A ano e meio da independência de Angola, e numa altura em que ninguém vislumbrava ainda o processo histórico que iria desenrolar-se, jovens de Moçâmedes, bem-dispostas e animadas, espalharam o charme pelas artérias da cidade, emprestando um particular brilho e colorido às já famosas "Festas do Mar" que dentro em breve passariam a ter novos protagonistas.
Este é um blog saudoso, NÃO SAUDOSISTA, e partiu da ideia de partilhar com todos aqueles que nasceram e viveram em MOÇAMEDES (Angola), hoje NAMIBE, e que se encontram dispersos pelo mundo, um conjunto de imagens e descrições, que os faça recuar no espaço e no tempo e os leve a reviver lugares, acontecimentos e gentes de um outro tempo vividos numa bela e singular cidade, nascida entre o deserto e o mar...
08 março 2011
Desfile de "Majoretes" em Moçâmedes (Namibe - Angola), em 1974
A ano e meio da independência de Angola, e numa altura em que ninguém vislumbrava ainda o processo histórico que iria desenrolar-se, jovens de Moçâmedes, bem-dispostas e animadas, espalharam o charme pelas artérias da cidade, emprestando um particular brilho e colorido às já famosas "Festas do Mar" que dentro em breve passariam a ter novos protagonistas.
Publicada por
MariaNJardim
à(s)
terça-feira, março 08, 2011
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
03 março 2011
Culto de Nossa Senhora de Fátima em Moçâmedes (actual cidade do Namibe), Angola, em finais da década de 1960
Estas fotos foram tiradas já na década de 1960, creio. Como podemos ver, passadas quase suas décadas da chegada a Moçâmedes, em peregrinação, da imagem de Nossa Senhora de Fátima, em 1948, o culto à Virgem ainda estava bem vivo entre os moçamedenses. Na 1ª foto, tirada junto ao muro do Cemitério de Moçâmedes, ali mesmo ao lado do Forte de Santa Rita, reconheço, entre outros, o Dr. Balsa, que foi professor e director da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes e posteriormente, da Escola Comercial e Industrial Infante D. Henrique, por extinção daquela.
Publicada por
MariaNJardim
à(s)
quinta-feira, março 03, 2011
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
Angola,
colonização,
Culto de Nossa Senhora de Fátima,
Moçâmedes,
Namibe
01 março 2011
Grupo de Finalistas da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes: 1957
Finalistas da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes, Cursos de Formação Comercial e Formação Feminina, em 1956. Da esq. para a dt. À frente: ?, Lili Salvador (FF), Guida Frota(FF), Maria de Lurdes Infante da Câmara (CC), Maria Antonieta Rodrigues (Boneca FF), Lili Martins/Lili Eurico(FF), Laurete (FF), Olivia?, Maria do Carmo Domingues(FC),Susete Alves de Oliveira (FF) e Lurdes Faustino (FC). Atrás e um pouco encobertas, da esq. para a dt.?, Nidia Almeida(FC), Lena Brás de Sousa (FF), Fernanda Neves Almeida(FC), Mitsi Aboim (FF). Foto do meu album , tirada na rua frente à Secretaria da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes.
Estávamos a completar o Curso Geral de Comércio (ao nível do 5º ano) que naquele tempo culminava com um Exame de Aptidão Profissional. Estávamos, pois a terminar uma étapa demasiado importante de nossas vidas, a dos bons tempos de estudantes , do convívio diário e da preparação para a vida, , para entrarmos noutra, de responsabilidades acrescidas, e que nos surgia a todos como uma incógnita. E porque nos iamos separar, alguns para sempre, resolvemos marcar o último dia de aulas, desse fim de ano lectivo de 1956, colocando em nós um sinal de luto. Eles optaram pela gravata ou pelo laçinho preto. Elas foram mais longe, e vestiram-se todas de negro.
Ei-los, da esq. para a dt. Em cima: Roberto Trindade, Daniel Santos, Leitão, ?, Rui Almeida Barbosa, António Pessoa, Rui Coelho de Oliveira, Fausto Gomes (um pouco atrás) e Claudino Alhinho (Joldino). Embaixo: ?, Geni Guerra, professora Albertina, Jorge Carrilho e José Fernando Soares. Foto do meu album, tirada no Jardim da Avenida da Praia do Bonfim.
