30 abril 2008

Meninos e meninas de Moçâmedes em dia de comunhão solene na Igreja Paroquial de Santo Adrião





 

  1. Minelvina Pestana Almeida (Vina) acompanhada da tia-avó, Maria Pestana, recebe na Igreja Paroquial de Santo Adrião, o sacramento da 1ª comunhão pelas mãos de D. Altino Ribeiro de Santana, que é acompanhado do Padre 
Simões e Padre Menezes. Década de 50. Foto gentilmente cedida por Vina Almeida.


  1. 5ª foto: Meninos e meninas de Moçâmedes em dia de «Comunhão solene», junto à porta da Igreja Paroquial de Santo Adrião. Entre outros/as, reconheço em cima e da esq. para a dt: Néné Franco (5ª), Rogélia Maló Almeida (Gélita) (9ª), Guida Franco (10ª). Na 2ª fila a partir de cima e da esq. para a dt: ?Castro (5º), Mariália, ??? Na 3ª fila a partir de cima e da esq. para a dt: Arménio Minas, ?,?, Walter Frota, Laurentino Jardim (5º), Manuela Monteiro, ??', Júlia Ferreirim, Guida Duarte, Luisa Ferreirim.À frente e da esq. para a dt: João Fonseca, São Duarte,??????? e Vina Almeida (à esq.)
    Década de 50
    Créditos de imagem:
    baú de memórias da minha sogra, 30 anos depois....
     

 
1ªfoto: Rui Alberto Sousa Jardim recebendo a comunhão.

2ª foto: Da esq. para a dt.: Atrás: Filó Fiuza e Teresa Carneiro. À frente: Lurdes Nascimento. Inicio da década de 60. Foto retirada de Sanzalangola e ali publicada por Teresa Carneiro.

3ª foto :
Teresa Carneiro e companheiras de comunhão. Retirada de Sanzalangola e ali publicada por Teresa Carneiro.





6ª foto: o mesmo grupo da anterior
Dedicado à minha terra

Moçâmedes onde nasci
E lá fiz o meu baptismo
Moçâmedes onde estudei
E aprendi o catecismo.

Ó minha terra natal
Onde aprendi oração
Na paróquia onde em criança
Fiz a minha comunhão.

Moçâmedes que me recordas
O dia do casamento,
Lá nasceram os meus filhos,
Não me sais do pensamento.

Moçâmedes tu serás sempre
Recordada com carinho
Desde o mar so teu deserto
Percorri o teu caminho.

No deserto do Namibe,
Ó minha querida terra
Viemos nós para tão longe
Porque Angola estava em guerra.

A tua praia tão linda
Onde apetecia estar,
Em Março que bom que era
termos as Festas do Mar.

Não falando nos mariscos,
Que me estão a apetecer,
Pois desde que aqui cheguei
Não mais voltei a comer.

Ó terra da azeitona
Onde não havia igual
Também é terra das misses
Que vinham para Portugal.

Acho que por hoje já chega
Falar desse meu torrão
Por muitos anos que viva
Não me sais do coração.

Clementina de Castro Abreu

Gente de Porto Alexandre: anos 50

Alexandrenses reunidos recebem na sua cidade, creio que Nunes da Ponte, o novo Governador do Distrito de Moçâmedes

Gente de Moçâmedes: anos 60









1ª foto: A bonita vivenda de Raul Radich Junior, na Avenida da Pria do Bonfim, mesmo ao lado da fonte luminosa com as gazelas, como se pode ver.

2ª foto: Outra perspectiva da Avenida da Praia do Bonfim, com o Palácio da Justiça (Tribunal) ao cimo, o edifício do Grémio da Pesca à esq., as casas terreas de traça portuguesa e a esplanada da Minhota.

3ª foto: Nesta foto, tirada na Avenida da Praia do Bonfim, junto da linda vivenda que vemos acima, encontram-se representados o casal Júlio de Almeida (solicitador) e Lita Pestana, o filho Juleco (em dia de comunhão solene) e Maria Pestana.

