27 abril 2008

Gente de Porto Alexandre: Verão na praia...




























































Era assim a juventude alexandrense quando se divertia despreocupadamente na sua óptima praia de águas frescas e cristalinas, mesmo alí juntinho às casuarinas!
Não coloco aqui os seus nomes porque apenas reconheço dois ou três destes jovens de então, passados que foram todos estes anos. Não obstante, faço daqui um apelo para que, na eventualidade de algum visitante deste blog reconhecer alguém, que fizesse o favor de colocar os seus nomes nos comentários, o que muito agradeço.

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Poema ao Namibe
1 - Namibe, deserto onde nasci
Sol e maresia abundam por ali

Espectacular oásis onde brinquei
Sintam o lugar lindo que adorei

2 - Na Natureza dessas paragens
Vemos dunas e miragens

O chão ondulado no calor
Expira ar queimado do ardor

3 - Grãos amontoados de areia lisa
Moldados pelo vento e pela brisa

Infinita imagem de áridas ternuras
Inferno que amamos sem verduras

4 - No casario junto à praia
Onde cresci e sonhei
Muito que de mim saia
Dos pescadores herdei

5 - Tenro, nu nadei na enseada grande
De nome, era mas já não é Alexandre.
Tombua, nome novo. Esquisito!
Agora já soa, para mim, bonito.
À terra o homem quis e ligou
O que Deus há muito semeou

6 - Welwitschia é seu nome
Mirabilis seu sobrenome
Tombua foi nome primitivo
O da Europa é o conhecido

7 - No Namibe foi onde Ele quis
No deserto a planta é feliz
O botânico a beldade estudou
Ao mundo a raridade divulgou

8 - Terra e Planta, Planta e Terra
No Namibe, perfeita combinação
Abençoada Natureza encerra
Os meus sonhos e paixão

9 - Casuarina, taipando aquele Local
Pinheiro bravo, importante Vegetal
Serenou as areias do ventão
E todos viveram na povoação

10 - Ao Norte, na saliente pontinha
Onde o Diogo nos pôs na Historinha
Pela escuridão Cabo Negro baptizou
Logo com Padrão o sítio marcou

11 - Naturalmente defronte em homenagem
O Navegador teve a sua imagem
Donde peixe e mexilhão foi apanhado
No Museu está o padrão apresentado

autor: Abel Marques (divulgado por Cereza)


Alunas do Colégio de Nossa Senhora de Fátima de Moçâmedes : 1963 (5º ano)




































































































1ª foto
Alunas do 5º ano do Colégio de Nossa Senhora de Fátima junto da capela do mesmo. 1962/3


2ª foto:
Alunas do Colégio
de Nossa Senhora de Fátima 1962/3
Da esq. para a dt.
Em cima:
Manuela Martins, Vina Almeida, Leonor Pais, ? Craveiro, Maria Emília Parreira da Cruz, ???, Lurdes Russo, Julia Ferreirim e Manuela Pessoa
Embaixo
?, Lula, Lurdes Pessoa (tranças), Leonor Pais, Vanda Freire (um pouco mais acima) e Manuela Barbeiro. Teresa Parreira, Lena Vitória Pereira


4ª foto: No Parque Infantil
Da esq. para a dt.
Manuela Roque, Manuela Nunes?, Vina Almeida, Luisa?, Cristina Lopes, ?, Leonor Pais, Teresa Lacerda e Eliza Aldeia

5ª foto: No Parque Infantil, tendo o Colégio por fundo
Da esq. para a dt.
Em cima: Manuela Roque, Leonor Pais, Vina Almeida, Teresa Lacerda, ? Cristina Lopes, ?
Embaixo Elisa Aldeia
6ª foto:
No Parque Infantil tendo o Colégio por fundo:
Da esq. para a dt.
Em cima:
Vina, ??, Manuela, Teresa Lacerda ,Cristina Lopres, Leonor Pais.
Embaixo
Elisa Aldeia, Lurdes Pessoa, Luisa e Beta Leitão.

7ª foto: Tirada na entrada lateral do Colégio, efectuada através do jardim...
Da esq. para a dt.
Em cima: Cristina Lopes, ?, Vina Almeida, Manuela Roque,
Embaixo: Leonor Pais, Teresa Lacerda, Manuela Barbeiro e Elisa Aldeia

8ª foto: Consagração da Nossa Senhora, das «filhas de Maria»
Da esq. para a dt.
Em cima, ao fundo: Vina Almeida (fita branca), madre?, madre Reis, Manuela Lopes e um pouco mais à frente, Lurdes Pessoa, ?,?,
Embaixo
?, Beta Leitão?, Odete Leal, Leonor Pais? ????'






Nesta última foto na parede do Colégio encontra-se um cartaz alisivo ao CONCILIO EUCOMENICO EM ROMA. Penso, que teve o seu início wm 11 de Outubro de 1962, até 8 de Dezembro de 1965. Pressuponho que estas fotos foram tiradas em 1962
 
Nomes e fotos gentilmente cedidos por Vina Almeida
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HINO DO COLÉGIO DE MOÇÂMEDES

Meu colégio tão querido
Meu vergel de pomos d'oiro
Meu canteiro preferido
Meu trigal ainda não loiro.

Somos as flores mimosas
Do jardim no areal
Só tu nos guardas viçosas
Do leste sopro do mal.

À frente o mar buliçoso
sempre de lá a acenar
Lá longe, ao largo é forçoso
Querer orar, trabalhar.

Bem perto além o deserto
mensagem nova lição
Vive em paz quem é discreto,
Guarda a língua e o coração.

Aprendi nos bancos teus
A lição que vou guardar
A Família, a Pátria e a Deus
Ama com amor sem par.

