18 julho 2008

Gente de Moçâmedes: no Clube Nautico (Casino)


Espectacular foto em dia de calema, de uma época em que não existiam ainda as arcadas que separavam a Praia do Clube Nautico (Casino)




Grupo de moçamedenses posa para a posteridade junto à entrada e no terraço do Clube Nautico (Casino). Na 1ª foto, o Clube Nautico estaria em obras e na 2ª, podemos ver, atrás, uma panorâmica da Praia das Miragens e do mar com alguns barcos e batelões. Reconheço Olimpia Aquino, em cima è dt., Raquel Martins Nunes com a bola na mão, ? Edith Lisboa Frota à sua dt. e os pequenos Abilinho Aquino Braz e Maria da Graça Nunes de Sousa. Na 2ª foto reconheço Raquel Martins Nunes (à esq.), Edith Lisboa Frota, ?, e Olimpia Aquino (à dt.). Embaixo, Maria da Graça Martins Nunes e Abilinho Aquino Braz.









 


 Recortes de Jornal, por volta da década de 1930:



A leitura destes recortes de jornal remetem-nos para o primitivo Clube Náutico  (Casino Miramar)  que  surgiu no interior de um grande pavilhão levado  das instalações da Praia Amélia para a Praia das Miragens, outrora pertencente a uma empresa que ali existiu  e que se extinguira. Era feito de madeira, assente sobre pilares de pedra, tipo palafita, e foi mais tarde objecto de reconstrução, com materiais de construção modernos e uma traça igualmente moderna, estilo arquitectónico "Arte Deco",  graças à sua direcção, e às   gentes de boa vontade da cidade, de entre as quais se salienta o advogado Dr J. Carvalho dos Santos, dinamizador da ideia do novo e definitivo projecto, que teve no capitão J. Maria Mendonça que esteve no comando da Fortaleza na época, o executor, a quem a cidade muito ficou a dever em termos de embelezamento.  Foi este capitão que deu ordens ao soldados que comandava, na década de 1930, para que procedessem  ao desaterro e terraplanagem da zona que permitiu estender a Avenida da República até ao topo sul, galgando a subida, trabalhos efectuados a pá e picareta, sendo a terra dali retirada, levada através de vagonetas deslizando sobre carris de ferro, para enchimento de uma depressão no terreno que existia ao fundo da Avenida, em local próximo da Estação do Caminho de Ferro.  Foi este trabalho, dirigido por quem não queria os seus soldados desocupados para que não adquirissem hábitos de preguiça corporal, que possibilitou mais tarde, já no início da década de 1950,  com o Governador Silva Carvalho, o alindamento da mesma Avenida, completando-a com um espelho de água ladeado por duas gazelas, e tendo a encimá-la o Palácio da Justiça. Um trabalho que incluiu também prisioneiros e até degredados a cumprir pena, etc.    Importa referir  que os industriais de pesca da Torre do Tombo, na época em que as pescarias ainda circundavam a baía, antes da construção do cais e da avenida marginal, contribuíram para o erguer do novo e actual Clube Náutico, descontando uma certa importância por cada mala de peixe que exportavam através do Sindicato da Pesca, mais tarde Grémio.  Esta a história por detrás do Clube Nautico ou Casino de Moçâmedes, fruto de pesquisa e e informações colhidas junto de velhos moçamedenses, que aqui deixo registada para memória futura. 


MariaNJardim 



 




























 












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