18 julho 2008

Inauguração do 1º troço do cais do porto de Moçâmedes em 24.05.1957


Foto: No cais, junto do paquete «Uije» aguardava...
 Foto: Panarâmica da baía no decurso das obras da construção do cais acostável e da avenida marginal de Moçâmedes.


 Fotos históricas que marcam o momento da chegada do Governador Geral de Angola, Tenente Coronel Horácio José de Sá Viana Rebelo a Moçâmedes, no paquete Uíge, em 24.05.1957, para proceder às cerimónias da inauguração do 1º troço das obras do cais do porto, iniciadas no dia 24.06.1954, por ocasião da visita do Presidente da República, General Francisco Higino Craveiro Lopes. 

 
Do cimo da falésia da Ponta do Pau do Sul, vislumbra-se, devidamente engalanado o paquete «Uije», o primeiro a aportar ao cais de Moçâmedes. Junto do navio, parte da multidão que ali se havia deslocado para assistir à inauguração.
Nesta 1ª fase das obras ainda a maioria das primitivas pescarias  alí se encontravam. Não tardaria muito a ser demolidas.

 
Podemos ver neste aglomerado populacional que aguarda o desembarque do Governador Geral, a fazer a guarda de honra, um grupo alunas do Colégio de Nossa Senhora de Fátima de Moçâmedes e respectiva Irmã Doroteia. Reconhece-se, entre outros, à esq. Mário Guedes da Silva (aqui em prepresentação da direcção do Sport Lisboa e Benfica); ao centro Mário da Ressurreição Maia Rocha (Chefe de Repartição da Câmara Municipal de Moçâmedes, e, um pouco mais à dt., o professor primário Canedo (com a mão co cabelo).



Celísia Vieira Calão, faz as honras da «casa» entregando a «chave da cidade» ao Governador Geral de Angola. A descer a escada do navio, de fato escuro, o então Governador do Distrito de Moçâmedes, Vasco Nunes da Ponte.

 

Apresentação de cumprimentos das «forças vivas da cidade» de Moçâmedes ao Governador Geral de Angola, Tenente Coronel Horácio José de Sá Viana . Ao centro, cumprimentando o Governador, Abílio Gomes da Silva (vereador da Câmara Municipal de Moçâmedes). Da esq. para a dt.: o médico Dr. Mário Moreira de Almeida, (Presidente da Câmara Municipal de Moçâmedes), Raúl Radich Junior (Vice-Presidente da Câmara Municipal de Moçâmedes), Rui Duarte de Mendonça Torres (Vereador da Câmara Municipal de Moçâmedes), Virgilio Carvalho (Vereador da Câmara Municipal de Moçâmedes), Dr. Urbulo Antunes da Cunha (Presidente da Associação Comercial de Moçâmedes) e Dr. Manuel João Tenreiro Carneiro (Advogado).



O momento do descerramento da placa comemorativa da inauguração do 1º troço do cais do porto de Moçâmedes, em 24.05.1957, pelo Governador Geral de Angola.
  

Por baixo de um toldo erguido no cais, o Governador de Moçâmedes, Vasco Nunes da Ponte, entre o Governador Geral de Angola, Tenente Coronel Horácio José de Sá Viana Rebelo, e o Dr. Mário Moreira de Almeida (Médico), presidente da Câmara Municipal de Moçâmedes, procede à assinatura do auto da inauguração.



Nesta foto tirada do cimo da falésia da Torre do Tombo, podemos ver o Tenente Coronel Horácio José de Sá Viana Rebelo e o Governador do Distrito, Vasco Nunes da Ponte e Governador Geral de Angola, tendo ao fundo o paquete Uíge.Todas as fotos aqui expostas foram-me gentilmente cedidas por Amilcar Almeida e por Celísia Calão.
 Outras cerimónias foram efectuadas no decurso desta visita , como a inauguração do novo edifício-sede do Grémio dos Industriais de Pesca e Derivados do Distrito, e a cerimónia da colocação da primeira pedra que deu início à construção do complexo desportivo do Sport Moçâmedes e Benfica, ambos os actos presididos pelo Governador Geral de Angola, Tenente Coronel Horácio José de Sá Viana Rebelo...enquanto o paquete Uige no cais aguardava...
 O porto de caes após 5 anos do início da sua construção, em 1954


O cais já a funcionar em pleno alguns tempos depois...



