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02 abril 2011

Gente de Moçâmedes: famílias Matos e Castro

Nesta foto encontram-se em 1º plano os irmãos Mariália Matos e Júlio Matos (Julica), filhos de Estela Matos e de António Matos (este, por sua vez pai de Eduardo Matos, o conhecido taxista de Moçâmedes naquele tempo), ladeando Júlia Castro, ao centro. Por detrás: Florinda Jardim e ? Teixeira. Moçâmedes, Namibe, Angola, em meados da década de 1950.

13 julho 2007

Lembrando gente da nossa terra: Casamentos e paragem na Capela da Quipola



































































1ª foto: Nesta foto encontram-se em peso as familias Castro e Teixeira que haviam acorrido à Quipola para se despedirem do casal Odete e António que partiam em viagem de núpcias para Sá da Bandeira (Lubango). Junto aos elementos destas familias, podemos ver também o casal Zete e Diogo Baptista, que também partiam em viagem de núpciais.

2.ª foto: Os dois pares de noivos e a imagem da Nossa Senhora da Conceição, num nicho junto à Capelinha do Quipola.
3.ª foto: Foto actual do local onde ficava a imagem da Senhora do Quipola.
4.
Foto actual da capela do Quipola.
Este local, desde a fixação dos portugueses até ao início da década de 1950, foi palco de grandes festividades religiosas à boa maneira portuguesa, onde o sagrado e o profano se misturam: missas campais, procissões, arraiais, bailaricos, etc.

05 fevereiro 2007

Gente de Moçâmedes: 1940 e 1944


Esta foto, tirada em 1940, representa um grupo de moçamedenses (familias Jardim, Castro, Pita de Sousa, Cruz), entre os quais reconheço, da esq. para a dt, à frente: Antoninho, Augusta Fernandes e neta Rosete, Florinda, Irene (Gorducha) e filha Lurdes, José Armando e mãe Beatriz Cruz, Celeste, Clementina e Lúcia Cruz.
Em cima: Arménio, João e Guilherme


Muitas familias de Moçâmedes, aos fins de semana, tinham o hábito do passeio à Praia das Conchas. Esta praia, pedregosa, não dava para banhos de mar, mas alí apanhavam-se búzios, burriés,pequenos caranguejos, ostras, mexilhões, pescava-se à cana e à linha uma emensa variedade de peixe, como garoupas, pargos, sargos, etc.

Nesta foto, tirada em 19.4.1941, por Rodrigo Baião Alcario, encontram-se  três dessas famílias antigas de Moçâmedes, entre as quais reconhecemos: Mário AntónioG.  Guedes da Silva (o 2º), seguido do pai, António Guedes da Silva, e da mãe, Júlia Celeste Gomes Guedes da Silva. Seguem-se: ?, Lídia de Sousa Alcario , Orbela Gomes Guedes da Silva (um pouco à frente), e os restantes ???? Em baixo, sentados: Hélia Paulo, ?, José Nascimento?, ?, e Maria do Carmo Paulo (Carminha).
Foto gentilmente cedida por Mário Guedes da Silva.

Jovens senhoras de Moçâmedes no início da década de 1952. Uma geração de transição...


Finais dos anos 1940, inícios dos anos 1950, elas estavam em todo o lado...   Lado a lado com os homens, elas coadjuvavam na organização das festas da cidade, elas organizavam festividades, elas colaboravam com o Rádio Clube da terra, estavam inseridas em grupos de acção social cristã, eram jovens modernas cheias de iniciativa e plenas de vivacidade. Alguns anos antes quem o poderia antever?

 Nesta foto um grupo de jovens senhoras colaboram com iniciativas levadas a cabo pelo Rádio Clube de Moçâmedes.   Dirigentes, locutores e colaboradores junto da sede do Rádio Clube de Moçâmedes quando esta ainda funcionava no prédio junto do antigo campo de futebol, ao fundo da Avenida da República (de cima para baixo e da esq. para a dt.) : 1. Raul Gomes, Dr Marques Mano, Raul Gomes Jr. /Lito Baía, Firmo Bonvalot, Estevão Coelho, Santos César , Martins, Alfredo Falcão, Santos Osório, Pedro Malaguerra, J. Oliveira (Maboque), Evaristo Fernandes, Norberto Gouveia (Patalim), Nito Santos, Álvaro Mendes, Armando Campos, José Luís Ressurreição, José Antunes Salvador e Carlos Cristão. 2. Leonor Bajouca, Manoca, Noelma de Sousa (Esteves), Júlia Gomes, Manuela Evangelista (Carvalho), Dr Romão Machado (Pres. do RCM) e esposa, Maria Manuela Bajouca, Julieta Bernardino, Lili Trabulo, Maria Emilia Ramos, Arminda Alves de Oliveira (pianista) e Rosa Bento (César), pianista. Foto Salvador.



