Este é um blog saudoso, NÃO SAUDOSISTA, e partiu da ideia de partilhar com todos aqueles que nasceram e viveram em MOÇAMEDES (Angola), hoje NAMIBE, e que se encontram dispersos pelo mundo, um conjunto de imagens e descrições, que os faça recuar no espaço e no tempo e os leve a reviver lugares, acontecimentos e gentes de um outro tempo vividos numa bela e singular cidade, nascida entre o deserto e o mar...
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27 maio 2011
Juventude moçamedense no início dos anos 1971. Moçâmedes, Namibe, Angola
Vera Freitas, Paula e Anabela, Ondina Sancadas de Sousa e Marília Faustino, no salão nobre dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Moçâmedes, quando da recepção oferecida a Riquita Bauleth, no regresso à sua terra, após ter vencido, na Metrópole, o título de "Miss" Portugal 1971. Foto da Ondina.
19 maio 2011
Grupo de alunos e professores da Escola Industrial e Comercial Infante D. Henrique, em Moçâmedes, Namibe, Angola
Eis o edifício da Escola Industrial e Comercial Infante D. Henrique, de planta rectangular, com três pisos e cerca de 135
metros de comprimento. Coberturas de telha sobre estrutura de madeira.
Seguindo o modelo comum nas escolas projectadas pelo Gabinete de
Urbanização Colonial neste período, procurou-se dar à entrada central um
certo toque de monumentalidade com a execução de um grande pórtico, ao
centro e erguendo-se à altura do segundo piso, sobre o qual existe uma
varanda de grandes dimensões. A existência deste pórtico, que se
desenvolve através de uma colunata de quatro colunas em pedra, permite
acentuar o carácter de simetria do edifício. Ao contrário do comum nas
construções escolares projectadas pelo Gabinete de Urbanização do
Ultramar, não existem galerias exteriores a todo o comprimento do
edifício, tendo sido estas substituídas por elementos em betão que as
simulam. Ao nível da cobertura possui uma platibanda de betão que
acompanha a totalidade do comprimento da fachada.
O edifício não foi executado para o terreno inicialmente previsto, cuja parcela acabou reduzida para dar lugar a lotes habitacionais, tendo o remanescente sido ocupado pelo Liceu Almirante Américo Tomás. Construído cerca de 500 metros a Oeste do referido terreno, o edifício surge amputado do segundo corpo inicialmente previsto, que deveria acolher a biblioteca, o ginásio e as oficinas, bem como o corpo dos ginásios e auditório, comuns na tipologia de escolas projectadas pelos arquitectos do Gabinete de Urbanização do Ultramar.
1956 - data do projecto da autoria dos arquitectos Fernando Schiappa de Campos, Lucínio Cruz e Luiz Possolo, técnicos do Gabinete de Urbanização do Ultramar).
Na década de 1960, princípios da década de 1970, grupo de docentes e de alunos da Escola Industrial e Comercial Infante S. Henrique, de Moçâmedes nas escadarias do edifício daquela Escola. Seguem várias fotos de alunos que a frequentaram neste período.
Naquele tempo havia a ideia retrógada de que a escola pública deveria realizar uma reprodução social e cultural, ideia que levou as autoridades portuguesas a entenderem que Moçâmedes, considerada que sempre fora uma cidade essencialmente voltada para as coisas do mar, não deveria possuir uma instituição liceal, bastando proporcionar à sua juventude estudos práticos, considerados mais adequados ao meio, numa escola secundária e apenas ao nível do curso geral.
Os estudos liceais, considerados como propedêuticos ao ensino superior, destinar-se-iam aos futuros candidatos a uma Universidade na Metrópole, uma vez que a Universidade de Luanda só veio a ser criada em 1969, ideia que não apenas veio prejudicar os filhos de Moçâmedes, como obrigou aqueles que pretendiam prosseguir os estudos para níveis superiores, a muito cedo terem que deixar as suas casas e as suas famílias, para ingressarem no Liceu Diogo Cão em Sá da Bandeira, a cidade mais próxima, a expensas de suas familias, e em muitos casos com os maiores sacrifícios.
