Nas escadarias da Escola Portugal. Clicar sobre esta espectacular foto para aumentar. Foto cedida por uma conterrânea
Reconheço de entre estes alunos e alunas da Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes, que posam para a posteridade nas escadarias da Escola Portugal, em 1947 (de cima para baixo, e da esq. para a dt) : 1º degrau. Beto de Sousa, Mário Guedes, ?,?, José Carlos Guedes Lisboa (Lolita),?,?,?,?,? Manuela Bajouca, Fátima Duarte, ?,?,?,?,?,?,?,3º degrau: 5. ?,?,?, Salete Bráz, Isabel Ferreirim,?,?, 4º degrau: .?,?,? Aninhas Gouveia, Luzete de Sousa,?, ?, 5º degrau: 3. ?,?,?,?, ?, ?,?, 6º degrau: 2. Fernanda Pólvora Dias, ?,?,?,?,?, Maria Emilia Ramos, ? 7º degrau:
Maria Helena Ramos, ?, ?, Raquel Martins Nunes, ?, Maria Orbela Gomes
Guedes da Silva, Maria Augusta Esteves Isidoro, ?,?, Maximina Teixeira,
Salette Leitão, ?, Elizete Costa ...
Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes. O corpo docente e alunos
Da esq para a dt. Em cima: Cecílio Moreira (mestre de Ginástica, Construção Naval e Trabalhos Manuais), ?, Dr Borges (Director), Padre Galhano (Moral), ?.?. professor Carrilho. As alunas: Leonor Bajouca, Ilda Silva, Lúcia Brazão, ?Mangericão. Mais à frente, Fátima Duarte e Salete Leitão.. Os alunos: ?, Ferreira, ?,?, Carlitos Alves e?
Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes
Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes
Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes
Orlando Salvador e Humberto Pinho Gomes
Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes
Alunos e alunas da Escola Prática de Pesca e Comércio do Distrito de Moçâmedes, em 1948. Este era o quintal interior para onde desembocava, as salas de aula da dita Escola, já em péssimas condições de conservação como se pode ver. Clicar sobre a foto para aumentar. É grande.
Esta interessantíssima foto, gentilmente
cedida por Antonieta Bagarrão Lisboa, permite-nos ver o conjunto de
alunos/as que frequentavam esta escola do 1º ao 5º ano, nesse ano
lectivo de 1948/49. Actualmente já na casa dos 70 anos e mais ,
felizmente a maioria ainda vivos e cheios de vitalidade, talvez reflexo
da boa alimentação que tiveram na infância em Moçâmedes /Angola), terra
do bom peixe rico em omega3 etc etc. Vêem-se alguns dos professores que
na altura leccionavam nesta Escola, a única escola secundária do
distrito. Reconheço, entre outros, de baixo para cima, e da esq. para a
dt: 1. Albino Aquino (Bio), Carlos Pinho Gomes, ?, Manuel Dias Monteiro
(Neca), ?, Amilcar de Sousa Almeida, José Patrício, Arnaldo Van der
Keller (Nado)?, Carlos Manuel Guedes Lisboa (Lolita, Nito Abreu,
Bajouca, José Duarte (Zézinho), Manuel Rodrigues Araújo, António José de
Carvalho Minas (Tó Zé) e Norberto Edgar Neves de Almeida (Nor). 2.
