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17 abril 2007

Jovens de Moçâmedes (actual Namibe) junto ao Farol da Ponta do Pau do Sul ou Ponta do Noronha: 1954


Grupo  de  jovens raparigas de então, em Moçâmedes, junto do Farol da Ponta do Pau do Sul. 



Deste farol ficou-me esta grata recordação. Éramos um gupo de nove raparigas, seis das quais nascidas em Moçâmedes, e todas residentes no Bairro da Torre do Tombo. Umas, descendentes de algarvios alí chegados em finais do século XIX, outras de madeirenses de longa data, outras ainda, de nortenhos. A maioria eram na basquetebolistas do Ginásio Clube da Torre do Tombo. Da esq. para a dt, em cima: Francelina Gomes (basquetebolista) e Olímpia Aquino 2. Mais à frente: Violete Velhinho, Lurdes Infante da Câmara e Paula Ferreira (basquetebolista). 4. De joelhos: M. Nídia Almeida, Celísia Calão e Helena Costa Gomes (basquetebolistas) Deitada: Georgete Aprígio..

Segue o poema "A Escala Vai Começar" dedicado ao Sr Domingos, um pescador de eleição. É mais um poema com que nos brinda o poeta moçamedense Neco Mangericão, bisneto de colonos fundadores de Moçâmedes (Namibe), vindos de Pernambuco (Brasil) em meados do século XIX . Este remete-nos para a Ponta do Noronha, ou Ponta do Pau do Sul, sobre a qual se encontrava este farol:



A ESCALA VAI COMEÇAR

Foi assim que, de repente, hoje acordei
e surpreendido senti, como quem sonha,
que era lá que me encontrava,
e não aqui- surpresas do mundo da poesia,
bem sei –mas estava lá,
bem na Ponta do Noronha.

Aos meus pés, a penedia, o Mar e a baía.
Acredita. Não pode haver mais feliz despertar.
A manhã clara, o mar calmo e transparente
mostravam a vida que nela vivia febrilmente, 
à tona, estrelas corriam no espelho cristalino,
revelando, a cada instante, 
imensos cardumes a perseguirem-se, 
levantando brilhos e lumes.

Nas ricas águas, sob um céu azul ultramarino.
No ar, passam alegres bandos de gaivinas,
Gaivotas e garajaus que não cessam de grasnar
e, depois de quase parar, 
num constante vaivém,
a pique mergulham, 
perseguem o peixe e vêm 
com o fruto do seu lidar, nos bicos a agitar. 
Ajeitam e engolem-no. É o seu melhor manjar.

De repente noto movimentos e gritaria nas pontes
Que ao longo da beira-mar se espalham, em profusão.
Negros, Mulatos, Brancos, na maioria contratados,
Falam alto, fazem apostas e com os braços apontados
Vão dizendo os nomes dos mestres ou da embarcação
Que mais se destacada vem, ou de todos juntos, aos montes.

São os pescadores que regressam de uma noite de labor,
Que agora ali vêm, felizes, trazendo o fruto do seu suor
e, ansiosos de primeiro chegar, e sua mulher e filhos beijar
pela vitória da canoa ou traineira, acabadinha de comprar.
Nas pontes alinham-se homens e bancos: a escala vai começar.
…
Nesse momento alguém me chama, no meio daquela agitação,
- Hoje é dia de trabalho. Toca a levantar! – São seis horas João!
E pronto! Lá se foi a minha alegria, todo o encanto e satisfação.


João M. Mangericão
( Neco )
Barreiro, 9.08.2005



 
Clicar para aceder a informações sobre este e outros faróis:

Jovens espectadores de um jogo no Atlético Clube de Moçâmedes: anos 60

Entre estes jovens espectadores de um jogo no Atlético Clube de Moçâmedes nos finais dos anos 60 reconheço
à esq. com o dedo na boca, a filha mais nova de Augusto Martins (Latinhas) emais abaixo o 4º a partir da esq. Lanucha

16 abril 2007

E assim nasceu o pavilh campo de jogos do Sport Moçâmedes e Benfica...






