12 abril 2020

A Igreja paroquial de Mossâmedes , Moçâmedes, Namibe, Angola



A Igreja de Santo Adrião em Moçâmedes
A Igreja de Santo Adrião em Moçâmedes


O Palácio do Governador, a Igreja e as casas em madeira  dos funcionários públicos.
A Igreja Paroquial de Santo Adrião em 1938 por ocasião da visita do Presidente Carmona, Colecção particular.

A Igreja de Santo Adrião em foto recente

A Igreja de Santo Adrião em foto recente

   A Igreja de Santo Adrião em aguarela

A Igreja Paroquial de Santo Adrião de Moçâmedes começou a ser erguida em 27 de Julho de 1849, por Instruções Provinciais de 30 de Março desse ano, emanadas do Governador Geral Acácio Adrião da Silveira Pinto, encarregando o major Ferreira Horta de

  "construir um templo de dimensões suficientes para albergar não só todos os habitantes da colónia, como ainda os indígenas vizinhos, que viessem à povoação assistir aos actos religiosos, ou que em dias santificados nela se encontrassem. "

Em relatório de Fernando Leal de 31 de Dezembro de 1854, podemos lêr:

Sabe-se que a construção de um templo foi uma das exigências de Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro ao Governo, ainda enquanto no Brasil, e sabe-se também que não foi conseguido sacerdote que acompanhasse os colonos na sua viagem para Moçâmedes, e que à chegada em 04 de Agosto de 1849, em crónica de 2 de Novembro de 1849 acerca da igreja, diz Bernardino em crónica de 2 de Novembro de 1849:

"... Bem urgente é vê-la ultimada, pois não podia deixar de escandalizar a qualquer viajante católico, que uma sociedade tão numerosa como é hoje a de Moçâmedes, não tenha uma casa de oração, onde reuna para dar graças ao Todo Poderoso e pedir os auxílios de que cada qual carece.


"... As obras da igreja e da casa do pároco se acham em tal grau de adiantamento, a despeito dos poucos operários e de meios, que, com três meses mais de trabalho ficariam prontas. O que há a fazer limita-se somente a guarnecer toda a obra de cal fina, alguns ornatos de madeira na capela-mor, os dois altares laterais, e, finalmente, os balaustres para a teia e coro da igreja. 

De facto as obras começaram em 30 de Março de 1849, e quando a colónia chegou a Moçâmedes, em 04 de Agosto desse ano, se já estavam começadas as paredes da futura Igreja de Santo Adrião (1), as obras não foram continuadas. Foi Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, quando partiu para Luanda no dia 16 de Agosto do mesmo ano, que tomou providencias nesse sentido. Há quem seja mesmo de opinião que teria sido este o primeiro assunto a ser tratado por Bernardino em Luanda, a tomada de providências no sentido de não faltar assistência religiosa aos colonos. A verdade é que quinze dias após, em 27 de Setembro era publicada uma Nota do Governo do Bispado ordenando que o pároco de Benguela fosse a Moçâmedes "...administrar sacramentos de necessidade, e o matrimónio. 

No relatório de Fernando Leal de 31 de Dezembro de 1854, podia-se lêr:

"...Devem ter surgido dificuldades, pois a igreja demorou mais, muito mais de três meses, a ser concluida. Isso, porém, em nada diminuiu o papel de Bernardino na sua construção, e estamos em crer que nela terá gasto avultadas quantias do seu generoso bolso...

Sabe-se que a sua conclusão foi efectuada com base em subscrições levadas a cabo entre os moradores, numa época de sacrifícios e restrições, falta de material e de tudo, em que em termos económicos os colonos começavam a dar, também eles, os primeiros passos.

De arquitetura religiosa simples, em barroco tardio, onde domina a habitual composição simétrica expressa na fachada, a Igreja Paroquial de Santo Adrião de Moçâmedes nada tem a ver com outras igrejas torreadas, em que a torre surge frequentemente em posição central, na tradição de algum gótico francês, com marcação expressiva das linhas verticais e aplicação sistemática do arco ogival .

Em estilo barroco tardio  ela exibe o seu frontispício e as quatro pilastras do costume, o entablamento e duas torres, entre as quais se insere um frontão central triangular com óculo circular envidraçado ao centro, sobre o qual se ergue a cruz de pedra. Como se sabe, vivia-se então num quadro predominantemente laicizante na urbanização do século XIX, em que se verificava pouco investimento público no que diz respeito ao tema religioso, por comparação com a época anterior. A não esquecer, o século XIX em Portugal foi o século das invasões francesas e da penetração de ideias, da luta contra o obscurantismo e as teocracias, da crença no poder da razão e descrença na ideia religiosa, século da abolição das ordens religiosas e o encerramento dos conventos masculinos decretados em Maio de 1834, ou o longo processo de expropriação e venda pelo Estado dos bens de instituições religiosas, revelador radicalismo que então se desenrolou e que consistiu numa ruptura de relações com o Vaticano, que durou entre 1834 e 1841, já menos famosa do que idêntica situação criada pelos governos republicanos em 1911. 

