30 abril 2009

Circuito automóvel das Festas do Mar, Moçâmedes



























13º Festas do Mar Iniciados. Classificação
No podium em 1º lugar, Acácio Silva (Capri 3000). À dt., Salavessa Antunes, à esq. Jorge Maló de Almeida, 1º Clas B-2º Geral.
Na 1ª foto, à esq., Rui Manuel de Oliveira Frota.
Imagens e descrições gentilmente cedidas por Manuela Lopes

28 abril 2009

Rally do Caraculo das Festas do Mar/Moçâmedes (actual Namibe): 1958


 
Junto ao edifício dos CTT, Carlos Cristão, à dt. dá o sinal de partida... Entre os espectadores, vê-se à dt, entre outros,  o moçamedense Mário Guedes

 
Fiat 1100 TV e MGA

Na curva para subida da Fortaleza, onde se pode ver o aglomerado de gente aque ba altura se encontrava alí a assistir às provas.


27 abril 2009

Escola Nr. 55 de Fernando Leal (Escola Portugal),

A Escola N. 55 de Moçâmedes ou ESCOLA PORTUGAL



Esta é Escola Nr. 55 de Fernando Leal, ou Escola Portugal, então ainda em fase de construção, da qual foi patrono, o 5º Governador de Moçâmedes,Fernando da Costa Leal. Era na época em que foi erguida a melhor escola primária de Moçâmedes, a primeira que nasceu já com instalações próprias, em 20 de Maio de 1925, quando as escolas masculina e feminina da cidade se juntaram num único estabelecimento. Portanto antes do golpe militar de 28 de Maio de 1826 que levou à queda a 1ª República e à instauração do Estado Novo. (1) Foi construida num local onde ficava a "Praça Sá da Bandeira", uma enorme praça que ocupava todo um quarteirão entre a ex-Rua Calheiros e a ex-Rua da Fábrica, contornada por um gradeamento, onde ao centro da mesma ficava um Obelisco à memória do General Sá da Bandeira, (Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo, 1.º barão, 1.º visconde e 1.º marquês de), que em 1836, no quadro da ditadura setembrista fez passar, em 10 de Dezembro de 1836, um decreto que abolia o tráfico de escravos português, ainda que totalmente só viria a ser aplicado em 1869.

A Escola Portugal era a escola das nossas aflições na altura dos exames nacionais. Era ali que os alunos de todas as outras escolas iam prestar provas de exame, não apenas do primário e de admissão para o secundário, mas por vezes e em determinada altura, também do secundário, naquele tempo em que aulas e exames decorriam segundo o modelo e o calendário metropolitano. Isto quer dizer que não só os programas eram os mesmos, como os períodos das férias escolares de três meses coincidiam com os da Metrópole. Neste caso, as férias na Metrópole decorriam no Verão, e as férias em Angola e demais colónias, decorriam em pleno Inverno, uma vez que as aulas terminavam para todos em Junho. Éramos os eternos sacrificados do sistema! Numa terra de clima quente, em vez de estarmos na praia, estávamos encerrados no interior das salas de aulas, enquanto na mesma altura as crianças metropolitanas se divertiam e colhiam os benefícios do sol e da praia. O regime tinha destas coisas!

Foto Salvador
 Nos anos 1950 era director desta Escola o Professor Marques. Foto Salvador.


O professor Marques com alunos da Escola Portugal. Foto cedida por uma conterrânea.

 Na escadaria da Escola Portugal, nos anos 1940. Foto Salvador.

Esta foto mostra-nos a professora Berta e os seus alunos e alunas nas escadarias da Escola Portugal, por volta de 1940. Alguém me sabe dizer quem são estas meninas e estes meninos? Consigo reconhecer, sentadas, a Dina Ascenso e a Cecilia Vitor (a 2ª e a 3ª sentadas, embaixo, a contar da esq. para a dt.); de pé, à esq. na 2ª fila, junto de um cão, a Calila Rodrigues. Na 3ª fila à dt, por detrás de uma jovem com laço, a Helena Freitas (Barata); na 4ª fila, à dt. Eduarda (Malaguerra), e na 5ª e última fila, à dt, Aninhas Gouveia.


Na escadaria da Escola Portugal, nos anos 1940, só raparigas... Foto Salvador.


