01 março 2011

Grupo de Finalistas da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes: 1957


Finalistas da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes, Cursos de Formação Comercial e Formação Feminina, em 1956. Da esq. para a dt. À frente: ?, Lili Salvador (FF), Guida Frota(FF), Maria de Lurdes Infante da Câmara (CC), Maria Antonieta Rodrigues (Boneca FF), Lili Martins/Lili Eurico(FF), Laurete (FF), Olivia?, Maria do Carmo Domingues(FC),Susete Alves de Oliveira (FF) e Lurdes Faustino (FC). Atrás e um pouco encobertas, da esq. para a dt.?, Nidia Almeida(FC), Lena Brás de Sousa (FF), Fernanda Neves Almeida(FC), Mitsi Aboim (FF). Foto  do meu album , tirada na rua frente à Secretaria da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes.



Estávamos a completar o Curso Geral de Comércio (ao nível do 5º ano) que naquele tempo culminava com um Exame de Aptidão Profissional. Estávamos, pois a terminar uma étapa demasiado importante  de nossas vidas, a dos bons tempos de estudantes , do convívio diário e da preparação para a vida, , para entrarmos noutra, de responsabilidades acrescidas, e que nos surgia a todos como uma incógnita. E porque nos iamos separar, alguns para sempre, resolvemos marcar o último dia de aulas, desse fim de ano lectivo  de 1956, colocando em nós um sinal de luto. Eles optaram pela gravata ou pelo laçinho preto.  Elas foram mais longe, e vestiram-se todas de negro.

Ei-los, da esq. para a dt. Em cima: Roberto Trindade, Daniel Santos, Leitão, ?, Rui Almeida Barbosa, António Pessoa, Rui Coelho de Oliveira, Fausto Gomes (um pouco atrás) e Claudino Alhinho (Joldino). Embaixo: ?, Geni Guerra, professora Albertina, Jorge Carrilho e José Fernando Soares. Foto  do meu album, tirada no Jardim da Avenida da Praia do Bonfim.

                                                                        
Ei-las, da esq para a dt, em cima e mais atrás: Claudino Alhinho (Joldino), Fausto Gomes, Daniel Santos, Portela, Rui Coelho de Oliveira, Geni Guerra, Leitão, José Fernando Soares, António Pessoa, Jorge Carrilho, Clélio Cunha, Roberto Trindade, e ?. Em cima, de pé: Violete Velhinho (de óculos escutos) e Cacilda e Maria de Lurdes. Um pouco mais abaixo, ao centro, de óculos escuros, ?, Maria Ildete Almeida Bagarrão, Eduarda Bauleth de Almeida, Maria do Rosário Antunes e Aurora Vieira.
As trés mais à frente: Ricardina Guedes Lisboa, Nidia Almeida e Celisia Calão. Foto  do meu album tirada no Jardim da Avenida da Praia do Bonfim , frente ao edifício do Banco de Angola.

MariaNJardim

Alunos da Escola Pratica de Pesca e Comércio de Moçâmedes: 1948



                                                          Clicar sobre a foto para aumentar, é grande.

Foto interessantíssima, gentilmente cedida por Antonieta Bagarrão Lisboa, através da qual podemos ver o conjunto de alunos e alunas que frequentava a Escola Prática de Pesca e Comércio do Distrito de Moçâmedes, do 1º ao 5º ano, no ano lectivo de 1948/49, actualmente todos eles já na casa dos 70 anos e mais, de idade, felizmente, a maioria ainda vivos e cheios de vitalidade, reflexo da boa alimentação na infância em Moçâmedes (Angola), a terra do bom peixe, rico em ómega3!!! Também podemos ver, mais acima, o corpo do professorado que na altura lecionava na referida Escola.


De baixo para cima e da esq. para a dt., reconheço, entre outros:



1º plano: Albino Aquino (Bio), Carlos Pinho Gomes, ?, Manuel Dias Monteiro (Neca), ?, Amilcar Almeida, José Patrício, Arnaldo Van der Keller (Nado), ?, Carlos Manuel Guedes Lisboa (Lolita), Nito Abreu, Bajouca Zezinho Guedes Duarte, Manuel Rodrigues Araújo, António José Carvalho Minas e Norberto Edgar Almeida.

2º plano: Carlos Calão, ??????, Fernando Morais (o 7º, de camisa escura), ?,?,?, Licas Freitas (de pé, ao centro), Dito Abano, Jaime Custódio, Zezo Freitas, Carequeja, ?, Soares, ???, Beto de Sousa,?? , Albertino Gomes e?

