26 agosto 2007

Snypes e banhistas na baía e Praia das Miragens: 1956

























1ª foto: snypes da Mocidade Portuguesa na praia.
Foto do livro de Paulo Salvador »Era uma vez Angola»

2ª foto: snypes da Mocidade Portuguesa na baía de Moçâmedes

3ª foto: Neste foto, tirada numa manhã de domingo, no ano de 1956 , na Praia das Miragens, reconheço, de cima para baixo e da esq. para a dt:
1º (?) e Laurentino Jardim
2º Fintas, (?), (?), Costa (Caála) e Fausto Gomes.
3º (?), (?), Dito Abano (de óculos), João Manuel Jardim, Guilherme Jardim, os irmãos Rui e José Henriques Figueiredo (Rabigas), e Arménio Minas (à dt.).
4º (?), (?), Luis Mota, (?).

Ao fundo, podemos ver a falésia da Torre do Tombo. E na baía, vários batelões, alguns barcos de pesca, um gasolina e um palhabote.

Pintura de Tchitundu-Hulu, Namibe, Angola.







Pinturas de Tchitundu-Hulu, Namibe, Angola.

"São as gravuras rupestres do “Morro Sagrado dos Mucuisses” um dos mais belos conjuntos rupestres da Pré-História de Angola. Encontram-se num morro granítico, chamado Morro do Tchitundo-Hulo ou Tchitundulo, situado em Capolopopo, a cerca de 137 km, para leste da cidade de Moçâmedes, no deserto do mesmo nome, na sua faixa semi-desértica, área do posto administrativo do Virei e nas fronteiras da concessão do Karaculo, um pouco ao Sul do Paralelo de Porto Alexandre.

Estão estas gravuras em riscos de desaparecer, pelo empolamento, por acções térmicas, de uma camada superficial que depois se fragmenta. A interpretação e conservação das pinturas do Morro do Tchitundulo, embora difícil, torna-se, por isso, urgente. Encontram-se essas inscrições no grande morro granítico que dá acesso à chamada Casa Maior que se abre sobre a falésia em forma de anfiteatro. Quase toda – talvez mesmo toda – a grande pedra de granito por onde se atinge a base Maior encontra-se atapetada de gravuras. Qual a idade daquelas gravuras e daqueles desenhos? Há quanto tempo aquelas gravuras foram executadas no morro?

Em primeiro lugar, os fragmentos das gravuras executadas sobre as placas de granito, atestam a existência de homens sobre o Tchitundulo anteriormente à clivagem da rocha. Assim, a história geológica da região e do Morro pode vir trazer dados concretos para a história dos primitivos homens das cavernas do Capolopopo.


 No interior das Covas surgem as pinturas rupestres que se afiguram mais recentes, apesar do estilo ser deveras parecido com o estilo das gravuras.
Quem teriam sido os primitivos habitantes das cavernas?
Elementos da raça Mucuisse?
O problema da raça que habitou o Morro do Tchitundulo é de difícil solução.
De qualquer maneira os Mucuisses não têm a mais pequena ideia sobre quem pudesse ter sido o autor das gravuras, mas mantêm uma certa veneração pelo monte, afirmando que os círculos concêntricos gravados no Tchitundulo são os astros, principalmente, o Sol.



Em nenhuma outra estação de arte rupestre de Angola há tão grande número de desenhos, representações de pequenos animais, como os desenhos esquematizados do Tchitundulo.
Qual o significado daquele chacal no início da vertente norte do Morro?
Haverá alguma relação entre as figurações do Tchitundulo e uma vaga manifestação em relação a determinadas plantas?
Que profundas intenções descobriremos nas figurações cruciformes e alguns desenhos "radiográficos”?

 
Haverá qualquer semelhança entre alguns sinais da escrita Bamum (1) , em diversas fases da sua evolução e alguns desenhos do Tchitundulo?
Enfim, qual o significado, qual a finalidade, quais as intenções que teriam os autores das inscrições e pinturas rupestres do Morro Sagrado dos Mucuisses?" Alguma bibliografia sobre a Pré-História de Angola.(...)
Creditos: http://www.angola-saiago.net/cuissis2.html 

Existem referências às pinturas rupestes de Angola: Tchitundo Hulo e filho de Tchitundo Hulo: Um artigo de Henri Breuil e António Almeida, "Das gravuras e das pinturas rupestres do deserto de Moçâmedes (Angola)", in Estudos sobre Pré-História do Ultramar português, vol 2º, Lisboa, Junta de Investigações do Ultramar, 1964. Essa antiga Junta de Investigações do Ultramar chama-se actualmente Instituto de Investigação Científica e Tropical. O artigo contém texto e fotografias a preto e branco de pinturas, consideradas do Paleolítico e Neolítico efectuadas por povos anteriores aos bantos e pode ser consultado no Instituto ou na Biblioteca Nacional ou outras que tenham depósito legal (até no Rio de Janeiro, no Real Gabinete de Leitura). Há muitos livros de Etnologia e História publicados por esta antiga Junta, escritos por etnólogos, missionários, geógrafos ... com a linguagem colonial mas ricos em informações. 







Noticia recente sobre estas «grutas alvejadas involuntariamente por chineses»:
http://portal.correiodigital.info/noticias.php?idnoticia=5786


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