De facto, as consequências das políticas liberais para a Igreja não foram menos tremendas do que as da «separação» republicana de 1911. A governação liberal terá mesmo provocado «um vazio religioso não mais preenchido» .Os números do clero foram drasticamente reduzidos, tal como os meios ao seu dispor, ao mesmo tempo que o Estado, seguindo a tradição «regalista» da antiga monarquia, reforçava o seu controlo sobre as nomeações e carreiras dos sacerdotes e a sua comunicação com o Vaticano. Com a implantação da I República ainda mais o investimento na área se ia agravar.

Pelo interesse que reveste para o assunto, passarei a transcrever o texto que segue:

"...AS SOCIEDADES FLORESCEM QUANDO A RELIGIÃO TRIUNFA

Filho de pais profundamente católicos, Bernardino católico se conservou até ao fim. Já aludimos a um documento em que Pedro da Fonseca, pároco encomendado de Nogueira do Cravo, dizia, em 1829, do seu paroquiano, o estudante de Leis Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro: "Tem sido (...) amigo da Igreja, assíduo observador das leis, tanto divinas como humanas..." Com que devoção Bernardino escreveu a "História Sagrada ou Resumo Histórico do Antigo Testamento", a "História da Vida de Jesus Cristo e dos Apóstolos" e a "História dos Judeus desde a dispersão até aos nossos dias"! Tinha Bernardino o hábito de empregar algumas frases, como frases de cruzado para entusiasmar a sua gente. Uma delas, já o sabemos, era esta: "Só será salvo o que preservar até ao fim!" rebuscada nos livros santos. Outra : "As sociedades florescem quando a Religião triunfa!". Ainda no Recife, preparando meticulosamente a viagem para Moçâmedes, Bernardino tomava como obrigação da colónia, logo que se estabelecesse em terras da nossa África, a "obrigação de ser o seu primeiro trabalho erigir um templo, pois que à colónia, em projecto, acompanhará um sacerdote de exemplar conduta, e é de sumo interesse estabelecê-la o mais moral possível. Além deste sacerdote talvez vão outros..." Não deve ter sido possível a Bernardino conseguir ao menos um sacerdote para acompanhar os 166 portugueses que, sob a sua orientação, deixaram o Brasil em 23 de Maio de 1849, para se fixarem nas paragens de Moçâmedes. Possível lhe não foi também impor ai, como primeiro trabalho, a construção dum templo. Antes de tudo, sem dúvida, se impunha a instalação dos colonos com garante da sua subsistência e da sua própria sobrevivência. Era isso que preocupava Bernardino. Isso o levou a fazer-se ao mar, no barco à vela "Douro", para ir a Luanda conferenciar com o Governador Geral e pedir-lhe auxilio para os seus homens. E tal era a sua preocupação de garantir providências por parte das autoridades, que empreendeu esta viagem ainda sem estarem ultimadas as descargas do Tentativa Feliz. 

Não conseguiu sacerdote para a viagem, é certo, mas, segundo supomos, tomou providências, quanto a nós ainda antes de embarcar para Luanda, no sentido de não faltar assistência religiosa aos colonos. Bernardino partiu para a capital de Angola no dia 16 de Agosto de 1849, quinze dias depois de ter chegado a Moçâmedes. Pois em 27 de Setembro seguinte era publicada uma Nota do Governo do Bispado ordenando que o pároco de Benguela fosse a Moçâmedes "administrar sacramentos de necessidade, e o matrimónio".

Há quem seja de opinião que teria sido este o primeiro assunto a ser tratado Bernardino em Luanda. Seja como for, o certo é que Bernardino sempre se preocupou grandemente com os problemas espirituais dos seus homens. Queria-os a todos, como ele próprio era, cheios de fé. Quanto ao templo: é verdade que quando a colónia chegou a Moçâmedes, já estavam começadas as paredes da futura Igreja de Santo Adrião (1). 