Para ver fotos do lançamento da 1ª pedra no decurso da visita a Moçâmedes do General Craveiro Lopes em 1954, clicar AQUI.


Quem construiu o porto de Moçâmedes?

Por contrato, a empreitada por 3 anos foi outorgada pelo Comandante Sarmento Rodrigues
 a firmas adjudicatárias Engº Rafael del Pino e Moreno

Foto tirada em 1961, 5 anos após a inauguração da 1ª fase da construção cais acostável de Moçâmedes, e 7 anos após o lançamento da primeira pedra para  o início da mesma. 
              
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Motivos aconselháveis quanto ao local para construção do futuro cais acostável


(Parecer do Comandante Correia da Silva).
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Pela ordem das condições de abrigo, segue-se a baía de Moçâmedes que é presentemente um bom fundeadoro em condições normais de tempo, e poderá tornar-se um excelente porto permanentemente abrigado, dada a direcção constante das vagas, se se dragar a enseada da Torre do Tombo, ao sul da baía, e se se fizer aí, não o porto de pescadores que hoje é, mas o porto comercial. A muralha acostável da Torre do Tombo não será nunca um porto grande, mas será um porto bom e mais que espaçoso para o movimento provável de Moçâmedes. Com essa muralha de mais a mais, dado o abrigo da enseada, poderá fazer-se acostável de qualquer lado e em qualquer direcção que seja construída, mais espaçoso será o porto de Moçâmedes.


Muito se tem pensado em fazer o porto acostável de Moçâmedes na enseada do Saco. Embora a terra que vem da ponta do Giraúl dê também a essa enseada um abrigo que lhe dá uma boa praia de águas tranquilas, e extensão abrigada é muito menor que na Torre do Tombo, e mais facilmente se ressentirá a ressaca do sudoeste, que incide directamente a uma pequena distância da praia abrigada. Além disso, o Saco fica a légua e meia, pela praia, de Moçâmedes. A Torre do Tombo é hoje um bairro de Moçâmedes, e, se as obras do porto se fizerem , como certamente haverá a ligação por caminho de ferro e por estrada, pelo mar, da Fortaleza de S. Fernando a distância do último extremo da Torre do Tombo ao centro da cidade actual, percorrer-se-á em poucos minutos.
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A preferência dada por algumas opiniões que conhecemos, do Saco do Giraúl, funda-se principalmente na amplidão de terrenos para edificações, na profundidade actual da enseada e no facto de ficar essa praia num ponto da linha do Caminho de Ferro além da passagem do Bero, que constitui, por enquanto, um dos mais graves obstáculos ao trânsito regular dos comboios, por ocasião da cheia.


Ora essas razões que justificam a existência actual, nessa praia, de uma atracação, não são, a nosso ver, suficientes para que se faça nessa enseada o futuro porto de Moçâmedes. Seria um porto novo a construir, não o porto de Moçâmedes, e , sem de forma alguma querermos dar a impressão de que existe, nesta origem de caminho de ferro, o mesmo duelo que há entre Benguela e Lobito, defendendo a orientação de fazer as obras definitivas na Torer do Tombo, seguimos apenas a velha predilecção, que sempre tivemos, como oficial de marinha, pelo maior abrigo das suas águas, que, neste caso, se combina com os interesses da cidade capital do distrito.
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(Cópia dactilografada do Relatório do comandante Correia da Silva, consultado em Moçâmedes, na Repartição Distrital de Administração Política e Civil).




