Foto meu álbum de recordações.1972
Este era o interior do edifício para onde se mudou o Banco de Angola de Moçâmedes no início da década de 1960. Ficava numa esquina da Rua dos Pescadores que convergia para a Rua Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro (nome dado à transversal que nascia na Rua da Praia do Bonfim e prosseguia até à Rua da Fábrica). Este edifício, recentemente construído, era alugado pelo Banco ao conhecido industrial da Praia Amélia, João Duarte. Em cima (na sobreloja), ficavam o gerente, (na altura, Daniel Gavino Dias) e os funcionários de apoio à gerência. Embaixo, ficavam os serviços de atendimento ao público. No 1º andar, ficavam a secção de contabilidade e o arquivo. Nesta foto reconheço, da esq. para a dt: Ao balcão, atendendo o público: Osório e Hernâni Nunes. Um pouco mais atrás: André e Gonzaga (de pé), Mário Luis Figueiredo, Mário Cruz, Edgar Aboim (ao centro), Arménio Jardim ( à dt.). Ao fundo: Rui dos Santos Carapinha e Nunes de Andrade (ambos de pé) e à secretária João Morgado, Artur Caleres e Teixeira de Jesus.
Trata-se de um edifício de genuína traça oitocentista portuguesa, que ainda se pode ver actualmente naquela que conhecemos como a Rua da Praia do Bonfim, a olhar a Avenida da República, ainda que em lastimável estado de degradação.
Este edifício que havia sido mandado construir pelo colono Francisco Rodrigues Pinto da Rocha colono fundador, vindo de Pernambuco, para sua moradia, e foi vendido pelos herdeiros ao Banco Nacional Ultramarino, e por extinção deste, passou a pertencer ao Banco de Angola.
Portanto neste edifício primeiro esteve instalado o BNU. banco emissor, fundado em 14 de Agosto de 1926 com sede em
Lisboa. A partir da extinção do BNU passou a pertencer ao Banco de
Angola. Local: Avenida da Praia do Bonfim, em Moçâmedes e gaveto com a Rua Bernardino Abreu e Castro
Mais tarde, já no início dos anos 1960, passou o Banco de Angola de Moçâmedes, para a Rua dos Pescadores, ali mesmo ao lado, a convergir com a Rua Bernardino Abreu e Castro. Trata-se de mais um belo edifício de arquitectura clássica portuguesa , representativa de uma época e de um estilo irrepetíveis,que muito veio valorizar a baixa da cidade, e que acabou abandonado já no tempo colonial, a aguardar obras,apresentando já em 1975 alguma degradação que seria urgente recuperar. Aliás o Banco de Angola tinha comprado todo o quarteirão onde este edifício se encontra, entre as Ruas da Praia do Bonfim e Pescadores, e as transversais, Rua de S. João e Rua Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, e pretendia demolir todos os edifícios, incluindo este. O objectivo era construír no centro do referido quarteirão um edifício novo, rodeado de zonas ajardinadas, etc, etc, porém a Câmara Municipal de Moçâmedes entendeu e bem recusar, por considerar que se tratava de um edifício histórico, que fazia parte da memória da cidade, e que alterações ao nível dos quarteirões iriam também modificar a paisagem do centro histórico que devia manter a quadrícula rigorosa do traçado e os edifícios existentes. Era apesar de tudo, o despontar da consciência do valor do património cultural como um bem a preservar. Mas as obras foram sendo adiadas até à independência de Angola. Resta saber se com a independência, este belo edifício, na linha do Hotel Moçâmedes, Estação do CFM, antigo Hotel Central, hoje Museu, Palácio, etc, será classificado e recuperado tal como as estruturas arquitectónicas de todo os edifícios da cidade de Moçâmedes construídos há mais de cem anos, ou se irá ser deixado ao abandono até que o tempo determine a hora do seu fim. Seria um crime de lesa património cultural e histórico imperdoável!