As duas primeiras fotos mostram-nos uma jovem equipe de hóquei em patins do Sport Moçâmedes e Benfica (por volta dos anos 70), já no novo (na altura) Pavilhão desportivo daquele Clube, podendo ver-se também o emblema da águia ao fundo. Na 2ª (foto recente), gentilmente cedida por Telmo Ascenso, o campo de jogos apresenta-se vazio, mas permite ver o seu bom estado de conservação, após mais de 30 anos. Bem haja!

3º foto: Nesta foto, os dirigentes do Sport Moçâmedes e Benfica, Luís de Sousa Simão, João Maurício , João R. Trindade e Mário António Guedes da Silva recebem o então Governador Geral de Angola Horácio de Sá Viana Rebelo, de visita ao novo complexo desportivo, como se pode ver, já em construção (foto tirada em 13.03.1959).

 
Esta é a foto do dia do inicio das obras do Pavilhão


4ª foto: O complexo desportivo do Sport Moçâmedes e Benfica ainda em construção (vista aérea).



 


 5ª foto: Mário António Guedes da Silva (Tesoureiro) e Lourdino F. Tendinha (Presidente da Assembleia geral) expõem ao Presidente do Conselho Provincial de Educação Física, major Fausto Simões, o plano de obras para o novo complexo desportivo do Sport Moçâmedes e Benfica. Foto tirada em 08.11.1959.


Apesar da riqueza de Angola, só com muito esforço, muita luta e muita dedicação por parte de dirigentes e atletas, os Clubes desportivos conseguiam subsistir. Sem quaisquer subsídios por parte do Estado nem das Câmaras Municipais, os Clubes mantinham-se financeiramente através das pequenas quotizações dos seus associados, do precário produto dos jogos, e pouco mais. Neste contexto, era sempre uma aventura enveredar por quaisquer melhoramentos que viessem beneficiar os Clubes, o Desporto e a Cidade em geral, uma vez que não possuíam uma base financeira estável. Foi por uma destas aventuras que enveredou a Direcção do Sport Moçâmedes e Benfica, quando no ano de 1957, a 11 de Março, após várias reuniões levadas a cabo para o efeito, a sua Direcção resolveu empossar uma «Comissão Pró-Sede e Parque de Jogos» constituída pelos seguintes elementos: Intendente José da Silva Vigário (Presidente), Gaspar Gonçalo Madeira (Vice-Presidente), Mário António Gomes Guedes da Silva (Secretário), João Soares (Vogal), Arménio Joaquim Lemos (Vogal), Ernesto do Oliveira (Vogal), José Alberto Pereira Monteiro (Vogal) e Pedro Lopes da Silva (Vogal). O Benfica não possuía nem uma sede nem um campo de jogos com as condições minimamente exigidas e muito menos de acordo com a excelência dos seus atletas, como ficara comprovado no ano de 1956 com as vitórias alcançadas nas modalidades de basquetebol feminino e masculino