Razões da opção quanto a um local a escolher para a construção do futuro cais acostável; parecer do Comandante Frederico da Cruz.

…Moçâmedes é, incontestavelmente, o terceiro porto da colónia, e tem condições para se trnasformar num dois mais importantes de toda a África Ocidental.
Escavado na latitude 15º e 10´Sul, a sua vasta área cobre 3.300 hectares. A área útil, ao Sul, próximo da cidade, não anda longe dos 600 hectares; ao Norte anda próximo dos 500 hectares.
A baía de Moçâmedes, profundo recorte em forma de concha, é limitada, ao Norte, pela ponta do Giraúl, e ao Sul, pela ponta Negra, se bem que o baixo Amélia, mais ao mar, tenha pretensões a esporão submerso.
O fundeadouro fica afastado da terra 750 metros.
Moçâmedes é testa do Caminho de Ferro de Sá da Bandeira, vias de comunicações que, fatalmente, se há-de alongar a caminho da Rodésia do Norte, em necessário paralelismo com a linha Lobito-Dilolo.
A sua importância futura, é pois, considerável.
Hoje, o porto de Moçâmedes serve principalmente a exportação do peixe seco, farinhas, óleos de peixe, e produtos agrícolas da Huila.
O seu movimento em toneladas de arqueação é já notável.
Em 1947 lançaram âncora nas suas águas navios nacionais de longo curso, totalizando 300.738 toneladas. Do livro «Moçâmedes» de Manuel Júlio de Mendonça Torres

Outras opiniões sobre o equipamento
:

(Manuel Pires de Matos, engºhidrográfico)


«Moçâmedes pode ser considerado um porto misto, predominando contudo nele as características de porto geral e de pesca.
O seu equipamento deve fazer-se no sentido de aproveitar o cais no quebra mar para embarque de pasageiros, carga e descarga de navios transportando deste ou para este porto, quantidade de mercadorias, carga e cereais a granel e carga e descrga de combustível líquido.
No cais longitudina, far-se-ão de preferência as operações de carga e descarga de navios com grandes quantidades de mercadorias a movimentar a carga de carne, peixe e frutas frigorificadas , pois os frigoríficos, armazéns , depósitos de carvão , etc., serão construidos junto deste cais, a servir por linhas férres em abundância para fácil manobra de grande quntidade de vagões, sem o receio de congestionamento.
De começo, o porto poderá dispôr de um frigorífico, armazéns, «gare» marítima, depósitos de carvão e silos, a construir nos terraplenos, que pelo presente ante-projecto se conquistam ao mar.
A construção de depósitos combustível líquido, entre a Ponta do Mexilhão e a Ponta do Noronha, é conveniente que se faça em subterrâneos a escavar na escarpa, para ficarem convenientemente abrigados dos ataques aéreos.
Além do equipamento já atrás indicado, serão precisos guindastes, a captação e a beneficiação, rede de distribuição de água aos navios e serviços do porto, a construção de uma central termo-electrica para as necessidades de Mossãmedes e do porto e um rebocado para as manobras de atracar e desatracar.
Mais tarde, quando as circunstâncias o aconselharem, deverá também considerar-se o equipamento do porto de pesca, a construção de carreiras para navios de vela e embarcações, armazens de redes e outros aprestos de pesca, doca seca para a reparação de navios, etc.
 

 Boletim Geral das Colónias . XVIII - 203
Nº 203 - Vol. XVIII, 1942, 1o1 pg.


Pesquisa de MariaNJardim
Para mais informação: AQUI


Fotos gentilmente cedidas por Amilcar de Sousa Almeida e Celísia Calão.

Para ver fotos sobre a visita do General Craveiro Lopes a Moçâmedes e a cerimónia da colocação da 1ª pedra, que em 24.06.1954 deu o arranque à construção do cais de Moçâmedes, clicar AQUI.