4ª foto: Da esq. para a dt.
Maria Julia Correia Pestana, Cacilda Pessoa, Vina Almeida, Osvaldo Sena Nunes, ?, Lurdes Sampaio Nunes, Lita Pestana, Tomás Alves e Irmão (estes últimos, familiares de visita a Moçâmedes)
Recordo Maria Julia Correia Pestana como uma grande modista que confeccionava os vestidos das elegantes da terra, tal como o fora Benvinda que viera a casar com o Dr. Garrido.
Fotos de familia, gentilmente cedidas por Vina Almeida.

Colégio de Nossa Senhora de Fátima: Excursão às Salinas do Saco: 1962









4ª foto: Foto tirada no decurso de uma aula no Colégio de Nossa Senhora de Fátima de Moçâmedes, onde se encontravam presentes as seguintes alunas: Elisa Aldeia, Odete Leal, Teresa Lacerda, Leonor Pais, Lurdes Pessoa, Fátima Leitão, Vina Almeida. Ano lectivo 1959/60

28 abril 2008

Colégio de Nossa Senhora de Fátima



































1ª foto:

Alunas do Colégio de Nossa Senhora de Fátima abrem alas para dar passagem aos quadros superiores da Congregação religiosa das Irmãs Doroteias, no decurso de uma visita àquele colégio. 1962?. Foto do livro «Era uma vez» de Paulo Salvador.

2ª foto:
Foto tirada por ocasião de uma festa efectuada no Colégio de Nossa Senhora de Fátima à chegada da Madre Superiora, Madre Barbosa, no ano de 1962.

No palco, para além das alunas da Missão (à dt.), reconheço as seguintes alunas, da esq. para a dt.:
Beta Leitão, Vina Almeida, Conceição Sena (Nina), Cristina Lopes e Leonor Pais.

Fotos e descrições cedidas por Vina Almeida

3ª foto:
Em cena, no palco do salão do Colégio, da esq. para a dt.: Vina Almeida, Lena Rocha e Rogélia Maló de Almeida (Gélita). Tratava-se de uma cena de teatro de comédia oferecida pelas filhas das antigas alunas às suas mães. Esta cena, que decorreu através de um diálogo entre «a surda», «a gaga» e «a normal», resultou numa autêntica trapalhada de fazer rir a «bandeiras despregadas», porquanto nunca as três se conseguiram entender... Data: 1956.

Gente de Moçâmedes: Fazenda Amélia









































A Fazenda Amélia era propriedade de Hortense Costa Santos (vulgo Horta do Carriço), e ficava a seguir à Horta do Torres, a caminho da Macala.

1ª foto:
Junto a uma àrvore centenária, da esq. para a dt.: Carlitos Costa Santos, Carlita Sampaio Nunes, Leninha Costa Santos, Tininha Espírito Santo e Crolina.

2ª foto:
No leito do rio Bero, numa altura em que o rio estava seco. Da esq. para a dt.: Carlitos Costa Santos, Vina Almeida e o irmão, Juleco , e Leninha Costa Santos. Ao lado, uma criança da zona.

3ª foto:
Nesta bela foto panarâmica, tirada n
a Fazenda Amélia, encontram-se,
da esq. para a dt.:
Lita Pestana, Juleco, Júlio Gomes de Almeida (solicitador em Moçâmedes), Vina Almeida e Maria Pestana.

Fotos gentilmente cedidas por Vina Almeida

.......

Júlio de Almeida, o solicitador, que aqui vemos na 3ª foto, gosando dos bons ares das «terras do fim do mundo», também era um poeta, e como poeta que era, nunca esqueceu a sua terra que um dia se vira forçado a abandonar, corria o ano de 1975:

A MOÇÂMEDES
A carícia de uma aragem...
...O feitiço da miragem....
I
GOSTARIA DE CANTAR:
O sortilégio da Terra,
A magia do teu MAR,
com «nereidas» d'encantar...
E a PAZ, em vez de guerra.
II
O DESERTO - imensidão,
onde brota muita flôr.
A eterna solidão
da WELWITSCHIA - mansidão
esp´rança da sua côr...
III
As HORTAS que espontaram,
no BERO E GIRAÚL
PIQUENIQUES QUE PASSARAM,
mas AMIZADES geraram,
sob Céu d´um belo azul!
IV
AS PRAIAS, a AVENIDA...
...Mocinhas a passear,
encantos da sua vida,
n'uma imagem bem querida,
d'amor a desabrochar...
V
O Sol forte de Verão
A carícia d'uma aragem,
a trazer recordação
d'amizade ou de paixão
...O feitiço da MIRAGEM...
VI
GOSTARIA DE CANTAR
com minha voz e empenho,
no DESERTO e no MAR,
mas sem ter de me lembrar,
DA TERRA QUE JÁ NÃO TENHO...