3º plano: Antonieta Bagarrão (Dédé), Mimi Carvalho (5ª), Maximina Teixeira (8), ???
4º plano: Fátima Abrantes, ?, Nelinha Costa Santos, Salete Leitão, Fátima Duarte, Malanie Sacramento, Carolina Mangericão, ?, Lucia Brazão, ???, Raquel Martins Nunes, Orbela Guedes, ???, Fernanda Vieira,..

5º plano: Francelina Gomes, ???; Augusto Martins, ??, Padre Galhano, Dr. Borges (Director), ?;?: Prof. Carrilho (Dactilog/Caligraf./Estenograf.), Luzete de Sousa, e mais à dt, Bernardete Diogo, ?, e Fernandina Peyroteu

Sobre o ensino secundário em Moçâmedes, encontrei na Net as seguintes informações, que passo a transcrever:


32. ENSINO SECUNDÁRIO EM MOÇÂMEDES

Referimo-nos já, em diversos lugares deste trabalho, à determinação de 23 de Agosto de 1919, do visconde de Pedralva, Francisco Coelho do Amaral Reis, quando criou em Luanda uma escola comercial e uma escola industrial, que deveriam funcionar anexas ao liceu, e concedeu autorização aos governadores dos distritos de Benguela, Huíla e Moçâmedes para criarem e fazerem funcionar em cada uma das suas capitais as respectivas escolas primárias superiores.
Em Moçâmedes, demorou bastante tempo para que a medida fosse aplicada e a resolução concretizada. Só em 30 de Março de 1925 foi decidido que a Escola Primária Superior de Moçâmedes entrasse em funcionamento, no ano lectivo que ia iniciar-se. Simultaneamente, era aprovado, publicado e entrou em vigor o respectivo regulamento.
No dia 23 de Maio do mesmo ano era-lhe atribuído como patrono o conhecido e prestigioso governador-geral de Angola cujo nome de certo modo já a cidade ostentava — José de Almeida e Vasconcelos Soveral de Carvalho da Maia Soares de Albergaria, vulgarmente conhecido por Barão de Moçâmedes.
Segundo o que dispunha a portaria de 17 de Junho de 1927, a Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes passou a ser directamente administrada pelo Estado, visto que a Câmara Municipal não reunia condições para continuar a manter o encargo de sustentá-la, pois lhe faltavam recursos monetários. Os seus professores estavam sem receber os vencimentos desde Novembro do ano anterior, por falta de verba com que pudessem ser pagos. Ora esta situação não podia manter-se indefinidamente, não se antevendo qualquer hipótese de solução, qualquer possibilidade de resolver o impasse, a não ser a que foi executada, dando assim remédio àquele embaraço.
A partir de 10 de Julho de 1930, a Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes passou a adoptar períodos lectivos idênticos aos dos liceus, fazendo coincidir as férias com as destes estabelecimentos de ensino.
Tal como acontecera em Sá da Bandeira, sonhava-se com a promoção e transformação da escola, elevando-a a categoria superior na escala da classificação. Os respectivos professores não deixavam de salientar por todos os meios de que dispunham que se tratava de uma escola de ensino secundário, pugnando para que assim fosse considerada.
O decreto de 30 de Novembro de 1936, que tinha em vista organizar em moldes novos o orçamento dos territórios ultramarinos, pondo em prática os princípios já experimentados em Portugal, extinguiu a Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes, do distrito e cidade deste nome, e criou em sua substituição a Escola Prática de Pesca e Comércio.
O diploma legislativo de 9 de Janeiro de 1937, tendo em consideração os diversos problemas levantados com a extinção daquele estabelecimento e a criação deste, de categoria que se não considerava exactamente igual nem superior, determinou que os exames finais dos alunos a frequentá-lo, chamados também exames de saída, seriam realizados no decorrer desse mês de Janeiro, sendo o júri constituído pelos professores em exercício. O director da escola e o único professor efectivo que nele trabalhavam transitariam, sem mais exigências, para o quadro do recém-criado estabelecimento de ensino.
Havia um texto legal que defendia que o ensino ministrado em cada meio social fosse o mais adaptado possível ao seu ambiente e às suas necessidades. Por isso entendeu-se que, sendo Moçâmedes terra de pescadores, a nova escola deveria ter esta característica e, portanto, relacionar-se com as actividades marítimas e o sector piscatório.
No dia 3 de Abril de 1937, foi aprovado o Regulamento da Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes. Segundo o que este diploma legal determinava, o ensino teria a organização seguinte:
Sexo masculino
—Mestre de pesca e carpinteiro-calafate;
Sexo feminino
—Costura e bordados;
Os dois sexos
—Curso geral do comércio.
No curso de mestre de pesca, os alunos estudariam Português, Francês, Ciências Geográfico-Naturais, Matemática, Desenho e Trabalhos Manuais, e Educação Moral e Cívica. Tomariam contacto com os trabalhos de construção e reparação de barcos; treinariam nas actividades da navegação e pilotagem; atenderiam aos trabalhos da pesca e conserva do peixe; seriam iniciados na reparação dos instrumentos de bordo e outras tarefas afins. Os alunos do curso de carpinteiro-calafate estudariam as mesmas disciplinas e ainda Desenho de Projecções, Desenho Profissional e Estilos, e Tecnologia; nas oficinas, aprenderiam o que dizia respeito à construção e reparação de barcos.
As alunas de costura e bordados estudavam as mesmas disciplinas e tinham trabalhos práticos, de cuja amplitude não podemos aperceber-nos, pois o texto legal não é suficientemente claro.
No curso comercial, estudavam-se as mesmas matérias acrescidas de Inglês, Elementos de Direito Comercial, Economia Política, Noções Gerais de Comércio, Contabilidade e Escrituração Comercial, Caligrafia, Dactilografia e Estenografia. Continuava a prestar-se atenção a tudo o que dizia respeito à pesca e conserva de peixe, construção e reparação de barcos.
A Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes era considerada, mesmo no aspecto burocrático e estrutural, como uma escola de ensino técnico secundário, pois havia em Angola pelo menos uma escola de ensino técnico elementar, criada em 5 de Junho de 1930, a que fazemos referência no lugar próprio. Podemos chegar à mesma conclusão se atendermos ao ensino literário nela ministrado. Todavia, não chegou a criar tradição que a prestigiasse, esbatendo-se no panorama da escolaridade que temos vindo a analisar.
Tirei DAQUI