Mais tarde, já no início dos anos 1960, passou o Banco de Angola de Moçâmedes, para a Rua dos Pescadores, ali mesmo ao lado, a convergir com a Rua Bernardino Abreu e Castro. Trata-se de mais um belo edifício de arquitectura clássica portuguesa , representativa de uma época e de um estilo irrepetíveis,que muito veio valorizar a baixa da cidade, e que acabou abandonado já no tempo colonial, a aguardar obras,apresentando já em 1975 alguma degradação que seria urgente recuperar. Aliás o Banco de Angola tinha comprado todo o quarteirão onde este edifício se encontra, entre as Ruas da Praia do Bonfim e Pescadores, e as transversais, Rua de S. João e Rua Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, e pretendia demolir todos os edifícios, incluindo este. O objectivo era construír no centro do referido quarteirão um edifício novo, rodeado de zonas ajardinadas, etc, etc, porém a Câmara Municipal de Moçâmedes entendeu e bem recusar, por considerar que se tratava de um edifício histórico, que fazia parte da memória da cidade, e que alterações ao nível dos quarteirões iriam também modificar a paisagem do centro histórico que devia manter a quadrícula rigorosa do traçado e os edifícios existentes. Era apesar de tudo, o despontar da consciência do valor do património cultural como um bem a preservar. Mas as obras foram sendo adiadas até à independência de Angola. Resta saber se com a independência, este belo edifício, na linha do Hotel Moçâmedes, Estação do CFM, antigo Hotel Central, hoje Museu, Palácio, etc, será classificado e recuperado tal como as estruturas arquitectónicas de todo os edifícios da cidade de Moçâmedes construídos há mais de cem anos, ou se irá ser deixado ao abandono até que o tempo determine a hora do seu fim. Seria um crime de lesa património cultural e histórico imperdoável!
Aqui o mesmo edifício, enquanto ainda pertencia ao Banco Nacional Ultramarino.
Quando o BNU foi extinto, em seu lugar surgiu o Banco de Angola, banco emissor, fundado em 14 de Agosto de 1926 com sede em
Lisboa, para ser mais directa a influência do Ministro das Colónias. O Banco de Angola teve até 1957 o exclusivo do comércio bancário em Angola, para além de
emissor. Nesse ano surgiu o Banco Comercial de Angola, e posteriormente
o Banco de Angola passou a ter a concorrência de outros Bancos
Comerciais, tais como o Banco Pinto & Sotto Mayor, o Banco Totta e
Standard, o Banco de Crédito Comercial e Industrial, O Banco Inter
Unido, e quatro instituiçoes de crédito: O Instituo de Crédito de
Angola, o Montepio de Angola, o Banco de Fomento Nacional, a Caixa
de Crédito Agrícola e Pecuária
MariaNJardim
.................................................................................................................................................................
Do Banco Nacional Ultramarino ao Banco de Angola ...
Até à criação do Banco Nacional Ultramarino, em 1864, a actividade económica em Angola repousava essencialmente sobre os mecanismos do tradicional sistema de troca de géneros.(1) A situação económico/financeiro em Angola era de facto deplorável.Não existia em Angola qualquer instituto económico para funcionamento do crédito, o que tornava impossível a aquisição de toda e qualquer aparelhagem agrícola e industrial, e impedia o aperfeiçoamento dos processos de trabalho e dificultava o movimento das transacções mercantis e a própria vida dependente dos resultados das produções. Havia pouco dinheiro, as receitas que entravam nos cofres públicos eram na sua maior parte constituídas por letras e títulos de dívida. Com o objectivo de fazer afluir metal sonante aos cofres, decidiram as autoridades coloniais suprimir a aceitação de letras, limitando os pagamentos apenas a dinheiro e aos irrecusáveis títulos de dívida. Mas esta medida também não surtiu efeito, extinta a moeda de cobre carimbada, assim como as cédulas de papel, passou toda a moeda circulante da colónia, a macuta (moeda de cobre), a exprimir-se pelo valor Real, moeda do reino português.
