa (Alegria), Arménio Jardim e José Espírito Santo, por ocasião dos festejos do aniversário do Banco de Angola, no ano de 1970, no Caraculo, festejos que incluiram, entre outras actividades, um rally, ali realizado. Segundo informações fidedignas, José Espírito Santo (à dt.), militante do MPLA, foi vitima de uma assassinato político no ano de em 1975, atirado que foi do alto do Cristo Rei, no Lubango, quando ia a caminho de Luanda e ali foi interceptado por elementos de um outro movimento, na disputa pelo poder.
Foram tempos terríveis esses que vieram a seguir à abertura do processo de descolonização e à independência de Angola, em que a irracionalidade andava à solta, com a exacerbação do tribalismo, do racismo e outros «ismos» que tais, armas eficazes que levaram à debandada geral da população branca e não só, deixada à mercê de um destino que se adivinhava cruel, com o abandono puro e simples da tropa portuguesa do território e do povo mártir de Angola. E afinal para quê, se novos paradigmas deitaram a baixo todas as utopias, se o povo pobre continua mais pobre e os nossos bens e as nossas casas foram para outras mãos que não as deles! Para saber mais, clicar aqui: Pepetela


"ANGOLANO"
Ser angolano é meu fado,
é meu castigo
Branco eu sou e pois já não consigo
mudar jamais de cor ou condição...
Mas, será que tem cor o coração?

Ser africano não é questão de cor
é sentimento, vocação, talvez amor.
Não é questão nem mesmo de bandeiras
de língua, de costumes ou maneiras...

A questão é de dentro, é sentimento
e nas parecenças de outras terras
longe das disputas e das guerras
encontro na distância esquecimento!

Neves e Sousa (Pintor e Poeta Angolano)
Foto gentilmente cedida por A. Jardim