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27 março 2007

Avenida, Ruas e Colégio de Nossa Senhora de Fátima Moçâmedes




1ª foto: Como estavam a ficar lindas as ruas da nossa terra... Vencendo as areias dos deserto, Moçâmedes estava a transformar-se num jardim...
Nesta foto podemos ver a rua do Colégio de Nossa Senhora de Fátima, que se pode ver ao fundo e à esq. Data provável: início dos anos 6o.


2ª foto: Esta foto, tirada em finais de 60, no mesmo colégio (já concluído), reconheço...
Márito Guedes, ....(ajudem-me!)
Foto retirada de
www.sanzalangola.com


26 março 2007

Alunas da pré-primária do Colégio Nª Senhora de Fátima de Moçâmedes (actual Namibe): 1971














Foto, tirada no ano de 1971, à classe pré-primária do Colégio Nossa Senhora de Fátima (turma da minha filha). A data 1966, que se vê na parede, teria sido a da inauguração desta ala do mesmo Colégio.

Professores e alunos em passeio às Hortas: 1952

Créditos de imagem: www.sanzalangola.pt
Foto cedida por João Almeida.

Professores e alunos da Escola Primária Nº. 49 em passeio às Hortas, entre os quais se reconhece ao centro o professor Vieira, à sua frente e mais abaixo Lurdes Faustino (Pitorrinha), e um pouco à esq. Boneca. À dt., de óculos, Didi Minas

Estado das ruas da baixa da cidade de Moçâmedes (actual Namibe), num dia de grandes chuvadas: anos 40?

 











Em Moçâmedes raramente chovia, mas de vez em quando chovia a valer... como se pode ver por esta foto tirada numa das ruas da baixa. 

Lembro-me de ouvir os meus pais falarem das grandes chuvadas ocorridas na década de 40 e da inundação que obrigou  as pessoas a se deslocarem de barco. Nessa altura, as margens do rio Bero ainda não estavam reguladas, o rio transbordou, encheu as chamadas «furnas de Santo António» , que ficavam no local onde, no ano de 1972, aproveitando o baixio do terreno, foi construído o novo Estádio Municipal (2ª imagem). 
 














Créditos da 1ª imagem: Livro de Paulo Salvador: «Era uma vez Angola»...

No interior da Casa Comercial de Álvaro Vieira Ascenso: o próprio e Eduardo M. Torres 1954

 
 Foto recente do então estabelecimento de Álvaro Vieira Ascenso, na Rua das Hortas.

 

Dois velhos patriarcas moçamedenses, Álvaro Vieira Ascenso (à esq o proprietário da Casa Ascenso, onde foi tirada a foto) e Eduardo Mendonça Torres (à dt), agricultor e industrial, proprietário das conhecidas Hortas do Torres, no vale do Bero. 

Eduardo Mendonça Torres era descendente de um dos casais que integraram a segunda colónia de imigrados saídos de Pernambuco e foi também o primeiro fiscal de caça do distrito de Moçâmedes. Eduardo percorria o deserto no seu Ford quatro cilindros guiado pelo seu inseparável e sempre leal motorista negro, Sabalo. Mais do que ser fiscal, o que o velho amante do deserto e da caça pretendia, era passar o fim da sua vida no deserto do Namibe, aquele mágico local a perder de vista, onde todos os dias o sol nasce imperturbável e radioso...

A propósito de Eduardo Mendonça Torres, escreveu o embaixador António Pinto da França, na ob. citada, pag. 63, reportando-se ao ano de 1963, quando acompanhou Americo Tomás na visita a Moçamedes:"Fui hóspede de Eduardo Mendonça Torres, sobrinho da minha avó. Era caçador de renome e senhor das Hortas de Moçamedes que haviam agasalhado o Príncipe D. Luís Filipe. Demiurgo do deserto em que crescera, impunha-se com uma fleuma britânica que lhe viria dos estudos em Inglaterra... Com ele descobri a variedade e a beleza do deserto. Durante longo tempo acirrámos um leopardo que preparava o salto de cada vez que o jeep o rondava a grande velocidade. 
Ver também AQUI

Foto cedida por Telmo Ascenso.