Carlos Vieira Calão, ??????, Fernando Morais (7º de camisa escura), ???,
Licas Freitas (de pé, ao centro), Dito Abano, Jaime Custódio, Zezo
Freitas de Sousa, Carequeja,?, Elisio Soares, ???, Beto de Sousa, ??,
Albertino Gomes, e?. 3. Antonieta Almeida Bagarrão (Dédé), Mimi Carvalho
(5ª) Maximina Teixeira (8º),???. 4. Fátima Abrantes, ?, Nélinha Costa
Santos, Salete Leitão, Fátima Duarte, Melanie Sacramento, Carolina
Mangericão,?, Lucia Brazão Reis, ???, Raquel Martins Nunes, Mª Orbela
Gomes Guedes da Silva, ???, Fernanda Vieira,... 5. Francelina da Costa
Gomes, ???, Augusto Martins (func. da Escola), ??, Padre Guilhermino
Galhano, Dr Domingos Borges (Director da Escola), ??, Professor Carrilho
(Dact/Caligraf/Estenograf.), Luzete Sousa, e mais à dt, Bernatdete
Diogo, ?, e Fernandina Peyroteu. Estas são algumas das fotos mais
antigas sobre escolas e estudantes de Moçâmedes que consegui até agora
reunir. Referem-se aos anos 1940. Presume-se que no tempo das nossas
mães (anos 1920/30) não estivesse muito divulgada entre nós a arte de
fotografar que o fotógrafo Antunes Salvador veio revolucionar, reunindo
um estraordinário espólio, pois estava presente em todos os eventos
sociais, a todos os actos públicos, levados a cabo da pacata Moçâmedes
de então, quer por iniciativa própria (para fotografar e ganhar
algum...), quer por solicitação dos habitantes.
Moçâmedes: O Ensino Secundário e a sua História
1. A primitiva Escola Márítima
O
seu curso preparatório tinha a duração de dois anos e pretendia
ministrar aos alunos o ensino primário complementar, o que só pode
conceber-se se soubessem já ler e escrever correntemente e efectuar as
operações aritméticas. Estava previsto que, além da parte literária
propriamente dita, aprendessem outras coisas, como ginástica educativa,
exercícios paramilitares, natação, remo, trabalhos de velame, cordoaria e
calafate. Deveriam estudar também os acidentes geográficos litorais de
Angola, sobretudo os da costa do distrito de Moçâmedes, a influência e
orientação predominante dos ventos, correntes, etc.. Eram ainda
ministradas aos alunos noções relacionadas com a História da Colonização
do Sul de Angola.
O curso especial, que durava também
dois anos, consistia no estudo de Aritmética e Geometria,
Físico-Química, Ciências Histórico-Naturais, Legislação, Contabilidade,
Escrituração Comercial, Desenho, Indústrias Marítimas, Construções
Navais, etc.. A parte prática do curso obrigava a aprender a fazer
sondagens, medir a força das correntes, treino na caça à baleia,
fabricação de óleos, guanos e colas, curtume de peles. etc..
Pode
dizer-se que, em boa parte, esta escola foi transformada, como já
mencionámos atrás, na Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes (1),
criada em 23 de Agosto de 1919, vindo em 30 de Novembro de 1936 a dar a
Escola Prática de Pesca e Comércio, que por natural evolução passou a
ser, mais adiante, a Escola Industrial Marítima e Escola Industrial e
Comercial Infante D. Henrique. ...» (2)
(1) Sabe-se, conf. Leonel Cosme seu
"Nova Lisboa Nova Lisboa, capital de Angola",
que em 1919 Filomeno da Câmara ousou criar, à revelia do Poder Central,
o Liceu de Luanda e duas Escolas Primárias Superiores, em Sá da
Bandeira e Moçâmedes, que seriam regulamentadas, três anos depois, por
Norton de Matos.
SEGUEM MAIS ALGUNS TEXTOS ILUCIDATIVOS SOBRE A HISTÓRIA DO ENSINO SECUNDÁRIO EM MOÇÂMEDES :
"...Referimo-nos
já, em diversos lugares deste trabalho, à determinação de 23 de Agosto
de 1919, do visconde de Pedralva, Francisco Coelho do Amaral Reis,
quando criou em Luanda uma escola comercial e uma escola industrial, que
deveriam funcionar anexas ao liceu, e concedeu autorização aos
governadores dos distritos de Benguela, Huíla e Moçâmedes para criarem e
fazerem funcionar em cada uma das suas capitais as respectivas escolas
primárias superiores. Em Moçâmedes, demorou bastante tempo para que a
medida fosse aplicada e a resolução concretizada. Só em 30 de Março de
1925 foi decidido que a Escola Primária Superior de Moçâmedes entrasse
em funcionamento, no ano lectivo que ia iniciar-se. Simultaneamente, era
aprovado, publicado e entrou em vigor o respectivo regulamento.