Em foto tirada por volta de 1942 nas escadarias da Escola Portugal, com a professora D. Berta, mostra-nos alunas várias classes não apenas da Escola Portugal (primário), mas também da Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes (secundário), uma vez que era nesta Escola que à época se prestavam as provas dos alunos e das alunas das escolas de Moçâmedes. Um tanto escondida no meio das alunas podemos ver a carismática professora primária D. Aline de Campos (ao centro, no 3º degrau a partir de cima, vestida de preto), bem como a professora D. Berta, (no 2º degrau, vestida de preto, e ainda outra professora (em cima, tb de preto, Felismina?) . Reconheço, de cima para baixo, e da esq. para a dt:, no 1º degrau: Manuela Madeira (prima da Mimélia e da Maria do Carmo Abreu), Odete Lisboa Braz, Bernarda Cochat, Octávia de Matos, Etelvina Ferreira, Maria do Carmo Abreu, Maria Amélia (Mimélia) e Lucília Falcão. No 2º degrau: Cremilde Victor, Né Figueiredo, Maria Luisa Ferreirim, Maria Adelaide Abreu, Edvige, Professora Berta, Maria Emilia (enteada do Coelho enfermeiro), Isilda Tomás, Elizette Gouveia, ? Coquenão, Alice Freitas, Bico (neta do velhote Bonvalot), Orlanda Teixeira (Cabeça), Salomé Inácio,Olimpia Aquino, ?, e Jaqueline Simão. No 3º degrau: Maria Isabel Ferreirim, Aninhas Gouveia, ? Godinho (tranças), ?,?,??. Entre as 8 mais à dt. desta fila: Emilia Coelho? de tranças, Eduarda Malaguerra, ?, um pouco mais abaixo, Madalena Freitas (Barata) , irmã da Aidinha, um pouco mais abaixo, Lili Trabulo, um pouco mais acima , Alice de Castro, Professora Benvinda (de preto), Maria do Carmo Bauleth de Almeida, Ernestina e ?. No 4ª degrau: junto ao vão da escada, Maria Simão, Ludovina, Iolanda Freitas, Maria Helena Ramos, professora Felismina mais ao centro a caeismatica professora D. Aline, ????? e mais ´dt., Luz Gavino (com a mão na escada e laço na cabeça). No 5º degrau: Leta Abreu (com o braço no vão da escada), ?,?,?,?, Amélia Mangericão, ? Pereira (filha do mestre Alfredo, ?????????? Noémia Bagarrã (do Baba), Lili Trabulo. No 6º degrau: ??????????????? . No 7º degrau: Prof. na Escola de Pesca, filha de um capitão da Fortaleza, ? , Maria Simão (encostada ao pilar), ?. Manuela Bajouca, ?, ?, ?,?,?,?;Estrela, ??? ??????? Maria Emilia Ramos (junto ao pilar à dt.), Lida Pires Correia, ?,?,. No 8º degrau: ?,?,?, . No 9º degrau: ?, ?,?,?,?,?,?, Orbela Guedes (de laço na cabeça, ao centro), a filha do Prof Freire, e um pouco à frente, Lúcia Reis, ?,?, Henriqueta Barbosa-Miqueta, com laço na cabeça, Lizete Ferreira, ??, Ilda Silva, ???. No último degrau: Isabel Valente (risco ao meio e laços),?, ?,Edith Pinho Gomes (tranças)?,?, Herondina Mangericão (a 5ª, de caracois), Fátima Cunha, Maria Augusta Esteves, Elizete Costa (Sintética), ?, Noémia Bagarrão Martins Pereira?,?,Néné Trindade (tranças),?. Foto e nomes gentilmente cedidos por Maria Etelvina Ferreira de Almeida.



   


Igualmente nas escadarias da Escola Portugal. Clicar sobre esta espectacular foto para aumentar. FotoSalvador.


Reconheço de entre estes alunos e alunas da Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes, que posam para a posteridade nas escadarias da Escola Portugal, em 1947 (de cima para baixo, e da esq. para a dt) : 1º degrau. Beto de Sousa, Mário Guedes, ?,?, José Carlos Guedes Lisboa (Lolita),?,?,?,?,? Manuela Bajouca, Fátima Duarte, ?,?,?,?,?,?,?,3º degrau: 5. ?,?,?, Salete Bráz, Isabel Ferreirim,?,?, 4º degrau: .?,?,? Aninhas Gouveia, Luzete de Sousa,?, ?, 5º degrau: 3. ?,?,?,?, ?, ?,?, 6º degrau: 2. Fernanda Pólvora Dias, ?,?,?,?,?, Maria Emilia Ramos, ? 7º degrau: Maria Helena Ramos, ?, ?, Raquel Martins Nunes, ?, Maria Orbela Gomes Guedes da Silva, Maria Augusta Esteves Isidoro, ?,?, Maximina Teixeira, Salette Leitão, ?, Elizete Costa ...


Alguns elementos do corpo docente da Escola Nr. 55 que consigo reconhecer: De branco professora Maria Dilva Castelo-Branco tendo ao seu lado, à direita, a professora. Maria Simões, e entre ambas. por detrás a professora Alice Trigo. Ao centro a professora Madalena (Néné) Trindade , tendo por detrás a professora Lucília Campos Rocha. Um pouco mais à direita a professora Salomé Mendonça. pouco à direita o Director da Escola, professor Marques. Foto cedida por Maria do Céu Castelo Branco.


Esta foto mostra-nos o dia da visita do Secretário Provincial de Educação de Angola José Pinheiro da Silva à Escola Portugal, Escola nº 55, de Fernando Leal. Em cima, à direita, de batas brancas, as Professoras Cesária Santos e Maria Dilva Castelo-Branco.Reconheço o Governador do Distrito Sales de Brito, o Comandante Alves da PSP, o Prof. Marques, Diretor da Escola, o Reitor do Liceu António Sousa e o sr. Moura. Em baixo, à esquerda, o professor Amaral. Cedida por Maria do Céu Castelo Branco.



