29 agosto 2007

Alunos e professores: Escola Com. e Ind. Bartolomeu Dias - Porto Alexandre
























































1ª foto: Entre outros Renato,?,?, Zanga Sancadas, Jerónimo, António Júlio Bastos, Psota, , ?, Leopoldo, ?, Guerra, Prof Manuel Lopes Henriques, Jota Jota, o Prof Chicharro, Prof Palmira? , José João...
1973-74.

2ª foto: Alunos da Escola Com. e Ind.
Bartolomeu Dias : ?, Yolanda, Prof.Eurico, Prazeres, Profª.Marrão, Julieta, Lurdes França, Leopoldo.

3ª foto: Finalistas da Escola Comercial e Ind. Bartolomeu Dias- Porto Alexandre. Em cima e da esq para a dtª: ???, Renato, Jota Jota, Prof Barreto, Teacher, Prof Eurico, ? , Jeronimo, Psota e Lemos.
Em baixo e da esqª p/dtª: Zanga Sancadas, João Toucinho, Kady, Jorge, António Julio e Leopoldo. Ano 1972/73

4ª foto: Alunos da Escola Com. e Ind. Bartolomeu Dias de Porto Alexandre.
Em baixo, da esq para a dt: Zanga Sancadas, (?), Vasquinho,(?), Renato, Leopoldo e Kady.
Em cima: ?,Marçal,?,João Toucinho, Mansinho, Pessanha (meio encoberto) e Mutchada: e ainda Domingos DannyKey, Belbuto, Mandinho , Mario Zé, Lemos,e o Reginaldo Bodião e ainda entre outros: Diamantino, Joãoznho, Beto Bodião....
Só uma nota para terminar. Alguns destes nomes poderão estar enganados. Não conheço toda a gente, e foram-me fornecidos por várias pessoas que conheço. Por favor, se detectarem algo errado, peço-vos que não critiquem, mas colaborem no local destinado aos comentários. MT OBG.


















5ª foto: Professores da Escola Com. e Ind. Bartolomeu Dias - Porto Alexandre.
De cima para baixo - Esperança Traguedo (ao centro), António Ferreira e Neves -Palmira (de óculos escuros), (?), (?),Pdre Pinto Lobo (falecido), João Manuel (Chicharro) e Albano -Céu Nogueira (esposa do prof.António), (?) - (3ºdegrau)- Natália, Adélia Clara (EU), Mª Batista Paulo -(2ºdegrau)-MªRosário (Zarita) Marrão, MªAlbertina Coelho Estácio, Eurico Henriques e Padre Jaime Fernandes -(1ºdegrau)-Anabela Lara, António Machado(o Director), Sameiro e Carlitos Alves (falecido)

VINHAM DO MAR CACIMBOS
( para o Neco )

vinham do mar cacimbos
refrescar tombuas sequiosas,
calemas, submersos vulcões
e helio-fornos
provar a fibra sibilina
de homens e mulheres
que agarram a vida
pelos cornos.
vinham pinguins escorraçados
de um país ao sul,
a preto-e-branco pintados,
ond’é ignara a soma
de todas as cores
que realiza o negro.
vinham navios, botes,
arrastões e palhabotes
encalhar nos fundões ao arear,
que o leteu namibe
conforma de grão a grão
para marcar que ali
só os filhos sabem navegar.

vinham coros boatados,
e as notícias de guerra,
e as guerras de notícia,

e do deserto a garroa colava
areia nos olhos ressudados.

admário costa lindo
7.06.2005


28 agosto 2007

Gente de Moçâmedes: a familia Tito de Gouveia

                                                                    
 


Nesta foto podemos ver uma família reunida, a família Gouveia: Tito de Beires Lopes Freire de Gouveia (pai) de pé, Cecília (mãe) e os três filhos, Abílio, Maria (à esq.) e Maria Augusta (à dt.).Abilio (à janela), era um excelente guia do deserto, filho de um outro guia, Tito, que trabalhava para a DTA, as antigas linhas aéreas de Angola.

Tito de Gouveia, pai, um dos pioneiros da aviação em Angola, foi quem pilotou a avionete que trouxe a imagem de Nossa Senhora de Fátima até nós, em 1948, no decurso da peregrinação por terras de Africa.