No
dia 23 de Maio do mesmo ano era-lhe atribuído como patrono o conhecido e
prestigioso governador-geral de Angola cujo nome de certo modo já a
cidade ostentava — José de Almeida e Vasconcelos Soveral de Carvalho da
Maia Soares de Albergaria, vulgarmente conhecido por Barão de Moçâmedes.
Segundo o que dispunha a portaria de 17 de Junho de 1927, a Escola
Primária Superior Barão de Moçâmedes passou a ser directamente
administrada pelo Estado, visto que a Câmara Municipal não reunia
condições para continuar a manter o encargo de sustentá-la, pois lhe
faltavam recursos monetários. Os seus professores estavam sem receber os
vencimentos desde Novembro do ano anterior, por falta de verba com que
pudessem ser pagos. Ora esta situação não podia manter-se
indefinidamente, não se antevendo qualquer hipótese de solução, qualquer
possibilidade de resolver o impasse, a não ser a que foi executada,
dando assim remédio àquele embaraço.
A partir de 10 de
Julho de 1930, a Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes passou a
adoptar períodos lectivos idênticos aos dos liceus, fazendo coincidir as
férias com as destes estabelecimentos de ensino. Tal como acontecera em
Sá da Bandeira, sonhava-se com a promoção e transformação da escola,
elevando-a a categoria superior na escala da classificação. Os
respectivos professores não deixavam de salientar por todos os meios de
que dispunham que se tratava de uma escola de ensino secundário,
pugnando para que assim fosse considerada. O decreto de 30 de Novembro
de 1936, que tinha em vista organizar em moldes novos o orçamento dos
territórios ultramarinos, pondo em prática os princípios já
experimentados em Portugal, extinguiu a Escola Primária Superior Barão
de Moçâmedes, do distrito e cidade deste nome, e criou em sua
substituição a Escola Prática de Pesca e Comércio. O diploma legislativo
de 9 de Janeiro de 1937, tendo em consideração os diversos problemas
levantados com a extinção daquele estabelecimento e a criação deste, de
categoria que se não considerava exactamente igual nem superior,
determinou que os exames finais dos alunos a frequentá-lo, chamados
também exames de saída, seriam realizados no decorrer desse mês de
Janeiro, sendo o júri constituído pelos professores em exercício. O
director da escola e o único professor efectivo que nele trabalhavam
transitariam, sem mais exigências, para o quadro do recém-criado
estabelecimento de ensino. Havia um texto legal que defendia que o
ensino ministrado em cada meio social fosse o mais adaptado possível ao
seu ambiente e às suas necessidades. Por isso entendeu-se que, sendo
Moçâmedes terra de pescadores, a nova escola deveria ter esta
característica e, portanto, relacionar-se com as actividades marítimas e
o sector piscatório.