Ei-las, da esq para a dt, em cima e mais atrás: Claudino Alhinho (Joldino), Fausto Gomes, Daniel Santos, Portela, Rui Coelho de Oliveira, Geni Guerra, Leitão, José Fernando Soares, António Pessoa, Jorge Carrilho, Clélio Cunha, Roberto Trindade, e ?. Em cima, de pé: Violete Velhinho (de óculos escutos) e Cacilda e Maria de Lurdes. Um pouco mais abaixo, ao centro, de óculos escuros, ?, Maria Ildete Almeida Bagarrão, Eduarda Bauleth de Almeida, Maria do Rosário Antunes e Aurora Vieira.
As trés mais à frente: Ricardina Guedes Lisboa, Nidia Almeida e Celisia Calão. Foto do meu album tirada no Jardim da Avenida da Praia do Bonfim , frente ao edifício do Banco de Angola.
MariaNJardim
Etiquetas:
1956,
Angola,
Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes,
finalistas
Alunos da Escola Pratica de Pesca e Comércio de Moçâmedes: 1948
Clicar sobre a foto para aumentar, é grande.
Foto interessantíssima, gentilmente cedida por Antonieta Bagarrão Lisboa, através da qual podemos ver o conjunto de alunos e alunas que frequentava a Escola Prática de Pesca e Comércio do Distrito de Moçâmedes, do 1º ao 5º ano, no ano lectivo de 1948/49, actualmente todos eles já na casa dos 70 anos e mais, de idade, felizmente, a maioria ainda vivos e cheios de vitalidade, reflexo da boa alimentação na infância em Moçâmedes (Angola), a terra do bom peixe, rico em ómega3!!! Também podemos ver, mais acima, o corpo do professorado que na altura lecionava na referida Escola.
De baixo para cima e da esq. para a dt., reconheço, entre outros:
1º plano: Albino Aquino (Bio), Carlos Pinho Gomes, ?, Manuel Dias Monteiro (Neca), ?, Amilcar Almeida, José Patrício, Arnaldo Van der Keller (Nado), ?, Carlos Manuel Guedes Lisboa (Lolita), Nito Abreu, Bajouca Zezinho Guedes Duarte, Manuel Rodrigues Araújo, António José Carvalho Minas e Norberto Edgar Almeida.
2º plano: Carlos Calão, ??????, Fernando Morais (o 7º, de camisa escura), ?,?,?, Licas Freitas (de pé, ao centro), Dito Abano, Jaime Custódio, Zezo Freitas, Carequeja, ?, Soares, ???, Beto de Sousa,?? , Albertino Gomes e?
3º plano: Antonieta Bagarrão (Dédé), Mimi Carvalho (5ª), Maximina Teixeira (8), ???
4º plano: Fátima Abrantes, ?, Nelinha Costa Santos, Salete Leitão, Fátima Duarte, Malanie Sacramento, Carolina Mangericão, ?, Lucia Brazão, ???, Raquel Martins Nunes, Orbela Guedes, ???, Fernanda Vieira,..
5º plano: Francelina Gomes, ???; Augusto Martins, ??, Padre Galhano, Dr. Borges (Director), ?;?: Prof. Carrilho (Dactilog/Caligraf./Estenograf.), Luzete de Sousa, e mais à dt, Bernardete Diogo, ?, e Fernandina Peyroteu
Sobre o ensino secundário em Moçâmedes, encontrei na Net as seguintes informações, que passo a transcrever:
32. ENSINO SECUNDÁRIO EM MOÇÂMEDES
Referimo-nos já, em diversos lugares deste trabalho, à determinação de 23 de Agosto de 1919, do visconde de Pedralva, Francisco Coelho do Amaral Reis, quando criou em Luanda uma escola comercial e uma escola industrial, que deveriam funcionar anexas ao liceu, e concedeu autorização aos governadores dos distritos de Benguela, Huíla e Moçâmedes para criarem e fazerem funcionar em cada uma das suas capitais as respectivas escolas primárias superiores.