Recuando no tempo, abordaremos a seguir um pouco daquilo que foi a evolução histórica do "Ensino Secundário" em Moçâmedes:
- Foi em 1918 que surgiu pela primeira vez uma fugaz tentativa de criação de uma escola para o Ensino Secundário em Moçâmedes, a "Escola Marítima de Moçâmedes", prevendo-se para a mesma um curso preparatório com a duração de dois anos, um ensino primário complementar, o que só podia conceber-se se soubessem já ler e escrever correntemente e efectuar as operações aritméticas. Estava previsto que, além da parte literária propriamente dita, aprendessem outras coisas, como ginástica educativa, exercícios paramilitares, natação, remo, trabalhos de velame, cordoaria e calafate. Deveriam estudar também os acidentes geográficos litorais de Angola, sobretudo os da costa do distrito de Moçâmedes, a influência e orientação predominante dos ventos, correntes, etc.. Eram ainda ministradas aos alunos noções relacionadas com a História da Colonização do Sul de Angola. O curso especial, que durava também dois anos, consistia no estudo de Aritmética e Geometria, Físico-Química, Ciências Histórico-Naturais, Legislação, Contabilidade, Escrituração Comercial, Desenho, Indústrias Marítimas, Construções Navais, etc.. A parte prática do curso obrigava a aprender a fazer sondagens, medir a força das correntes, treino na caça à baleia, fabricação de óleos, guanos e colas, curtume de peles. etc. Contudo esta ideia não chegou a ser levada à prática.
No ano seguinte, em 1919, Filomeno da Câmara ousou criar, à revelia do Poder Central, o Liceu de Luanda e duas Escolas Primárias Superiores, em Sá da Bandeira e Moçâmedes. Era um novo tipo
de Escola que seria regulamentada, três anos depois, por Norton de Matos. De facto a "Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes" foi posta a funcionar em 1925. Não obstante, houve ainda uma tentativa de se se criar em Moçâmedes essa outra Escola agora com a designação de Escola Industrial Marítima de Moçâmedes.
A Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes embora ostentasse a designação depreciativa de Escola Primária Superior, possuia um currículo de cariz literário que a demarcava de um ensino meramente profissional e primário, e a colocava a par de um ensino secundário. Em 1927, esta Escola, que de início era administrada pela Câmara Municipal, passou a sê-lo pelo Estado, e a partir de 1930, passou a adoptar períodos lectivos idênticos aos dos liceus, mantendo embora não o currículo distinto do liceal, apesar dos sonhos, que já nesta altura, acalentavam professores, educandos e população, da sua elevação a categoria superior na escala da classificação. Contudo em 1936, a Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes foi extinta para dar lugar à Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes, de cariz tecnico-profissional, que não dava a equivalência ao Curso Geral dos Liceus, e que em 1952 foi extinta para dar lugar à Escola Industrial e Comercial de Moçâmedes que continuou a funcionar nas mesmas instalações, no cimo da Rua das Hortas. E assim se manteve o ensino secundário até 1961, submetido às directrizes de Lisboa. Existia em Moçâmedes apenas uma Escola de nível geral secundário, até ao 5º ano. Em 1960, por evolução natural, essa é substituida pela actual Escola Industrial e Comercial Infante D. Henrique, que passou a funcionar em novas e modernas instalações apropriadas para o efeito. O Infante de Sagres, o Navegador, um apaixonado pelas ciências náuticas, foi o seu Patrono.
Moçâmedes não tinha um Liceu onde os alunos pudessem no máximo avançar até ao 5º ano. Mas o ensino daquela escola era um ensino rigoroso e exigente, um diploma do 5º ano, por exemplo, era uma garantia para um emprego.