No dia 3 de Abril de 1937, foi
aprovado o Regulamento da Escola Prática de Pesca e Comércio de
Moçâmedes. Segundo o que este diploma legal determinava, o ensino teria a
organização seguinte:
Sexo masculino
—Mestre de pesca e carpinteiro-calafate;
Sexo feminino
—Costura e bordados;
Os dois sexos
—Curso
geral do comércio. No curso de mestre de pesca, os alunos estudariam
Português, Francês, Ciências Geográfico-Naturais, Matemática, Desenho e
Trabalhos Manuais, e Educação Moral e Cívica. Tomariam contacto com os
trabalhos de construção e reparação de barcos; treinariam nas
actividades da navegação e pilotagem; atenderiam aos trabalhos da pesca e
conserva do peixe; seriam iniciados na reparação dos instrumentos de
bordo e outras tarefas afins. Os alunos do curso de carpinteiro-calafate
estudariam as mesmas disciplinas e ainda Desenho de Projecções, Desenho
Profissional e Estilos, e Tecnologia; nas oficinas, aprenderiam o que
dizia respeito à construção e reparação de barcos. As alunas de costura e
bordados estudavam as mesmas disciplinas e tinham trabalhos práticos,
de cuja amplitude não podemos aperceber-nos, pois o texto legal não é
suficientemente claro. No curso comercial, estudavam-se as mesmas
matérias acrescidas de Inglês, Elementos de Direito Comercial, Economia
Política, Noções Gerais de Comércio, Contabilidade e Escrituração
Comercial, Caligrafia, Dactilografia e Estenografia. Continuava a
prestar-se atenção a tudo o que dizia respeito à pesca e conserva de
peixe, construção e reparação de barcos. A Escola Prática de Pesca e
Comércio de Moçâmedes era considerada, mesmo no aspecto burocrático e
estrutural, como uma escola de ensino técnico secundário, pois havia em
Angola pelo menos uma escola de ensino técnico elementar, criada em 5 de
Junho de 1930, a que fazemos referência no lugar próprio. Podemos
chegar à mesma conclusão se atendermos ao ensino literário nela
ministrado. Todavia, não chegou a criar tradição que a prestigiasse,
esbatendo-se no panorama da escolaridade que temos vindo a analisar.
«...Em
17 de Março desse ano de 1952, registaram-se as seguintes realizações e
alterações no campo pedagógico:—A Escola Prática de Pesca e Comércio,
de Moçâmedes, foi convertida na Escola Comercial de Moçâmedes;
No
dia 4 de Junho de 1952, foi determinado que entrasse em funcionamento o
primeiro ano do ciclo preparatório elementar do ensino profissional,
industrial e comercial. (...) A zona de influência de cada
estabelecimento ficou assim definida:
(...)
—Escola
Industrial e Comercial de Sá da Bandeira — distritos de Huíla e
Moçâmedes, sendo neste apenas para o ensino profissional industrial;
—Escola Comercial de Moçâmedes — distrito de Moçâmedes.
(...) Estava-se em maré de alargar os cursos técnicos por essa Angola fora. (...)
Por
decreto de 13 de Agosto de 1960, o respectivo estabelecimento de ensino
de Moçâmedes passou a designar-se por Escola Industrial e Comercial
Infante D. Henrique. Tivera com antecessora a Escola Prática de Pesca e
Comércio, tendo a sua conversão sido feita em 1952, como sabemos. Por
isso se dizia ser a mais antiga de Angola, no seu grau. Tinha sido
construído um edifício apropriado e a sua inauguração integrava-se nas
comemorações centenárias da morte do célebre personagem da História de
Portugal, que tão importante papel desempenhou na expansão ultramarina e
na gesta dos descobrimentos. Completaram-se, efectivamente, em 13 de
Novembro desse ano quatro séculos sobre a data da sua traspassação. A
cidade de Moçâmedes foi considerada sempre como essencialmente voltada
para as coisas do mar; o Infante de Sagres, o Navegador, foi um
apaixonado pelas ciências náuticas, pelo que se viu relação expressiva
entre os dois nomes.
(...)
RECORDANDO O ENSINO SECUNDÁRIO EM MOÇÂMEDES: PREPARAÇÃO PROFISSIONAL
Naquele
tempo havia a ideia de que o ensino público deveria estar ligado às
actividades inerentes ao local em que os alunos residissem, partindo-se
do pressuposto que não haveria a mobilidade territorial entre as
pessoas. Moçâmedes, como terra essencialmente dedicada às coisas do mar,
não deveria ter um Liceu, mas sim uma Escola de cariz profissional que
melhor serviria as aspirações das suas gentes.
Assim surgiu em
1918 a primeira e fugaz tentativa de criação da
Escola Marítima de Moçâmedes que no ano seguinte viria a ser s
ubstituída por um outro tipo de Escola, a
Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes.
http://mossamedes-do-antigamente.blogspot.pt/2007/12/escola-primaria-superior-barao-de.html
Criada em 1919, mas posta
a funcionar penas em 1925,
esta Escola, embora ostentasse a designação depreciativa de Escola
Primária Superior, possuia um currículo de cariz literário que a
demarcava de um ensino meramente profissional e primário, e a colocava a
par de um ensino secundário.
