20 abril 2007

Na Praia das Conchas e junto do Farol do Saco do Giraúl /Moçâmedes (actual Namibe): década de 60


                                                  
 Parreira da Cruz junto do Farol do Giraúl. Aqui ainda este farol, que ostenta o escudo e as cinco quinas, se encontrava em excelente estado de conservação

 


Junto do "Farol do Saco do Giraúl". Reconheço, entre outros, Zica Alves, Paulinha, José Alves (com o pequeno Telmo Ascenso ao colo), Guida Ascenso e Castro Alves e esposa

 

Antonio Pessoa e amigos junto do "Farol do Giraúl"

 

O rochedo e o "Farol do Giraúl
 

Pescando sobre o rochedo..


A foz do rio Giraúl

  A costa do Barambol


O "Farol do Giraul", para além da função estritamente inerente à sua actividade, está inserido num local onde as pessoas se deslocavam, designadamente aos fins de semana,  para passear pela zona litorânea, a norte de Moçâmedes, passando dali até à Praia das Conchas, e até ao Barambol.


A "Praia das Conchas",
(praia que de praia não tinha nada), apesar de pedregosa, e incapaz para banhos de mar, era um atractivo que levava muitas famílias a se deslocarem para alí...



 
 Familiares e amigos num passeio à "Praia das Conchas", na década de 1940. Reconheço o casal António e Celeste Guedes e filhos, Mário e Orbela, Rodrigo Baião Alcario e Lidia de Sousa Alcario, José Nascimento e Maria do Carmo Paulo, Hélia Paulo... .


 
 
 
Apanhando conchas na «Praia das Conchas»: José Alves, Guida Ascenso, Castro Alves e esposa

O que as atraía então?

Toda a zona do Farol até à Praia das Conchas, onde se situa um banco rochoso, idêntico ao da Praia Amélia, é uma zona de muita rebentação, e, se uns iam  para ali  para contemplar o espectáculo das altas ondas do mar envoltas em espuma, a bater furiosas nas altas rochas, como as querendo galgar... outros iam pura e simplesmente apanhar búzios, burriés, pequenos caranguejos, ostras, mexilhões, etc, e sujeitavam-se a cortar os pés ou as sapatilhas, porque as conchas eram afiadas como lâminas.... Havia que se caminhar com reedobrado cuidado, e nada de escorregar...


Eram 3 zonas muito frequentadas, que iam da "Praia das Conchas" até à foz do rio Giraúl e Barambol, e que constituiam um paraiso sem limites, especialmente para  pescadores desportivos de pesca à linha, de pesca à cana e de caça submarina. Alí, podia-se dar asas ao gostinho da pesca/caça aos peixinhos, e com um pouco de sorte conseguia-se  levar para  casa uma razoável variedade de peixe: garoupas vermelhas pintadas, pargos, sargos/mariquitas, canelas, meros, moreias, anchovas, tainhas, badejos, e até chocos, polvos e lagostas, etc.,  que davam para encher o frigorífico para toda a semana.

Afinal valia mesmo a pena dar uma passeata até à Praia das Conchas, à Foz do Giraúl e ao Barambol!


Uma curiosidade: na «Praia das Conchas», como na "Praia do Chiloango",
ao fundo da Praia das Miragens, era comum verem-se grandes ossaturas de baleias que alí iam "encalhar" levadas pelas correntes desde a Praia Amélia (*), uma vez que em tempos mais para trás (década de 1920/30), existiu naquela praia, a 6 km a sul do centro da cidade de Moçâmedes, uma grande empresa norueguesa que alí se instalou, vocacionada para a industrialização de carne e gordura desses cetáceosLevadas pelas correntes, as ossaturas por ali ficavam esquecidas, e muitas permaneceram até aos nossos dias.    A "Praia Amélia" situada a 5 km da cidade de Moçâmedes, deve a sua denominação ao facto de ter alí naufragado, em meados do século XIX, a escuna «Amélia», da Marinha de Guerra portuguesa.



Na "Praia das Conchas": quatro amigas moçamedenses, alunas do Colégio de Nossa Senhora de Fátima, na Praia das Conchas. São:  ?, Lizete Ferreira, Nené Trindade e Noémia Van-der-Kellen


Na "Praia das Conchas":Alunas do Colégio de Nossa Sra de Fátima , na Praia das Conchas
(Clicar sobre s fotos para ampliar)

 
A "Praia das Conchas" e a rebentação.

A "Praia das Conchas" e a rebentação.




MAR DESFEITO
Na Praia das Conchas, fito
O mar revolto, infinito,
Bater nas rochas, desfeito...
E, olhamo-nos tanto, tanto,
Que suas ondas são pranto,
Que vem bater no meu peito...

Angola, 1968
CONCHA PINHÃO


(Vencedora do 1º prémio dos jogos florais das «x Festas do Mar», com o poema «Imbondeiro» . 1971)




 
O farol do Saco do Giraúl
 Um pedacinho sem pedra cortante...

 Na "Praia das Conchas"







Ficam mais estas recordações.

MariaNjardim






 

Farol do Saco do Giraúl .
VIDEO DO FAROL




Ver também 
  AQUI

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