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26 agosto 2007

Snypes e banhistas na baía e Praia das Miragens: 1956

























1ª foto: snypes da Mocidade Portuguesa na praia.
Foto do livro de Paulo Salvador »Era uma vez Angola»

2ª foto: snypes da Mocidade Portuguesa na baía de Moçâmedes

3ª foto: Neste foto, tirada numa manhã de domingo, no ano de 1956 , na Praia das Miragens, reconheço, de cima para baixo e da esq. para a dt:
1º (?) e Laurentino Jardim
2º Fintas, (?), (?), Costa (Caála) e Fausto Gomes.
3º (?), (?), Dito Abano (de óculos), João Manuel Jardim, Guilherme Jardim, os irmãos Rui e José Henriques Figueiredo (Rabigas), e Arménio Minas (à dt.).
4º (?), (?), Luis Mota, (?).

Ao fundo, podemos ver a falésia da Torre do Tombo. E na baía, vários batelões, alguns barcos de pesca, um gasolina e um palhabote.

11 julho 2007

Lembrando lugares da nossa terra: Praia das Conchas

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MAR DESFEITO
Na Praia das Conchas, fito
O mar revolto, infinito,
Bater nas rochas, desfeito...
E, olhamo-nos tanto, tanto,
Que suas ondas são pranto,
Que vem bater no meu peito...

Angola, 1968
CONCHA PINHÃO
(Vencedora do 1º prémio dos jogos florais das «x Festas do Mar», com o poema «Imbondeiro» . 1971)

Esta é a Praia das Conchas, para lá do Saco do Giraul , já em plena costa, Praia que de praia não tinha nada. Praia rochosa, nela tinhamos que andar com muito cuidado para não escorregarmos e nos magoarmos, rochas que picavam os pés, com um banco no mar idêntico ao da Praia Amélia mas mais próximo de terra, que provocava uma forte rebentação. Esta praia, no entanto, apesar de pedregosa e incapaz para banhos de mar, era um atractivo que levava muitas famílias a se deslocarem alí aos fins de semana. O que atraia então as pessoas que aos fins de semana iam passear até alí?

Umas, iam pura e simplesmente contemplar o espectáculo da rebentação do mar nas rochas, as altas ondas e a branca espuma, a fúria deslumbrante da natureza, outras, iam fazer caça submarina, ainda que a rebentação sobre as rochas as obrigasse a entrar no mar na zona entre Praia Conchas e o Barambol ( é o caso dos nossos mais fanáticos mergulhadores que elogiavam a beleza dos recortes rochosos submarinos da zona); outras ainda, sobretudo mulheres e crianças, apanhavam búzios, burriés, pequenos caranguejos, ostras, mexilhões, e finalmente outros (sobretudo homens) pescavam à cana e à linha do cimo das rochas uma imensa variedade de peixe, (garoupas, pargos, sargos, canelas, meros, moreias, etc.) que davam para encher o frigorífico para toda a semana. Afinal valia mesmo a pena ir até à Praia das Conchas!
Uma curiosidade: na «Praia das Conchas», como em algumas outras praias como a do Chiloango, etc., era comum verem-se grandes ossaturas de baleias, que alí haviam «encalhado» trazidas pelas correntes desde a Praia Amélia (*), em tempos mais para trás (década de 1920/30), uma vez que durante essa década existiu naquela praia, a 6 km a sul do centro da cidade de Moçâmedes, uma grande empresa norueguesa que alí se instalou, vocacionada para a industrialização de carne e gordura desses cetáceos.
(*) O nome Praia Amélia foi dado a essa praia a 5 km da cidade de Moçâmedes
, pelo facto de alí ter naufrado, em meados do século XIX, a escuna «Amélia», da Marinha de Guerra portuguesa.

MariaNJardim

1ª foto: Herondina Mangericão, Zete Veiga e ?
2ª foto: Pesca à vara sobre um rochedo da Praia das Conchas.
3ª foto: Os irmãos Belany e Paulo Veiga Baptista na Praia das Conchas. 2ª e 3ª fotos gentilmente cedidas por Marizette Veiga Baptista.

05 maio 2007

Recordando lugares da nossa terra. Salinas da Praia Azul e Praia das Barreiras: Moçâmedes/actual Namibe(princípios da década de 70)




Salinas no distrito de Moçâmedes (Namibe) 

1ª foto: Os primos Ascenso: Ana, Telmo e Rodolfo brincam junto às Salinas da Praia Azul. Foto gentilmente cedida por T.Ascenso.
2ª foto: Alunas do Colégio de Nossa Senhora de Fátima   de Moçâmedes, em visita de estudo às Salinas na década de 1960 

 
As primeiras salinas dignas desse nome em Moçâmedes surgiram apenas em 1894, e foram mandadas construir por José Manuel Alves de Bastos, filho do «colono» à época mais rico da vila, Manuel Alves de Bastos que fez parte do grupo chegado de Pernambuco (Brasil) em1849. ( in Industria de Pesca e Derivados no Distrito de Mossãmedes 1921-22 de Afonso José Vilela).









Para ver salinas de Bentiaba/ex S. Nicolau, clicar AQUI