Nota: Agradece-se se forem daqui tiradas fotos e textos que não esqueçam os respectivos créditos de texto e de imagem.

A 1ª traineira de Moçâmedes era pertença da família Grade

 


A 1ª traineira que sulcou os mares de Moçâmedes... A foto, inédita, foi-me cedida por José Vicente Arvela. A traineira encontra-se acostada em Portimão, podendo ver-se a meio o prédio a conceituada "Casa Inglêsa".



Esta enorme «traineira» que aqui vemos em Portimão encostada à muralha do porto, num local muito próximo da «Casa Inglêsa» (o café que tem à venda o melhor que se fabrica na doçaria regional algarvia), foi a primeira traineira que sulcou os mares de Moçâmedes. Chegada a Portugal, em tempos mais atrás, encomendada pela Cooperativa «Galinho», que se dedicava à pesca da sardinha, era movida a vapôr através de caldeiras. Mais tarde, por volta dos anos 1940, foi adquirida pela família Grade, oriunda de Portimão e residente em Moçâmedes, mas teve que passar pelos estaleiros de Portimão onde foi submetida a várias modificações, que incluiram a retirada do cano, uma vez que passou a funcionar a motor a gasoil.
 

ela fora ali comprada, levada num navio até Luanda, e de Luanda navegou pelos seus próprios meios até Moçâmedes, de onde rumou para a Baía dos Tigres, o local onde ficava a Pescaria do proprietário, por volta de 1940.

Foi levada até Luanda fazendo porte da carga de um navio, porém de de Luanda para a Baía dos Tigres, onde ficava a pescaria do proprietário, viajou pelos seus próprios meios. O primitivo nome que lhe foi então dado foi o de «Nossa Senhora da Luz». Ao chegar a Moçâmedes foi baptizada com o nome da filha do proprietário: «Maria José». 


Viajaram com ela, António Gonçalves de Matos (Sopapo) e outros algarvios dedicados à arte da pesca, que acabaram por se radicar em Moçâmedes, onde ficaram até à independência de Angola, em 1975. Quando se deu a independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975, esta enorme traineira já tinha sido vendida a uma sociedade de que faziam parte Virgilio Gonçalves de Matos, Francisco Velhinho e Miguel de Freitas. Perante o agravar dos conflitos entre os movimentos em luta, e a degradação das condições de vida na cidade de Moçâmedes, os sócios resolveram partir de avião para o Brasil, enquanto a traineira atravessou o mar, rumo às terras de Santa Cruz (Brasil), conduzida pelo seu mestre, de origem madeirense, cujo nome não recordo, que com ele levara a família constituída pela mulher seis ou sete filhos. No Brasil, mais propriamente em Santos, esta traineira acabaria por ser vendida dada a dificuldade na aquisição de licenças de pesca para barcos estrangeiros. Nesse mesmo dia em que a enorme traineira partiu de Moçâmedes, com uma diferença de horas, partiu também na sua traineira rumo ao Brasil, José Vicente Arvela. Nunca se encontraram pelo caminho. A primeira foi dar a Porto Seguro, esta, a S. Salvador da Baía.

Imagine-se o que foi a chegada à baía da traineira de José Arvela, sem prévio aviso às autoridades portuárias daquela cidade, com a bandeira portuguesa desfraldada ao vento. A traineira entrou descontraidamente e ficou ali fundeada à espera. Do modo como foram recebidos o seu proprietário jamais esquecerá. A bordo subiu o chefe do Comando do 2º Distrito Naval do Brasil - Salvador da Baía, que logo lhes ofereceu alojamento e alimentação por um ano.


Na foto, a traineira encontra-se acostada em Portimão, podendo ver-se a meio o prédio a conceituada «Casa Inglêsa», o café que tem à venda a melhor que se fabrica na doçaria regional algarvia . À dt, é visivel a torre de uma das Igrejas da cidade.