Portaria n.º 17899
A Escola Industrial e Comercial de Moçâmedes é a mais antiga da província de Angola entre as do grau de ensino a que respeita, pois resulta da conversão decretada em 1952 da anterior Escola de Pesca e Comércio. Para a sua instalação definitiva foi construído edifício próprio, de aspecto condigno, e que pela sua situação domina a importante e laboriosa cidade a que pertence, bem como a vasta baía que lhe fica adjacente. A inauguração da nova sede é um dos actos que na província hão-de constituir a comemoração do centenário da morte do infante D. Henrique, como participação da patriótica população de Angola em tão solene preito de justiça e reconhecimento de todo o País à memória gloriosa daquele excelso português. Dado que as actividades características da cidade de Moçâmedes se associam aos trabalhos do mar ou em grande parte são deles resultantes, é do maior acerto que nele fique alguma coisa a recordar esta quadra comemorativa. Nada mais expressivo poderá haver, para esse efeito, do que invocar como patrono para a escola que ali prepara os trabalhadores mais graduados o nome do infante navegador. Nesse sentido se manifestou o Governo-Geral da província.
Pelo que:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Ultramar, que à Escola Industrial e Comercial de Moçâmedes seja dada a denominação de «Escola Infante D. Henrique». 
Ministério do Ultramar, 13 de Agosto de 1960. - O Ministro do Ultramar, Vasco Lopes Alves. 

Para ser publicada no Boletim Oficial de todas as províncias ultramarinas. - Vasco Lopes Alves. 






(1) Professores do EICIDH 




Alguém escreveu num comentário: "...Houve outros professores que me marcaram mais: Dr. Brandão, Dra. Isabel Serrano, Dra. Cristina Solas, Professora Leonor Bajouca, Professor Minga, Professora Lucília Falcão, Dra. Luísa Mesquita (tive mta pena qdo se foi embora para o Luso) e o querido Dr. Campos que era uma belíssima pessoa. Ainda vi a Dra. Luísa Campos, umas 2 vezes qdo trabalhava na escola n.o 26 dos Anjos. Fez-me uma festa. A minha tia Guida é que manteve contacto com a Dra. Luísa Mesquita até vir para cá. Há uns anos (muitos), organizaram uma visita ao Dr. Brandão. Éramos muitos, um autocarro cheio. Foi mto bom."