Em Moçâmedes, demorou bastante tempo para que a medida fosse aplicada e a resolução concretizada. Só em 30 de Março de 1925 foi decidido que a Escola Primária Superior de Moçâmedes entrasse em funcionamento, no ano lectivo que ia iniciar-se. Simultaneamente, era aprovado, publicado e entrou em vigor o respectivo regulamento.
No dia 23 de Maio do mesmo ano era-lhe atribuído como patrono o conhecido e prestigioso governador-geral de Angola cujo nome de certo modo já a cidade ostentava — José de Almeida e Vasconcelos Soveral de Carvalho da Maia Soares de Albergaria, vulgarmente conhecido por Barão de Moçâmedes.
Segundo o que dispunha a portaria de 17 de Junho de 1927, a Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes passou a ser directamente administrada pelo Estado, visto que a Câmara Municipal não reunia condições para continuar a manter o encargo de sustentá-la, pois lhe faltavam recursos monetários. Os seus professores estavam sem receber os vencimentos desde Novembro do ano anterior, por falta de verba com que pudessem ser pagos. Ora esta situação não podia manter-se indefinidamente, não se antevendo qualquer hipótese de solução, qualquer possibilidade de resolver o impasse, a não ser a que foi executada, dando assim remédio àquele embaraço.
A partir de 10 de Julho de 1930, a Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes passou a adoptar períodos lectivos idênticos aos dos liceus, fazendo coincidir as férias com as destes estabelecimentos de ensino.
Tal como acontecera em Sá da Bandeira, sonhava-se com a promoção e transformação da escola, elevando-a a categoria superior na escala da classificação. Os respectivos professores não deixavam de salientar por todos os meios de que dispunham que se tratava de uma escola de ensino secundário, pugnando para que assim fosse considerada.
O decreto de 30 de Novembro de 1936, que tinha em vista organizar em moldes novos o orçamento dos territórios ultramarinos, pondo em prática os princípios já experimentados em Portugal, extinguiu a Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes, do distrito e cidade deste nome, e criou em sua substituição a Escola Prática de Pesca e Comércio.
O diploma legislativo de 9 de Janeiro de 1937, tendo em consideração os diversos problemas levantados com a extinção daquele estabelecimento e a criação deste, de categoria que se não considerava exactamente igual nem superior, determinou que os exames finais dos alunos a frequentá-lo, chamados também exames de saída, seriam realizados no decorrer desse mês de Janeiro, sendo o júri constituído pelos professores em exercício. O director da escola e o único professor efectivo que nele trabalhavam transitariam, sem mais exigências, para o quadro do recém-criado estabelecimento de ensino.
Havia um texto legal que defendia que o ensino ministrado em cada meio social fosse o mais adaptado possível ao seu ambiente e às suas necessidades. Por isso entendeu-se que, sendo Moçâmedes terra de pescadores, a nova escola deveria ter esta característica e, portanto, relacionar-se com as actividades marítimas e o sector piscatório.
No dia 3 de Abril de 1937, foi aprovado o Regulamento da Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes. Segundo o que este diploma legal determinava, o ensino teria a organização seguinte:
Sexo masculino
—Mestre de pesca e carpinteiro-calafate;
Sexo feminino
—Costura e bordados;
Os dois sexos
—Curso geral do comércio.
No curso de mestre de pesca, os alunos estudariam Português, Francês, Ciências Geográfico-Naturais, Matemática, Desenho e Trabalhos Manuais, e Educação Moral e Cívica. Tomariam contacto com os trabalhos de construção e reparação de barcos; treinariam nas actividades da navegação e pilotagem; atenderiam aos trabalhos da pesca e conserva do peixe; seriam iniciados na reparação dos instrumentos de bordo e outras tarefas afins. Os alunos do curso de carpinteiro-calafate estudariam as mesmas disciplinas e ainda Desenho de Projecções, Desenho Profissional e Estilos, e Tecnologia; nas oficinas, aprenderiam o que dizia respeito à construção e reparação de barcos.
As alunas de costura e bordados estudavam as mesmas disciplinas e tinham trabalhos práticos, de cuja amplitude não podemos aperceber-nos, pois o texto legal não é suficientemente claro.
