O novo edifício do Colégio das Doroteias de Moçâmedes, construido em local privilegiado, na parte alta da cidade, zona de vivendas, por detrás do Parque Infantil e muito próximo do Liceu Almirante Américo Tomás. Repare-se como a cidade estava a ficar linda, com as suas rasgadas avenidas e os seus floridos jardins...
Ainda em meados do século XX, as Irmãs de Santa Doroteia encontravam-se instaladas num edifício próximo do antigo campo de futebol e do edifício dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes, onde funcionava o Colégio que conheciamos como Colégio das Madres, ou Colégio de Nossa Senhora de Fátima. O sucesso da instituição foi de tal ordem que na década seguinte houve que começar a construir um novo edifício concebido para o efeito, com excelentes instalações, junto do local onde fica o Parque Infantil da cidade.
Esta foto ainda diz respeito a alunas que frequentaram o entigo edifício deste Colégio, situado ao fundo da Avenida da República.. Muitas caras conhecidas, entre as quais, na fila de cima: Maria Simão, Carolina Mangericão, Calila Rodrigues, Inês, Lúcia Brazão, Fátima Cunha, Bia Mangericão. Na fila intermédia: Henriqueta Barbosa (Miqueta), Fernanda Pólvora Dias, Raquel Martins Nunes, Maximina Teixeira e Julia Jardim. Na fila da frente: Lizete Ferreira, Noemia Van der Kellen, Néné Trindade e Celeste Matos.
Outro grupo de alunas que frequentaram o Colégio, quando este estava no edificio ao fundo da Avenida da República. São elas, em cima e da esq para a dt: Lucia Brazão, ?, Lizete Ferreira, Isabel Valente, Júlia Jardim, ?,?, Fernanda Braz de Sousa, ?, Fátima Cunha, ?,?. Embaixo; ?,?, Celeste Matos, Maria Júlia Maló de Abreu (Pitula), Antonieta Bagarrão (Dédé) Mª Amália Duarte de Almeida (Mamaia), Mélita Braz de Sousa ???.
Alunas do antigo Colégio de Nossa Senhora de Fátima, em Moçâmedes, junto à "Casa de Santa Filomena, onde D. Aline ensinava o catecismo. Era casa vizinha do antigo Colégio que era frequentado por estas alunas.
Alunas do antigo Colégio de Nossa Senhora de Fátima, junto à "Casa de Santa Filomena, onde D. Aline ensinava o catecismo

Aqui as novas instalações do Colégio ainda estavam em construção
Foto tirada por volta de 1953, numa época em que o Colégio ainda se encontrava em fase de construção. Nesta foto cedida por Fernanda Barata (a 3ª , sentada a meio da porta), reconheço, entre outras, no 2º degrau, à dt. Maria Adelina, no 1º degrau, à dt. , Eloisa Peixoto?, ?????
Ja nas novas instações do Colégio de Nossa Senhora de Fátima, em Moçâmedes
Alunas do antigo Colégio de Nossa Senhora de Fátima, em Moçâmedes, familiares e catequistas,
junto à "Casa de Santa Filomena, onde D. Aline ensinava o catecismo.(clicar sobre a foto para ampliar. É grande)
Alunas do antigo Colégio de Nossa Senhora de Fátima , em passeio pelas Hortas de Moçâmedes
No interior do Colégio
Nesta foto, em que as alunas ( na maioria internas oriundas de Porto Alexandre) se encontram alinhadas em forma de pirâmide à volta da «madre superiora», a madre Paiva Couceiro, reconheço:
Na ala esq. da pirâmide exterior, de baixo para cima: Odete Leal, Lurdes Pessoa (dois degraus acima) e Rosário Pacheco (no degrau seguinte).
Na ala dt. da pirâmide exterior, de baixo para cima: Beta (junto à coluna), e Fátima Pacheco (a 6ª, de baixo para cima). Na pirâmide interior, à esq., Vanda Freire e no topo Stela Sena. As fitas em forma de V que as alunas ostentam nas suas batas, eram fitas estreitas de côr vermelha com uma medalha pendurada distintivo das «Filhas do Sagrado Coração de Jesus».
Creio que esta foto foi tirada no decurso de uma visita a Moçâmedes da irmã que superentendia em Angola a rede de colégios das irmãs Doroteias, por ocasião da inauguração das novas instalações.
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2. Madre Ferreira Costa
3. Madre Superiora?
4. Madre Camilo
5. Madre Zulmira Oliveira
6. Madre Tulsson
7. Madre Lucas
8. Madre Mateus
Nota: Acabaram de me enviar estas ultimas 8 fotos com recomendação: Fotos Salvador in Sanzlangola
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1971
1971

