Recordo como nesse dia e em outros mar azul de Moçâmedesme entrava nas profundezas da alma, a tal ponto que ainda hoje, passados que foram 32 longos anos, é a olhar o mar que me sinto bem.. O local é um autêntico miradouro sobre a cidade! Ano 1956
Amilcar
Almeida e as manas Betinha e
Gracietinha Ilha Bagarrão observam o mar de Moçâmedes, do topo da
falésia, numa zona entre a Ponta do Pau do Sul e o Canjeque...
![[Canjeque+e+P+Amelia.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjIp3krIsi34SQri0oPlOkVVYZqYnpcu9cf32f3j_KmhddwPSYszVBJGPZI5qBeTWeCkm4J_WaWLC4aiOuQlgq4pi6u6ZNnOhTLMEawdGZfBLOVkA4ecLl4WFm3SEg0BVOILuKr41oXlHQn/s400/Canjeque+e+P+Amelia.jpg)
Olhando do cimo da Ponta do Pau do Sul, para o mar e para a esq, vemos o Canjeque... Esta era a zona onde o mar era mais calmo e excelente o fundeadoro..
Para além do Canjeque, a olhar a Praia Amélia, ter uma pescaria alí com ponte e as instalações de salga na base da falésia rochosa e em cima do mar, era uma ventura! Em 1955, data em que esta foto foi tirada, fustigantes
"calemas" desmantelaram pontes e destruiram instalações...
Até 1950 quem subisse à falésia da Torre do Tombo, a caminho da Ponta do Pau do Sul, era esta a vista que tinha sobre a cidade...Em 1954 já todas estar pescarias haviam sido demolidas para darem lugar ao cais comercial...e à ARAN!
NAMIBE
Por tê-lo assim tão perto,
A areia deste deserto
Enamorou-se do mar.
E viver ardente, corada
Por sentir-se desejada
Desejada sem se dar.
Angola 1968
Concha Pinhão (Do livro de poemas «Sabor Amargo»



Sem comentários:
Enviar um comentário