Em Angola, distrito de Moçâmedes, Tito Gouveia era fiscal de caça
 

Maria e Maria Augusta (as irmãs Tito, como eram conhecidas nos meios desportivos da cidade) foram pioneiras do basquetebol feminino na cidade de Moçâmedes tendo alinhado nos finais da década de 40, pelo Sport Lisboa e Benfica e mantido uma longa actividade desportiva, primeiro como jogadoras deste clube, e posteriormente integrando no Atlético Clube de Moçâmedes, onde viriam a terminar a sua carreira desportiva, já na 2ª metade da década de 50.
Pioneiras de basquetebol feminino em Moçâmedes
Maria Gouveia e MariaAugusta Gouveia (as irmãs Tito), por volta de finais da década de 1940   integraram a equipe pioneira de basquetebol feminino em Moçâmedes, o Sport Moçâmedes e Benfica. Como o Benfica na época não possuia nesta modalidade clubes competidores em Moçâmedes o clube teve que criar duas equipes femininas que se disputavam entre sí, uma vestida com camisolas brancas, outra com camisolas vermelhas. Esta foto representa uma dessas equipes, a das camisolas vermelhas e dela faziam parte: Em cima: Luciana Maia, Hélia Paulo. Maria Gouveia, Esmeralda Figueiredo e Maria Guerra Em baixo: Maria Augusta Gouveia, Olga Coquenão (Lola) e Ana Liberato.
Após o surgimento das equipes femininas pioneiras de basquetebol do Sport Lisboa e Benfica em 1944, deu-se um interregno, e só muitos anos mais tarde, no princípio da década de 50, surgiram com força e determinação as novas equipes femininas de basquetebol do Atlético Clube de Moçâmedes, do Sporting Clube de Moçâmedes e do Independente Clube de Porto Alexandre. O Atlético viria a beneficiar com a entrada de Maria e Maria Augusta na nova equipa.
 
O casal Abilio e Manuela Sena Costa

photo

Manuela Sena Costa nos seus tempos de solteira também chegou a integrar uma das equipas de Basquetebol feminino do Sport Moçâmedes e Benfica. Ei-la aqui integrada  neste conjunto, envergando a camisola n.9 . São, da esq. para a dt. Em cima: Isaura Aguilar, Alice Teixeira, Manuela Costa e Carla Frota. Em baixo. Ivone Bernardino, Carolina Frota 
Em Porto Alexandre,  Manuela Sena Costa ladeada pelas amigas Eduarda Carvalho e América Pisoeiro
Abilio e as filhas do casal, Isa e Neide

[casa+Titos+1.jpg]
                                                                         
Nesta foto, tirada no decurso de uma festa de aniversário em casa da família Gouveia, reconheço, entre outras/os, no canto à esq., Maria Augusta Gouveia com o pai, o Tito Gouveia por detrás, a mãe Cecília (ao centro), ladeada pelas duas netas, Isa e Neide, e logo atrás, Maria Gouveia
Aniversário de Neide (a menina que está a apagar o bolo), filha de Manuela Costa e de Abílio Tito de Gouveia, tendo a seu lado o irmão mais novo. Ao fundo, à dt de Maria Augusta Gouveia, sentado, de óculos encontra-se António José de Carvalho Minas (Tó Zé), rodeado das filhas Milu e ?  De pé, à dt, Isabel (Isa), então com 11 anos, tendo, na foto, à sua dt. a tia Isabel Maria Sena Costa (Belita) que confeccionou o bolo, e sentada a seu lado mãe Lurdes Minas (enfermeira).  Na foto encontram-se também Tozé, Leninha, e Riquito. Em frente a Maria Augusta  de pé, Cláudia (prima) e à esquerda Felipe e Vasco Sousa Coutinho, e os vizinhos e amigos de brincadeiras Ani Abreu, Manelzinho, o irmão Paulinho e o mais velho Julinho.

Pela data escrita podemos ver que se estava a passos largos a caminhar para o 11 de Novembro de 1975, dia da independência de Angola, o mesmo é dizer para a grande fuga de portugueses, angolanos brancos, mestiços e até negros, ainda que em menor número do território, onde já nesta altura os movimentos de libertação se degladiavam entre si na luta pelo poder, perante a passividade do exército português que, pelo menos até  ao arrear da bandeira lusa, deveria estar alí para assegurar, em paz, o momento da transmissão do poder, que se pressupunha, segundo os Acordos de Alvôr, vir a ser antecipado de eleições.

