07 agosto 2008

Gente de Moçâmedes na Praia Amélia: 1949



Na Praia Amélia, reconheço, em cima e da esq. para a dt.
Antonieta Bagarrão, Eduarda Bauleth de Almeida, Maria Emilia Ramos, Ni Assis de Almeida, Iolanda, Rui Bauleth de Almeida e Fernando Peçanha.
Embaixo: Zeca Carequeja, Elizabete Peçanha e Lala Assis de Almeida

04 agosto 2008

Alunos da Escola Pratica de Pesca e Comércio do Distrito de Moçâmedes: 1948









Naquele tempo havia a ideia de que o ensino público deveria estar ligado às actividades inerentes ao local em que os alunos residissem, partindo-se do pressuposto que não haveria a mobilidade territorial entre as pessoas. Moçâmedes, como terra essencialmente dedicada às coisas do mar, não deveria ter um Liceu, mas sim uma Escola de cariz profissional que melhor serviria as aspirações das suas gentes. E assim surgiu a Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes. Convém contudo recuarmos um pouco, até 1918  o ano exacto em que surgiu a primeira e fugaz tentativa de criação de uma  Escola de cariz prático, considerada adequada às necessidades da população, a Escola Marítima de Moçâmedes que no ano seguinte viria a ser substituída por um outro tipo de Escola, a Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes. Esta Escola, criada em 1919, mas posta a funcionar penas em 1925, embora ostentasse a designação depreciativa de Escola Primária Superior, possuia um currículo de cariz literário que a demarcava de um ensino meramente profissional e primário, e a colocava a par de um ensino secundário. Os moçamedenses da época queriam muito mais do que um saber prático, numa altura em que as elites elegiam a instituição liceal como o paradigma do ensino secundário.
 
No ano de 1927, a Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes, que nascera administrada pela Câmara Municipal, passou a ficar sob a alçada  do Estado, e a partir de 1930, passou a adoptar períodos lectivos idênticos aos dos liceus. Porém ainda não em termos de currículo, não obstante os  sonhos da população de a elevar a ctegoria superior na escala da classificação.

Em 1936, a Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes foi extinta e deu lugar à Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes. Mas ainda aqui houvera uma tentativa de dar a esta Escola a designação de Escola Industrial Marítima de Moçâmedes. A Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes, por sua vez foi substituída pela Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes, em 1952 , que por por evolução natural, iria dar lugar, em 1960, à actual Escola Industrial e Comercial Infante D. Henrique, em novas e modernas instalações. O Infante de Sagres, o Navegador, um apaixonado pelas ciências náuticas, foi o seu Patrono. Ainda aqui parece ter-se mantido vivo o preconceito inicial, como pode depreender pela relação expressiva entre os dois nomes. No dia 21 de Outubro de 1961 foi criado o Liceu Almirante Américo Tomás em Moçâmedes
..... 

 1ª foto:

Foto interessantíssima, gentilmente cedida por Antonieta Bagarrão Lisboa, através da qual podemos ver o conjunto de alunos e alunas que frequentava a Escola Prática de Pesca e Comércio do Distrito de Moçâmedes (1ª foto), do 1º ao 5º ano, no ano lectivo de 1949/50. Também podemos ver o corpo docente da altura. Clicar sobre a foto para ampliar.

Esta Escola acabaria por ser extinta em 1952, surgindo em seu lugar, nas mesmas instalações, no topo da Rua das Hortas, a Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes, que alí continuou por mais uma década, até ser também extinta para dar lugar, em novas e modernas instalações, à Escola Comercial e Industrial Infante D. Henrique, criada por decreto de 13 de Agosto de 1960 e cuja inauguração foi integrada nas comemorações centenárias da morte do Infante de Sagres.

De baixo para cima e da esq. para a dt., reconheço, entre outros:

1º plano: Albino Aquino (Bio), Carlos
Pinho Gomes, ?, Manuel Dias Monteiro (Neca), ?, Amilcar Almeida, José Patrício, Arnaldo Van der Keller (Nado), ?, Carlos Manuel Guedes Lisboa (Lolita), Nito Abreu, Bajouca Zezinho Guedes Duarte, Manuel Rodrigues Araújo, António José Carvalho Minas e Norberto Edgar Almeida.

2º plano:
Carlos Calão, Isaac Aço, Rogério Silva, Geraldo, ???, Fernando Morais (o 7º, de camisa escura), ?,?,?, Licas Freitas (de pé, ao centro), Dito Abano, Jaime Custódio, Zezo Freitas, Carequeja, ?, Soares, ???, Beto de Sousa,?? , Albertino Gomes e?

3º plano:
Antonieta Bagarrão (Dédé), Mimi Carvalho (5ª), Maximina Teixeira (8), ???

4º plano: Fátima Abrantes, ?, Nelinha Costa Santos, Salete Leitão, Fátima Duarte, Malanie Sacramento, Carolina Mangericão, ?, Lucia Brazão Reis, ???, Raquel Martins Nunes, Orbela Guedes
, ?Carlitos Alves, Mário Bagarrão, Fernanda Vieira,..

