03 junho 2008

Equipa de hóquei em patins (infantis) do Sport Moçâmedes e Benfica : 1972

































1ª foto:
Nesta foto, tirada em 1972, podemos ver 2 equipas de hóquei em patins do Sport Moçâmedes e Benfica (juvenis), uma delas com camisola branca e calção vermelho, a outra com camisola vermelha e calção branco.
Da esq. para a dt.
Em cima: Aurélio Baptista, Mário Domingos, Lino, Filipe Pereira, Bordalo (treinador), Luis Nunes, Henrique Teles e Mocambicano??
Embaixo: Pinto Lopes, Mané Peixoto, Pedro Ilha, Armanso Silva, Sérgio Nunes, J. Duarte Mesquita e António Domingos


2ª foto: Nesta foto também tirada no ano de 1972, podemos ver a equipa de hóquei em patins (juvenis) do Sport Moçâmedes e Benfica, onde alinhavam:
Da esq. para a dt,

em cima: Jorge Mesquita, Filipe Pereira e Luís Nunes.
embaixo: Pedro Ilha, Armando Silva e Sérgio Nunes.

Importa aqui destacar
que os irmãos
Nunes, Luís e Sérgio, acabariam por vir a jogar ao mais alto nivel
, primeiro em Portugal no Campo de Ourique e no Sporting e mais tarde em Itália, Basano, onde ainda vive o Luís que também era conhecido pelo «Cenoura» devido à tonalidade do seu cabelo. O Sergio chegou a jogar no Oquei de Barcelos (foi campeão), e ainda jogaram na Selecção Nacional em campeonatos da Europa e do Mundo. Fotos gentilmente cedida por Pedro Ilha.
Sobre desporto em Moçâmedes, pode ver mais fotos aqui: http://memoriasdesportivas.blogspot.com


02 junho 2008

Recepção a Riquita, miss Portugal, à chegada a Moçâmedes, Angola (Namibe): Os mucubais. 1972










Celmira Bauleth (Riquita), a jovem moçamedense que aos 18 anos arrebatou em Portugal o título de Miss 1971, ao ser recepcionada  no regresso a Moçâmedes. Se à chegada a Luanda de Riquita tinha sido estrondosa, o regresso a Moçâmedes reservou outro tipo de surpresas. Infelizmente uma só foto pouco diz daquilo que foi a realidade. Riquita desfilou no Ford descapotável de Fernando Cabeça, foi entusiasricamente aplaudida pela população que veio para a rua para a saudar, participou em várias festas, numa delas vestida de mucubal, lado a lado com mucubais, e por eles foi também efusivamente aplaudida.












Riquita tinha desfilado no Casino Estoril com o traje dos mucubais, uma tribo nómada que se concentra sobretudo na zona Capangombe, onde a família tinha uma fazenda. Pela proximidade geográfica, muitos mucubais trabalhavam com os Bauleth e foram eles que forneceram os panos, ensinaram Riquita a envolver o corpo e emprestaram os colares e pulseiras untados com esterco de boi cedidos para o efeito por elementos daquele grupo étnico. Dizia Riquita: «Fiz questão de usar os adereços originais e, de cada vez que punha aquilo, toda a gente fugia com o cheiro nauseabundo. Quando me mudava para o vestido de noite tinha umas toalhas húmidas com que me limpava do cheiro».D e diferente, o soutien, que as mulheres mucubal não usavam. Solteiras, andam nuas das cintura para cima, casadas, amarram os seios com cordas como se pode ver pela foto abaixo.

Não admira, por isso, que os mucubais se tivessem sentido honrados em estarem presentes na noite da sua chegada, a Moçâmedes, na recepção efectuada no pequeno palco, junto das arcadas e do Casino, na Praia das Miragens, como podemos ver. Riquita apresentara-se vestida de «hot pants» e óculos Dior de enormes armações, e com madeixas brancas no longo cabelo.

Mais tarde, recordando estes dias diria: «Eu tive o privilégio de ser amada pelo povo de Angola. Poucas pessoas têm uma sorte semelhante. E referindo-se aos mucubais: «Fizeram 100 quilómetros a pé, com bois, cabritos, galinhas e maçarocas, não exactamente para me oferecerem, porque os mucubais não oferecem nada, só dão coisas em troca de outras. A explicação que encontro é que eles sentiram que eu os dei a conhecer a Portugal inteiro e que os representei. Aquilo que me estavam a entregar era o pagamento».

Durante dois anos, Riquita esteve ao serviço da organização do Miss Angola, ligada à revista «Notícias», a promover os concursos regionais de misses e a frequentar festas.

(partes de texto retirados de Expresso)
Video Deserto do Namibe

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A TUA VOZ ANGOLA

Nos tribos
E assobios
Dos pássaros bravios
Ouço a tua voz Angola.

Dos fios
Esguios
Em arrepios
De mulembas sólidas
Escorre a tua voz Angola.

Nas ondas calemas
Barcos e velas
Dongos traineiras
Âncoras e cordas
Freme a tua voz Angola.

Em rios torrentes
Regatos marulhentos
Lagoas dormentes
Onde morrem poentes
Brilha a tua voz Angola.

No andar da palanca
No chifre do olongo
No mosqueado da onça
No enrolar da serpente
Inscreve-se a tua voz Angola.

