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22 abril 2007

Concurso de Vestidos de Chita no Club Nautico de Moçâmedes (actual Namibe): anos 60














Adelina Maçanita desfila num Concurso de vestidos de chita, no Club Nautico. Reconheço nesta foto:
Da esq. para a dt: Carlos Manuel Guedes Lisboa (de óculos), Antonieta Bagarrão Lisboa (Dédé), Antonieta Bagarrão/mãe (de óculos escuros), Noémia Girão Rosado (batendo palmas), Ricardina Lisboa (de perfil e óculos escuros), Pedro Rolão e Ildete Bagarrão (à esq. do Sr. que tem um cigarro na boca). Foto:www.eraumavezangola.com
 Aqui é Vanda Frota quem desfila radiante, tendo por detrás de sí Fernando Vilaça e mais à frente António Rodrigues. Na mesa, à dt,  Celeste Fonseca Robalo.

20 abril 2007

Na Praia das Conchas e junto do Farol do Saco do Giraúl /Moçâmedes (actual Namibe): década de 60


                                                  
 Parreira da Cruz junto do Farol do Giraúl. Aqui ainda este farol, que ostenta o escudo e as cinco quinas, se encontrava em excelente estado de conservação

 


Junto do "Farol do Saco do Giraúl". Reconheço, entre outros, Zica Alves, Paulinha, José Alves (com o pequeno Telmo Ascenso ao colo), Guida Ascenso e Castro Alves e esposa

 

Antonio Pessoa e amigos junto do "Farol do Giraúl"

 

O rochedo e o "Farol do Giraúl
 

Pescando sobre o rochedo..


A foz do rio Giraúl

  A costa do Barambol

O "Farol do Giraul", para além da função estritamente inerente à sua actividade, está inserido num local onde as pessoas se deslocavam, designadamente aos fins de semana,  para passear pela zona litorânea, a norte de Moçâmedes, passando dali até à Praia das Conchas, e até ao Barambol.


A "Praia das Conchas",
(praia que de praia não tinha nada), apesar de pedregosa, e incapaz para banhos de mar, era um atractivo que levava muitas famílias a se deslocarem para alí...



 
 Familiares e amigos num passeio à "Praia das Conchas", na década de 1940. Reconheço o casal António e Celeste Guedes e filhos, Mário e Orbela, Rodrigo Baião Alcario e Lidia de Sousa Alcario, José Nascimento e Maria do Carmo Paulo, Hélia Paulo... .


 
 
 
Apanhando conchas na «Praia das Conchas»: José Alves, Guida Ascenso, Castro Alves e esposa

O que as atraía então?

Toda a zona do Farol até à Praia das Conchas, onde se situa um banco rochoso, idêntico ao da Praia Amélia, é uma zona de muita rebentação, e, se uns iam  para ali  para contemplar o espectáculo das altas ondas do mar envoltas em espuma, a bater furiosas nas altas rochas, como as querendo galgar... outros iam pura e simplesmente apanhar búzios, burriés, pequenos caranguejos, ostras, mexilhões, etc, e sujeitavam-se a cortar os pés ou as sapatilhas, porque as conchas eram afiadas como lâminas.... Havia que se caminhar com reedobrado cuidado, e nada de escorregar...


Eram 3 zonas muito frequentadas, que iam da "Praia das Conchas" até à foz do rio Giraúl e Barambol, e que constituiam um paraiso sem limites, especialmente para  pescadores desportivos de pesca à linha, de pesca à cana e de caça submarina. Alí, podia-se dar asas ao gostinho da pesca/caça aos peixinhos, e com um pouco de sorte conseguia-se  levar para  casa uma razoável variedade de peixe: garoupas vermelhas pintadas, pargos, sargos/mariquitas, canelas, meros, moreias, anchovas, tainhas, badejos, e até chocos, polvos e lagostas, etc.,  que davam para encher o frigorífico para toda a semana.

Afinal valia mesmo a pena dar uma passeata até à Praia das Conchas, à Foz do Giraúl e ao Barambol!


Uma curiosidade: na «Praia das Conchas», como na "Praia do Chiloango",
ao fundo da Praia das Miragens, era comum verem-se grandes ossaturas de baleias que alí iam "encalhar" levadas pelas correntes desde a Praia Amélia (*), uma vez que em tempos mais para trás (década de 1920/30), existiu naquela praia, a 6 km a sul do centro da cidade de Moçâmedes, uma grande empresa norueguesa que alí se instalou, vocacionada para a industrialização de carne e gordura desses cetáceos.  Levadas pelas correntes, as ossaturas por ali ficavam esquecidas, e muitas permaneceram até aos nossos dias.    A "Praia Amélia" situada a 5 km da cidade de Moçâmedes, deve a sua denominação ao facto de ter alí naufragado, em meados do século XIX, a escuna «Amélia», da Marinha de Guerra portuguesa.




Na "Praia das Conchas": quatro amigas moçamedenses, alunas do Colégio de Nossa Senhora de Fátima, na Praia das Conchas. São:  ?, Lizete Ferreira, Nené Trindade e Noémia Van-der-Kellen


Na "Praia das Conchas":Alunas do Colégio de Nossa Sra de Fátima , na Praia das Conchas
(Clicar sobre s fotos para ampliar)

 
A "Praia das Conchas" e a rebentação.

A "Praia das Conchas" e a rebentação.




MAR DESFEITO
Na Praia das Conchas, fito
O mar revolto, infinito,
Bater nas rochas, desfeito...
E, olhamo-nos tanto, tanto,
Que suas ondas são pranto,
Que vem bater no meu peito...

Angola, 1968
CONCHA PINHÃO


(Vencedora do 1º prémio dos jogos florais das «x Festas do Mar», com o poema «Imbondeiro» . 1971)




 
O farol do Saco do Giraúl
 Um pedacinho sem pedra cortante...