Este era o ambiente de uma sala de aula naquele tempo, um ambiente austero que sugeria ordem e disciplina, como se pode ver no site "As leis de Salazar", de onde foi retirada.

Resta acrescentar que naquele tempo, por volta dos anos 1950,  existiam na cidade outras escolas primárias. Havia também a Escola Nr. 49, da qual coloco a seguir uma foto, que de início ficava mesmo ao lado da Escola Portugal, na Rua Calheiros, perto da Cadeia, e que posteriormente passou para novo edifício, erguido para o efeito, lá para os lados do Bairro da Facada. Quero acreditar que esta é a Escola, a primitiva Escola 49,  que vem mencionada em alguns textos antigos e ficava numa das extremidades da enorme "Praça Sá da Bandeira" que ocupava todo um quarteirão onde nos anos 1930 foi construída a Escola Portugal, hoje Escola Pioneiro Zeca. Essa Praça foi mandada erguer para comportar no centro o Obelisco em homenagem ao Marques de Sá da Bandeira, que foi paladino da abolição do tráfico de escravos em 1936. O Obelisco foi então transladado para a Avenida  e mais tarde para um largo perto do Bairro da Facada. Uma das criticas que se fazia a esta Escola nr 49 é que muitos dos alunos que a frequentavam até aos anos 1950, andavam descalços . A Escola Portugal seria então a mais elitista. 


Esta foto tirada nas escadas da Escola 49, mesmo ao lado da Escola Portugal, num edificio não construido para Escola, possuía condições precárias como se pode ver. Em cina, à dt: as professoras de então, D. Alina de Campos, D Berta e D.? Foto Salvador.


Mas havia também, para além da Escola Portugal, ou Escola 55 de Fernando Leal, criada em 22 de Abril de 1926,  uma  outra escola na Torre do Tombo, a Escola n. 56 de Pinheiro Furtado, em edifício de madeira em estilo colonial construído sobre pilares de cimento, no coração daquele bairro, que mais tarde passou para instalações próprias, também na parte alta da cidade, mas já a caminho da baixa da cidade. Pinheiro Furtado, seu patrono, fez o reconhecimento das terras de Benguela até à Angra do Negro, à qual denominou de "Baía de Mossâmedes", em homenagem ao Barão de Mossâmedes, e foi quem primeiro registou as inscrições que se achavam gravadas na rocha branda da parte sul da baía, no morro da Torre do Tombo. Em 1951, era director o Professor Duarte, e aí leccionou, nos ultimos tempos, a professora Laura, esposa do Enfermeiro Rodrigues. Leccionou nesta escola, de entre outros a professora Maria Alice de Bensabat Duarte de Almeida. 
 
A Primitiva Escola 56 de Pinheiro Furtado nesta altura com as velhas instalações já em decadência, no início dos anos 50, e com outras gentes a habitá-la. Foto cedida por uma conterrânea.


 

Meninas do meu tempo que frequentavam a Escola Nr. 56 de Pinheiro Furtado em Moçâmedes, na Torre do Tombo, 1950/51, gentis avózinhas de hoje!. São elas, da esq. para a dt, atrás: Maria Luisa Almeida Bagarrão, Maria da Conceição Gois Teles (Lili), ?, Victória Rosa e?. Embaixo: Victória Franco, Maria do Rosário Almeida (Zázá) e Guida Franco.

Outro grupo da mesma época e da mesma Escola: São elas, em cima e da esq para a dt: Maria do Rosário Almeida (Zázá), Zelda Ferreira da Silva (Neneca), Otília, Graciete Ilha Bagarrão, Guida Franco, Mª Elizabete Ilha Bagarrão (Bétinha), ? Seixal. Embaixo: Madalena Seixal, Augusta, Victória Franco, Georgete Aprígio, ?, Victória Rosa, Claudete e Otília. Néné e Guida, as meninas africanas da foto eram filhas do Franco (enfermeiro do Sindicato da Pesca e do Hospital de Moçâmedes) e de D. Júlia. Fomos durante décadas vizinhas e na nossa infância brincámos juntas, passei muitas tardes em sua casa e deliciei-me com os doces de ginguba e com os suspiros feitos pela senhora propositadamente para o nosso lanche. Tive a alegria de revêr a Guida há dois anos atrás no Encontro dos moçamedenses em Caldas da Rainha.

