13 março 2011

Jovens de Moçâmedes em época carnavalesca: «Grupo os Jambalaias»: 1955





A juventude de Moçâmedes do meu tempo era uma juventude feliz. Veja-se o ar que irradiam estes jovens sempre prontos para a paródia, mas sempre, sempre, cumprindo as regras éticas e morais que norteavam a sua educação, decorrida num espaço e num tempo em que era bem mais fácil aos pais educarem os  seus filhos, que nos complicados dias de hoje...

Este é o auto-intilulado grupo «Os Jambalaias», título adoptado por ocasião do animado carnaval de  Moçâmedes de 1955. Entre eles reconheço, da esq. para a dt., em cima: Cláudia Guedes, Horondina Minas (Didi), Rosália Bento (Zala), Júlia Minas e Mª de Lurdes Pita de Sousa. Embaixo: Carlos Guedes (Carlitos), ? Andrade (Bica), Henrique Minas, Edgar Aboim e João António Guedes.
 

Porquê Jambalaia?

Jambalaia é o título de uma canção creditada à música country americana e ao cantor Hank Williams (1923-1953), lançada em 1952, que alcançou desde então grande êxito em vários países, toda ela uma mistura de ritmos e tendências musicais, tal como a «folk music», a «country music», a «western music», etc., que deram o «caldo» a esse novo ritmo. Traduzida em várias línguas, deu origem inúmeras versões, uma das quais bastante popularizada entre nós, a que lançou a cantora brasileira Celly Campelo no estrelato, e ajudou consolidar o rock no Brasil. 

A popularidade alcançada por esta canção, e a facilidade com que lhe eram adaptadas novas letras foi tal, que o nosso grupo carnavalesco, "Os Tragateiros", a adaptou para sí, e começava mais ou menos assim: "Tragateira é um malta porreira...", o resto peço a quem eventualmente leia esta postagem e a recorde, que nos envie uma mensagem, pois que a nossa memória não dá para mais!

Foto gentilmente cedida por Lurdes Jardim

Gente de Moçâmedes em passeio de camioneta em meados da década de 1950


(Clicar sobre a foto para aumentar)

Esta foto, colocada na Net por Carla Duarte, representa um grupo de gente nossa conhecida de Moçâmedes, no decurso de uma viagem em camioneta de caixa aberta, como era comum na época. Até meados dos anos 1950, em Angola,  não eram muitas as famílias na comunidade branca que possuiam transporte próprio, e quando  um grupo de familiares e de amigos pretendiam fazer um passeio ao Deserto do Namibe, às Hortas, à Praia das Conchas, à Praia Amélia, a Porto Alexandre ou mesmo a Sá da Bandeira, etc, o recurso era este tipo de transporte (de um amigo ou de aluguer), que carregava na carroceria um grande número de pessoas que, como é óbvio, "comiam" muito pó pelo caminho. O que interessaca afinal era passarem uns momentos diferentes em boa camaradagem, homens, mulheres e crianças, que lhes alegrasse o quotidiano como era passado num meio pacato e rotineiro como era Moçâmedes.

Deste grupo, reconheço, da esq. para a dt, de pé, à frente: Lalai Jardim Baptista, ??, Eugénio Paulo, ???, Helema Félix Paulo e mãe, ?, Lurdes Sena, ?, Ana Felix Matias e Justina Salvador. Sentadas sobre o veículo: ?, Lili Salvador e Isabel Maria Sena Costa, e, de pé, um pouco mais à dt., Fernando Matias. Sobre a carroceria não consigo reconhecer ninguém.

Fica mais este registo de um tempo que já lá vai e não volta mais, e de uma realidade  que em menos de duas décadas se esfumou, restando dela apenas a recordação!

Gente de Moçâmedes (hoje, Namibe, Angola)


Deste grupo de jovens de então sentadas junto a um painel alusivo a Moçâmedes e à pesca, apenas consigo reconhecer a 2ª Eduarda Figueiredo?,  Graça Castro (3ª) Chana (4ª), e Dores (5ª). Quem poderá dar uma ajudinha?


Deste grupo reconheço, em cima: Xana, Graça Castro, Eduarda Figueiredo. Embaixo: Quem pode dar uma ajudinha? Data: anos 1960