
Espectacular foto em dia de calema, de uma época em que não existiam ainda as arcadas que separavam a Praia do Clube Nautico (Casino)
As escadarias de acesso...
No terraço do Casino
Grupo de moçamedenses posa para a posteridade junto à entrada e no terraço do Clube Nautico (Casino). Na 1ª foto, o Clube Nautico estaria em obras e na 2ª, podemos ver, atrás, uma panorâmica da Praia das Miragens e do mar com alguns barcos e batelões. Reconheço Olimpia Aquino, em cima è dt., Raquel Martins Nunes com a bola na mão, ? Edith Lisboa Frota à sua dt. e os pequenos Abilinho Aquino Braz e Maria da Graça Nunes de Sousa. Na 2ª foto reconheço Raquel Martins Nunes (à esq.), Edith Lisboa Frota, ?, e Olimpia Aquino (à dt.). Embaixo, Maria da Graça Martins Nunes e Abilinho Aquino Braz.
Recortes de Jornal, por volta da década de 1930:

A leitura destes recortes de jornal, onde Moçâmedes ainda se escrevia com 2 ss, remete-nos para o primitivo Clube Náutico (Casino Miramar) que surgiu no interior de um grande pavilhão levado das instalações da Praia Amélia para a Praia das Miragens, outrora pertencente a uma empresa que ali existiu e que se extinguira. Era feito de madeira, assente sobre pilares de pedra, tipo palafita, e foi mais tarde objecto de reconstrução, com materiais de construção modernos e uma traça igualmente moderna, estilo arquitectónico "Arte Deco", graças à sua direcção, e às gentes de boa vontade da cidade, de entre as quais se salienta o advogado Dr J. Carvalho dos Santos, dinamizador da ideia do novo e definitivo projecto, que teve no capitão J. Maria Mendonça que esteve no comando da Fortaleza na época, o executor, a quem a cidade muito ficou a dever em termos de embelezamento. Foi este capitão que deu ordens ao soldados que comandava, na década de 1930, para que procedessem ao desaterro e terraplanagem da zona que permitiu estender a Avenida da República até ao topo sul, galgando a subida, trabalhos efectuados a pá e picareta, sendo a terra dali retirada, levada através de vagonetas deslizando sobre carris de ferro, para enchimento de uma depressão no terreno que existia ao fundo da Avenida, em local próximo da Estação do Caminho de Ferro.

A leitura destes recortes de jornal, onde Moçâmedes ainda se escrevia com 2 ss, remete-nos para o primitivo Clube Náutico (Casino Miramar) que surgiu no interior de um grande pavilhão levado das instalações da Praia Amélia para a Praia das Miragens, outrora pertencente a uma empresa que ali existiu e que se extinguira. Era feito de madeira, assente sobre pilares de pedra, tipo palafita, e foi mais tarde objecto de reconstrução, com materiais de construção modernos e uma traça igualmente moderna, estilo arquitectónico "Arte Deco", graças à sua direcção, e às gentes de boa vontade da cidade, de entre as quais se salienta o advogado Dr J. Carvalho dos Santos, dinamizador da ideia do novo e definitivo projecto, que teve no capitão J. Maria Mendonça que esteve no comando da Fortaleza na época, o executor, a quem a cidade muito ficou a dever em termos de embelezamento. Foi este capitão que deu ordens ao soldados que comandava, na década de 1930, para que procedessem ao desaterro e terraplanagem da zona que permitiu estender a Avenida da República até ao topo sul, galgando a subida, trabalhos efectuados a pá e picareta, sendo a terra dali retirada, levada através de vagonetas deslizando sobre carris de ferro, para enchimento de uma depressão no terreno que existia ao fundo da Avenida, em local próximo da Estação do Caminho de Ferro.
Foi este trabalho, dirigido por quem não queria os seus soldados desocupados para que não adquirissem hábitos de preguiça corporal, e que incluiu também prisioneiros e até degredados vindos da Metrópole a cumprir s mais diversas penas na Fortaleza, que possibilitou mais tarde, já no início da década de 1950, com o Governador Silva Carvalho, o alindamento da mesma Avenida, completando-a com um espelho de água ladeado por duas gazelas, e tendo a encimá-la o Palácio da Justiça.
Importa referir que naquele tempo pouco se podia contar com a participação do Governo em matéria de edifícios destinados ao lazer das populações, como os clubes desportivos dependentes de pequenas quotizações, e que foram os proprietários das pescarias de Moçâmedes, com especial realce para os das pescarias da Torre do Tombo, que nesse tempo ainda circundavam a baía, antes da construção do cais e da avenida marginal, que ajudaram a erguer quer o primitivo Clube Náutico, quer o que veio a seguir de arquitectura Déco, descontando uma certa importância por cada mala de peixe que exportavam através do Sindicato da Pesca, mais tarde Grémio. O mesmo aconteceu com o Campo de Jogos do Sporting, e com o Complexo desportivo do Benfica, mais recentemente. Essas gentes ligada às pescas, cuja maioria vivia no Bairro da Torre do Tombo, nunca tiveram o reconhecimento devido, incluso, a determinada altura o Clube Náutico foi tomado por uma elite que pretendia dele fazer una espécie de Clube privativo, porém esse ideal não vingou, mas nunca deixou completamente a vertente elitista . Aliás, sabe-se que foi aquele primitivo Clube Náutico palco de entusiasmados bailes, desde as 5 horas da tarde, noite fora até às tantas da manhã, nesses dias de euforia, durante a visita do Presidente Carmona, em 1938, conforme se pode ler nos escritos dos repórteres da época.
Esta a história por detrás da construção das novas instalações deste Clube Nautico ou Casino de Moçâmedes, fruto de pesquisa e de informações colhidas junto de moçamedenses antigos, que aqui deixo registada para memória futura.
Concursos de Carnaval
Concursos de Carnaval
Baile no Clube Nautico, Casino, nos anos 1960
Um baie no Clube Nautico de Moçâmedes na década de 1960
Um baie no Clube Nautico de Moçâmedes na década de 1960
Pós independência
MariaNJardim
Veja tb aqui, o "Centro Náutico da Mocidade Portuguesa de Moçâmedes":









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