No curso comercial, estudavam-se as mesmas matérias acrescidas de Inglês, Elementos de Direito Comercial, Economia Política, Noções Gerais de Comércio, Contabilidade e Escrituração Comercial, Caligrafia, Dactilografia e Estenografia. Continuava a prestar-se atenção a tudo o que dizia respeito à pesca e conserva de peixe, construção e reparação de barcos.
A Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes era considerada, mesmo no aspecto burocrático e estrutural, como uma escola de ensino técnico secundário, pois havia em Angola pelo menos uma escola de ensino técnico elementar, criada em 5 de Junho de 1930, a que fazemos referência no lugar próprio. Podemos chegar à mesma conclusão se atendermos ao ensino literário nela ministrado. Todavia, não chegou a criar tradição que a prestigiasse, esbatendo-se no panorama da escolaridade que temos vindo a analisar.
Tirei DAQUI
Portaria n.º 17899
A Escola Industrial e Comercial de Moçâmedes é a mais antiga da província de Angola entre as do grau de ensino a que respeita, pois resulta da conversão decretada em 1952 da anterior Escola de Pesca e Comércio. Para a sua instalação definitiva foi construído edifício próprio, de aspecto condigno, e que pela sua situação domina a importante e laboriosa cidade a que pertence, bem como a vasta baía que lhe fica adjacente. A inauguração da nova sede é um dos actos que na província hão-de constituir a comemoração do centenário da morte do infante D. Henrique, como participação da patriótica população de Angola em tão solene preito de justiça e reconhecimento de todo o País à memória gloriosa daquele excelso português. Dado que as actividades características da cidade de Moçâmedes se associam aos trabalhos do mar ou em grande parte são deles resultantes, é do maior acerto que nele fique alguma coisa a recordar esta quadra comemorativa. Nada mais expressivo poderá haver, para esse efeito, do que invocar como patrono para a escola que ali prepara os trabalhadores mais graduados o nome do infante navegador. Nesse sentido se manifestou o Governo-Geral da província.
Pelo que:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Ultramar, que à Escola Industrial e Comercial de Moçâmedes seja dada a denominação de «Escola Infante D. Henrique».
Ministério do Ultramar, 13 de Agosto de 1960. - O Ministro do Ultramar, Vasco Lopes Alves.
Para ser publicada no Boletim Oficial de todas as províncias ultramarinas. - Vasco Lopes Alves.
(1) Professores do EICIDH
Alguém escreveu num comentário: "...Houve outros professores que me marcaram mais: Dr. Brandão, Dra. Isabel Serrano, Dra. Cristina Solas, Professora Leonor Bajouca, Professor Minga, Professora Lucília Falcão, Dra. Luísa Mesquita (tive mta pena qdo se foi embora para o Luso) e o querido Dr. Campos que era uma belíssima pessoa. Ainda vi a Dra. Luísa Campos, umas 2 vezes qdo trabalhava na escola n.o 26 dos Anjos. Fez-me uma festa. A minha tia Guida é que manteve contacto com a Dra. Luísa Mesquita até vir para cá. Há uns anos (muitos), organizaram uma visita ao Dr. Brandão. Éramos muitos, um autocarro cheio. Foi mto bom."
Publicada por
MariaNJardim
à(s)
terça-feira, março 01, 2011
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
1948,
Angola,
colonização,
Escola Pratica de Pesca e Comércio Moçâmedes,
Namibe
27 fevereiro 2011
Professores e de alunos do Liceu de Moçâmedes nas escadarias do Tribunal e do Liceu
Fotos tiradas nas escadarias do Tribunal, onde se pode ver o conjunto de professores e de alunos que então leccionavam e frequentavam o "Liceu Almirante Américo Tomás" em Moçâmedes.