Quanto ao Liceu de Moçâmedes, este só viria a ser fundado, com o nome de Liceu Almirante Américo Tomás, a partir de 21 de Outubro de 1961, nesse ano fatídico, como atrás referi em que em Angola tudo começou a mudar, com os movimentos independentistas a começarem a movimentar-se como foram o assalto do MPLA às cadeias de Luanda e os massacres da UPA levados a cabo contra populações trabalhadoras e indefesas, europeus e africanos, nas fazendas do norte de Angola.
Lembro-me perfeitamente do dia em que o Professor Adriano Moreira, então Ministro do Ultramar, de visita a Moçâmedes, no decurso de uma manifestação nocturna junto ao Palácio do Governador com gritos de ordem: queremos um Liceu!...queremos um Liceu!.. veio à varanda do Palácio dizer simplesmente à multidão: o Liceu de Moçâmedes chama-se «Liceu Almirante Américo Thomás». Conclusão óbvia: quando a manifestação foi preparada, a decisão já estava tomada, mas ainda bem, finalmente tínhamos alcançado o direito ao nosso Liceu, ainda que numa 1ª fase apenas ao nível dos estudos gerais liceais.
Um ou dois
fizeram exposições a Salazar e lá conseguiam a bolsa de estudo, outros
tiraram os seus cursos a expensas das respectivas famílias, com grandes
sacrifícios financeiros, outros tiraram os seus cursos numa luta
titânica contra toda uma série de condicionalismos, como era, por
exemplo o caso das equivalências, que lhe dificultava a caminhada,
obrigando-os a autênticos malabarismos.
Foram grandes as barreiras e inúmeras as dificuldades, é certo, mas os «cabeças de pungo» tinham já por toda a Angola fama de gente vivaz, inteligentes e capaz, que por via dos seus cursos, gerais, médios ou superiores, atingiam cargos de prestígio, não só os que partiam em busca do ideal, e acabavam por ficar lá fora, também os que regressavam e aqueles que nunca partiram, ali permaneceram, ali trabalharam e ali se projectaram como proprietários nas áreas da agro-pecuária, comércio e indústria piscatória, ou entre os que se evidenciaram no campo profissional em altos postos na função pública (sobretudo Finanças, Obras Públicas), e na Banca, onde inúmeros filhos da terra ascenderam à categoria de Gerentes e Inspectores bancários.
A partir da década de 60, e a par de uma situação de guerra de guerrilha contra os movimentos independentista, depressa reduzida a zonas frontreiriças do norte e do leste de Angola, houve uma verdadeira explosão do ensino, e Angola ficou "semeada" de escolas comerciais e industriais onde se leccionavam cursos técnicos médios (contabilistas, electricistas, serralheiros, carpinteiros, construção civil etc). Repare-se, preferencialmente cursos de cariz tecnológico, o que explica que durante muito tempo ainda os estudos universitérios em Angola não passavam de uma miragem. Dizia-se que no Terreiro do Paço não "queria doutores angolanos", o que até tinha certa lógica, pois que as massas cultivadas sempre estavam ligadas à ideia de independência, o que era mais do que inevitável. E a verdade é que os poucos estudantes que iam de Angola para Universidades metropolitanas, brancos, negros e mestiços, passaram a frequentar a Casa dos Estudantes do Império, que se revelou um alfobre de contestatários contra o regime de Salazar e defensores da independência das colónias.
Tudo isto explica porque eram os cursos médios, modernos , os preferidos, que aliás foram de grande utilidade, e representaram uma mais valia para a Angola independente , quando foi esvaziada de quadros. Sarmento Rodrigues, Ministro do Ultramar foi o "pai"deste modelo de ensino, de inegável valor para o futuro da terra. Estrangeiros que visitavam Angola ficavam espantados com o bom nível destas escolas aparelhadas com o que de melhor havia no mundo, todas elas instaladas em edifícios imponentes, eram motivo de orgulho de professores e alunos.
MariaNJardim
Portaria n.º 17899
A Escola Industrial e Comercial de Moçâmedes é a mais antiga da província de Angola entre as do grau de ensino a que respeita, pois resulta da conversão decretada em 1952 da anterior Escola de Pesca e Comércio.