Quando te deixar um dia
Hei-de guardar em meu peito
Esta eterna melodia
De gratidão e respeito!
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Pequeno filme do almoço oferecido pelas antigas alunas do Colégio de Nossa Senhora de Fátima de Moçâmedes à iemã MOITA, pode ser visto clicando AQUI
Mais sobre este Colégio: Clicar AQUI
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Curiosidades sobre Congregacoes Religiosas am Angola/Mocamedes

Janeiro de 1883, aportaram a Landana, as primeiras religiosas das irmãs da Congregação das Irmãs de S. José de Cluny. Foi o princípio de uma presença continuada de 125 anos de uma Congregação, iniciada em França, mais propriamente em 11 de Novembro de 1789, na esteira da vitória dos republicanos e jacobinos na revolução francesa.

Segundo o professor Martins dos Santos no seu excelente trabalho “Cultura, Educação e Ensino em Angola” diz a páginas tantas “No dia 15 de Maio de 1885, embarcaram em Lisboa, com destino a Angola, a bordo do vapor África, três religiosas de S. José de Cluny, que nos aparecem no documentos da época sob a designação de Irmãs Educadoras, por se dedicarem especialmente à obra educativa e às actividades escolares. Destinavam-se às colónias do planalto sul. O governador do distrito de Moçâmedes, Sebastião Nunes da Mata, empregou toda a sua influência para as reter na cidade, demovendo-as de se transferirem para o interior. Conseguiu os seus intentos e as religiosas estabeleceram-se ali, abrindo pouco depois a sua primeira escola. Segundo certas indicações que conseguimos obter, foi no dia 8 de Julho desse ano de 1885 que se fixaram em Moçâmedes. Foi a primeira povoação angolana a aproveitar-se da meritória acção das Irmãs Educadoras, se exceptuarmos a missão de Lândana, onde se estabeleceram em 1883, portanto dois anos mais cedo.”

Ainda se podia ler mais: “ No decorrer de 1897, chegaram a Angola algumas religiosas de S. José de Cluny, que se destinavam a Moçâmedes.

Fernando Pereira

09 abril 2008

Gente de Porto Alexandre em Angola (actual Tombwa)



Fotos gentilmente cedidas pelos amigos Álvaro e Beta Faustino.
Segue um belo poema assinado por Adamário Lindo:

Alexandrenses da Tombua

com asas sempre fomos.
crescemos de vela em vela
ao sabor das ondas

e na maré o tempo
furámos brumas caducas
rasgámos dos céus negrumes,

vencemos garroas e calemas
bebemos águas insalubres
soubemos da chuva o improvável,

mas a vida brotou perene
das areias, nas águas, da porfia
no anzol em gancho.

por uma vez
com ribombos do trovão
nos aterraram

e aqui somos
fora do tempo e do espaço,

sabendo o que fomos
e ao que vamos.

admário costa lindo
in “Makamba” (inédito)

26 março 2008

Concurso de vestidos de papel de jornal /revista no Impala Cine: Carnaval 1973

 












 


Reconheço nesta foto,  ao centro e atrás, Geninha Amado, e entre as concorrentes, Carla Câmara (boneca na caixa) e Glória Santos (mini-saia).

Postais de Moçâmedes














































Três lindissimos postais de Moçâmedes, onde podemos ver o Brazão de Armas, o Deserto do Namibe com os seus olongos, gazelas e zebras, o Palácio do Governador, a Praia das Miragens, a Welwitschia Mirabilis, parte do Bairro dos Herois de Mucaba, a baía, o Palácio da Justiça e os belos jardins da Avenida da Praia do Bonfim tal como eram na década de 50, antes da plantação das palmeiras.

E agora, uma pausa para os nossos poetas:

NAMIBE


Grande é o Namibe
Aquém e além Cunene
Vida em murmúrio a passar.


Grande é o Namibe
e a alma-poeta
uma grande Welwitschia Mirabilis
macho e fêmea
cio em flor
no deserto vida teimosa a rasgar.


Namibiano Ferreira


19 março 2008

Lucira: Moeda não fiduciária





1. Foto que nos mostra uma perspectiva bastante agradável da Lucira (distrito de Moçâmedes)

 



 


Lucira: Moeda não fiduciára I & I (Inácio & Irmão ?).






Chegou-me às mãos esta imagem com o pedido da sua identificação e origem. Sabe-se apenas que se trata de uma moeda emitida por uma antiga empresa domiciliada na Lucira e supostamente denominada Inácio & Irmão. Terá alguma ligação com a empresa de João Maria Inácio - Lucira (Angola), da época colonial? Algum leitor saberá informar?


Não quer dizer que seja este o caso, mas recebi esta mensagem de um leitor, que dá uma explicação lógica para a existência deste tipo de moedas. Ela aí vai:

«Estas moedas serviam de pagamento aos contratados ou seja; o salário era pago em tantas moedas e o restante em angolares com o intuito destes gastarem as moedas nas suas despesas nas cantinas dos próprios patrões. Como se sabe certos empresários tinham cantinas quer nas pescarias quer nas fazendas e usando este método os valores acabavam por ficar de novo nos bolsos dos patrões por não se poder gastar noutro local. Era uma moeda de troca dentro de uma empresa e com determinado valor. Espero ter contribuido para algo.
(Cabeto Benguelense )»

Obrigado Cabeto Benguelense pela informação. Uma coisa é certa (passando por cima da ideia de exploração, se é que se enquadra a este caso), se não houvesse alí uma pescaria com uma dessas cantinas, onde o pobre pessoal poderia aceder a alguns bens essenciais, no isolamento daquela terra?

E para quem estiver interessado em dar um olhada a notas antigas de Angola, é só clicar AQUI