1ª foto: Dr Machado, Dra Luísa Araújo, Dra Cecília Santos Pereira, Mário Robalo, Anabela Moreira, Luís Filipe Menezes, Prof.ª Ana Mª Melo Júnior, Chiquinho, Heloísa Bento, Dra. Olga Reis, Marília Costa Santos, Mário Viegas, Beatriz, Álvaro Baptista, Dr Vasco Coutinho, Augusta, Teresa Araújo, Bidarra, Rosário de Fátima, Dr. António de Sousa - Reitor, Eduarda Brás, Helder Santos, Luís Lara, Freitas (Máquina), Graça Neves Graça, Dr Ezequiel Jorge, Sérgio Monteiro da Costa, Vila Real, Emilino Coimbra, Doroteia, Isabel Mestre, Dra Fernanda Coutinho, Manuel Quelhas, Isabel Jacinto, Egar Pacheco, Fernando Martins, Graça, Dra. Amélia Júlia Victória Pereira, Mouzinho II, Mª João Alves, Prof. Isabel Santos, Dra Olímpia Moreira, Pe Menezes...
2ª foto: Eduarda Jacinto, Isabel Carranca, Dra. Cecília Santos Pereira, Renata Grade, Ana Mª Galvão, Profª Ana Maria Melo Júnior, Filó Campos., Manuela Oliveira, Dr.Machado, Prof.ª Isabel Santos, Dr.Vasco Coutinho, Mª João Cunha, Dr.António de Sousa, Zé Carneiro ?, Dr. Ezequiel Jorge, Mª Luisa Nascimento (Licas), Helder Santos, Mª Paula Mendes, Mª Manuela Mendes, Jorge Pinheiro da Silva,filho do engº Alipio.Faleceu no ano seguinte, Flávia Margarida, Dra. Amélia Júlia Victória Pereira, Tita Vaz Pereira, Dra.Luísa Araújo, José Pedro Freire, Mario João Duarte, Escaroupa Lopes, Dra.Olímpia Moreira, Vidigal (?), Padre Menezes, Pio Riscardo...

(clicar sobre a foto para aumentar)
3ª foto: Rosário Emitério, Elsa Gaspar, Ezequiel, Domy, Six Foot, Isabel Jacinto, Isabel Cavaco, Padre Namolo, Padre Menezes,Tita Vaz Pereira, João Mingas, Júlia Pitrez, Guida Andrade, Tereza, Governador Sousa Machado e mulher, Manuel Armando Zarcos Palma, Variz, Joana Andrade, Dr Ezequiel, Picola, Beatriz, Reitor António Sousa, Mitó, Glória Inácio, Dr Coutinho (bintóito), Dr Ribeiro de Carvalho, Taborda, Mamedes, Beto Pisoeiro, Antonieta Delgado, Américo Pisoeiro, Antonieta, Paula Pita, Carlos Jorge, Lena Ramos ...
O Liceu Almirante Américo Tomás abriu as suas portas pela 1ª vez em 21 de Outubro de 1961. Ainda tenho presente o dia em que o Professor Adriano Moreira se deslocou a Moçâmedes, no decurso da sua visita a Angola, nesse trágico ano de 1961 (*), e foi feita uma manifestação nocturna junto ao Palácio do Governador com gritos de ordem: queremos um Liceu!...queremos um Liceu!... Foi então que o Ministro, surgindo à varanda do Palácio, disse simplesmente para a multidão: «o Liceu de Moçâmedes chama-se «Liceu Almirante Américo Thomás». A manifestação fora algo encomendado, uma vez que a decisão já estava tomada, mas o importante é que finalmente tínhamos alcançado o direito ao nosso Liceu, ainda que numa 1ª fase apenas ao nível dos estudos gerais liceais (5º ano).