Criada a Comissão, em seguida, e por deliberação de 22 de Março de 1957, são iniciadas diversas campanhas tendo em vista a angariação de fundos entre a população, industriais e comerciantes. Outras resoluções se seguiram quanto à aquisição do terreno, projectos, cálculos de betão, exposição ao Governador Geral de Angola solicitando a
comparticipação no investimento, etc., etc.. Foi assim que começaram a surgir os primeiros fundos e foi possível arrematar o terreno com cerca de 4900 mts 2 por 16.802$10 à Câmara Municipal de Moçâmedes e partir para a elaboração do projecto que incluía o parque de jogos e o edifício-sede, da autoria do desenhador-técnico, António Coelho. A Câmara Municipal da cidade ofereceu as primeiras carradas de areia, e Gaspar Gonçalo Madeira, membro da «Comissão Pró-Sede e Parque de Jogos» prontificou-se a assegurar a cobertura dos camarotes e a fornecer todo o ferro necessário para a respectiva construção a preço do custo. O produto das subsequentes angariações de fundos permitiu erguer as paredes de todo esse complexo. O sonho dos benfiquistas de um estádio completamente circundado de bancadas e camarotes com a capacidade de cerca de 4 mil pessoas sentadas, estava finalmente em marcha... Faltava, porém, para que a obra pudesse avançar o subsídio do Governo Geral, e foi perante essa necessidade que Mário António Guedes da Silva foi levado a deslocar-se a Luanda para angariar também alí donativos, tendo regressado com a quantia de 20 mil escudos que foi imediatamente aplicada. Esgotados todos os recursos, e com a obra em risco de parar, em 19.11.1957 foi apresentada uma 2ª exposição ao Governo Geral de Angola, desta vez despachada favoravelmente, tendo sido atribuído um subsídio de 150 mil escudos. Como refere Mário Guedes no seu livro «Memórias Desportivas do Distrito de Moçâmedes - Angola»: «trilhava-se diariamente os caminhos da fé para se chegar à ilha dos sonhos»... No ano de 1958, perante o reconhecimento dos esforços efectuados, o Governo Geral acabaria por reforçar a verba inicial com mais 1o0 contos, perfazendo um total de 250 mil escudos. Contudo esta verba era ainda insuficiente e não permitia avançar para a conclusão do empreendimento, e no ano de 1959, no decurso da visita do Governador Geral de Angola a Moçâmedes e ao complexo desportivo a 13.03.1959, uma 3ª e última verba foi concedida, no valor de 150 mil escudos, face ao reconhecimento dos trabalhos já executados. Esta verba permitiu a conclusão do campo de jogos, porém não permitiu a total concretização do sonho: a construção da Sede, integrada no Complexo. Faltava ainda uma nova étape bem como verbas mais elevados... o que daí para a frente se tornara mais difícil. E foi assim que o Sport Moçâmedes e Benfica conseguiu o seu complexo desportivo, inacabado embora, mas funcional e mais de acordo com as aspirações dos seus atletas, afinal os grandes inspiradores deste projecto! Entretanto os tempos mudaram...
(texto elaborado a partir da leitura do livro «Memórias Desportivas do Distrito de Moçâmedes», de Mário Guedes da Silva. Imagens do mesmo livro (as 3 últimas).
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Finalistas da Escola Comercial e Industrial Infante D. Henriques/ Moçâmedes (actual Namibe)

























1ª foto: Entre outros Toni Barba Azul, Lecas, Germano, Umbelina Maçanita, Angela, Armanda Ferreira, Manuela Latinhas, Ana Paula Sá e Castro, Ilda Bacalhau, Ineida Matos, Dr.Brandão, Dr.Balsa, Armando Oliveira, Fátima Cruz, Couto, Fátima Pontes,etc.
2ª foto: Entre outros: Horácio Reis, ?, Ineida Matos, Lecas Van der Kellen, A. Martins, Filomena, Dolbeth e Costa, Fátima Cruz, Armando Oliveira, Ana Paula e Castro, Ilda Bacalhau, Arménio Minas (Tchifufa), Manolo Couto, Angelinha, Armanda Ferreira, Manuela Monteiro, Toni Barba Azul, Manuela Martins.
Em baixo: Germano, J. Rocha, Fátima Pontes, Dr. Galvão Brandão, Umbelina Maçanita, Pascuinha, Anita Reis

3ª foto: Entre outros: Russo, Vieira (gémeo), Manuela Oliveira, Fátima Jardim Cruz, Antónia, Dr Campos, Dra.Isabel Serrano, Dr. Balsa, ?,Guida, Zala, Ni Assis, Rosa, Júlia, Fátima, São Duarte, Raquel, Vieira (gémeo), etc....
Fotos Sanzalangola

15 abril 2007

No deserto do Namibe em Moçâmedes















O DESERTO DO NAMIBE
Sua fauna e seus parques
No deserto de Moçâmedes, o célebre deserto do Namibe, local fascinante pela sua monotonia, aridez e imensidão, há caça em grande quantidade e bastante variada, razão porque lhe chamavam de ...«paraiso de fotógrafos e caçadores». Nele desfilam as tímidas gazelas; os altivos guelengues: as aristocraticas avestruzes, as «bailarinas do deserto», as zebras; o trombudo elefante; os magestosos leões; os olímpicos leopardos, o «neura» do imenso areal; o rinoceronte e muitos outras espécimes.
A 60 km de Moçâmedes, no Pico do Azevedo, situa-se a reserva Parcial de Moçâmedes onde existe um acampamento da guarda do Parque. Mais para o sul, a cerca de 240 km da cidade, fica o Parque Nacional do Iona, onde se topa com realtiva facilidade todas as espécies selvátivas da região.
«Deserto do Namibe, perante ti sentimo-nos como vermes! - disse alguém ao tomar contacto pela primeira vez com a sua solidão, monotonia, aridez, miragens e imensidão incomparáveis!
in caderno/programa das Festas do Mar- Moçâmedes Março-1970

1ª foto: Uma espinheira e uma welwitschia, od dois símbolos do Deserto do Namibe.