Manuel Júlio de Mendonça Torres, na sua obra dedicada a «Moçâmedes», lembra-nos que no início
da colonização quando de Pernambuco, Brasil, começaram a chegar os
primeiros contingentes de portugueses, em parte, foi o Estado que supriu
essa lacuna ao prestar-lhes a necessária assistência financeira, que
lhes possibilitou a compra de três engenhos de fabricação de açúcar que
foram distribuídos a Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro,
José Joaquim da Costa e José Leite de Albuquerque, com a condição de
retribuírem o seu custo com o produto de três safras consecutivas. Na
mesma altura, foi ordenada, também, a remessa de três máquinas, duas das
quais para descaroçar algodão dirigidas a Bernardino Freire de
Figueiredo Abreu e Castro, e uma terceira de prensar o algodão, a Manuel
José Correia para serem pagas com os lucros das primeiras colheitas.
Para além destes foram concedidos outros auxílios que seria ocioso
enumerar, substituindo-se o Estado à instituição bancária nas suas
funções subsidiárias de crédito. Importa referir, que, embora sem meios de prova, essa faceta
também foi exercida no distrito por simples particulares (agiotas), que,
tal como em toda a província, emprestavam dinheiro a juros em condições
pouco inspiradoras de confiança.
Com
o BNU começaram as emissões de papel-moeda nas colónias de África, e
acabou a enorme variedade de moedas que
corriam localmente (pesos, florins, marias teresas, águias, soberanos,
luízes, etc.). As Emissões de papel-moeda foram emitidas em diversas
unidades monetárias – réis, escudos, patacas, rupias e libras
esterlinas, conforme o tempo e o espaço onde circularam. A primeira
emissão impressa pelo Banco foi para a Sucursal de Luanda, em
1865. O
Governo de então procurava assim libertar as colónias da
penúria de meios em que se achavam, sendo a primeira sucursal
estabelecida em Luanda, a que se juntaram
balcões em Benguela e Moçâmedes em 1868, em Novo Redondo em 1915, no
Lobito e em Malange em 1918, em Cabinda em 1919 e no Bié (depois Silva
Porto) e no Lubango (depois Sá da Bandeira), em 1921.
O
BNU logo disponibilizou ao Estado os meios para a regularização do
pagamento
dos vencimentos dos funcionários da colónia, que andavam sempre
atrasados. Neste
período Angola acabava de sair do nocivo tráfico de escravos, que
obrigou à saída forçada de milhares de
indivíduos negros para o Brasil e para as Américas, braços de trabalho
que faziam falta à própria colónia. A publicação do
decreto de 10 de Dezembro de 1836, de Sá da Bandeira não teve resultados
práticos imediatos e foi já só com o
decreto de Abril de 1878, que regulamentava o trabalho rural livre que o
tráfico foi definitivamente irradicado. Nesta fase a província ficou
propensa a iniciativas
particulares, manifestando-se desde logo a concorrência de empresas
agrícolas, comerciais e mesmo industriais, perante o novo regime de
trabalho. Foi então que surgiu a ideia de criação de uma instituição
bancária que representasse um incitamento e um apoio material a
todas as iniciativas de investimento, nas antigas províncias
ultramarinas portuguesas, auxiliando o comércio, a agricultura, a
indústria e promovendo os melhoramentos materiais em Angola e nas
restantes possessões ultramarinas. Eis algumas dessas iniciativas:
Logo
em 1876, o BNU assumiu o encargo da navegação a vapor no rio Cuanza,
financiado a navegação, algo considerado indispensável ao
desenvolvimento do comércio em Angola, então ainda sem uma linha de
caminho-de-ferro. Este foi o tempo do início das expedições de
exploração dos territórios africanos portugueses, com Serpa Pinto,
Hermenegildo Capelo, Roberto Ivens, tendo o BNU comparticipado com os
meios necessários para a realização das viagens (1877).