 
Deste grupo de alunos, da então Escola Nº 56 de Pinheiro Furtado (1)  na Torre do Tombo, no ano de 1949, reconheço, da esq. para a dt.:  Em cima: Lopes?, Fernando Matias, Maria do Carmo Domingues, ? e Eduarda Vicente  Embaixo: Carlos Ferreira (Miroides), Ferreira Silva, Miga Calão e Dudu Ferreira Silva




Em 16 de Abril de 1927, por diploma legislativo do Alto-Comissariado da República Portuguesa em Angola, António Vicente Ferreira, que foram atribuídos às escolas primárias nomes de figuras mais ou menos destacadas da História de Portugal e da História de Angola, e fundiram-se também os sectores masculinos e femininas das escolas da Torre do Tombo e de Porto Alexandre. Esta última teve como patrono Maria da Cruz Rolão, à época o único elemento do sexo feminino a emprestar o nome a uma Escola.

Estas são algumas das fotos mais antigas sobre escolas e estudantes de Moçâmedes, ao nivel do primário que consegui até agora reunir. Referem-se aos anos 1940 e 1950. Presume-se que no tempo das nossas mães (anos 1920/30) não estivesse muito divulgada entre nós a arte de fotografar que o fotógrafo Antunes Salvador veio revolucionar, reunindo um extraordinário espólio, pois estava presente em todos os eventos sociais, a todos os actos públicos, levados a cabo da pacata Moçâmedes de então, quer por iniciativa própria (para fotografar e ganhar algum...), quer por solicitação dos habitantes.



MariaNJardim

30 março 2009

Himbas - Exotismo e Beleza no Deserto do Namibe














HIMBAS

No século XV, os Herero
sairam da Etiópia com os seus rebanhos, e deram início a uma extensa viagem para sudoeste em busca de pastos e sobrevivência, atravessaram a África até ao norte do actual território da Namíbia, onde se fixaram nos séculos XVII e XVII com as suas mulheres de invulgar beleza - os olhos amendoados e cintilantes, o sorriso enigmático, a cabeça enfeitada por artísticos penteados, e procederam sem delongas à conquista das áreas mais fecundas.

Os Himba, Ovahimba, que hoje vivem no Sul de Angola e no norte da Namíbia,
próximos ao Rio Cunene (rio que marca a fronteira entre os dois territórios e também no Botwana), são descendentes dos Herero.

Este povo manteve as tradições centenárias quase intactas, ainda que os que habitam a Namíbia tivessem sofrido a influência dos missionários e da voragem do progresso. Uma dessas tradições é o hábito das mulheres de cobrirem o corpo com um óleo avermelhado, mistura de banha de boi com uma pedra local, espécie de argila, que protege a pele do vento e do sol, bem como o dos penteados sumamente elaborados, enfeitados com peças de couro de metal, também eles untados com a mesma mistura, fazendo-as despender todos os dias várias horas a cuidar da sua beleza.

Peritas na arte do “coquetismo”, as himba comandam uma sociedade poligâmica, em que cada mulher pode ter vários homens.
Elas são a alma da tribo, porque mantêm a economia das suas casas e criam os filhos à sua maneira, com um carinho desvelado. São belezas africanas que muito teriam a ensinar aos entendidos, no campo da cosmética, quanto aos segredos de como possuir uma pele lisa, aveludada, e sem defeitos.

Os Mucubais e os Himbas, são praticamente a mesma raça. Ambos são povos negros bantos do Grupo Herero
que engloba vários subgrupos, incluindo o Himba, o Ovahimba, o Ovatjimba o Ovambanderu e os vaKwandu, grupos em Angola incluem o vaKuvale, vaZemba, Hakawona, Tjavikwa e Tjimba (herero pobres). Apesar de divididos em diversos subgrupos, estes povos possuem o mesmo idioma herero, além de português em angola, inglês em Botswana e inglês e africaner na Namíbia.

Secos, altivos e ferozmente independentes, e
les desconhecem fronteiras e circulam livremente entre os países e vagam pelo deserto como os leões e os elefantes, chegando a caminhar até 80 quilómetros em busca de água para o gado. Tanto esforço vale a pena: o gado bovino é o principal símbolo de status de uma família himba, e seu roubo é punido com a morte. A carne é reservada apenas para eventos especiais, como casamentos e funerais. Quando um himba morre, mata-se uma parte de seu gado e as cabeças são empilhadas ao lado da sepultura, para proteger o seu espírito. Nas aldeias himba, há sempre um curral no meio, vigiado pelo fogo sagrado chamado okuruwo. Os feiticeiros usam-no para comunicar com os ancestrais.

Presentemente estas belíssimas tribos em vias de extinção, fazem parte do roteiro turístico de quem visita o Deserto do Namibe e continua viagem até à foz do Rio Cunene e norte da Namíbia.