Em 1927, a Escola
Primária Superior Barão de Moçâmedes, que nascera administrada pela
Câmara Municipal, passou a sê-lo pelo Estado, e a partir de 1930 passou a
adoptar períodos lectivos idênticos aos dos liceus, ainda que não em
termos de currículo, não obstante os sonhos, já nesta altura, de
transformação da escola, elevando-a a categoria superior na escala da
classificação.
Em 1936, a Escola Primária Superior
Barão de Moçâmedes foi extinta e deu lugar à Escola Prática de Pesca e
Comércio de Moçâmedes. Mas ainda aqui houve uma tentativa de dar a esta Escola a designação de Escola Industrial Marítima de Moçâmedes.
A Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes, por sua vez foi substituída pela Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes, em 1952 , que por por evolução natural iria dar lugar, em 1960, à actual Escola Industrial e Comercial Infante D. Henrique,
em novas e modernas instalações. O Infante de Sagres, o Navegador, um
apaixonado pelas ciências náuticas, foi o seu Patrono. Ainda aqui parece
ter-se mantido vivo o preconceito inicial, como se pode depreender pela
relação expressiva entre os dois nomes.
No dia 21 de Outubro de 1961 foi criado o Liceu Almirante Américo Tomás em Moçâmedes .

Eu e as minhas colegas do Curso de Formação Comercial e do Curso de Formação Feminina (curso novo inspirado no conceito de mulher cultivado pelo Estado Novo) da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes. Em cima e da esq. para a dt.: Noémia Girão Rosado, Maria do Rosário Gabriel dos Santos, ?, Maria José, Gastão, Maria de Lurdes Faustino (Pitorrinha), Rosalina Nunes, Mistsí Aboim, Margarida Frota (Guida), Maria de Lurdes P. Infante da Câmara, Lili Salvador, Laurinda Pereira e Mª Nídia Almeida (eu). Embaixo: Helena Brás de Sousa (Lena), ? , Boneca, Violete Velhinho, Cacilda, Maria da Graça Nunes de Sousa, Suzete Alves de Oliveira , Maria do Carmo Domingues, Ildete Almeida Bagarrão e Celísia Calão. O professor que se encontra nesta foto é o prof. de História, Olimpio Nunes, recente aquisição da nossa Escola que nos veio encher de satisfação. Era uma pessoa charmosa, simpática, educada, que nos tratava com muita educação. Uns meses depois assumiria o lugar de Director da Escola, com a saída do Dr. Domingos da Ressurreição Borges e com grande satisfação para todos nós. Foto do meu álbum.
Eu e as minhas colegas de curso, na Escola e no mesmo ano lectivo: Em cima e da esq. para a dt.: Madalena?, M. Carmo Domingues, Suzete Alves de Oliveira, Ivone Serra, M. da Graça Sousa, Álvaro Jardim/Chamenga (por detrás),Guida Frota, Lili Salvador, Fausto Gomes e Aldorindo (por detrás) , Luisa (gémea). Segue-se o corpo docente, de entre os quais reconheço Dra. Isabel Serrano (Inglês), o Dr Mário da Ressurreição Borges (Director cessante),o professor Carrilho (Dactilografia),?, no topo, o novo Director, Dr Olimpio Nunes, o professor de Contabilidade, o Professor Silva de Canto Coral e ?. Embaixo, de entre alunas do curso Comercial e do Curso de Formação Feminina, reconheço, da esq. para a dt.: M. Nídia Almeida (eu), M. Lurdes Infante da Câmara, Lurdes Tavares, Mitsi Aboim, e Graciete (gémea) Do grupo de rapazes à dt, reconheço, da esq. para a dt., de pé: Ferreira da Silva (Cocas), ????? De joelhos: Mouzinho,Patrício, Ferreira da Silva (Dudu), Carapanta, Calão (Miga) e José Fernando Soares.