Para a sua instalação definitiva foi construído edifício próprio, de aspecto condigno, e que pela sua situação domina a importante e laboriosa cidade a que pertence, bem como a vasta baía que lhe fica adjacente.
A inauguração da nova sede é um dos actos que na província hão-de constituir a comemoração do centenário da morte do infante D. Henrique, como participação da patriótica população de Angola em tão solene preito de justiça e reconhecimento de todo o País à memória gloriosa daquele excelso português.
Dado que as actividades características da cidade de Moçâmedes se associam aos trabalhos do mar ou em grande parte são deles resultantes, é do maior acerto que nele fique alguma coisa a recordar esta quadra comemorativa. Nada mais expressivo poderá haver, para esse efeito, do que invocar como patrono para a escola que ali prepara os trabalhadores mais graduados o nome do infante navegador.
Nesse sentido se manifestou o Governo-Geral da província.
Pelo que:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Ultramar, que à Escola Industrial e Comercial de Moçâmedes seja dada a denominação de «Escola Infante D. Henrique».
Ministério do Ultramar, 13 de Agosto de 1960. - O Ministro do Ultramar, Vasco Lopes Alves.
Para ser publicada no Boletim Oficial de todas as províncias ultramarinas. - Vasco Lopes Alves.
1. Ver também aqui: https://princesa-do-namibe.blogspot.pt/2010/09/gente-de-mocamedes-dr-julio-mac-mahon.htmlhttps://princesa-do-namibe.blogspot.pt/2010/09/gente-de-mocamedes-dr-julio-mac-mahon.html
2. E Aqui a anterior Escola comercial e Industrial na Rua das Hortas: https://princesa-do-namibe.blogspot.pt/2009/03/escola-comercial-e-industrial-de.html
19 março 2011
O Concurso de "Miss" Angola e "Miss" Portugal 1971, Riquita Bauleth, na Revista "Tempo"
Da Revista moçambicana "Tempo"
Para lêr, clicar aqui: LER PDF
ELEIÇÃO DE MISS ANGOLA 1971
LUANDA: a noite da mais bela. O correspondente de «TEMPO» em Angola, descreve assim a noite de coroação de Made Celmira:
Na noite da eleição muita gente em Angola deitou-se já dia claro. Cinco rádioclubes, transmitindo directamente, mantiveram dezenas de milhares de pessoas agarradas aos rádios e, no Lobito, espalhadas pelos jardins onde tinham sido colocados altifalantes. Toda a gente queria saber, em cima da hora, quem era a primeira «Miss» Angola.
Quase sete horas demorou o espectáculo da eleição de «Miss» Angola. Mas ninguém se queixou, tal como ninguém se queixara dos duzentos escudos desembolsados pelo bilhete de ingresso. A caça ao bilhete foi aliás um sintoma claro do interesse despertado pelo espectáculo. No dia anunciado para abertura da bilheteira - nove dias antes do Espectáculo houve quem se pusesse na bicha às seis da manhã! As onze abria o «guichet», ao meio dia encer rava, afixando «lotação esgotada». O nosso colega «Notícia» - que organizou a eleição -foi acusado de reter demasiados bilhetes. Esclarecido que não, passou tal responsabilidade para a empresa proprietária do cinema Aviz. A verdade maior parece ser, no entanto, a de que havia mais de dez mil pessoas interessadas em assistir e apenas mil e trezentos lugares posíveis...»
CELMIRA BAULETH COMO A MAIS BELA DAS ANGOLANAS
«Miss» Angola 71 e as suas súbditas:
Maria Celmira. tem à direita Maria Clélia, a 2.ª classificada e, à esquerda, Ana Paula. Em redor as outras finalistas: para o ano, talvez...
