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A invasão de Moçâmedes
28 de Outubro de 1975. Manhã cedo. Entraram em Moçâmedes pela estrada de Sá da Bandeira tropas do ELP/FNLA com o apoio de mercenários sul-africanos brancos, alguns portugueses de Angola e «mukankalas», comandados por um general australiano. Quem assistiu, conta que a tomada de Moçâmedes foi algo de espectacular, com tanques, camions de apoio, infantaria, grande aparato bélico, progredindo pelas ruas, palmo a palmo. E que militantes e guerrilheiros do MPLA que até então dominavam Moçâmedes e a faixa costeira e do interior próximo, bateram em retirada, ficando apenas na cidade a resistir aos invasores, gente moça e elementos da etnia mucubal que haviam aderido ao movimento. Quem viveu esses momentos conta que houve muitas mortes, de entre as quais , por uma bala perdida, a de uma figura muito conhecida dos moçamendenses, o popular e inofensivo Mário «Chouriço». E que ao largo, na baía, submarinos estrategicamente estacionados, faziam regressar a Moçâmedes vários barcos que trasportavam familias e guerrilheiros do MPLA que se escapavam para Benguela... notícia que carece de confirmação.
A verdade é que partir de então Moçâmedes esvaziou-se praticamente da sua população branca, e não só, pois deixaram Moçâmedes, também, a maioria da população mestiça e alguns africanos em fuga. O dia da independência de Angola aproximava-se e a insegurança exalava a
morte! As poucas forças militares portuguesas que tinham por missão
assegurar a paz até à independência, tinham praticamente abandonado o
território, excepto algumas poucas concentradas nos quartéis em Luanda a
aguardar o momento da partida. O conflito internacionalizara-se. A
guerra-fria jogava-se em Angola, território riquíssimo onde até já se
explorava o cobiçado petróleo. A República da África do Sul que nessa
altura governava o Sudoeste Africano, temerosa do avanço do comunismo
(soviético e cubano) em Angola, e na defesa da barragem de Ruacaná,
havia começado no inicio de Outubro de 1975, muito em segredo, com a ajuda dos
EUA, a acção militar de que resultara a "Operação Savana", que estava em marcha. Nesta
operação, além de
mercenários participaram sul-africanos envergando farda portuguesa, alguns
portugueses de Angola, FNLAS e UNITAS, bosquímanos e uma força zulu . Segundo este site http://petrinus.com.sapo.pt/savana.htm , “Sá da Bandeira caiu em 23-24 Outubro, outra vez muitas pilhagens foram feitas. A cidade seguinte a cair foi Moçâmedes
em 27-28 Outubro. Avançaram, então para Quilengues, Chongoroi,
Benguela, Novo Redondo em direcção ao cerco de Luanda a fim de impedir a
11 de Novembro a tomada do poder pel MPLA. O alvo seguinte seria também atingir
Porto Amboim mas este ficou fora de alcance porque, entretanto, as
pontes explodidas sobre o rio Queve o impediram."
A 11 de Novembro era o MPLA que controlava Luanda, e em África, quem controla a capital detém o poder. Os EUA hoje aceitam terem errado na escolha que haviam feito em Angola!
Ajuda a entender o que aconteceu...http://mnoticias.8m.com/folha.htm
https://books.google.pt/books?id=xJZkoEf_gh4C&printsec=frontcover&dq=borderstrike+1975-1980&hl=pt-PT&sa=X&ei=AzobVZLkPMitU5mbhLgH&ved=0CCEQ6AEwAA#v=onepage&q=borderstrike%201975-1980&f=false
A 11 de Novembro era o MPLA que controlava Luanda, e em África, quem controla a capital detém o poder. Os EUA hoje aceitam terem errado na escolha que haviam feito em Angola!
Ajuda a entender o que aconteceu...http://mnoticias.8m.com/folha.htm
https://books.google.pt/books?id=xJZkoEf_gh4C&printsec=frontcover&dq=borderstrike+1975-1980&hl=pt-PT&sa=X&ei=AzobVZLkPMitU5mbhLgH&ved=0CCEQ6AEwAA#v=onepage&q=borderstrike%201975-1980&f=false

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