5º plano: Francelina Gomes, Ermelinda, ??; Augusto Martins, ??, Padre Galhano, Viriato (prof. Desenho), Dr. Borges (Director), Dr Rodrigues (Calhau -prof. Matemática);?: Prof. Carrilho (Dactilog/Caligraf./Estenograf.), Adelaide Ernesto, Mária, Luzete de Sousa, Edith Pinho Gomes, e mais à dt, Bernardette Diogo, Tereza Duarte, Fernandina Peyroteu. Rui Bauleth de Almeida

2ª foto:
Tirada no mesmo ano, ano lectivo de 1949/50, estes seriam os finalistas.
Entre eles e elas reconheço
, da esq. para a dt.
Atrás: Padre Belarmino Galhano, Dr. Rodrigues, Dr. Brigitte, ?, Prof. Carrilho
A meio: prof. Emídio Cecílio Moreira, Dr. Elias Trigo (Veterinário), Dr. Domingos da Ressurreição Borges, Leonor Bajouca, ?, Lúcia Brazão e ?
À frente: João Carlos Duarte (Jinho), Ferreira, ?, Costa, Carlitos Alves, ?.


3ª foto: No regresso de uma aula prática desta Escola, decorrida na Praia Amélia , podemos ver da esq. para a dt., entre outros, Sereeiro, ?, o professor Cecilio Moreira, Cecília Victor, Maria Emilia Ramos, Edith Lisboa Frota,  Costa Santos (Carriço) e ?


4ª foto: o edifício onde funcionou a Escola Prática de Pesca e Comércio do de Moçâmedes, até ser extinta em 1960.

Dois anos depois,
em 17 de Março desse ano de 1952, esta Escola, que viera tomar o lugar da antiga Escola Primária Superior Barão de Mossãmedes, foi extinta, para dar lugar, em 1952, no mesmo edifício, sito na Rua das Hortas, à Escola Comercial de Moçâmedes. No dia 4 de Junho de 1952, foi determinado que entrasse em funcionamento o primeiro ano do ciclo preparatório elementar do ensino profissional, industrial e comercial.

Sobre o «ENSINO SECUNDÁRIO EM MOÇÂMEDES» consultar AQUI


Grémio da Pesca: funcionários na década de 50











1ª foto:
O edifício onde primeiro funcionou o Grémio dos Industriais de Pesca do Distrito de Moçâmedes, na rua dos Pescadores e junto da Praça Leal, a Praça de Táxis. Um belo edifício de traça oitocentista e frontão triangular centralizado no alçado principal, como era comum na época em edifícios públicos. Folgo em saber que foi recentemente recuperado, como parece estar a ser recuperada a cidade do Namibe. Bem haja!

2ª foto:
Funcionários, à época, do Grémio:
Da esq. para a dt.
Em cima: Januário Tendinha (pai), Marques, Lili Coquenão Lemos, Etelvina Leitão, Lourdes Gomes, Fragata, Caeiro, Morgado, José Assis de Almeida e Alberto Silva.
Embaixo: Carlos Manuel Guedes Lisboa (Lolita), Gouveia, Humberto Pinho Gomes, Américo Rodrigues (Leiria) e Fernando Galvão. 


 http://princesa-do-namibe.blogspot.pt/2008/11/inauguracao-do-novo-edificio-do-gremio.html

02 agosto 2008

Gente de Moçâmedes: Rapaziada da Torre do Tombo na década de 50
















Nesta foto, tirada na Praia do Cano (*), e gentilmente cedida por Amilcar Almeida, reconheço, da esq. para a dt.:
Atrás: José Fernando Soares, Armando Esteves Isidoro (Trovão) Carlos Manuel Guedes Lisboa (Lolita), José Viegas Ilhas (Zeca), Dena Lopes, Mário Ferreira, ? e Daniel Freitas (Licas). Deitados, estão Gabriel, Sena, Amilcar e Mário Chouriço. Dir-se-ia que está aqui a equipa de reservas do Ginásio Clube da Torre do Tombo, o clube pioneiro de Moçâmedes. Ao fundo, esq. de braços no ar, a basquetebolista do Ginásio, Celisia Calão.
(*) A Praia do Cano era uma pequena praia que existia antes da construção da marginal, na direcção do velho Hospital que fora mais tarde demolido (década de 50), para dar lugar aos edifícios do Governo do Distrito e das Finanças. Chamava-se Praia do Cano, porque ali bem perto havia o cano de esgoto do referido Hospital, o que só de pensar, hoje , à distância, arrepia... Não obstante, esta praia era muito frequentada na época, sobretudo por jovens como os que aqui vemos, residentes na Torre do Tombo, uma vez que era a praia que lhes ficava mais próxima. E o certo é que não há memória que algum deles tenha sido alguma vez contaminado. É caso para se dizer: «o que não mata, imuniza!»
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Baile de passagem de ano (Reveillon) em Moçâmedes














Retirada de Sanzalangola

27 julho 2008

Gente de Moçâmedes: 1967


Nesta foto, que reune algumas pessoas que viveram em Moçâmedes até à independência de Angola, reconheço, entre outros:
Da esq. para a dt.
Atrás: Olimpio Aquino, ?,?, Abilio Lopes Braz, João Pinto, Abilinho Aquino Braz e Albino Aquino (Bio) com o filho no colo (à dt.).
Das senhoras apenas reconheço Graça M. Nunes de Sousa Aquino e Mariazinha Pinto e Olimpia Aquino Arvela, ao centro.
As crianças à frente são: Aquino e os irmãos Aquino Arvela, José, Carlos, e Filipe. Foto gentilmente cedida por Olimpia Aquino.