Em 1900, o BNU avançou com a Companhia Agrícola do Cazengo, para que as propriedades não ficassem em mãos estrangeiras, ficando o banco detentor de ações da mesma Companhia e procedendo a emissões de 1.200 contos. Dois anos mais tarde, o Governo era autorizado a construir o caminho-de-ferro de Ambaca e Malanje, como prolongamento de Luanda a Ambaca, que já vinha sendo explorado por aquela Companhia. O BNU concedeu um empréstimo de 150:000$000 réis para financiamento de parte da obra.
Em
1901, novo contrato entre o Governo e o Banco para o exercício do
privilégio da emissão de notas e de obrigações prediais nas províncias
do ultramar. O contrato incluia o dever imposto ao Banco de aumentar o
número de agências em território ultramarino português e o de estas se
constituírem como caixa do tesouro do Estado, nesses mesmos territórios.
Apesar
de todo o seu esforço para desenvolver Angola, chegados a 1903, a
situação do BNU não era estável em Angola. Os empréstimos concedidos
para o financiamento de algumas obras públicas, como a construção do
caminho-de-ferro de Lucala até Malange, contribuíram para um esforço
suplementar do Banco. Por outro lado, o Governo recorria muitas vezes
aos saques do BNU para colmatar défices na província.
No
ano de 1913, a construção da agência do Lobito esperava-se promissora
pelas vantagens do futuro caminho-de-ferro para o Catanga. Em 1914 o
Tesouro da Província de Angola encontrava-se numa situação debilitária
já com antecedentes. Norton de Matos levou a que todas as dívidas da
província fossem liquidadas, contando para o efeito com o auxílio do
BNU.
Em
1915, visando o incremento comercial e agrícola das colónias, eram
erigidas agências privativas nas localidades onde se justificava o seu
estabelecimento. Foi quando surgiu em 1915, em Novo Redondo; em 1916 no
Lobito eem Malange. Nesse ano o BNU assinava a escritura que reconhecia a
Companhia dos Diamantes de Angola, sendo o mesmo um dos acionistas. A
Companhia era uma empresa de capitais mistos de grupos financeiros de
Portugal, Bélgica, Estados Unidos, Inglaterra e África do Sul.
Em
1917, o BNU continuava a prestar auxilio ao Estado sempre que este o
solicitava. Foi o caso de um empréstimo até 800 contos, satisfazendo o
pedido do último ministério de Afonso Costa para o pagamento de despesas
militares com a ocupação de Angola.
Em
1918 o BNU adquiriu ações de algumas poderosas companhias coloniais,
Entre aquelas figuravam as antigas ações da Companhia Agrícola do
Cazengo.
Em
1919, era inaugurada uma agência do BNU em Cabinda, e reforçados os
interesses acionistas daquele Banco na Companhia das Pesquisas Mineiras
de Angola, na Companhia do Petróleo de Angola e na Companhia dos
Diamantes de Angola – cujas explorações se apresentavam prometedoras.
Obedecendo
a diretas solicitações do Governo ao Ministério das Colonias, o BNU
apresentou uma proposta para a realização do empréstimo destinado aos
serviços do caminho-deferro de Luanda. Assegurando ao mesmo tempo em sua
subscrição, vantajosa preferência aos portadores de obrigações da
Companhia dos Caminhos-de-Ferro através d’Africa, o qual visada ao
alargamento da rede ferroviária da província, dotando-a com o material
necessário à sua exploração.
Os anos entre 1921 e 1926, período entre guerras , foi um tempo de grandes dificuldades económicas e caos financeiro. Em 1921 chegava a Angola o alto-comissário Norton de Matos, com o objetivo de realizar uma obra de fomento rápida e colonial, promover a abertura ao capital estrangeiro, das atividades impossibilitadas de obter capital nacional. Apesar da estratégia apresentada, a situação em Angola não apresentava melhorias quanto ao desenvolvimento, e à luta contra a escassez de numerário. Durante o seu cargo, procurou implementar moeda privativa para Angola e retirar o exclusivo da emissão de papel-moeda ao BNU. Apesar do esforço do BNU, que contribui com vastos empréstimos, assim como o Governo da República, não se viam resultados de investimentos efetuados. Prova do empenho do BNU foi a criação da Companhia Agropecuária de Angola, destinada a exercer a agricultura cerealífera, a fruticultura e a exploração pecuária na província. .