A 12 de agosto desse ano a familia Gouveia desembarcaria no Rio e nunca mais voltaria a  pisar terras de Angola. E assim Moçâmedes, hoje Namibe, ainda antes da data marcada para a independência, se despojou de mais de 90 da sua população de origem europeia. Os que persistiram, acabariam por debandar nos meses que se seguiram ao 11 de Novembro de 1976.

No blog do moçamedense Roberto Correia, ANGOLABRASIL, na parte que respeita a militares portugueses que esriveram envolvidos em campanhas em Angola  e que no do século XX optaram por não regressar à Metrópole, consta o nome do 1º Cabo de Infantaria Tito Lopes Freire Gouveia (Moçâmedes).

Clicar aqui: «album de fotos de desporto na cidade de Moçâmedes»
e aqui: equipe pioneira de basquetebol feminino do Sport Moçâmedes e Benfica.
E ainda, no UTUBE, este slideshow
Créditos de imagem: http://groups.msn.com/ComunidadeVirtualdeNamibe

Ver aqui :
O BLOG DA NEIDE

Gente de Moçâmedes



1ª foto
Da esq. para a dt.
? Nunes e Reis

2ª foto:
Da esq. para a dt.
Nesta visita a um navio de passagem por Moçâmedes no tempo qm que ainda não existia a marginal nem o cais comercial, reconheço, entre outras: Josefa do Ó. Faustino e Maria Monteiro.


2ª foto:
D
a esq. para a dt.
Em cima: Adriana Varandas(2),,,,, Soledade (10),,,,,, Artur Tarira(16)
Em baixo: no canto esq., os filhos de Adriana, Edna, Cidália e Adelino Teixeira, ....,,,,
NAMIBE

Chamavam terras desertas
Ou terras do fim do mundo,
Tinham pessoas abertas,
Amizades boas, certas,
Que calavam cá bem fundo.

Ainda tenho saudades.
mas de lá, quem as não não tem,
Espaços de liberdade.
E de muitas amizades,
Traídas não sei por quem.

Por isso choro em tristeza,
Às vezes com emoção,
Por ver tamanha vileza.
Sem um resto de nobreza,
Existente na nação.

Terras nobres, boa gentes,
E por Deus abençoadas,
Não vais ficar indiferentes,
Vão olhar tudo de frente,
Apesar de mal tratadas.

E assim encontrarão
Quem acabe aquela guerra,
Vai nascer uma nação,
Já com alma e coração
Voltará a nossa terra.

João Gonçalves Costa
01.01.2002

26 agosto 2007

Snypes e banhistas na baía e Praia das Miragens: 1956

























1ª foto: snypes da Mocidade Portuguesa na praia.
Foto do livro de Paulo Salvador »Era uma vez Angola»

2ª foto: snypes da Mocidade Portuguesa na baía de Moçâmedes

3ª foto: Neste foto, tirada numa manhã de domingo, no ano de 1956 , na Praia das Miragens, reconheço, de cima para baixo e da esq. para a dt:
1º (?) e Laurentino Jardim
2º Fintas, (?), (?), Costa (Caála) e Fausto Gomes.
3º (?), (?), Dito Abano (de óculos), João Manuel Jardim, Guilherme Jardim, os irmãos Rui e José Henriques Figueiredo (Rabigas), e Arménio Minas (à dt.).
4º (?), (?), Luis Mota, (?).

Ao fundo, podemos ver a falésia da Torre do Tombo. E na baía, vários batelões, alguns barcos de pesca, um gasolina e um palhabote.

Pintura de Tchitundu-Hulu, Namibe, Angola.







Pinturas de Tchitundu-Hulu, Namibe, Angola.

"São as gravuras rupestres do “Morro Sagrado dos Mucuisses” um dos mais belos conjuntos rupestres da Pré-História de Angola. Encontram-se num morro granítico, chamado Morro do Tchitundo-Hulo ou Tchitundulo, situado em Capolopopo, a cerca de 137 km, para leste da cidade de Moçâmedes, no deserto do mesmo nome, na sua faixa semi-desértica, área do posto administrativo do Virei e nas fronteiras da concessão do Karaculo, um pouco ao Sul do Paralelo de Porto Alexandre.