Opinamos, porém, que o início da construção do templo se deve a uma como que exigência de Bernardino ao Governo, quando Bernardino estava ainda no Brasil, e se dava ao trabalho de ver e prever tudo quanto lhe ia ser necessário em Moçâmedes. Lê-se, efectivamente, nas Instruções Provinciais, de 30 de Março de 1849, que o governador-geral Acácio Adrião da Silveira Pinto, encarregara o major Ferreira Horta de construir um templo de dimensões suficientes para albergar "não só todos os habitantes da colónia, como ainda os indígenas vizinhos, que viessem à povoação assistir aos actos religiosos, ou que em dias santificados nela se encontrassem". De facto as obras começaram, mas não foram continuadas. Faltava o homem que tudo impulsionava. Foi Bernardino quem tomou providencias, e de tal modo que, em relatório de Fernando Leal de 31 de Dezembro de 1854, se pode lêr:

" As obras da igreja e da casa do pároco se acham em tal grau de adiantamento, a despeito dos poucos operários e de meios, que, com três meses mais de trabalho ficariam prontas. O que há a fazer limita-se somente a guarnecer toda a obra de cal fina, alguns ornatos de madeira na capela-mor, os dois altares laterais, e, finalmente, os balaustres para a teia e coro da igreja." Devem ter surgido dificuldades, pois a igreja demorou mais, muito mais de três meses, a ser concluida. Isso, porém, em nada diminuiu o papel de Bernardino na sua construção, e estamos em crer que nela terá gasto avultadas quantias do seu generoso bolso. Àcerca da igreja, diz Bernardino em crónica de 2 de Novembro de 1849: "Bem urgente é vê-la ultimada, pois não podia deixar de escandalizar a qualquer viajante católico, que uma sociedade tão numerosa como é hoje a de Moçâmedes, não tenha uma casa de oração, onde reuna para dar graças ao Todo Poderoso e pedir os auxilios de que cada qual carece."

A seguir transcrevemos mais um passo da crónica - aquela em que Bernardino descreve a primeira missa em Moçâmedes : 

" Entrado nesta Baía em a noite de trinta do mês passado, a Corveta Oito de Julho, com o chefe da Estação Naval, e conduzindo a seu bordo o reverendo padre Matias, de acordo com o dito chefe, dispoz o Governador deste Distrito que se celebrasse em terra o Augusto Sacrificio da Missa no primeiro do cortente, em que a Igreja celebra a festividade de Todos-os-Santos. Erigiu-se com rapidez um altar portátil na Fortaleza, em uma casa que se edifica para ser o Quartel da Tropa, e que ainda lhe falta ser coberta: serviram para isso, os toldos da dita corveta, e forraram-se as paredes com bandeiras da mesma. Ficou bem decente e engraçada. Às dez horas do dia desembarcaram o Chefe da Estação e toda a Oficialidade, soldados e marinheiros, divisando-se no rosto de todos a maior satisfação, pois vinham trilhar o terreno que começaram a aplainar, porque é à Marinha Portuguesa que Moçâmedes deve o que até agora tinha. Salvou a Fortaleza e depois a Corveta: incorporou-se com a Marinha o Governador, o seu Ajudante, e o Comandante da Força, e, com a música da mesma Corveta na frente, se dirigiram à Fortaleza, para onde iam concorrendo os moradores, suas famílias e colonos, todos decentemente vestidos, e com suas escravas também vestidas ao costume europeu. Como na povoação se encontrava o soba do Giraulo, também ele e mais alguns pretos foram assistir à missa, durante a qual tocou a música, havendo salva à elevação da Hóstia, e lançando-se foguetes. Esteve luzido e edificante o concurso."

Não há dúvidas, Bernardino levara para Moçâmedes este anseio: dilatar a Fé e o Império. A este anseio foi fiel até à morte. "

In "Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro", Fundador de Moçâmedes. Figuras e feitos de além-mar. Agência Geral do Ultramar, by Padre José Vicente (Gil Duarte). pgs 73 a 79.

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Ainda sobre a Igreja de Santo Adrião. Os cuidados do pároco Gil Carneiro pela construção e embelezamento do templo; notas biográficas 

A velha Igreja de Santo Adrião começou a construir-se há um século, com o lançamento solene da primeira pedra, em 27 de Julho de 1849, antes, portanto, da chegada a Moçâmedes da primeira colónia vinda de Pernambuco, Brasil. Estava-se ainda no distanciado ciclo que memoramos "um templo bem acabado, sólido, bonito" como o representava o secretário-geral Pinto de Balsemão, no seu ofício de 27 de Março de 1868, em que relata a visita que fizera à já conhecida e "afamada vila".

O templo apresentava-se então "gracioso e alegre, mercê das solícitas diligências com que o mui reverendo e digno padre Gil" como se expressava Balsemão, havia ordenado e dirigido a pintura das paredes interiores".                                             

Quem era o padre Gil?

-Um sacerdote exemplaríssimo e muito culto, que exerceu, em Moçâmedes as funções de pároco encomendado da freguesia, cumulativamente com as de professor de ensino primário.