FARO, 12/01/91
Júlio Gomes de Almeida


Paços do Concelho: tomada de posse do Governador de Moçâmedes Nunes da Ponte; 1954?



Nesta foto podemos ver o Governador de Moçâmedes, Nunes da Ponte (sentado à mesa quase ao centro da foto, entre as porta-estandarte), nos Paços do Concelho - Câmara Municipal da cidade. Penso que estaria às cerimónias que decorreram em 1957 , quando da chegada a Moçâmedes do Governador Geral para inaugurar o 1º troço do cais comercial. Na mesma altura fora inaugurada novo edifício sede do Grémio dos Industriais de Pesca de Moçâmedes, bem como o lançamento da 1ª pedra do novo complexo desportivo do Sport Moçâmedes e Benfica. Este salão não me parece o dos Paços do Concelho onde a ideia que me ficou, é que por toda a parede estavam óleos de pessoas ligadas à fundação de Moçâmedes, par além, é claro, de fotos dos Governantes portugueses de então, em tamanho muito maior que o que está aqui representado. Provavelmente será o salão nobre do novo edifício do Grémio da Pesca, inaugurado na sequência da recepção à chegada do Governador Geral.

Grande número de alunas do Colégio de Nossa Senhora de Fátima com as suas saias azuis escuras e blusas brancas com gravatas encontram-se aqui representadas, para além de outras pessoas e organizações que resolveram estar presentes nos Paços do Concelho. Da esq. para a dt., ao fundo reconheço: Carlos Calão (porta-estandarte e funcionário do Grémio), a filha de Hemitério Alves, Olimpia Moreira, Humberto Pinho Gomes (porta-estandarte e funcionário do Grémio) e um pouco mais à dt., Isabel Castro (porta-estandarte. à dt., Vina Almeida. Sentada, à esq., Celeste Fonseca Robalo (de branco) e por detrás a filha Babiza, mulher e filha do representante da União Nacionl em Moçâmedes. Na direcção do Brasão da cidade com o microfone na mão, de perfil, o então Secretário da Câmara, Artur Ferreira Trindade.

27 abril 2008

Gente de Moçâmedes: Natal no início da década de 50


Nesta foto tirada num dia de Natal algures na década de 50, podemos ver reunidos à volta de uma mesa, onde não faltam belos e saborosos bolos requintadamente decorados e as tradicionais garrafas de champanhe, elementos de uma família muito conhecida em Moçâmedes: Zeca Pestana, a pequena Vina Pestana Almeida com os pais, Lita Pestana Almeida e Júlio de Almeida (solicitador), Maria Pestana, o pequeno Juleco, José Pestana (da pescaria Venâncio Guimarães, na Praia Amélia) e Olinda Pestana.

O Natal em Moçâmedes, tal como em Angola, era um Natal sem agasalhos. O Verão, oficialmente, começava a 21 de Dezembro, pelo que esta família optou por fazer a sua festa na varanda da casa, local mais fresco e rodeado de flores. Trata-se da casa de Maria Pestana que aqui vemos, ao fundo e à direita, junto da porta (de óculos).
Foto pessoal gentilmente cedida por Vina Almeida.

Gente de Porto Alexandre: Verão na praia...




























































Era assim a juventude alexandrense quando se divertia despreocupadamente na sua óptima praia de águas frescas e cristalinas, mesmo alí juntinho às casuarinas!
Não coloco aqui os seus nomes porque apenas reconheço dois ou três destes jovens de então, passados que foram todos estes anos. Não obstante, faço daqui um apelo para que, na eventualidade de algum visitante deste blog reconhecer alguém, que fizesse o favor de colocar os seus nomes nos comentários, o que muito agradeço.

