26 janeiro 2009

Basquetebol feminino em Moçâmedes: Ginásio Clube da Torre do Tombo

















































Equipa do Ginásio Clube da Torre do Tombo em 1954-1955-1956-1957

1ª foto:
Maria Helena da Costa Gomes (Lena Gomes
/ Ginásio ) num espectacular lance de bola ao cesto que mais faz lembrar uma gazela a saltar sobre as escaldantes areias do deserto do Namibe. Jogo realizado em Benguela/1955.

2ª foto:
Um dos primeiros jogos do Ginásio Clube da Torre do Tombo, em 1954, no campo de jogos do Sporting Clube de Moçâmedes, contra a equipa do Atlético Clube de Moçâmedes. Da dt. para a esq.: Suzete Freitas (Atlético), Lurdes Sena (Ginásio), Helena Gomes (Ginásio), Celísia Calão (Ginásio), Eduarda Bauleth de Almeida (Ginásio)
? e Maria José Gastão (Ginásio).

3ª foto:
Celisia Calão, da
Equipa do Ginásio Clube da Torre do Tombo, cumprimenta o Governador de Angola, Tenente Coronel Horácio de Sá Viana Rebelo, ao qual acabara de entregar um galhardete do clube. Em 1957 o Governador Geral de Angola deslocara-se a Moçâmedes para a inauguração do 1º troço do cais da cidade. Na mesma altura foi inaugurado o novo edifício do Grémio da Pesca, e foi colocada a 1ª pedra no novo estádio do Sport Moçâmedes e Benfica.

4ª foto:
Celisia Calão da
Equipa do Ginásio Clube da Torre do Tombo, a ser entrevistada por Carlos Moutinho.Por detrás, ao centro, Amilcar de Sousa Almeida. 1956

5ª foto:
Equipa do Ginásio Clube da Torre do Tombo em 1955 num jogo contra a equipa do Sport Moçâmedes e Benfica, efectuado no campo do Sporting. À esq., Celísia Calão, do Ginásio (nr.12) tenta passar a bola a Eduarda Bauleth de Almeida ( nº 1o, ao centro).


Ficam mais estas recordações dos embora breves, mas glorioso
s do basquetebol feminino na cidade de Moçâmedes, na década de 50, em que se disputavam renhidos jogos entre equipas com idêntico nível de competição, como eram, sobretudo, as do Ginásio Clube da Torre do Tombo, do Sport Moçâmedes e Benfica, do Atlético Clube de Moçâmedes e do Sporting Clube de Moçâmedes.
Para ver MAIS
e MAIS
fotos/fonte: álbum das minhas recordações

Gente de Porto Alexandre (anos 60)












Mais uma foto de gente que viveu e trabalhou em Porto Alexandre até 1975, e que pelos motivos que todos os que lá estivemos sabemos, num abrir e fechar de olhos, em menos de 3 meses, tiveram que abandonar Angola, quando a segurança deixou de existir e a vida se tornara impossível.

O que me impressiona quando faço postagens para este blog de fotos de grupos de alexandrenses é o traço de união que sempre se denota existir entre as pessoas. Este é um fenómeno infelizmente inexistente nas grandes cidades, onde as pessoas, mesmo as que vivem no mesmo prédio, já nem sequer se conhecem ou até mesmo nem sequer se cumprimentam. O crescimento desmesurado das cidades e o tipo de vida moderna acarretaram consigo o individualismo, a indiferença, o egoísmo e outros sentimentos que tais, que estão isolando as pessoas no interior de si próprias, tornando-as mais sós e mais tristes, enquanto a humanidade vai perdendo os valores antigos que deveriam ser cultivados, porque se tratam de verdadeiros valores. Em Porto Alexandre trabalhava-se, mas as pessoas conviviam. E não isoladamente, mas em grupos, tal como aqui as podemos ver.
E é isso que faz saudades!
Se alguém errou foi o sistema e não as pessoas.

São (irmã mais nova do Modague e Maguida)
; Claudia Ferreira (irmã de Isabel, casou com o saudoso Albertino);Rui Lara (dirigente - Presidente do ISC - já falecido); Rosa Gancho;Isaura ("do Pinda");Nela Viveiros; ?("A Pequenina", tia da Lourdes Brito); Clélia; Luisa Sena.

À frente: Necas Trocado (dirigente - já falecido);?, X ico Baptista; ? (treinador da equipa de Basquetebol); José Cristino Ferreira (meu primo, sogro da Nandi Veloso- foi treinador da equipa de futebol - já falecido);?; Alfredo Gancho.
Nomes gentimente fornecidos por AdéliaVaz (Aileda)

Créditos de imagem: Mazungue

17 janeiro 2009

Gente de Moçâmedes: Familia Nascimento






















Mais uma familia que viveu em Moçâmedes e que abandonou Angola em 1875, por ocasião da independência: Celesre Custódio e Nascimento

12 janeiro 2009

Cerimónia de «baptismo» da «guiga» do Ginásio Clube da Torre do Tombo (1946)





















1ª foto: Cerimónia de «baptismo» e lançamento ao mar, no ano de 1946, da «guiga» do Ginásio Clube da Torre do Tombo, ocorrida sob o telheiro da ponte do Sindicato da Pesca de Moçâmedes, na Torre do Tombo.

Da esq. para a dt.

Sentados: Capitão do Porto de Moçâmedes, Dr. Novais (médico) e Padre Simões.

De pé : Álvaro Frota (ao centro, de óculos escuros), Luís da Piedade (marceneiro), Paulino Bexiga (de camisola desportiva) José dos Santos Frota (de óculos escuros, à dt.) e Mário dos Santos Frota (a discursar). As meninas, à dt., são: Maria Helena Ramos e Maria Celeste Custódio. De perfil, à esq., António Guedes e José Nascimento.

A «guiga» do Ginásio Clube da Torre do Tombo, o clube pioneiro da cidade de Moçâmedes, criado em 1919, foi construida na pescaria de Óscar Duarte d´Ameida por Gilberto Abano, João Custódio e Urbano Canelas, numa altura em que, na presidência daquele clube (fundado em 1919) se encontrava o moçamedense Mário dos Santos Frota.

2ª foto: A «guiga» do Ginásio na Praia das Miragens, tendo por fundo a ponte e a Fortaleza de S. Fernando. Entre os «remadores» e curiosos, reconheçoída esq. para a dt.: António Martins Nunes (Cowboy), Eduardo Lopes Braz, José Ferreira (Penha), João Viegas Ilha, Velhinho, Mário Lisboa Frota (Mariuca), Virgiíio Gonçalves de Matos e António Gonçalves de Matos (Sopapo).

Sobressai por detrás dos ocupantes da «guiga»,
junto da ponte e do guindaste, a vela de um «sharpie», modalidade que nessa altura fizera a sua aparição em Moçâmedes, no quadro do desporto escolar levado a cabo pela Mocidade Portuguesa. Relativamente à modalidade «REMO», o entusiasmo decrescia, já que existiam somente três barcos, um do Independente de Porto Alexandre, mais leve, quase sempre vencedor, uma «guiga» do Ginásio Clube da Torre do Tombo, e um «Yolle» do Centro Náutico da Mocidade Portuguesa. Embora musculosos os respectivos remadores careciam de treinamento adequado, situação que impediu o pleno sucesso das equipas respectivas. Contudo, a rivalidade entre eles foi sempre notória, sob manifestações populares de simpatia. Não havia condições, obviamente, de participar em grandes competições intra-muros, que eram então lideradas por tripulações do Lobito e de Luanda.

Ver também: MemóriasDesportivas
Fotos/Fonte: meu álbum de recordções