MariaNJardim

No livro "Revelacões da minha vida e memorias de alguns factos e homens meus" por Simão José da Luz Soriano podemos ler esta passagem: "...A duas ou tres legoas de distancia da Umpata, c na direcção de E., está o sobado da Huilla, paiz que igualmente tem ferteis terrenos, sendo cortado por muitas ribeiras e rios, cujas margens tem bellas pastagens, onde os indigenas pastoream bastantes manadas de gado vaccum. Ao sul da Huilla fica o sobado do Jau, cujos terrenos, apesar de mais extensos, são todavia de vegetação menos luxurienta, que os da Umpata e Huilla. Outros sobados se seguem ainda, como Mucuma, Hay e Gambos, sendo este um dos maiores em população. A E. dos Gambos encontramse as povoações de Mulondo, Camba e Humbe, na margem d'aquem do Cunene, que por estas terras corre n'uma curva, para ir desaguar no Oceano, pela bahia dos Tigres. O mais extenso e povoado dos sertões, além do Cunene, é o Coanhama, onde poucos brancos tem ido em procura do marfim, que alli se diz abundante. A E SE.
do Coanhama fica a terra do Donga, d'onde em distancia de 4 a 5 dias de viagem para o S. se encontram as grandes minas de cobre, que abastecem todos os sertões limitrophes. Deste metal, que os indigenas fundem, formam elles um vergalhão de um quarto de pollegada de grossura, com cinco palmos de comprido, de que fazem bracelletes para as mulheres, e que enrolado nos braços, a começar do pulso, vae em espiral até ao cotovello. http://archive.org/stream/revelaesdami00luzs...

archive.org



FILHA do NAMIBE

Filha do deserto,
da areia escaldante,
do horizonte
que não 'squeço,
do vento
que não 'spanto.


Filha do deserto!
Crestada p'las "nuances"
das miragens.
Surgida...
Envolta em neblinas.
Afagada pelo sol.


Filha do deserto!
Temperada de mar,
qu' ali tão perto,
se reflecte...
no teu olhar.


Filha do deserto!
Nada t'inibe.
Flor de welvitchia.
Filha do Namibe,
do Sol,
do Mar
dono do areal.
Filha do deserto
és tu...
Mucubal!



versos de aileda/adeliavaz
SOBRE HEREROS AQUI
VIDEO HIMBAS
Impacto colonização após anos 20 nas sociedades rurais do sul de Angola: Clicar AQUI
LIVRO

26 março 2009

Equipa tri-campeã de Angola de hóquei em patins (juniores) do Atlético Clube de Moçâmedes:






















Recepção à chegada a Moçâmedes da equipa de hóquei em patins juniores do Atlético Clube de Moçâmedes «Equipa Maravilha», após ter vencido o Campeonato de Angola em 1964, sagrando-se tri-campeã (já haviam ganho os campeonatos de Angola de 1962 e 1963). Uma autêntica proeza, caso único na história do hóquei em patins angolano!

Através das 2ª  e 3ª fotos podemos ver como era na época o nosso «aeroporto», um hangar, clássico da época, tipo grande barracão, de portas corrediças onde cabiam dakotas e friedships, ou ficavam as pessoas enquanto aguardavam a chegada  de alguma alta entidade pública de visita a Moçâmedes.

Moçâmedes era sem dúvida uma cidade hospitaleira que por vezes até se excedia em certas manifestações que não teriam a sua razão de ser, se a sua população estivesse na altura bem informada, ou politizada, sobre a realidade da situação que estávamos a viver. Porém, deste dia, não sei como nem porquê, um dia que deveria ser grandemente festejado pela população, este acontecimento passou quase desapercebido.


À chegada a Moçâmedes da «equipa maravilha» esperavam-na no Aeroporto nada mais que um grupo de «carolas» e dirigentes do clube (cerca de 70 pessoas) que, munidos de cartazes, manifestavam acaloradamente a sua satisfação por tão grande feito, m
as, volto a repeti-lo, foi uma homenagem demasiado simples para tão grande feito. Prefiro pensar que tal aconteceu porque o regresso ter-se-ia dado num dia de semana e no horário de trabalho, porque os CAMPEÕES mereciam muito mais!

Nessa altura o Atlético encontrava-se em grande luta pela sua sobrevivência, sem uma ajuda mínima do Governo Civil e da Câmara Municipal, e as forças vivas da cidade pareciam pouco ou nada sensibilizadas em relação ao desporto junior.
No entanto os nossos rapazes não desanimaram e continuaram a não permitir que os trunfos ficassem em «terra alheia». Como se não bastasse, em 1965, a «Equipa Maravilha» do Atlético Clube de Moçâmedes, já então como seniores, tornou a vencer o Campeonato de Angola. Infelizmente, em 1966, esta equipa viria a ser desfeita por força da incorporação militar dos seus elementos.

Consulte o blog MEMÒRIAS DESPORTIVAS para saber mais...







Nesta foto, a única desta série que não está legendada, tirada no final de um jogo, reconheço, da esq. para a dt.
Em cima:
Neco Mangericão, ?????, Hemitério Alves , Manuel Rios, Mário de Andrade, Artur Trindade, Congo (irmão do Xico Bamba), Arménio Jardim (Treinador do Atlético), Laurentino Jardim (jogador), Arménio Minas, Zequinha Cruz, Chibante, Orlando Saraiva dos Santos, Faustino, José Costa, Veiga, João Germano Códinha Fernandes, ???.
Embaixo:
?, Carlos Brazão ( jogador), ?, Orlando Santos (jogador), Chico Carmo, Camilo Costa , Pedro Costa (Caála), Daniel Couto, Costa (filho de Camilo Costa), Zé Adriano, Henrique Minas, Fernando Leonel Pita (Leona), Rui Mangerição, Laurindo Couto (Jogador), João Martins (Latinhas)...