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Poema ao Namibe
1 - Namibe, deserto onde nasci
Sol e maresia abundam por ali

Espectacular oásis onde brinquei
Sintam o lugar lindo que adorei

2 - Na Natureza dessas paragens
Vemos dunas e miragens

O chão ondulado no calor
Expira ar queimado do ardor

3 - Grãos amontoados de areia lisa
Moldados pelo vento e pela brisa

Infinita imagem de áridas ternuras
Inferno que amamos sem verduras

4 - No casario junto à praia
Onde cresci e sonhei
Muito que de mim saia
Dos pescadores herdei

5 - Tenro, nu nadei na enseada grande
De nome, era mas já não é Alexandre.
Tombua, nome novo. Esquisito!
Agora já soa, para mim, bonito.
À terra o homem quis e ligou
O que Deus há muito semeou

6 - Welwitschia é seu nome
Mirabilis seu sobrenome
Tombua foi nome primitivo
O da Europa é o conhecido

7 - No Namibe foi onde Ele quis
No deserto a planta é feliz
O botânico a beldade estudou
Ao mundo a raridade divulgou

8 - Terra e Planta, Planta e Terra
No Namibe, perfeita combinação
Abençoada Natureza encerra
Os meus sonhos e paixão

9 - Casuarina, taipando aquele Local
Pinheiro bravo, importante Vegetal
Serenou as areias do ventão
E todos viveram na povoação

10 - Ao Norte, na saliente pontinha
Onde o Diogo nos pôs na Historinha
Pela escuridão Cabo Negro baptizou
Logo com Padrão o sítio marcou

11 - Naturalmente defronte em homenagem
O Navegador teve a sua imagem
Donde peixe e mexilhão foi apanhado
No Museu está o padrão apresentado

autor: Abel Marques (divulgado por Cereza)


Alunas do Colégio de Nossa Senhora de Fátima de Moçâmedes : 1963 (5º ano)




































































































1ª foto
Alunas do 5º ano do Colégio de Nossa Senhora de Fátima junto da capela do mesmo. 1962/3


2ª foto:
Alunas do Colégio
de Nossa Senhora de Fátima 1962/3
Da esq. para a dt.
Em cima:
Manuela Martins, Vina Almeida, Leonor Pais, ? Craveiro, Maria Emília Parreira da Cruz, ???, Lurdes Russo, Julia Ferreirim e Manuela Pessoa
Embaixo
?, Lula, Lurdes Pessoa (tranças), Leonor Pais, Vanda Freire (um pouco mais acima) e Manuela Barbeiro. Teresa Parreira, Lena Vitória Pereira


4ª foto: No Parque Infantil
Da esq. para a dt.
Manuela Roque, Manuela Nunes?, Vina Almeida, Luisa?, Cristina Lopes, ?, Leonor Pais, Teresa Lacerda e Eliza Aldeia

5ª foto: No Parque Infantil, tendo o Colégio por fundo
Da esq. para a dt.
Em cima: Manuela Roque, Leonor Pais, Vina Almeida, Teresa Lacerda, ? Cristina Lopes, ?
Embaixo Elisa Aldeia
6ª foto:
No Parque Infantil tendo o Colégio por fundo:
Da esq. para a dt.
Em cima:
Vina, ??, Manuela, Teresa Lacerda ,Cristina Lopres, Leonor Pais.
Embaixo
Elisa Aldeia, Lurdes Pessoa, Luisa e Beta Leitão.

7ª foto: Tirada na entrada lateral do Colégio, efectuada através do jardim...
Da esq. para a dt.
Em cima: Cristina Lopes, ?, Vina Almeida, Manuela Roque,
Embaixo: Leonor Pais, Teresa Lacerda, Manuela Barbeiro e Elisa Aldeia

8ª foto: Consagração da Nossa Senhora, das «filhas de Maria»
Da esq. para a dt.
Em cima, ao fundo: Vina Almeida (fita branca), madre?, madre Reis, Manuela Lopes e um pouco mais à frente, Lurdes Pessoa, ?,?,
Embaixo
?, Beta Leitão?, Odete Leal, Leonor Pais? ????'






