09 abril 2008

Gente de Porto Alexandre em Angola (actual Tombwa)



Fotos gentilmente cedidas pelos amigos Álvaro e Beta Faustino.
Segue um belo poema assinado por Adamário Lindo:

Alexandrenses da Tombua

com asas sempre fomos.
crescemos de vela em vela
ao sabor das ondas

e na maré o tempo
furámos brumas caducas
rasgámos dos céus negrumes,

vencemos garroas e calemas
bebemos águas insalubres
soubemos da chuva o improvável,

mas a vida brotou perene
das areias, nas águas, da porfia
no anzol em gancho.

por uma vez
com ribombos do trovão
nos aterraram

e aqui somos
fora do tempo e do espaço,

sabendo o que fomos
e ao que vamos.

admário costa lindo
in “Makamba” (inédito)

26 março 2008

Concurso de vestidos de papel de jornal /revista no Impala Cine: Carnaval 1973

 












 


Reconheço nesta foto,  ao centro e atrás, Geninha Amado, e entre as concorrentes, Carla Câmara (boneca na caixa) e Glória Santos (mini-saia).

Postais de Moçâmedes














































Três lindissimos postais de Moçâmedes, onde podemos ver o Brazão de Armas, o Deserto do Namibe com os seus olongos, gazelas e zebras, o Palácio do Governador, a Praia das Miragens, a Welwitschia Mirabilis, parte do Bairro dos Herois de Mucaba, a baía, o Palácio da Justiça e os belos jardins da Avenida da Praia do Bonfim tal como eram na década de 50, antes da plantação das palmeiras.

E agora, uma pausa para os nossos poetas:

NAMIBE


Grande é o Namibe
Aquém e além Cunene
Vida em murmúrio a passar.


Grande é o Namibe
e a alma-poeta
uma grande Welwitschia Mirabilis
macho e fêmea
cio em flor
no deserto vida teimosa a rasgar.


Namibiano Ferreira


19 março 2008

Lucira: Moeda não fiduciária





1. Foto que nos mostra uma perspectiva bastante agradável da Lucira (distrito de Moçâmedes)

 



 


Lucira: Moeda não fiduciára I & I (Inácio & Irmão ?).






Chegou-me às mãos esta imagem com o pedido da sua identificação e origem. Sabe-se apenas que se trata de uma moeda emitida por uma antiga empresa domiciliada na Lucira e supostamente denominada Inácio & Irmão. Terá alguma ligação com a empresa de João Maria Inácio - Lucira (Angola), da época colonial? Algum leitor saberá informar?


Não quer dizer que seja este o caso, mas recebi esta mensagem de um leitor, que dá uma explicação lógica para a existência deste tipo de moedas. Ela aí vai:

«Estas moedas serviam de pagamento aos contratados ou seja; o salário era pago em tantas moedas e o restante em angolares com o intuito destes gastarem as moedas nas suas despesas nas cantinas dos próprios patrões. Como se sabe certos empresários tinham cantinas quer nas pescarias quer nas fazendas e usando este método os valores acabavam por ficar de novo nos bolsos dos patrões por não se poder gastar noutro local. Era uma moeda de troca dentro de uma empresa e com determinado valor. Espero ter contribuido para algo.
(Cabeto Benguelense )»

Obrigado Cabeto Benguelense pela informação. Uma coisa é certa (passando por cima da ideia de exploração, se é que se enquadra a este caso), se não houvesse alí uma pescaria com uma dessas cantinas, onde o pobre pessoal poderia aceder a alguns bens essenciais, no isolamento daquela terra?

E para quem estiver interessado em dar um olhada a notas antigas de Angola, é só clicar AQUI


20 fevereiro 2008

Alunos e professores do Liceu de Moçâmedes junto do Palácio da Justiça








A escadaria do Palácio da Justiça de Moçâmedes (vulgo Tribunal) era o palco preferido de professores e alunos das escolas, quando pretendiam , em conjunto, tirar fotos que se constituíssem em recordações para a posteridade

































 





1ª foto: O imponente Palácio da Justiça (Tribunal) no topo da Avenida da Praia do Bonfim.

2ª foto: Alunos e professores do Liceu Almirante Américo Thomás, nas escadarias do edifício do Palácio da Justiça (clicar para ampliar). Clicar para ampliar. A foto não permite ver com clareza, porém distingo entre outros, o Dr Coutinho, o Reitor Dr. António de Sousa (ao centro), ladeado à esq. pelo prof. de matemática Dr Vasco Coutinho e esposa, prof. de inglês, e à dt. pelo prof. de desenho Esequiel Jorge. parece-me ver ainda as prof. Olimpia Moreira (português) Mitó (Inglês), Alda (Canto Coral), a prof. de História cujo nome não lembramos mas que era conhecida por Marisol no Japão devido aos laços no pescoço, para além de Maria Julia Maló de Abreu (Pitula) e o padre Mascarenhas (pro. de Moral) à dt.
Atrás, identifico Helena ( a mais loura), e mais atrás, com fita no cabelo parece ser Helena Ramos. Alguém poderá dar uma ajudinha?

Gente de Moçâmedes: finais da década de 50











































1ª foto: Reconheço à esq. Rosa Matos (mulher do Matos da Praça de Táxis) e Eneida (filha) e Rui (filho)
2ª foto: Familia Azevedo: Reconheço Maria José Azevedo, embaixo à esq.