2ª foto: Nesta foto, tirada no deserto do Namibe, junto a uma welwitschia,
reconheço entre outros, em cima e da esq. para a dt: a esposa de Zeca Castro Alves, Zica Castro Alves, (?) Guida e Álvaro Ascenso com o filho Telmo ao colo. Em baixo à esq. José Alves, Paulinha, Gestosa e esposa. Não posso deixar aqui de fazer uma referência especial e carinhosa à D. Zica, que me traz à recordação os saborosos bolos por sí confeccionados (canudos, bêbados, suspiros, pastéis de nata, nógados, etc., etc), que deliciaram a minha infância e a de muitas crianças e jovens, e não só, de Moçâmedes. Foto gentilmente cedida por Telmo Ascenso.
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E já agora alguns poemas alusivos â Welwitschia Mirabilis:

Welwitschia Mirabilis

Welwitschia de longos braços
Que vive e nasce aos abraços
Que vive e morre em tormento.
Por tanto amar o deserto
Por tê-lo perto, tão perto
Num amor sem casamento.

Concha Pinhão

VELVÍTCHIA

Mora a velvítchia no emo solitário,
A flor de Angola, dum areal do Sul,
Braços coleantes, sob céu azul,
Á flo da sede, em prece, num calvário...

A estranha raridade vegetal
Será, talvez, num velho mar extinto
Um polvo exótico o a flor do mal,
Vencendo a morte, no vigôr do instinto...

Será, talvez, no cálido deserto,
Uma estrela cadente que tombou
Da convulsão da noite, em céu aberto,
ou a alma dum aspro que expirou...

Seja o que for - estrela, monstro,flor -
Eu sinto-lhe nos braços revoltados
A trágica expressão da imensa dor,
talvez, de belos sonhos destroçados...

E eu penso que a velvítchia exilada
N seu mundo de sede e solidão,
É irmã de tanta alma torturada.
Que anda sózinha em meio da multidão...

(José Galvão Balsa)
De «Feitiço do Namibe»


NAMIBE

Grande é o Namibe
Aquém e além Cunene
Vida em murmúrio a passar.

Grande é o Namibe
e a alma-poeta
uma grande Welwitschia Mirabilis
macho e fêmea
cio em flor
no deserto vida teimosa a rasgar.

Namibiano Ferreira

Sobre caça:
Memórias de um caçador
e ainda Blogdangola

Conheça a história da vida de Luis Carriço, o botânico falecido repentinamente no ano de 1935 no Deserto do Namibe:
http://www.uc.pt/herbario_digital/hist_botanica/carrisso
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WELWITSCHIA MIRABILIS



Eis a imponente WELWITSCHIA MIRABILIS planta milenar contemporânea dos dinossauros apenas existente no deserto de Moçâmedes. Esta espécie vegetal foi descoberta a 3 de Setembro de 1859 pelo botânico explorador austríaco Frederich A. Welwitsch

Frederic Welwitsch (1809-1878) foi para Lisboa em 1839, onde consegue autorização para entrar em Angola, para onde embarcou a 8 de Agosto de 1853 e onde fez demoradas explorações botânicas tendo descoberto a Welwitschia Mirabilis no deserto de Moçâmedes, actualmente Deserto do Namibe.


«A planta que recebeu o binome de Welwitschia Mirabilis Hook. F. era tão diferente, morfologicamente de todas as espécies botânicas conhecidas, que dada a grandeza dessa diferenças, não “cabia” em nenhum dos géneros já descritos.
Houve, por isso, a necessidade de criar um género novo, o qual ainda se conserva, como uma única espécie consequentemente.
Houve ainda que definir uma nova família de plantas para este único género, a família das WELWITSCHIACEAE.
WELWITSCHIA , é também conhecida por "Tumbo", pelos autóctones, nativos da região do deserto de Moçâmedes.




