06 outubro 2007

Gente de Porto Alexandre





























1ª foto: grupo de jovens alexandrenses em noite de festa.

2ª foto: Grupo de alexandrenses posam para a foto junto da Casa de Modas Ferreira e Faustino, Lda., em Porto Alexandre (actualmente Tombwa). Reconheço, entre outros, à dt. Navarro, e a penúltima, à esq. Zázá Faustino.

3ª foto:Nesta foto, tirada numa das ruas de Porto Alexandre, junto a vivendas pintadas de branco, reconheço Àlvaro Faustino, Manuel Silva e Abel Lopes.

Jovens de Porto Alexandre em dia de festa no Independente Club



























Princípios da década de 60, em Porto Alexandre
1º foto: De pé e da esq. para a dt: Chiquinho, Eduardo Faustino, M. Silva e Àlvaro Faustino
Sentadas à frente e da esq. para a dt.: ?, Claudete e irmãs, ?. Atrás: ?, Marinália e Belarmina
2ª foto:

Revista «A Prata da Casa»: Porto Alexandre nos finais da década de 50


Cenas da Revista «A Prata da Casa». Ensaiador: Dr. Rui Coelho.


Porto Alexandre: Revista «A prata da Casa»




Revista «A Prata da Casa». Finais dos anos 50. Ensaiador: Dr. Rui Coelho
1ª foto:

Familias de Moçâmedes no Caraculo: 1960

Reconheço nesta foto, de pé e da esq. para a dt.: Edith Torres, Rui Torres, Maria Amélia Parreira da Cruz, Eduardo de Mendonça Torres ( o proprietário das Hortas) e Parreira da Cruz.
À esq., sentadas na escada: Paula Chalupa e Rui Torres filho (em cima),
Finita Parreira da Cruz e Vitoca Torres ( sentados no 2º degrau), Estela (irmã da Maria Amélia Parreira da Cruz ) e Mélita Parreira da Cruz (em baixo).

SONHO

Num preclaro dia, sorria e sonhava;
num silêncio de fogos ao longe,
belo Pássaro azul, despertava,
me dizia: "Voemos, para Maconge!"

Assim sobre nuvens fomos, voámos,
nos extremos asas se tocando,
pelas celestes águas deslizámos,
o Sabedor a rota conduzindo.

Atlântico mar Diogo navegou
em lúcidas marés e brisa forte;
lá nos tempos de antanho desbravou
terra e céus, com a estrela da sorte.

Vão pelo aéreo sonho acicatados,
estes novos nautas, agora alados;
pelo vapor em leveza descendo,
do Cherungo, a enseada avistando.

Tendo a costa e praias sobrevoado,
rumo ao sol, no horizonte alçado;
meu companheiro tudo explicando,
pelo curso do Giraúl nos guiando.

Do Namibe quentes brisas vinham,
asas de outras formas e cores vieram;
pelo riso das águas se alegrando,
da providencial pedra bebendo.

Nas cores do alvor, um sunguiandondo;
lá do norte, bem do
Caraculo
um pica-pau vem, aqui bangula.
Alto, o astro-rei, belo e redondo.

Cruzando agora o rio, que é Munhino,
buscando o fluxo do seu afluente,
com o bando cantando, contente,
rápido seguíamos p´ro destino.

Aquando já das margens íamos saindo,
logo me disse meu Amigo de viagem:
"este é bico que vem de passagem:
tal um beija-flor", o mariapindo.

Da Bibala um kinkanga chegou
(tal como alguém disse, é um cuco)
havíamos de escutar o que nos informou:
"Um pouco mais abaixo, fica o Bruco!"

Voando ao lado um sumbo - maçarico
e atrás um xinquengue - periquito;
e já Capangombe avistávamos,
à esplêndida Leba chegávamos!

Terminada a viagem, inda era dia,
duas aves, um sonho e um coração,
cantam agora idêntica canção:

publicado por zé kahango in:
http://poemangola.blogs.sapo.pt/2006/03/

Recinto das «Festas do Mar» e Praia das Miragens









Enviaram-me hoje as fotos que tanto desejava ver aqui colocadas: as do recinto das «Festas do Mar», junto da Praia das Miragens, Club Nautico (Casino). Era aqui que anualmente, no mês de Março, se realizavam as Festas do Mar, sob o slogan «Moçâmedes, Mar e Março». Era um airoso recinto como se pode ver, todo engalanado, que funcionava como uma espécie de Feira Popular, onde não faltava o parque de diversões com dois carroceis, um deles para os mais pequeninos, barracas dos cavalinhos e de tiro ao alvo, barracas das rifas, de tômbolas, de «de comes e bebes», pavilhão de exposições, etc. etc. As «Festas do Mar» atraiam muita gente para este recinto, e com a construção da serra da Leba, passaram a ser também um cartaz atractivo para as gentes da vizinha Sá-da -Bandeira/Lubango e até de outros pontos de Angola, que em Março aproveitavam a época para banhos nas praias de Moçãmedes, ara um passeio ao deserto, para uma boa pescaria...


Na 1ª foto, o Pavilhão de exposições das Festas do Mar.

Na 2ª foto, a Praia das Miragens , num domingo a «abarrotar» de gente e de carros.

Na 3ª foto, podemos ver os baloiços que em determinada altura existiram em plena Praia das Miragens.Em 1º plano um grupo de pessoas descansa protegendo-se do sol por debaixo das casuarinas.

Na 4 ª foto, uma espécie de padrão que fora alí colocado junto dss arcadas.


Na 5ª e 7ª fotos: o parque de diversões das Festas do Mar, onde se pode ver as diversas barracas (cavalinhos, tiro ao alvo, rifas, tômbolas, comes e bebes, algodão doce, cachorros quentes, etc. etc e ainda os carroceis.

Na 6ª foto
: o palco da praia junto das arcadas onde realizavam espectáculos de música ao vivo, etc. Repare-se na pintura alusiva ao mar, ao deserto, à pesca e ao encontro de culturas...


Na 8ª foto: vista da praia e do palco para espectáculos devidamente cercados e engalanados.