Na foto: Colaboradores do RCM, no velho "campo de aviação", despedindo-se do Presidente Augusto  Cantos de Araújo. 1947 (ao centro): Mário Leitão, Raúl de Sousa Jr., José Costa Santos, Rui de Mendonça Torres, José Alves Roberto, Lúcia Reis, Eugénia Alves de Oliveira, Rosa Bento, Bernardete Cochat, Cantos de Araújo, Ana Liberato, Maria Manuela Costa, Maria Emilia Nascimento, Lurdes de Sousa Veli, Hirondina Mangericão, Lili Trabulo, Lúcia Gavino, Evaristo Fernandes, Guilherme Magalhães, Artur Caleres, Júlio Gomes de Almeida, e Adriano Parreira. Foto Salvador. 
 Jovens senhoras de Moçâmedes da JIC, grupo de acção cristã nesses tempos de abertura da Igreja aos leigos
  Finais dos anos 40, inícios de 50. Jovens senhoras de Moçâmedes da JIC. Cedida por Lurdes Ilha, de branco ao centro. Era a sua despedida de solteira.
 Jovens senhoras participantes do grupo católico "Sagrado Coração de Jesus"

 Jovens senhoras participantes do grupo católico "Sagrado Coração de Jesus"

 

Interessante foto dos primeiros tempos do RCM, que juntou  inúmeros colaboradores: Ana Liberato e Rui de Mendonça Torres. Foto Salvador

 


Aqui podemos ver Celeste Gouveia (a Néné Carracinha) e Herondina Mangericão, entusiasmadíssimas no seu trabalho. Foto Salvador
 
Colaboradores/as do Rádio Clube de Moçâmedes. Da esq. para a dt: Néné Alves de Oliveira ao acordeon, ?, Julia Gomes à guitarra (fadista) e Manuela Evangelista (viola). Inauguração da sede do RCM? Foto Salvado
 


Entre outros, da esq. para a dt: Luciano Sena, Evaristo Sena Fernandes, Sousa Santos, Soares e Silva, Domingos Barra, Embaixo: Rui Bauleth de Almeida, ?, Carlos Moutinho, Cecília Victor, Calila, ?, Antóno José Minas. Em cima, 1ª fila, Bica, Salvador, ?, Rui Torres, ?. Foto Salvador

 



Carlos Moutinho e Cecília Victos (ao centro) rodeado de outras figuras ligadas ao RCM, entre as quais  Lico de Sousa, Arlete Pereira, à dt e Rui Bauleth de Almeida atrás. Foto Salvador





Curioso nestas fotos é a forte componente de elementos femininos que entre finais da década de 1940 e o início dos anos 1950 prestavam voluntária e gratuitamente a sua colaboração ao Rádio Clube de Moçâmedes, incluso em "programas de variedades" que eram lançados para o ar. Eram jovens senhoras cheias de vivacidade, iniciativa e vontade de participar em eventos sociais, que colaboraram em organizações festivas, programas de rádio, em grupos cristãos de juventude (JIC- Juventude Independente Católica), etc., etc... Uma geração feminina diferente das anteriores, que já não se conformava apenas com o papel único da mulher durante séculos, inteiramente dedicada ao lar  à família,  à educação dos filhos, como foi o das nossas mães e das nossas avós. 
 
Por esta altura muito paulatinamente o mercado do trabalho estava se abrindo às mulheres, pois o acesso da mulher a esse mundo esteve desde sempre dependente da evolução lenta das actividades económicas do nosso pequeno burgo, que só ganharia mais vigôr a partir dos anos 1960, quando foi feito um grande esforço de recuperação económica em Angola, para o que muito contribuiu o surgimento da Banca privada. De início não foram muitas que ingressaram no mundo do trabalho remunerador. Ainda no início da década de 1950 o Banco de Angola rnão aceitava mulheres nos seus quadros de pessoal. De início eram as profissões que se consideravam mais adequadas a elas:  enfermeiras, professoras, uma ou outra funcionária pública, e pouco mais. Até finais da década de 1940 contavam-se pelos dedos as senhoras de Moçâmedes que exerciam uma função remunerada fora das paredes do lar.

Esta geração feminina representou um modelo de referência para as raparigas da minha geração, a geração que veio a seguir. Era criança mas recordo o papel por elas desempenhado por ocasião do Centenário da cidade de Moçâmedes em 1949. Foram elas que, juntando-se em grupos, confeccionaram flores de papel e outros enfeites destinados à decoração de barracas e de pavilhões que foram erguidos por todo o lado, no vasto jardim da Avenida da República.  Foram elas que, não se poupando a esforços  fizeram bolos em suas casas, prepararam chás e cafés, que levaram  para serem ali vendidos, ajudando, com a sua colaboração a dar mais brilho ao Centenário.  Elas participaram em actividades ligadas à venda de rifas de toda uma sorte de objectos,  organizaram quermesses, sorteios, estiveram por detrás de tômbolas, roletas, serviços de bar, etc.,  e tudo isso graciosamente





