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22 fevereiro 2026

As festividades desportivas comemorativas do «28 de Maio de 1826» no Estádio do Sporting em Moçâmedes


 
 

Desfile de desportistas realizado em 1969 no Estádio do Sporting «Comandante Fragoso de Matos», em Moçâmedes, Angola, por ocasião das Comemorações do 28 de Maio de 1926, o movimento militar, que, pondo termo à Primeira República Portuguesa, implantou  um sistema de «Ditadura Nacional» e abriu as portas a Salazar e ao Estado Novo, um sistema político antidemocrático, antiliberal, nacionalista e corporativista, cuja transição se completou com o Acto Colonial de 1930, e com a aprovação da Constituição de 1933 , e se manteria por fim já mitigado com a Primavera Marcelista, até à Revolução de 25 de Abril de 1974, e a Independência. 

Sobre as comemorações do 28 de Maio de 1926, em Moçâmedes, estas eram para além do 04 de Agosto, dia da fundação da cidade, pelo menos até finais da década de 1950, as mais festejadas, com manifestações de patriotismo e exaltação da raça, a  que nos habituáramos a assistir, em que estudantes das várias escolas desfilavam pelas ruas da cidade, fardados da Mocidade Portuguesa, de braço esticado para a frente, segundo uns, em saudação olímpica, segundo outros, saudação nazi, que era usada e abusada em regimes ditatoriais como a Alemanha, a Itália, a Espanha, onde Portugal se inspirou. 
 
Esta foto foi tirada no ano de 1969, decorridos alguns anos após o trágico 1961, num tempo em que as festividades comemorativas desta efeméride  estavam já bastante reduzidas a uns poucos discursos nos Paços do Concelho, sem o calor de outros tempos, algumas manifestações desportivas integrando os clubes da terra (torneios de futebol, hóquei em patins, basquetebol feminino, para além de regatas de sharps e snypes na baía de Moçâmedes no âmbito da Mocidade Portuguesa. E um rotineiro desfile de desportistas, como este que aqui se  mostra.  Já nada dizia à maioria de uma população despolitizada por força do regime de ditadura, que a partir de 1961 afrouxou. As gentes de Moçâmedes queriam lá saber de política,  esta comemoração sem laivos de patriotismo  era para ela mais um evento desportivo, um espectáculo a assistir,  que outra coisa. E o que dizer mais da sua juventude. Peca-se quando hoje em dia alguns pseudo-historiadores  vêm os "colonos" não como eles eram. mas como eles acham que eles foram. confundindo-os com colonialistas.  Há-de passar muita água debaixo da ponte para que a História nos possa revelar  a face verdadeira dos factos. 
 
  




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