Consulte o blog MEMÒRIAS DESPORTIVAS


25 março 2009

Caça ao elefante no Deserto do Namibe, Moçâmedes, Angola



O casal Caridade Ponteviane e Artur Homem da Trindade posando junto a um elefante abatido no Deserto do Namibe, em finais da década de 1950.(*) 

Conheci o  casal Caridade Pontevianne e Artur Homem da Trindade. Ela, mãe de uma amiga minha e colega de curso, Maria de Lurdes Pontevianne Infante da Câmara, era uma linda senhora, loura. elegante, simpática, que fazia lembrar uma artista de cinema. Ele, um génio na arte de projectar belos edifícios públicos e as mais lindas vivendas que ficaram para sempre a alindar a cidade de Moçâmedes, actual Namibe. Artur Homem da Trindade deixou a sua marca em edifícios de elevada qualidade estética, tais como os CTT, a Associação Comercial, etc, e em grande número de belas vivendas que alindam a cidade, tal como a mais bela de todas elas, a de Raúl Radich Jr., na Rua da Praia do Bonfim, frontal  à Avenida com o mesmo nome (antes, Avenida da República), zona do Espelho de Água e das gazelas.

Para se caçar no deserto do Namibe, em Moçâmedes tinha que se ter licença de caça e a devida autorização dos Serviços de Pecuária e Veterinária, e, cada caçador estava limitada a um certo número de espécie e a um número limitado de animais a abater.

No que diz respeito à fauna do Deserto  do Namibe, por esta altura era ainda imensa e variada, e podiam ser encontrados elefantes, olongos, impalas, zebras, leopardos, chacais, raposas, cabras de leque, olongos, guelengues, avestruzes, rinocerontes, elefantes, onças e até leões, para além de aves como perdizes, tuas, gegonhas, flamingos, pintados, avestruzes, etc. Como animais raros, havia a suricata, mamífero de 30 a 40 cm de altura que vive em buracos e adopta a posição erecta, apoiada nas patas traseiras e na cauda. Depois da saída dos portugueses em 1975, a caça furtiva e a guerra civil reduziram drasticamente a fauna abundante que um dia existiu... Como na maioria dos parques angolanos é incerta a população ou a quantidade de animais que sobreviveu a guerra... No Parque Nacional da Kissama, por exemplo, de 450 leões em 1950, restavam 5 em 1997, enquanto os elefantes tinham passado de 1.200 para 20.O sul de Angola até o paralelo 14 é, sensivelmente, a zona mais rica em fauna (http://www.girafamania.com.br).

Já sabiamos que no Deserto do Namibe havia elefantes, mas desconhecíamos terem ali existido dinossauros. Afinal, eram só animais contemporâneos da Welwitschia Mirabilis...

Eis a notícia: Dinossauros em Angola

Uma equipa de investigadores de Angola, E.U.A., Holanda e Portugal desenvolve uma campanha de estudos paleontológicos, com trabalhos de campo no Namibe entre 2005 e 2007. Descobriram o primeiro dinossauro angolano. [ler mais]


O Deserto do Namibe

Namib, na língua da tribo dos namas significa "região onde não há nada", expressão que faz referência ao aspecto extremamente árido e inóspito deste deserto que se estende por 1.900km x 50-160 km, numa faixa que corre ao longo da costa atlântica, no sudoeste da África, e que vai desde desde São Nicolau, hoje Bentiaba, no distrito de Moçâmedes (a actual província do Namibe), até ao Rio Olifants, na Província do Cabo, África do Sul, ficando a sua maior parte no Sudoeste Africano, a ctual Namibia. Ocupa uma plataforma rochosa entre o Oceano Atlântico e as escarpas do platô interior. Montanhas isoladas erguem-se do deserto e as enormes dunas de areia podem atingir 400 m de altura. O Deserto do Namibe, dos mais antigo do mundo, divide-se, pois, em três faixas: a região litorânea, muito estreita e sujeita a influências marinhas; o Namibe Exterior, que ocupa o restante da metade ocidental do deserto; e o Namibe Interior, que constitui a parte oriental. Uma linha de planaltos e maciços montanhosos separa o Namibe do deserto de Kalahari.

A aridez do Deserto do Namibe deve-se, em parte, à influência dos ventos do oceano e da corrente marítima de Benguela que temperam o seu clima costeiro, trazem vida às suas praias, permitem que os sedimentos depositados no oceano sejam transportados para o interior do deserto, formando, assim, as vastíssimas dunas do Namibe.

As dunas mais altas encontram-se na região de Sossusvlei, na Namíbia, e têm a cor vermelho-ferrugem devido à presença de óxido de ferro depositado nas suas areias, transportado durante milhares e milhares de anos, desde a foz do Rio Orange, pela Corrente Fria de Benguela, e são consideradas as dunas mais altas e mais antigas do mundo.