Em
1923, estala uma crise financeira grave, com falta de créditos externos
e atraso na conclusão de algumas grandes obras. As dívidas eram imensas
e não havia capacidade de as pagar. O BNU, principal financiador de Angola, não permitia transferências para o exterior. Tal condicionou as
alterações monetárias que levaram à perda da função emissora do Banco
no território e à criação do Banco de Angola,
como novo agente emissor e exclusivo para essa então colónia portuguesa.
Norton de Mattos foi Alto Comissário de Angola entre 1921 e 1923, e no primeiro ano do seu mandato, determinou, para que Governo colonial pudesse emitir cédulas, que as do BNU, que se encontravam em circulação, fossem retiradas até Dezembro de 1922. As ‘cédulas do Alto Comissário de 1921’, no valor facial de 50 centavos, tiveram um montante elevado de emissão: 60.000 cédulas. Os seus lucros e prejuízos eram revertidos e suportados pelo Estado. Ao mesmo tempo, em 23 de julho de 1922, foi renegociado o contrato com o BNU de modo a obrigar este último a substituir as notas em curso por uma nova emissão privativa para Angola. Havia carência de meios de troca, o que afetava o comércio local, insuficiente lançamento de papel-moeda por parte do BNU. No entanto, num relatório do Governador do BNU, este dever-se-ía antes aos créditos, a que se recorria e que se concediam desregradamente. A problemática dos créditos, exercida pelo BNU no período 1922-24, tinha a ver com o facto de aqueles serem concedidos na forma de descontos e contas correntes para uma população e classe empresarial que, apesar das transações comerciais, tinha falta de capitais próprios.
Em 1926, foi criado o Banco de Angola que recolheu do BNU o privilégio da emissão de moeda naquele território, e tomou as suas agências para continuidade da actividade bancária, integrado neste novo banco, a agência que o BNU possuia em Leopoldville. Nas restantes colónias africanas, permaneceu como único Banco emissor até aquelas se transformarem em países independentes.
Pesquisa e texto by MariaNJardim
(1)
De 1910 a 1962 lança o Estado colonial português no mercado a emissão “Vasco da Gama”, o “escudo”, as cédulas do Banco Nacional Ultramarino, as “ritas” e os “chamiços”, os “angolares” e por último, em 1953, o “escudo” como unidade monetária.
A primeira moeda na Angola colonial chamou-se Reis, a segunda o “Escudo Angolano” a terceira o “Angolar” que passou a ser a moeda oficial de Angola entre 1926 e 1958. Substituiu o Escudo Angolano e foi por sua vez substituído por um novo Escudo. O Angolar foi emitido até Janeiro de 1929 por uma Junta de Moeda e a partir dessa data pelo Banco de Angola.Os angolares são um grupo étnico distinto que tem a sua origem atribuída ao naufrágio, ao sul da ilha de São Tomé, de um navio negreiro com escravos trazidos de Angola em meados do século XVI. Muitos angolares actualmente falam também português e há uma tendência para se integrarem nos forros que significa "homens livres" que constituem o principal grupo étnico de São Tomé e Príncipe.
A macuta foi uma unidade monetária introduzida em Angola por D. José I, foi cunhada em prata e cobre circulou até 1928.