Vamos delinear, com alguns outros, os traços mais salientes da sua biografia, que extraimos do volume III, ano 1895, da Revista Portugal em África, pg.1079:

O padre Gil, de sua dignidade nome e apelidos completos, cónego João Bento Gil Carneiro, nasceu em Peso-da-Régua, concelho de Trás-os-Montes, e ordenara-se em 1865, tenso estudado Teologia no Seminário de Leiria, onde fora professor. Nomeado missionário da Diocese de Angola e Congo, por Decreto de 24 de Outubro de 1866, assumiu, pouco depois, as funções docentese paroquiais na vila de Moçâmedes, sempre respeitado e benquisto dos colonos. Em 1870 foi pároco em Benguela. E missionário também nos concelhos de Dombe Grande, Benguela, Quilengues e Caconda, ensinando e baptizando indígenas. Ao passr pelos territórios do soba Gola Hiambi, baptizou-o e avassalou-o à corôa portuguesa, realizando assim uma dupla missão, religiosa e política. Em Caconda, cuja Igreja havia desaparecido, celebrou, numa saleta da residência, as solenidades do culto. Baptizou 17 indivíduos. Pouco depois seguiu para Quipembe, a 13 quilómetros de Caconda, avançando daqui para Calugogolo e depois para Quingolo. Durante esta viagem batizou 56 pessoas. Regressando a Caconda, baptizou 121 indivíduos. Saindo para Canjueva, baptizou 262 pessoas, e voltando mais uma vez a Caconda, administrou o mesmo sacramento a 208. Em 30 de Agosto do mesmo ano de 1870, benzeu o novo cemitério, e, no dia imediato, partiu em direcção a Benguela onde chegou a 18 de Setembro, tendo baptizado mais 106 pretos na sua viagem de Caconda a Quilengues, e mais 149 nas terras deste nome. Foi cheia de canseiras e sofrimentos, com iminência de perigos, em climas depauperantes, a vida do respeitável sacerdote, ardentemente compenetrado do virtuoso e patriótico ministério da religião e da Pátria.

Em Moçâmedes, o padre Gil foi sempre desejoso dos seus progressos e muito querido e recordado de quantos o conheceriam e apreciavam as cativantes qualidades de cultura e coração. Regressando ao Reino, foi colocado, por Decreto de 14 de Junho de 1872, numa freguesia do Patriarcado - a de Nossa Senhora de Azambuja - e, mais tarde, por Decreto de 21 de Dezembro de 1882, na de S. Sebastião da Pedreira. Por Decreto de 11 de Outubro de 1895, foi agraciado com a comenda da Conceição pelos relevantes serviços que prestou como missionário e professor. Abrilhantou a oratória sagrada tornando-se credor dos justos ecómios com que a imprensa o distinguiu. Colaborou, igualmente, com fulgurância em alguns dos melhores jornais do país. Faleceu em Lisboa, a 5 de Dezembro de 1907.

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Tendo referido, no presente trecho deste capítulo, ao edifício actual da Igreja Matriz, parece-nos acertado descrever o concebido projecto da nova igreja a construir, em local indicado, no plano de urbanização da cidade, que já foi aprovado pelo Ministro do Ultramar, Sr. Comandante Sarmento Rodrigues.

Reproduziremos, para tal, a crónica da Agência Geral do Ultramar, distribuída pela Casa da Metrópole de Luanda e publicada no Diário de Luanda de 19 de Janeiro de 1952.

"A fachada principal do novo templo, de grande beleza arquitectónica, apresenta dois baixos-relevos com cenas da vida de S. Pedro, e é dominada por uma cruz alta, de bronze, iluminada com tubos de néon que projectarão um cruzeiro com 14 metros e 50.

"A nova Igreja, em cuja planta foram rigorosamente observados os preceitos litúrgicos, tem a configuração de cruz latina. De nave única, permite, de qualquer ponto do seu interior, uma visão perfeita sobre o altar-mor, destacando-se, entre outros pormenores, a localização do baptistério, de forma a que o neófito não entre na Igreja antes de baptizado, e a da câmara mortuária, com entrada independente,, o que permite a normal celebração do acto do culto.

"Tanto a escultura, como a pintura a fresco, contribuem para realçar a beleza do magnífico conjunto arquitectónico, dando-lhe a dignidade e imponência próprias do elevado fim a que se destina esta nova obra. No topo de uma das naves haverá um carrilhão e um indicador das condições atmosféricas, de grande utilidade, especialmente para a população piscatória da cidade, e na torrem um relógio e um sino de grandes dimensões.

In Conspecto Imobiliário do Distrito de Moçâmedes nos anos 1860 a 1879 por Manuel Júlio de Mendonça Torres. Boletim Geral do Ultramar . XXX - 348 e 349. PORTUGAL. Agência Geral do Ultramar.

Nº 348-349 - Vol. XXX, 1954, 289 pags.





MariaNJardim