No Deserto do Namibe, uma das mais importantes fontes de humidade consiste em neblinas e nevoeiros que provêm do mar e que, durante a noite, penetram dezenas de quilómetros terra adentro, fenómeno que se deve à corrente fria de Benguela que, arrefecendo as águas, provoca o nevoeiro ao interagir com o ar quente - nevoeiro que representa vida e contribui para a sobrevivência das inúmeras pequenas criaturas das dunas.

Os acidentes geográficos, por pequenos que possam ser, dão à condensação da água dos nevoeiros e, assim, são depositadas pequenas gotas nas rochas, nas plantas e na superfície do solo. Quando essa condensação é em maior escala, os cactos e a vegetação que se adaptaram ao clima desértico podem germinar e se desenvolver. Devido ao nevoeiro, o teor de humidade existente ao longo da sua costa é muito elevado e as temperaturas na maioria baixas. Mais para o interior, cerca de 30 a 60 km, tanto a temperatura como a humidade variam drasticamente com o ar frio e húmido da manhã e a posterior situação quente e seca, durante o resto do dia. Quando sopra o vento quente e seco do Leste, o que geralmente acontece Abril e Agosto, as temperaturas podem disparar até aos 40 graus Celsius, ou mais, e os ventos, habitualmente fortes, transportam detritos (restos de plantas e insectos) provenientes do interior fornecem alimento aos seus pequenos habitantes e são essenciais para a conservação da vida.

A precipitação anual de chuva é muito reduzida e varia de 15 mm ao longo da costa a 100 mm nas escarpas. Todavia, essa média é por vezes alterada, podendo ser excedida em algumas centenas por cento, ao passo que, noutras ocasiões, poderá não haver qualquer registo de precipitação.

A vegetação do Deserto do Namibe é variada, mas escassa. Há três tipos de vegetação: anharas, dunas com arbustos e planície de savana com pequenos arbustos. Exclusiva da região, abunda a célebre Welvitschia mirabilis, o tumbo, planta de folhas gigantescas que se estendem pelo chão, como longos braços em busca de água, e pode atingir mais de mil anos de vida.

Um grande número de seres vivos desenvolveram métodos notáveis de sobrevivência. Um dos casos é, por exemplo, o de uma espécie de escaravelho que se coloca de cabeça para baixo nas zonas mais húmidas, a fim de que a humidade, ao condensar-se, deslize pela carapaça até à boca.

Como Zonas de Protecção Integral da Natureza, salienta-se o Parque Nacional de Iona, estabelecido como Reserva de Caça a 02-10-1937, e classificado como Parque Nacional, II, desde 26-12-1964, e o Parque Natural Regional do Namibe, estabelecido como Reserva Parcial por período limitado até a 31-12-1959, pelo Diploma Legislativo de 12-06-1957.

O Parque Nacional de Iona, classificado como Reserva Parcial, IV, desde 1960. estende-se das dunas de areia junto ao mar, até às montanhas Tchamalinde, é limitado a Norte pelo Rio Curoca, a Sul pelo Rio Cunene, a Oeste pelos Rios Cunene e Curoca e, a Leste, pelo Rio dos Elefantes. Ocupa a área 15.150 km². O centro do Parque é de planícies abertas, e possui trinta e uma fontes naturais no seu interior. Da vegetação fazem parte três tipos: anharas, dunas com várias espécies de arbustos e planície de savana com pequenos arbustos. Abunda a weltwitschia mirabilis. O antílope emblemático do Parque é a palanca negra gigante praticamente extinta, mas existem outros mamíferos como o elefante, olongo, leão, rinoceronte negro, onça, hiena, chacal, guelengue, gazela, e várias espécies de zebras.

O Parque Natural Regional do Namibe, localizado junto da cidade de Moçâmedes, a actual Namibe, ocupa área de 4.450 km², é limitado a Norte pelos rios Bero e Cubal até ao Muol, a Leste pelos rios Atchinque e Curoca, a Oeste pela linha da costa entre a Foz do Rio Bero e a Foz do Rio Curoca. Trata-se de uma área desértica com grandes dunas de areia, que termina em escarpas montanhosas. A temperatura média anual é de 20,6° C mas a escassa pluviosidade só permite a sobrevivência de plantas adaptadas ao deserto, como a welvitschia mirabilis. Apesar do meio ser pouco propício à manutenção de fauna, são observados elefantes, olongos, rinocerontes negros e zebras da montanha.