As suas flores são unisexuadas.
Os estames masculinos atingem aproximadamente 6 cm (antenas com 3 divisões) localizam o óvulo estéril envolto pelo periano.




Welwitschia é uma planta da família das gimnospérmicas adaptada á vida nas regiões desérticas da África tropical.
É uma planta acaule de grandes dimensões, com a forma de um gigantesco cogumelo dilatado e côncavo de 50 a 75 cm de altura que parece partida pelo golpe de um machado em tiras. As suas grandes folhas, duras e muito largas, deitadas no chão, arrastam-se pelo deserto podendo atingir dois ou mais metros de comprimento.

Diversos trabalhos mundiais sobre a Welwitschia encontram-se em exposição em vários
Jardins botânicos espalhados pelo mundo.

Que se encontram descritos no livro Botanical Gardens of the World


Entre outras pessoas que deram igualmente o seu contributo na pesquisa desta espécie no período de 1953 a 1955, podemos destacar os seguintes Professores:
A.H. Church,
E. Salisbury,
Henri Humbert,
Jose Dalton Hooker,
Luís Wittnich Carrisso,
Melo Geraldes,
R. J. Rodin,
W.J.Hooker

Mais recentemente, Maria Helena Boavida
Coisas que já se disseram acerca da "welwitschia mirabilis":

"A "welwitschia mirabilis", descoberta nas vizinhanças do Cabo Negro, da costa odicental africana, é a mais curiosa das gnetaceas e talvez que de todas as dicotiledoneas. Este bizarro vegetal é conhecido entre os indígenas pelo nome de TUMBO."
(Dr. José Dalton Hoecker, Presidente da Socidade Real de Londres e sócio da Academia das Ciências de Paris)
"Uma das curiosidades do deserto de Moçâmedes é a célebre "welwitschia mirabilis", planta estranha, verdadeiro aborto do reino vegetal. O caracteres aberrantes do seu aparelho vegetativo, conferem-lhe um lugar de destaque no conjunto das formas vegetais."
(Dr. Luís Wittnich Carrisso, Professor de Botânica da Universidade de Coimbra.)
"A "welwitschia mirabilis" é uma das maiores maravilhas que tem produzido a natureza."
(Dr. Augusto Henriques Rodolfo Griesbach, Professor de Botânica da Universidade de Göttingen)
"É sem sombra de dúvida a planta mais maravilhosa e também a mais feia que jamais trouxeram a este país."
(Regius Keeper, do Royal Botanic Gardens, Kew - 1863)
"Foi nos anos de 1858/59 que o botânico austríaco Dr. Welwitsch, contratado pelo governo português, descobriu e classificou a "welwitschia mirabilis", dando-lhe o nome de "tumboa bainesii". Os caracteres desta notável planta são de tal modo desconsertantes, que vindo a ser estudada há perto de 80 anos pelos mais eminentes botânicos, ainda hoje se discute qual o lugar que lhe compete na escala botânica, como se pode ler nos autores citados e nos trabalhos de Baines, Anferson, Júlio Henriques, Hallier, Chodal, etc..
A "welwitschia mirabilis" por consenso geral é tida como a maior descoberta botânica do século XIX e, em todo o globo, é o distrito de Moçâmedes o único lugar em que ela vegeta, havendo centenas de milhares na parte desértica, desde os minúsculos exemplares, até aquelas que, pelo seu porte, demonstram uma existência multissecular."
(M.A. de Pimentel Teixeira)
Consultar ainda:
»


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Gente da nossa terra: Porto Alexandre e Moçâmedes









































1ª foto:

2ª foto:
Manuel e Marianela Baptista e os dois filhos (em baixo), Aurélia e Constantino Faustino (em cima e ao centro).

3ª foto:
Foto cedida por Fernanda Barata (à dt.)
. As duas raparigas são a Laurete e a Suzele, tenso os pais por detrás.