Em Moçâmedes até essa data, ao nível estatal do ensino secundário, existia apenas a Escola Comercial de Moçâmedes que havia sido convertida a partir da antiga Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes, a 17 de Março de 1952, escola de cariz tecnico-profissional, que não dava a equivalência ao curso geral dos liceus. Isto acontecia devido à ideia retrógada que vigorava na época, de que a escola pública deveria realizar uma reprodução social e cultural, ideia que levou as autoridades portuguesas a entenderem que Moçâmedes, considerada que fora sempre como uma cidade essencialmente voltada para as coisas do mar, não deveria possuir uma instituição liceal e que bastaria proporcionar à sua juventude estudos práticos, considerados mais adequados ao meio, numa escola secundária e apenas ao nível do curso geral (5º ano). Os estudos liceais eram considerados propedêuticos ao ensino superior, e destinar-se-iam aos futuros candidatos a uma Universidade na Metrópole, uma vez que a Universidade de Luanda só veio a ser criada já em 1969 . Esta situação não apenas prejudicou os filhos de Moçâmedes e Porto Alexandre, como obrigou aqueles que pretendiam prosseguir os estudos para níveis superiores, a muito cedo terem que deixar as suas casas e as suas famílias, para ingressarem no Liceu Diogo Cão em Sá da Bandeira, a cidade mais próxima, a expensas de suas familias, e quantas vezes com os maiores sacrifícios. Ou então, por razões de preferência, ou por motivos económicos, a ingressarem na Escola de Regerentes Agrícolas do Tchivinguiro, na província da Huila, onde ficavam alojados em regime de internato e a frequência era gratuita. Para ali entravam após o 2º ano, e dali saiam ao fim de uns anos aptos a investir os seus conhecimentos em prol do desenvolvimento agrícola e pecuário de Angola. A partir de 1961, progressivamente, foram caindo, uma a uma, as barreiras que, em matéria de habilitações literárias, impediam os jovens de Moçâmedes e de Angola de ir mais além.
Em 1969 foi criada a Universidade de Luanda, com Licenciaturas em Ciências, Engenharia, Medicina e História, sendo notória a falta em Angola de uma Faculdade de Direito e outra de Economia. Os alunos que quisessem prosseguir estudos nesses campos tinham de fazer um exame de aptidão à universidade e depois seguir para a Metrópole (Portugal - Lisboa, Coimbra ou Porto). O governo português era naturalmente adverso a esses desejos e assim resistiu durante anos em autorizar que esses cursos fossem leccionados nas colónias. Foi graças a um pedido de um grupo de alunos finalistas do Liceu Salvador Correia de Luanda, no ano de 1969, dirigido ao Governador Geral Coronel Rebocho Vaz e ao Reitor da Universidade de Luanda, Professor Ivo Soares que em Agosto de 1970, o Curso Superior de Economia foi estabelecido em Luanda e em Lourenço Marques (Moçambique), e moldado segundo o modelo do Curso Superior de Economia da Universidade do Porto. A partir da década de 70, o Curso de Regentes Agrícolas passa a denominar-se Curso de Engenheiros-Técnicos Agrários.
Para culminar, em 05.07.1975, já em vésperas da independência de Angola, foi resolvido à pressa, desdobrar a Universidade de Luanda em três: Universidade de Luanda, Universidade do Huambo e Universidade do Lubango. A resistência à Faculdade de Direito manteve-se até ao fim.
A 11 de Novembro de 1975, Angola proclamou a sua independência.
MariaNJardim
(*)1961 foi o ano do início da luta armada em Angola, desencadeada após os massacres perpretados pela UPA contra as populações indefesas do norte do território.
Ver também AQUI
AQUI
Ver também AQUI
AQUI
Publicada por
MariaNJardim
à(s)
domingo, fevereiro 27, 2011
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
corpo docente e alunos,
Liceu de Moçâmedes
Moçâmedes: baile para entrega de prémios aos vencedores das provas das "Festas do Mar", no salão da Associação Comercial, algures nos anos1970...
O Governador do distrito de Moçâmedes, comandante Salles Henriques de Brito fazendo a entrega aos vencedores das provas das "Festas do Mar". Na mesa encontra-se para além da esposa do Governador, e outros, o Capitão do Porto na altura, Comandante Marrecas Ferreira e esposa. Ao fundo, reconhecemos Egidio Robalo da União Nacional.
Em primeiro plano, reconheço, entre outros, divertindo-se ao ritmo da dança, o casal Mário Rocha e Lucília Rocha
Grupo de jovens moçamedenses de então.
Nesta foto: Tó, Castro, Rafael, Rosa Dias, Rosa Seixal, Eduarda Figueiredo e Conceição. Foto de Eduarda Figueiredo.
Camilo Costa, Manuela Oliveira (Maboque) e marido e Horácio Reis
Publicada por
MariaNJardim
à(s)
domingo, fevereiro 27, 2011
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
1970 Moçâmedes,
Angola,
Baile,
colonização,
Festas do Mar,
Lucilia Rocha,
Mário Rocha,
Namibe