O Deserto do Namibe possui potencialidades turisticas de grande pendor, uma fauna e flora rica e diversa, vantagens naturais que permitem o desenvolvimento turismo, assim se estabeleçam
as infra-estructuras essenciais, como a construção hotéis, de um aeroporto internacional, de vias férreas modernas, e de um porto que possa receber cruzeiros turísticos. A província do Namibe a par da vizinha Namíbia surgem, pois, neste início do século XXI, como duas potencialidades que se completam, e que poderão num futuro próximo oferecer ao turista um mundo de aventura que se pode considerar impar.
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Caçadores que se distinguiram à época da formação do distrito de Mossãmedes

Recuando atrás, muito atrás, aos tempos da formação do Distrito, nunca é demais salientar os nomes de três caçadores que ficaram ligados a este vastíssimo e atraente Deserto, atraidos que foram pela abundância e variedade de animais que nele têm o seu habitat. Um deles foi Nestor José da Costa, filho do chefe da 2ª colónia chegada a Mossãmedes em 1850 proveniente de Pernambuco (Brasil), José Joaquim da Costa. Outro, foi José Anchieta, naturalista, que colheu no deserto do Namibe e enviou para o Museu Nacional de Lisboa milhares de exemplares entre os quais cerca de cinquenta novas espécies. Outro nome, é o do popular Dr. Lapa e Faro, facultativo da província, possuidor de um veículo que havia mandado construir para transportar pelos areais de Mossãmedes as pessoas de sua casa nas caçadas que habitualmente costumavam empreender. Tratava-se de um carro leve e comodo, que além de conduzir passageiros, servia também para o transporte de pessoas doentes ou fragilizadas.

Nota: Estas informações foram colhidas do Boletim da Sociedade de Geografia, 2ª série, nº1 de 1880, onde vem publicado um relatório da viagem de exploração efectuada pelo segundo tenente António Almeida Lima, de 1 de Janeiro de 1879.


EcoHaria: Parque Nacional do Iona

DESERTO DO NAMIBE por Newton da Silva

Clicar AQUI : DESERTO NAMIBE
Clicar AQUI ANIMAIS DE ANGOLA

24 março 2009

A Praia das Miragens no verão dos anos 50 e 60













Quatro perspectivas da Praia das Miragens na segunda metade dos anos 50 (a preto e branco) , e nos anos 60. Artigo sobre a Praia das Miragens publicado pelo Jornal de Moçâmedes «O SUL», a 4 de Agosto de 1945, dia da comemoração do aniversário da fundação da cidade de Moçâmedes.
(retirado de Sanzalangola/LaySilva)

15 março 2009

Excursão a Roma e Veneza de um grupo de alunas do Colégio de Nossa Senhora de Fátima de Moçâmedes, em 1966

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Excursão a Roma e Veneza de um grupo de alunas do Colégio de Nossa Senhora de Fátima de Moçâmedes, em 1966

1ª e 2
ª fotos
Ainda no navio, à chegada a Lisboa, podendo ver-se ao fundo, a Ponte sobre o Tejo.
Da esquerda para a direita:
Militar amigo, Nélinha Tendinha, ?, Céu Lã (em viagem até Lisboa), Marimília Inácio, Adelina, Paula Amem, Helena Alves de Oliveira (filha de Hemitério Alves de Oliveira), e Matilde Amem. Acrescente-se as irmas Doroteias (1, foto).


3ª foto : No interior de uma gôndola, em Veneza.

Imagine-se a euforia destas jovens, quando saídas do seu pequeno e pacato burgo, se viram projectadas nas concorridas ruas da majestosa Roma, o coração de um Império, que a História nos ensinou, ter sido alicerce daquilo que hoje somos ainda, e numa autêntica cidade museu, onde o belo se impõe a cada esquina, em pedras de magnitude milenares, estátuas magníficas, fachadas lindíssimas, pormenores encantadores, praças, ruas, villas, palácios, museus, catedrais, jardins, recantos, etc, num testemunho sem paralelo do quanto pode e é capaz a genialidade humana. Imagine-se visita à Praça de São Pedro, à Basílica, aos Museus Vaticanos, ( Download ) às Catacumbas, etc., as emoções vividas no encontro com o Papa Paulo VI e ante os magníficos afrescos do fabuloso tecto da Capela Sistina pintados por Michelangelo, e outros grandes artistas como Perugino, Ghirlandaio e Botticelli, entre outros artistas do Renascimento.

Imagine-se e excitação na visita a Veneza (2ª foto),
a bela e misteriosa Veneza, cidade das gôndulas e dos múltiplos canais transformados em ruas e em avenidas. Cidade cujas origens remontam aos tempos da queda do Império Romano e que no século XV foi a mais forte potência marítima do mundo. Cidade das pontes, das igrejas, dos museus, dos palácios ao estilo bizantino e renascentista, de Tintoretto, Ticiano e Tiepolo, das lendas e histórias de amor, das máscaras inspiradas nas tragicomédias, onde se festeja um dos mais turísticos Carnavais do mundo.

Esta seria a viagem que todos os jovens moçamedenses gostariam de fazer, mas que, infelizmente, não era acessível a todos, neste cantinho de África onde a vida, embora nesta altura já não fosse tão difícil como era dantes, não era tão fácil quanto, «romanticamente», se ouve ainda hoje por aí apregoar...


Fotos: Sanzalangola (Teresa Carneiro)