No acordar dos quimbos
Nos cúmulos e nimbos
Nos vapores tímidos
Em manhãs de cacimbo
Flutua a tua voz Angola.

Na pedra da encosta
No cristal de rocha
Na montanha inóspita
No miolo e na crosta
Talha-se a tua voz Angola.

Do chiar dos guindastes
Do estalar dos braços
Do esforço e do cansaço
Emerge a tua voz Angola.

No ronco da barragem
No camião da estrada
No comboio malandro
Nos gados transumantes
Ecoa a tua voz Angola.

Dos bongos e cuicas
Concertinas apitos
Que animam rebitas
Farras das antigas
Salta a tua voz Angola.

A flor da buganvilia
A rosa e o lírio
Cachos de gladíolos
O gengibre e a cola
Perfumam a tua voz Angola.

Ouve-se e sente-se e brilha
A tua voz Angola

Inscreve-se nos seres talha-se nas rochas
A tua voz Angola

Vai com o vento goteja com o suor
A tua voz Angola

Por toda a parte por toda a parte
A tua voz Angola

Que voz é essa tão forte e omnipresente
Angola?

Que voz é essa omnipresente e permanente
Angola?

É a voz dos vivos e dos mortos
De Angola
É a voz das esperanças e malogros
De Angola
é a voz das derrotas e vitórias
De Angola
É a voz do passado do presente e do porvir
De Angola
É a voz do resistir
De Angola
É a voz dum guerrilheiro
De Angola
É a voz dum pioneiro
De Angola.

Antero Abreu




Bailes e festas em Moçamedes: anos 60



free music






























Nota: A música que se ouve quando se abre este blog, através do Mozilla firefox, é cantada pelo moçamedense Reinaldo Bento (foto acima) . Se a não a quiser continuar a ouvir pode parar através de um clic na playlist verde que se encontra abaixo da foto.

1ª foto: Baile no Clube Nautico (Casino). Repare-se pela expressão corporal de alguns dos dançarinos, como já ia longe a época do pasodoble, do tango, do bolero, da rumba ou dos blues, em que se dançava agarradinho e que havia empolgado a minha geração... Embora com certo atraso, a época do rock do e do twist, iniciada naos finais da década de 50 nos EUA, chegara a Moçâmedes. Com a revolução cultural, outros tipos de dança começaram a espalhar-se por toda a parte. A moda passou a ser já não a de dançar agarradinho, mas a de soltar o corpo, dançar separados e com liberdade. Creio que é isso que podemos ver aqui, onde alguns dançarinos parecem dançar o TWIST, (espécie de rock and roll) em que se dança separados e quase parados, com as pernas meio arquedas e apoiadas sobre as pontas dos pés, movimentando o corpo para a frente e para trás de forma alternada e movendo ritmadamente os braços e os quadris. Não é fácil de entender, e muito menos de praticar, muito especialmente para aqueles e aquelas como eu, habituados ao ritmo dos tangos, dos pasodobles, blues, etc....

2ª foto: Reinaldo Bento canta acompanhado pela sua banda musical. À dt., o guitarrista Borda d`Água(?). Estas fotos foram colocadas por Teresa Carneiro in Sanzalangola.

3ª foto: Laurentino Jardim e Reinaldo Bento. Anos 60.

Também pode ouvir cantar e tocar um outro moçamedense, José Manuel Martins, (filho de Teresa Ressurreição e de Carlos Martins). Basta clicar AQUI, onde encontrará canções dedicadas ao Namibe, como
«Kizomba do Deserto», etc.
Aproveito para colocar aqui um video de Luanda acompanhado pela cantora angolana Miná Jardim

30 maio 2008

Gente de Moçâmedes: Início da década de 1940
















Os três irmãos Trindade Abreu, filhos de Zenóbia e Raul Abreu : Fernanda (Babá), Arlete(Leta), e Nito.

Gente de Moçâmedes: 1974


Nesta foto, tirada em 1974, numa moradia situada no bairro novo, por detrás do Liceu, em dia de festa, reconheço, entre outros, da esq. para a dt.:

João Manuel da Silva Jardim (Nela), Herlander Cruz e mulher com Paulo Jorge Ferreira Jardim (a criança baptizada) ao colo, Liliana Ferreira, Marísia Pestana, Lafaiette e, Juvelino Ferreira, Irene Pita de Sousa, Leonel de Sousa e Florinda Jardim

29 maio 2008

Gente de Moçâmedes em dia de festa: 1958


Através da postagem desta foto, tirada no decurso da festa do casamento de Olimpia Aquino, temos a oportunidade de trazer para o blog mais algumas caras conhecidas da nossa terra, para muitos porém já esquecidas nas brumas da memória.
Da esq. para a dt:
Albertino Gomes (o conhecido baterista do animado e inesquecível conjunto musical «Os Diabos do Ritmo»), Tenreiro, António Araújo, Arménio Matos, Olimpia e o irmão, Albino Aquino (o inesquecível Bio, pianista do conjunto musical «Os Diabos do Ritmo» que tantos bailes animou com o seu génio para a música), Abilio Lopes Braz, José Vicente Arvela (o noivo), Silvestre, João Pinto (o conhecido jogador de futebol do Ginásio da Torre do Tombo e mais tarde também do Atlético e taxista), e finalmente, Carlos Vieira Calão no canto dt., de cigarrilha na boca.