Na famosa casa "Santa Filomena" onde a veneranda senhora, a professora primária D Aline, ensinava o catecismo, eram muitas as jovens senhoras e senhoritas catequistas, como se pode ver por esta foto e pelas duas que seguem onde se encontram  na metade superior da foto, junto das educandas.
De baixo para cima: 1ª fila. ? M Pacheco I, Mª Inácio Tavares, Elga Weishmaster, Amélia Brás de Sousa, Manuela e Mimi Carvalho, M.PachecoII,  Mitsi Aboim e ?  2 ª fila. ?,?,?, Zézinha Grade, ?,?, Fernanda Braz de Sousa, Fernandina Peyroteu, ?, Antonieta Bagarrão (Dédé), ? e Zélia Calão. 3ª fila. Gabriela Figueira Fernandes, Calila, ?, Constantina, Carolina Mangericão, Maria Augusta Esteves, ?,?,?,?, e Susete Freitas. 4ª fila. ?;?;?; Lena Freitas, Fernanda Pólvora Dias,?, Fátima Cunha, Lizete Ferreira, Celeste Matos, ?,?,Gabriela Miranda,?, ?, Madalena Trindade; Melanie Sacramento, ?, e
 Odete Maló.  5ª fila. ????, Osvalda Sacramento, Júlia Jardim, ???? 
6 ªfila.?,?,Hélia Paulo, Lucia Gavino, ?, Lucia Reis,?,?,?. Data: 1949
 
Idêntico grupo de alunas e de catequistas do Colégio de Nossa Senhora de Fátima, junto da "Casa Santa Filomena". 1949. Fotos de Antonieta Bagarrão
Clicar sobre a foto que é enorme

Grupo de alunas, mães, senhoras da JIC e da Liga Católica Feminina, 

catequistas, e irmãs do Colégio de Nossa Senhora de Fátima, junto da nesma "Casa Santa Filomena" com D. Aline . Data: 1953. Cedida por Néné Trindade

Esta foto mostra-nos um grupo de jovens senhoras de Moçâmedes, em 04 de Agosto 1949, colaboradoras  das festividades do Centenário da cidade de Moçâmedes, junto de um dos vários pavilhões representativos da cultura dos povos, o pavilhão chinês, trajadas de acordo, com coloridos quimonos em seda importados do oriente, leques, flores e pauzinhos espetados no cabelo. Da esq. para a dt: Zuleica (cabeleireira), Julinha Pestana, Jovita Carvalho (Grade), Dina Ascenso e Maria Lizete Ferreira.



 


Esta foto, tirada junto do pavilhão-bar, representa um grupo de colaboradoras de vários pavilhões. Foram elas, da esq. para a dt: Julinha Pestana (China), Alice Castro (fantasia/fada), Orbela Guedes (Holanda), Manuela Bajouca (fantasia/fada), Fátima Cunha (Holanda), ?, Zuleika (China), Celeste/Carracinha (fantasia/aero-moça), Lizete Ferreira (China), Néné Oliveira (fantasia/aero-moça), Etelvina Ferreira (Holanda), Rute Gomes (fantasia/aero-moça), Maria Helena Ramos (Holanda), Teresa Ressurreição (fantasia/fada), Maria Parreira (fantasia/aero-moça), ?.

No pavilhão do ar, da esq. para a dt: ?,  Ludovina Leitão, Maria Eugénia Alves de Oliveira, Celeste Gouveia (Carracinha), Ruth Gomes e Maria Parreira

 
O carro alegórico representativo da «Tentativa Feliz», numa evocação da barca brasileira transportando um grupo de senhoras que colaboraram nas festividades do Centenário. Da esq. para a dt.: ?, Ludovina Leitão, ?, Salomé Inácio, ?, Noelma, Cilinha, Lúcia Gavino e Arminda Alves de Oliveira.



 

Teresa Ressureição, Alice Castro, Lucia Brazão e Salomé Inácio

Maria Teresa da Ressureição (à esq.) oferecia às gentes da cidade, o seu talento de poetisa. Ela ela quem escrevia as músicas das marchas da cidade, e não só, músicas que andavam na boca de toda a gente, muitas das quais ainda guardo na memória, como a Marcha do Centenário de Moçâmedes Ei-la:



Marcha do Centenário de Moçâmedes (1949)

I
Assim toda engalanada
Digo orgulhosa ao mar
Olha para mim
Como vou bela ao passar
II
Quero viver minha festa
Quero rir, quero folgar
O Mar imponente
Grita a toda a gente
Vai Moçâmedes a passar
III
Sou há um século nascida
Velhice inda não senti
Tive horas de glória
Enchi minha história
De rosas que então teci
IV
As minhas lindas Miragens
Todos vão admirar
Sorrindo ao céu
Sinto o mundo meu
Quando ouço assim cantar

REFRÃO
Num areal doirado
Pelo sol beijado
Há já cem anos nasceu
Moçâmedes gentil
Bela e juvenil
Pertinho do mar cresceu Hoje, embandeirada
Princesa encantada
Do Namibe o seu senhor
Sente mar confiante
Dizer radiante
Ai que linda vais amor.

(autoria : Teresa Ressurreição)





Fica aqui a minha vénia às senhoras desta geração, pois penso mesmo que elas foram muito mais activas e participativas socialmente que as que se seguiram, as da minha geração, cuja participação maior foi a efectuada através da modalidade de basquetebol feminino.

MariaNJardim
 
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