Ao ter sido adquirida pela família Grade, esta traineira, como referi, ainda passou pelos estaleiros de Portimão, onde lhe foi, por ex., retirado o cano que aqui vemos, por força da substituição do motor, e atribuido o novo nome, o de «Maria José», nome da filha do proprietário. Viajaram com ela, António Gonçalves de Matos (Sopapo) e outros algarvios dedicados à arte da pesca, que acabariam por se radicar em Moçâmedes, onde ficaram até à independência de Angola, em 1975.

Gente de Moçâmedes: no Clube Nautico (Casino)


Espectacular foto em dia de calema, de uma época em que não existiam ainda as arcadas que separavam a Praia do Clube Nautico (Casino)




Grupo de moçamedenses posa para a posteridade junto à entrada e no terraço do Clube Nautico (Casino). Na 1ª foto, o Clube Nautico estaria em obras e na 2ª, podemos ver, atrás, uma panorâmica da Praia das Miragens e do mar com alguns barcos e batelões. Reconheço Olimpia Aquino, em cima è dt., Raquel Martins Nunes com a bola na mão, ? Edith Lisboa Frota à sua dt. e os pequenos Abilinho Aquino Braz e Maria da Graça Nunes de Sousa. Na 2ª foto reconheço Raquel Martins Nunes (à esq.), Edith Lisboa Frota, ?, e Olimpia Aquino (à dt.). Embaixo, Maria da Graça Martins Nunes e Abilinho Aquino Braz.









 


 Recortes de Jornal, por volta da década de 1930:



A leitura destes recortes de jornal remetem-nos para o primitivo Clube Náutico  (Casino Miramar)  que  surgiu no interior de um grande pavilhão levado  das instalações da Praia Amélia para a Praia das Miragens, outrora pertencente a uma empresa que ali existiu  e que se extinguira. Era feito de madeira, assente sobre pilares de pedra, tipo palafita, e foi mais tarde objecto de reconstrução, com materiais de construção modernos e uma traça igualmente moderna, estilo arquitectónico "Arte Deco",  graças à sua direcção, e às   gentes de boa vontade da cidade, de entre as quais se salienta o advogado Dr J. Carvalho dos Santos, dinamizador da ideia do novo e definitivo projecto, que teve no capitão J. Maria Mendonça que esteve no comando da Fortaleza na época, o executor, a quem a cidade muito ficou a dever em termos de embelezamento.  Foi este capitão que deu ordens ao soldados que comandava, na década de 1930, para que procedessem  ao desaterro e terraplanagem da zona que permitiu estender a Avenida da República até ao topo sul, galgando a subida, trabalhos efectuados a pá e picareta, sendo a terra dali retirada, levada através de vagonetas deslizando sobre carris de ferro, para enchimento de uma depressão no terreno que existia ao fundo da Avenida, em local próximo da Estação do Caminho de Ferro.  Foi este trabalho, dirigido por quem não queria os seus soldados desocupados para que não adquirissem hábitos de preguiça corporal, que possibilitou mais tarde, já no início da década de 1950,  com o Governador Silva Carvalho, o alindamento da mesma Avenida, completando-a com um espelho de água ladeado por duas gazelas, e tendo a encimá-la o Palácio da Justiça. Um trabalho que incluiu também prisioneiros e até degredados a cumprir pena, etc.    Importa referir  que os industriais de pesca da Torre do Tombo, na época em que as pescarias ainda circundavam a baía, antes da construção do cais e da avenida marginal, contribuíram para o erguer do novo e actual Clube Náutico, descontando uma certa importância por cada mala de peixe que exportavam através do Sindicato da Pesca, mais tarde Grémio.  Esta a história por detrás do Clube Nautico ou Casino de Moçâmedes, fruto de pesquisa e e informações colhidas junto de velhos moçamedenses, que aqui deixo registada para memória futura. 


MariaNJardim