1971
Para
muitos pais em Moçâmedes, a educação das suas filhas num colégio
dirigido por religiosas dava-lhes a garantia de melhores condições de
ensino e de educação para as suas filhas, e o facto de o Colégio ser uma
instituição não mista, ao nível do secundário, onde não havia o
"perigo" do contacto com rapazes, era outro atractivo, sobretudo em
relação às filhas adolescentes.
Ali não apenas se encontravam mais protegidas, como podiam prosseguir
os seus estudos, sem interrupção, desde a 1ª classe ao 5º ano (mais
tarde o Colégio passou a incluir também as classes infantil e
pré-primária).
Em Moçâmedes até 1961 não
existia a instituição liceal, contudo esta já existia em Sá da
Bandeira, desde 1937, ano da fundação naquela cidade do colégio das Doroteias, "Paula Frassinetti".
O Colégio possuia um currículo no secundário equiparado ao dos Liceus,
diferente portanto da formação mais técnico/profissional recebida na Escola Comercial, o
que permitia àquelas que desejassem prosseguir os estudos para níveis
superiores, a possibilidade de após concluirem em Moçâmedes o
5º ano, transitarem para o Liceu Diogo Cão, na vizinha Sá da Bandeira
(Lubango) onde os estudos progrediam até ao 7º ano, habilitação
imprescindível para ingressar numa Universidade, Instituto, etc, um sonho praticamente
irrealizável para a maioria dos jovens moçamedenses, porque acessível a muito poucos, uma vez que implicaria grande dispendio de capitais.porque só seria possível na Metrópole ou num país estrangeiro (como a vizinha Africa do Sul, por exemplo). Para além de não haver em Moçâmedes a instituição Liceal até 1961, também Angola até 1969
não possuia uma Universidade. Ao
nível do secundário, a única Escola existente em Moçâmedes era a Escola
Comercial, mais tarde Escola Comercial e Industrial Infante D.
Henrique, escola mista de cariz
técnico-profissional ao nível do Curso Geral (5º ano) que não dava
acesso aos Liceus. O Liceu de Moçâmedes só viria a ser criado em 1961,
quando da visita do Ministro do Ultramar Professor Adrano Moreira,
numa primeira fase ao nível dos estudos gerais, mais tarde incluindo
também o complementar. Contudo esta já existia o Liceu em Sá da
Bandeira, desde 1937.
Do Colégio de Nossa Senhora de Fátima de Moçâmedes, em regime de externato e semi-internato, centenas de jovens sairam formadas e educadas segundo os princípios e valores eleitos por Paula Frassinetti de Souza Bezerra, a fundadora da Congregação das Irmãs Doroteias, ou seja, a educação e formação inspirada na fé cristã e nos aspectos culturais e sociais segundo os valores do Evangelho. Para Frassinetti, formar bem a criança seria transformar o mundo. A formação da pessoa humana estava em primeiro lugar. O enfoque não recaia tanto na preocupação com a formação profissional como infelizmente está a acontecer no nosso dias ao nível da Educação Pública. A Educação infantil tem como finalidade a formação integral da criança em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a acção da família e da sociedade.
O Colégio era pago e possibilitava o acesso a crianças do sexo masculino mas apenas ao nível do primário. Ali as carenciados também tinham lugar, e estavam isentas de qualquer pagamento, As irmãs que por ali passaram, disciplinadoras, sim, mas também divertidas, deixaram em todas aquelas que no decurso dos anos por ali passaram, gratas recordações. Todas são unânimes na apreciação que fazem dos seus tempos do Colégio, e é com saudade que falam desse tempo que marcou para sempre as suas vidas.
Um pouco mais Sobre Paula Frassinetti ...(texto elaborado através de várias pesquisas na net)
Nascida a 3 de Março de 1809, em Génova, Itália, a fundação da sua Obra, a Congregação das Irmãs de Santa Doroteia, dá-se em 12 de Agosto de 1834, em Quinto, perto de Génova. Tendo começado com uma ‘escolinha’, abre novas escolas e Colégios em Génova. Incansavelmente, entrega-se com paixão ao ensino, à catequese e ao apostolado junto das classes populares. Em 1841, transfere-se para Roma, a fim de obter a aprovação pontifícia para a Congregação. A partir de Roma passa a difundir a Pia Obra de Santa Doroteia, que tinha como finalidade formar jovens pobres e necessitadas.
A paixão pela glória de Deus leva-a a enviar, em Janeiro de 1866, algumas Irmãs para o Brasil e para Portugal (Junho do mesmo ano), numa época muito conturbada, a nível religioso, nos dois países. Deixou escrito: «Por amor do nosso Amor tudo nos deve parecer pouco.» A personalidade de Paula Frassinetti forja-se neste ambiente e o seu ideal de vida nascido no seio da família, vai ser determinante em toda a sua forma de viver e de educar. Mulher atenta ao seu tempo, Paula Frassinetti detecta a maior urgência da época: a promoção da mulher, através da educação de jovens de todas as classes sociais, capazes de virem a transformar a sociedade, como futuras esposas e mães cristãs. Tinha a consciência de que «Educar bem as crianças é reformar o mundo» e conduzi-lo à verdadeira vida.
Após uma laboriosa existência, marcada pela constante busca e realização da vontade de Deus, vem a falecer em 11 de Junho de 1882. Reconhecida a santidade da sua vida, a 11 de Março de 1984 é canonizada pelo Papa João Paulo II.
No rasto de Santa Paula Frassinetti, as Irmãs Doroteias continuam o seu carisma de Educação Evangelizadora, abertas às novas urgências. Com a revolução de 1910, em Portugal, e a consequente expulsão das Congregações religiosas, as Irmãs Doroteias fundaram Comunidades em vários países: Espanha, Suíça, Malta, Bélgica, Inglaterra, Estados Unidos.
Actualmente, a Congregação está presente em 17 países: Itália, Brasil, Portugal (Continente e Açores), Espanha, Malta, Suíça, Estados Unidos, Angola, Peru, Moçambique, Inglaterra, Taiwan, Argentina, Albânia, S. Tomé e Príncipe, Camarões, Filipinas. Este dom de educar realiza-se, hoje, através de escolas, lares, catequese, animação paroquial, pastoral juvenil, promoção da mulher, inserção em lugares mais desfavorecidos.
































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