12 março 2012

Independente Clube de Porto Alexandre (Tombwa-Angola) : campeão de Angola

(Foto de um Amigo)


INDEPENDENTE
(a claque...!!!)



a maratona que se fazia
para sempre acompanhar
o grande INDEPENDENTE
o clube da nossa gente
o nosso glorioso sem par
que nos deu tanta alegria!!!


Na ida a NOVA LISBOA
a caravana engrossou
a folia foi tal e da boa
e o nossa equipe ganhou...


depois em Sá da Bandeira
(chovia que Deus dava!!!)
ganhando mesmo à maneira
a nossa alegria redobrava...


e a caravana descia...
LeBa abaixo... soando
até no deserto s'ouvia
toda a malta cantando..


a travessia do nosso deserto
foi de arromba, sim senhor...
buzinando a céu aberto
cantavam-se hinos de louvor...


Ó GLORIOSO INDEPENDENTE!!!
teus rapazes nossos HERÓIS são...
três vezes nos pusestes à frente
com TAÇA e faixas de campeão

Recordando... 
Como gritei então,
sentindo a emoção da grande final!!!
Ainda guardo o gosto de ser CAMPEÃO...
na glória do nosso INDEPENDENTE,
que também foi afinal...
UM  Clube de Portugal!!!

Foto e poema retirados



Ver também AQUI 


07 Outubro 2007

Alexandrenses festejam na rua a vitória do Independente: 1971







Duas fotos que mostram bem a alegria dos alexandrenses que vieram para a rua festejar a conquista pelo Independente Clube de Porto Alexandre, da monumental taça CUCA .

Na 2ª foto reconheço o conhecido casal de foliões, Àlvaro Faustino e Elizabete Pessanha Faustino, que ainda hoje, mais de 36 anos depois, animam com à sua maneira de ser e de estar, alegre e divertida, muitos dos bailes realizados em salões e hotéis algarvios, sobretudo da cidade de Portimão, onde residem.
Da equipe vencedora do campeonato de futebol de Angola por três anos sucessivos (1969, 1970 e 1971), contavam: Gavino, Gancho l (treinador e capitão) , Fernando, Cardeal, Quicas, Estrela ll, Estrela I, Osvaldo, Bastos, Armandinho, Mário José, Castro, Sancho ll, Agostinho e Neto.
 
O Independente Sport Clube de Porto Alexandre


O Independente Clube de Porto Alexandre, simbolizado pelas cores vermelho e negro, e mais tarde filiado no Olhanense, o único clube desportivo representativo da cidade mais a sul de Angola, Porto-Alexandre (actual Tombwa), foi não só o único Clube do distrito de Moçâmedes a ganhar o Campeonato de Futebol de Angola como a vencê-lo por três anos sucessivos (1969, 1970 e 1971), tendo ficado na posse da monumental taça «Cuca». Foi de facto uma vitória estrondosa que ficou a dever-se ao esforço abnegado dos seus jogadores e do seu jogador-treinador, Manuel Gancho e de dirigentes tais como Rui Filipe Barreto de Lara e Manuel Trocado. Dessa equipa tri-campeã de Angola fizeram parte: Gavino, Gancho l (treinador e capitão), Gancho ll, Fernando, Cardeal, Quicas, Estrela ll, Estrela l, Osvaldo Bastos, Armandinho, Mário José, Castro, Agostinho e Neto.

Destacam-se ainda outros jogadores que no decurso dos anos deram o seu contributo ao Independente Clube de Porto-Alexandre, como Celestino Carvalho, Tica Peleira, Mário Peleira, Manuel Santos Viegas, Manuel Trocado, Ermelindo Pacheco, Rodrigues, Teofilo, Baraço I, Baraço II, Chiloango, Ernesto Ribeiro, Elisio Alves, Armindo Alves, Hipolito Freitas, Carlos Lopes Alves Oliveira, Evaristo, Agostinho, Viena, Rolando Cunha, Júlio Cruz, João Faustino, Amaral, Parente, José Armando, Carvalho, Eduardinho, Coimbra, Ambrósio (Cicorel), Segismundo de Sousa, Domingos, Armandinho, Mário José, Castro, Capala, Lino, ...

Apesar do Independente ter sido, juntamente com o Ginásio Clube da Torre do Tombo, um dos clubes pioneiros no desporto do Distrito, durante muito tempo viu bloqueadas as suas aspirações de ir mais além na medida em que não possuia instalações e o campo de que passou a dispôr para os treinos de futebol a partir de 1953 reduzia-se a um areal nas traseiras da antiga Delegação Marítima. E também, porque as deslocações semanais a Moçâmedes para participar nos campeonatos distritais exigiam um grande espírito de sacrificio aos seus jogadores, dado a morosidade e penosidade dos percursos até à década de 50, tendo que atravessar o deserto em incómodas camionetas que chegavam a demorar 4 ou mais horas para percorrer apenas 100 km. Seria caso de nos interrogarmos: o que seria então o Independente, se este clube pudesse disponibilizar aos seus desportistas as condições existentes hoje nos países avançados?

In Memórias Desportivas

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