Estão estas gravuras em riscos de desaparecer, pelo empolamento, por acções térmicas, de uma camada superficial que depois se fragmenta. A interpretação e conservação das pinturas do Morro do Tchitundulo, embora difícil, torna-se, por isso, urgente. Encontram-se essas inscrições no grande morro granítico que dá acesso à chamada Casa Maior que se abre sobre a falésia em forma de anfiteatro. Quase toda – talvez mesmo toda – a grande pedra de granito por onde se atinge a base Maior encontra-se atapetada de gravuras. Qual a idade daquelas gravuras e daqueles desenhos? Há quanto tempo aquelas gravuras foram executadas no morro?

Em primeiro lugar, os fragmentos das gravuras executadas sobre as placas de granito, atestam a existência de homens sobre o Tchitundulo anteriormente à clivagem da rocha. Assim, a história geológica da região e do Morro pode vir trazer dados concretos para a história dos primitivos homens das cavernas do Capolopopo.


 No interior das Covas surgem as pinturas rupestres que se afiguram mais recentes, apesar do estilo ser deveras parecido com o estilo das gravuras.
Quem teriam sido os primitivos habitantes das cavernas?
Elementos da raça Mucuisse?
O problema da raça que habitou o Morro do Tchitundulo é de difícil solução.
De qualquer maneira os Mucuisses não têm a mais pequena ideia sobre quem pudesse ter sido o autor das gravuras, mas mantêm uma certa veneração pelo monte, afirmando que os círculos concêntricos gravados no Tchitundulo são os astros, principalmente, o Sol.



Em nenhuma outra estação de arte rupestre de Angola há tão grande número de desenhos, representações de pequenos animais, como os desenhos esquematizados do Tchitundulo.
Qual o significado daquele chacal no início da vertente norte do Morro?
Haverá alguma relação entre as figurações do Tchitundulo e uma vaga manifestação em relação a determinadas plantas?
Que profundas intenções descobriremos nas figurações cruciformes e alguns desenhos "radiográficos”?

 
Haverá qualquer semelhança entre alguns sinais da escrita Bamum (1) , em diversas fases da sua evolução e alguns desenhos do Tchitundulo?
Enfim, qual o significado, qual a finalidade, quais as intenções que teriam os autores das inscrições e pinturas rupestres do Morro Sagrado dos Mucuisses?" Alguma bibliografia sobre a Pré-História de Angola.(...)
Creditos: http://www.angola-saiago.net/cuissis2.html 

Existem referências às pinturas rupestes de Angola: Tchitundo Hulo e filho de Tchitundo Hulo: Um artigo de Henri Breuil e António Almeida, "Das gravuras e das pinturas rupestres do deserto de Moçâmedes (Angola)", in Estudos sobre Pré-História do Ultramar português, vol 2º, Lisboa, Junta de Investigações do Ultramar, 1964. Essa antiga Junta de Investigações do Ultramar chama-se actualmente Instituto de Investigação Científica e Tropical. O artigo contém texto e fotografias a preto e branco de pinturas, consideradas do Paleolítico e Neolítico efectuadas por povos anteriores aos bantos e pode ser consultado no Instituto ou na Biblioteca Nacional ou outras que tenham depósito legal (até no Rio de Janeiro, no Real Gabinete de Leitura). Há muitos livros de Etnologia e História publicados por esta antiga Junta, escritos por etnólogos, missionários, geógrafos ... com a linguagem colonial mas ricos em informações. 







Noticia recente sobre estas «grutas alvejadas involuntariamente por chineses»:
http://portal.correiodigital.info/noticias.php?idnoticia=5786


VIDEO

14 agosto 2007

Jovens estudantes de Moçâmedes: Décadas de 50 (meados) e 60


 
1ªfoto:
Nesta foto, tirada na década de 60 a um grupo de rapazes reconheço, entre outros, da esq.para a dt.:
Angelino Martins, Fragata, Henriques, João Manuel Jardim, (?), Calita Maria Inácio Cabral Vieira e Modesto

2ª foto:
Nesta foto, tirada a um grupo de raparigas, estudantes da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes no ano de 1957, reconheço , entre outras, de baixo para cima e da esq. para a dt.:
1ª fila: Emilia Alves (Milocas), irmã da Boneca e Simone
2ª fila: ?, Julia Minas, Zelda Ferreira da Silva, ?, Marialia Matos e Claudia Guedes
3ª fila: Boneca, Rosália Bento, ?, Didi Minas, ?, Professora Edwige, Irene Barata, ?
4ª fila: ????? Claudino Alhinho (anocentro)
, ?,?
5ª fila: ???? Aldorindo, ? Carlos Jardim e ?