26 março 2008

Concurso de vestidos de papel de jornal /revista no Impala Cine: Carnaval 1973

 












 


Reconheço nesta foto,  ao centro e atrás, Geninha Amado, e entre as concorrentes, Carla Câmara (boneca na caixa) e Glória Santos (mini-saia).

Postais de Moçâmedes














































Três lindissimos postais de Moçâmedes, onde podemos ver o Brazão de Armas, o Deserto do Namibe com os seus olongos, gazelas e zebras, o Palácio do Governador, a Praia das Miragens, a Welwitschia Mirabilis, parte do Bairro dos Herois de Mucaba, a baía, o Palácio da Justiça e os belos jardins da Avenida da Praia do Bonfim tal como eram na década de 50, antes da plantação das palmeiras.

E agora, uma pausa para os nossos poetas:

NAMIBE


Grande é o Namibe
Aquém e além Cunene
Vida em murmúrio a passar.


Grande é o Namibe
e a alma-poeta
uma grande Welwitschia Mirabilis
macho e fêmea
cio em flor
no deserto vida teimosa a rasgar.


Namibiano Ferreira


19 março 2008

Lucira: Moeda não fiduciária





1. Foto que nos mostra uma perspectiva bastante agradável da Lucira (distrito de Moçâmedes)

 



 


Lucira: Moeda não fiduciára I & I (Inácio & Irmão ?).






Chegou-me às mãos esta imagem com o pedido da sua identificação e origem. Sabe-se apenas que se trata de uma moeda emitida por uma antiga empresa domiciliada na Lucira e supostamente denominada Inácio & Irmão. Terá alguma ligação com a empresa de João Maria Inácio - Lucira (Angola), da época colonial? Algum leitor saberá informar?


Não quer dizer que seja este o caso, mas recebi esta mensagem de um leitor, que dá uma explicação lógica para a existência deste tipo de moedas. Ela aí vai:

«Estas moedas serviam de pagamento aos contratados ou seja; o salário era pago em tantas moedas e o restante em angolares com o intuito destes gastarem as moedas nas suas despesas nas cantinas dos próprios patrões. Como se sabe certos empresários tinham cantinas quer nas pescarias quer nas fazendas e usando este método os valores acabavam por ficar de novo nos bolsos dos patrões por não se poder gastar noutro local. Era uma moeda de troca dentro de uma empresa e com determinado valor. Espero ter contribuido para algo.
(Cabeto Benguelense )»

Obrigado Cabeto Benguelense pela informação. Uma coisa é certa (passando por cima da ideia de exploração, se é que se enquadra a este caso), se não houvesse alí uma pescaria com uma dessas cantinas, onde o pobre pessoal poderia aceder a alguns bens essenciais, no isolamento daquela terra?

E para quem estiver interessado em dar um olhada a notas antigas de Angola, é só clicar AQUI