 Na "Praia das Conchas"







Ficam mais estas recordações.

MariaNjardim






 

Farol do Saco do Giraúl .
VIDEO DO FAROL




Ver também 
  AQUI

 AQUI

Concurso de máscaras de Carnaval no Clube Nautico de Moçâmedes e no Impala Cine: finais dos anos 60/princípios dos anos 70





























































1ª foto:
Leninha Jardim vencedora de um desfile de trajes de Carnaval no Impala Cine: 1972.
2ª, 3ª e 4ª fotos:
Estas fotos, foram tiradas durante um concurso
infantil de máscaras de Carnaval no Clube Nautico (Casino).

Na 2ª foto, Bellany (filha de Marizete Veiga e Diogo) faz a sua apresentação no concurso de máscaras e Carnaval no Clube Nautico. e pode ver-se, à dt. Albertino Gomes do conjunto musical «Os Diabos do Ritmo» e na 3ª foto, num outro concurso no Impala, vestida de mucubal,
mostra a taça que ganhou com este traje, uma imitação de Riquita, a vencedora do concurso de Miss Portugal 1972, que curiosamente a ajudou a vestir-se Na 4ª foto, Marilú exibe-se vestida de Miss Mar, com uma grande capa de papel de jornal e na 4ª foto, concorre vestida de nazarena. Na 5º foto podemos um grupo de outras crianças concorrentes nos vários concursos de máscaras de carnaval realizados na cidade.
Estas 3 fotos foram gentilmente cedidas por Marizette Veiga

Grupo de de jovens dançarinos de Moçâmedes (actual Namibe): anos 60






Noites de festa e bailarico nos clubes e Casino da cidade. Fotos gentilmente cedidas por Telmo Acenso, João Manuel Jardim e Fernanda Barata.


17 abril 2007

Jovens de Moçâmedes (actual Namibe) junto ao Farol da Ponta do Pau do Sul ou Ponta do Noronha: 1954


Grupo  de  jovens raparigas de então, em Moçâmedes, junto do Farol da Ponta do Pau do Sul. 



Deste farol ficou-me esta grata recordação. Éramos um gupo de nove raparigas, seis das quais nascidas em Moçâmedes, e todas residentes no Bairro da Torre do Tombo. Umas, descendentes de algarvios alí chegados em finais do século XIX, outras de madeirenses de longa data, outras ainda, de nortenhos. A maioria eram na basquetebolistas do Ginásio Clube da Torre do Tombo. Da esq. para a dt, em cima: Francelina Gomes (basquetebolista) e Olímpia Aquino 2. Mais à frente: Violete Velhinho, Lurdes Infante da Câmara e Paula Ferreira (basquetebolista). 4. De joelhos: M. Nídia Almeida, Celísia Calão e Helena Costa Gomes (basquetebolistas) Deitada: Georgete Aprígio..

Segue o poema "A Escala Vai Começar" dedicado ao Sr Domingos, um pescador de eleição. É mais um poema com que nos brinda o poeta moçamedense Neco Mangericão, bisneto de colonos fundadores de Moçâmedes (Namibe), vindos de Pernambuco (Brasil) em meados do século XIX . Este remete-nos para a Ponta do Noronha, ou Ponta do Pau do Sul, sobre a qual se encontrava este farol:



A ESCALA VAI COMEÇAR

Foi assim que, de repente, hoje acordei
e surpreendido senti, como quem sonha,
que era lá que me encontrava,
e não aqui- surpresas do mundo da poesia,
bem sei –mas estava lá,
bem na Ponta do Noronha.

Aos meus pés, a penedia, o Mar e a baía.
Acredita. Não pode haver mais feliz despertar.
A manhã clara, o mar calmo e transparente
mostravam a vida que nela vivia febrilmente, 
à tona, estrelas corriam no espelho cristalino,
revelando, a cada instante, 
imensos cardumes a perseguirem-se, 
levantando brilhos e lumes.

Nas ricas águas, sob um céu azul ultramarino.
No ar, passam alegres bandos de gaivinas,
Gaivotas e garajaus que não cessam de grasnar
e, depois de quase parar, 
num constante vaivém,
a pique mergulham, 
perseguem o peixe e vêm 
com o fruto do seu lidar, nos bicos a agitar. 
Ajeitam e engolem-no. É o seu melhor manjar.

De repente noto movimentos e gritaria nas pontes
Que ao longo da beira-mar se espalham, em profusão.
Negros, Mulatos, Brancos, na maioria contratados,
Falam alto, fazem apostas e com os braços apontados
Vão dizendo os nomes dos mestres ou da embarcação
Que mais se destacada vem, ou de todos juntos, aos montes.

São os pescadores que regressam de uma noite de labor,
Que agora ali vêm, felizes, trazendo o fruto do seu suor
e, ansiosos de primeiro chegar, e sua mulher e filhos beijar
pela vitória da canoa ou traineira, acabadinha de comprar.
Nas pontes alinham-se homens e bancos: a escala vai começar.
…
Nesse momento alguém me chama, no meio daquela agitação,
- Hoje é dia de trabalho. Toca a levantar! – São seis horas João!
E pronto! Lá se foi a minha alegria, todo o encanto e satisfação.


João M. Mangericão
( Neco )
Barreiro, 9.08.2005



 
Clicar para aceder a informações sobre este e outros faróis:

Jovens espectadores de um jogo no Atlético Clube de Moçâmedes: anos 60

Entre estes jovens espectadores de um jogo no Atlético Clube de Moçâmedes nos finais dos anos 60 reconheço
à esq. com o dedo na boca, a filha mais nova de Augusto Martins (Latinhas) emais abaixo o 4º a partir da esq. Lanucha