Cerimónia da despedida ao Dr. Domingos da Ressurreição Borges, o Director cessante da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes. A ler o discurso de despedida, na foto, o novo Director, Dr. Olímpio Nunes, ladeado pelo corpo docente da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes. Do corpo docente e outros, reconheço entre outros, à dt. do novo Director: Robalo (da União Nacional), Dr Borges (director cessante), ?,Prof. Marques (Escola Portugal). À sua esq.: Augusto Martins (Latinhas), func. da ECIM, prof. Minga, prof. Cecílio Moreira, prof. Carrilho. De costas os grupo masculino da Mocidade Portuguesa de então (1956).Foto do meu álbum.
Eu e colegas no ano lectivo da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes (Curso de Formação Comercial), à saida de uma aula. Elas com as tradicionais batas brancas como era hábito na época (Só elas, porque seria? ).Da esq. para a dt. Em cima: Violete Velhinho, Eduarda Bauleth de Almeida, Celísia Calão, José Fernando Soares. Em baixo: Ildete Bagarrão, Ricardina Lisboa e Nídia Almeida (eu). Foto do meu álbum.

Eu e colegas da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes, no mesmo ano lectivo (1956). Aqui estávamos em plena escapadela até à praia, devido a um «furo» do horário escolar... Ainda não estávamos no tempo do Dr. Vitória Pereira que ia de jeep buscar os alunos à praia de retorno às aulas, caso o professor se tardasse e estes se pisgassem...Em cima: Lurdes Faustino (Pitorrinha), Maria da Graça Nunes de Sousa e Rosalina Nunes. Embaixo: Lurdes Tavares, Ricardina Lisboa, Maria do Rosário e Nídia Almeida. (eu) Foto gentilmente cedida por Ricardina Lisboa. Ao fundo, ponte da Praia das Miragens.
Foto do meu album
O nosso baile dos finalistas do Curso Geral de Comércio da Escola Comercial de Moçâmedes do ano lectivo de 1956/7, realizado no salão do Atlético Clube de Moçâmedes (Namibe, Angola). Ao todo 14 raparigas e 4 rapazes! Dá para interrogar: onde estão os rapazes que faltam? É que os restantes não sabiam dançar...e pura e simplesmente não apareceram....Em cima e da esq. para a dt: Maria do Rosário Antunes, Noémia Girão Rosado, Ricardina Guedes Lisboa, Maria de Lurdes Ponteviane Infante da Câmara, Maria Augusta, Aurora Vieira, Violete Velhinho, Cacilda, Lurdes Faustino (Pitorrinha), Rosalina Nunes, Maria Eduarda Bauleth de Almeida, Celísia Vieira Calão, Nídia Almeida (eu)e Ildete Almeida Bagarrão. Embaixo, da esq. para a dt: Rui Coelho de Oliveira, Eugénio Guerra (Geni), Daniel Santos e Jorge Carrilho. Foto do meu álbum.
Colegas e director no Baile dos finalistas, no mesmo ano lectivo (1956) da mesma Escola (Curso de Formação Comercial, no salão do Atlético Clube de Moçâmedes, o famoso salão e grande animador da década. Quantos casamentos se arranjaram neste amplo salão, mas não sei porquê, nenhum deles entre colegas de Escola nem de ano. Da esq. para a dt., são: Rui Alberto Coelho de Oliveira, Aurora Vieira, Geni Guerra, Violete Velhinho, Dr. Olímpio Nunes (Director e professor de História), Celísia Vieira Calão e Daniel Santos. Fotos do meu álbum.
Colegas finalistas (Formação Comercial e Formação Feminina) posando junto ao corpo docente, no baile dos finalistas, no salão de festas do Atlético Clube de Moçâmedes, em 1957. Nesta foto, as raparigas marcam uma presença total. Entre o corpo docente, da esq. para a dt. , reconheço entre outros, o Dr Campos, o professor Minga , o professor Cecílio Moreira e o professor Carrilho ...