Em seguida surgiu o “Novo Escudo”.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
http://restosdecoleccao.blogspot.com/2014/06/banco-de-angola.html
Antes
da época
colonial, era o zimbo, que constava de pequenos búzios cinzentos , que
durante
muito tempo era o capital circulante na hora da troca. Acredita-se que
desde 1616. O Zimbo pequeno búzio cinzento, funcionava cono autêntica
moeda local. Apareciam em toda a costa de Angola, embora
os mais belos fossem da ilha de Luanda. Pescavam-nos as mulheres, na
contracosta da ilha,
avançavam pela água alguns metros e, mergulhando, enchiam de areia uns
cestos estreitos e compridos, a que chamavam “cofos”. Em seguida
retiravam os “zimbos” da areia recolhida, que depois separavam, segundo o
critério de classificação em “puro,” “cascalho,” e “meão.” Com o passar
do tempo o Zimbo começou a ser desvalorizado, e, assim, um “cofo”, que
no tempo de Mbemba a Nzinga, valia trinta e três cruzados, desce para
dez mil réis em 1615. Porém, já em 1616 não valia mais do que três mil
réis. Mais tarde o Zimbo deu lugar aos “panos” como moeda mais
generalizada com origem no Congo e Luango. Estes panos traduziam
riqueza em paralelo aos escravos que também durante longos anos serviram
de moeda de troca monetária para o comércio. O sal também teve o seu
valor como moeda especialmente quando viesse da Kissama e das salinas de
Benguela. Depois veio o cobre, um dos metais que desde 1801
despertou interesse dos portugueses, cuja proveniência era um dos
segredos mais bem guardados dos povos que fundiam. O marfim também fez
história, o cauris, as contas feitas de missangas, as fazendas, a
macuta, moeda de cobre angolano.
Até 1864 a actividade económica em
Angola era feita essencialmente sobre os mecanismos tradicionais de
sistema de permuta de géneros. O “Cauris” era concha branca de rara
beleza. A sua generalização em Angola e no Congo teve lugar a partir do
século XVI e foi consequência das relações comerciais dos mercadores
portugueses que, por via marítima, o importavam do Oriente. Neste
percurso de valores Pré-Monetários de proveniência exterior, circularam
no actual território de Angola, a partir do Séc. XVI, as contas e
missangas das mais variadas cores e feitios, que acabaram por suplantar
as conchas, em especial o “zimbo” e o “cauris” na sua função de moeda.
A
cunhagem das moedas de cobre constava de peças de 1 macuta, ½ macuta, ¼
de macuta e cinco réis, atribuindo-se à Macuta o valor de 50 réis.
Quanto à emissão de moedas de prata, constava de peças de 12, 10, 8, 6, 4
e 2 macutas, sendo estas, de uma forma geral, semelhantes às de cobre.
Neste período viviam-se tempos particularmente difíceis na colónia,
motivados pelo monopólio da moeda.
De 1910 a 1962 lança o Estado colonial português no mercado a emissão “Vasco da Gama”, o “escudo”, as cédulas do Banco Nacional Ultramarino, as “ritas” e os “chamiços”, os “angolares” e por último, em 1953, o “escudo” como unidade monetária.
A primeira moeda na Angola colonial chamou-se Reis, a segunda o “Escudo Angolano” a terceira o “Angolar” que passou a ser a moeda oficial de Angola entre 1926 e 1958. Substituiu o Escudo Angolano e foi por sua vez substituído por um novo Escudo. O Angolar foi emitido até Janeiro de 1929 por uma Junta de Moeda e a partir dessa data pelo Banco de Angola.Os angolares são um grupo étnico distinto que tem a sua origem atribuída ao naufrágio, ao sul da ilha de São Tomé, de um navio negreiro com escravos trazidos de Angola em meados do século XVI. Muitos angolares actualmente falam também português e há uma tendência para se integrarem nos forros que significa "homens livres" que constituem o principal grupo étnico de São Tomé e Príncipe.
A macuta foi uma unidade monetária introduzida em Angola por D. José I, foi cunhada em prata e cobre circulou até 1928.
Em seguida surgiu o “Novo Escudo”.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
http://restosdecoleccao.blogspot.com/2014/06/banco-de-angola.html