Nesta última foto na parede do Colégio encontra-se um cartaz alisivo ao CONCILIO EUCOMENICO EM ROMA. Penso, que teve o seu início wm 11 de Outubro de 1962, até 8 de Dezembro de 1965. Pressuponho que estas fotos foram tiradas em 1962
 
Nomes e fotos gentilmente cedidos por Vina Almeida
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HINO DO COLÉGIO DE MOÇÂMEDES

Meu colégio tão querido
Meu vergel de pomos d'oiro
Meu canteiro preferido
Meu trigal ainda não loiro.

Somos as flores mimosas
Do jardim no areal
Só tu nos guardas viçosas
Do leste sopro do mal.

À frente o mar buliçoso
sempre de lá a acenar
Lá longe, ao largo é forçoso
Querer orar, trabalhar.

Bem perto além o deserto
mensagem nova lição
Vive em paz quem é discreto,
Guarda a língua e o coração.

Aprendi nos bancos teus
A lição que vou guardar
A Família, a Pátria e a Deus
Ama com amor sem par.

Quando te deixar um dia
Hei-de guardar em meu peito
Esta eterna melodia
De gratidão e respeito!
...................

Pequeno filme do almoço oferecido pelas antigas alunas do Colégio de Nossa Senhora de Fátima de Moçâmedes à iemã MOITA, pode ser visto clicando AQUI
Mais sobre este Colégio: Clicar AQUI
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Curiosidades sobre Congregacoes Religiosas am Angola/Mocamedes

Janeiro de 1883, aportaram a Landana, as primeiras religiosas das irmãs da Congregação das Irmãs de S. José de Cluny. Foi o princípio de uma presença continuada de 125 anos de uma Congregação, iniciada em França, mais propriamente em 11 de Novembro de 1789, na esteira da vitória dos republicanos e jacobinos na revolução francesa.

Segundo o professor Martins dos Santos no seu excelente trabalho “Cultura, Educação e Ensino em Angola” diz a páginas tantas “No dia 15 de Maio de 1885, embarcaram em Lisboa, com destino a Angola, a bordo do vapor África, três religiosas de S. José de Cluny, que nos aparecem no documentos da época sob a designação de Irmãs Educadoras, por se dedicarem especialmente à obra educativa e às actividades escolares. Destinavam-se às colónias do planalto sul. O governador do distrito de Moçâmedes, Sebastião Nunes da Mata, empregou toda a sua influência para as reter na cidade, demovendo-as de se transferirem para o interior. Conseguiu os seus intentos e as religiosas estabeleceram-se ali, abrindo pouco depois a sua primeira escola. Segundo certas indicações que conseguimos obter, foi no dia 8 de Julho desse ano de 1885 que se fixaram em Moçâmedes. Foi a primeira povoação angolana a aproveitar-se da meritória acção das Irmãs Educadoras, se exceptuarmos a missão de Lândana, onde se estabeleceram em 1883, portanto dois anos mais cedo.”

Ainda se podia ler mais: “ No decorrer de 1897, chegaram a Angola algumas religiosas de S. José de Cluny, que se destinavam a Moçâmedes.

Fernando Pereira

09 abril 2008

Gente de Porto Alexandre em Angola (actual Tombwa)



Fotos gentilmente cedidas pelos amigos Álvaro e Beta Faustino.
Segue um belo poema assinado por Adamário Lindo:

Alexandrenses da Tombua

com asas sempre fomos.
crescemos de vela em vela
ao sabor das ondas

e na maré o tempo
furámos brumas caducas
rasgámos dos céus negrumes,

vencemos garroas e calemas
bebemos águas insalubres
soubemos da chuva o improvável,

mas a vida brotou perene
das areias, nas águas, da porfia
no anzol em gancho.

por uma vez
com ribombos do trovão
nos aterraram

e aqui somos
fora do tempo e do espaço,

sabendo o que fomos
e ao que vamos.

admário costa lindo
in “Makamba” (inédito)