Quanto àa alunas, em baixo, e da esq. para a dt: Luisa (gémea), M. Graça de Nunes de Sousa, Ivone Serra, Graciete (gémea), Suzete Alves Oliveira, Mitsi Aboim, Lili Salvador, Guida Frota, M. Lurdes Infante da Câmara , Maria do Carmo Domingues e M. Lurdes Tavares.
Colegas dos Cursos de Formação Profissional e Formação Feminina, no baile dos finalistas da mesma Escola e dos mesmos cursos. Em cima, da esq. para a dt., são: Mouzinho, Virgilio Couto, Geni, Graciete (gémea), Ivone Serra, Luisa (gémea), ?, Maria do Carmo Domingues, Lili Salvador, Mitsi Aboim, Guida Frota, Carlitos Guedes (por detrás), Lurdes Infante da Camâra, Lurdes Tavares e Fausto Gomes. Embaixo: António Carrilho, Marmelete, Alhinho ll, ?, Nunes, Cocas Silva, Carapanta, Patrício, Dudu Silva, ?, Luis Dolbeth e Costa e Aldorindo.

Sarau no Cine Moçâmedes integrado na festa dos finalistas da Escola Comercial de Moçâmedes, do ano lectivo
1955-6.
Sarau no Cine Moçâmedes integrado na festa dos finalistas da Escola Comercial de Moçâmedes, do ano lectivo
1955-6.
Sarau no Cine Moçâmedes integrado na festa dos finalistas da Escola Comercial de Moçâmedes, do ano lectivo
1955-6.
Foi
de facto uma despedida da vida estudantil em cheio que culminou com um
sarau no Cine Teatro de Moçâmedes (o popular Cinema do Eurico), onde
estiveram também presentes os grupos de ballet e de ginástica rítmiva de
Mme Sibleyras, entre outros. Aqui cinco colegas (Noémia Rosado, Susete
Oliveira, Antonieta Rodrigues (Boneca), Guida Frota, Lili Salvador e
Maria da Graça Nunes de Sousa) declamam Camões. Na foto anterior, a
apresentação dos alunos finalistas. Da esq. para a dt: Eduarda Bauleth,
Ildete Bagarrão, Lurdes Faustino (Pitorrinha) Fernanda Neves Almeida,
Aurora Vieira, Cacilda, Violete Velhinho, Daniel Santos, Geni Guerra,
José Fernando Soares, Jorge Carrilho e Rui Alberto Coelho de Oliveira.
As raparigas mais atrás, à esq. encontram-se encobertas.
Fez parte do espectáculo uma cena de teatro na qual José Fernando
Soares sentado numa secretária imitava o Dr Ressurreição Borges no seu
modo de lidar com os alunos, cena muito bem interpretada e muito
aplaudida.
Após
1975, a dispersão foi total, e salvo algumas excepções, passamos a
saber muito pouco uns dos outros... Uma separação à qual se seguiram
décadas até que alguns de nós nos encontrámos de novo, no decurso de uma ou outra viagem pelo país, em encontros anuais nas Caldas da Rainha, etc, etc.
Todas estas fotos, creio que tiradas por Antunes Salvador, pertencem ao meu album pessoal.
MariaNjardim
Alunas da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes

Como ficou dito atrás, a Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes, por sua vez foi substituída pela Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes, em 1952 , que por por evolução natural iria dar lugar, em 1960, à actual Escola Industrial e Comercial Infante D. Henrique,
em novas e modernas instalações. O Infante de Sagres, o Navegador, um
apaixonado pelas ciências náuticas, foi o seu Patrono. Ainda aqui parece
ter-se mantido vivo o preconceito inicial, como se pode depreender pela
relação expressiva entre os dois nomes.
.
Alunos do curso industrial
Parecem-me as velhas instalações da Escola Pratica de Pesca e Comércio de Moçâmedes
O Estado Novo obrigava a juventude masculina a filiar-se na Mocidade Portuguesa, organização que ganhou má fama no seu início, ligada à ditadura, e chegou mesmo a ser comparada com juventude hitleriana, mas que eu já conheci como um espaço de confraternização, desporto e laser para a juventude da terra.