Uma jovem morena de 18 anos de idade, pele cor de mel suavizada pelo vento morno do deserto de Moçâmedes e admiradora de Jean Paul Sartre é «Miss» Angola 1971. Foi eleita há dias em Luanda e, quando após muitas horas de discussão o juri anunciou o seu nome - Maria Celmira Bauleth - ele nada mais fez do que sancionar uma escolha que o público angolano fizera já. Com um metro e setenta de altura, olhos enormes numa face extremamente belae actualmente estudante, Maria Celmira disputará assim muito em breve em Lisboa-ao lado de «Miss» Moçambique e de «Miss» Metrópole- o, ceptro de «Miss» Portugal.
MISS ANGOLA VEM DO DESERTO
JÚRI E PÚBLICO UNÃNIMES NA ESCOLHA DE MARIA CELMIRA BAULETH COMO A MAIS BELA DAS ANGOLANAS
Miss Angola 71 e as suas súbditas: Maria Celmira. tem à direita Maria Clélia, a 2.ª classificada e, à esquerda, Ana Paula. Em redor as outras finalistas: para o ano, talvez...
Uma jovem morena de 18 anos de idade, pele cor de mel suavizada pelo vento morno do deserto de Moçâmedes e admiradora de Jean Paul Sartre é «Miss» Angola 1971. Foi eleita há dias em Luanda e, quando após muitas horas de discussão o juri anunciou o seu nome - Maria Celmira Bauleth - ele nada mais fez do que sancionar uma escolha que o público angolano fizera já. Com um metro e setenta de altura, olhos enormes numa face extremamente bela e actualmente estudante, Maria Celmira disputará assim muito em breve em Lisboa' -ao lado de «Miss» Moçambique e de «Miss» Metrópole- o, ceptro de «Miss
Logo depois de ter recebido os signos da sua realeza como a mais bela angolana de 1971, Maria Celmira foi instada por Ivon Curi a fazer uma declaração pública. Visivelmente comovida mas mostrando na face cansada a emoção do momento que vivia, «Miss» Angola disse apenas: Quero agradecer ao público todo o apoio que me deu... »
Na verdade, logo que os nomes das dezanove finalistas foram conhecidos, Maria Celmira Bauleth passou imediatamente a ser a grande preferida dos angolanos. O juri nada mais fez, portanto, do que ser o porta-voz da vontade popular. Caso raro em certames do género... As candidatas eram dezanove, pertencentes a seis cidades. Dezanove sorrisos, que eram um mundo de sonhos e de esperanças, na noite tropical polvilhada de estrelas...
Organizado com exemplar entusiasmo pelo semanário «Notícia», uma publicação que disfruta de justa popularidade, o concurso para escolha de «Miss» Angola, vencidas as fases de apuramento distrital, teve, pois, condigno encerramento com a festa que apaixonou a opinião pública. As candidatas que desfilaram perante a assistência, entre actuações dos artistas brasileiros Clara Nunes e Ivon Curi e do conjunto angolano «Os Ngoleiros do' ritmo», foram as seguintes, por ordem de entrada: Paula dos Santos, estudante, de Luanda; Maria Natal, funcionária pública, de Luanda; Anete Ferraz, estudante, do Lobito; Maria Moço, empregada numa agência de viagens, de Luanda; Maria Isabel de Oliveira, estudante, de Nova Lisboa; Olga Morais, empregada comercial, de Luanda; Maria Célia, estudante, de Luanda; Maria do Rosário, estudante, de Nova Lisboa; Ema Paula, estudante, de Luanda; Fernanda Costa Dias, estudante de Nova Lisboa; Maria Celmira Bauleth, estudante, de Moçâmedes; Catarina de Oliveira, em pregada de escritório, de Luanda; Maria dos Anjos Alfredo, de Sá da Bandeira; Anabela Meneses, empregada bancária, de Luanda; Fernanda de Jesus Rodrigues, empregada de escritório, de Luanda; Ana Paula Ferreira, estudante, de Nova Lisboa; Maria ElfridaReis, funcionária púlica,de Luanda e Rosemary Pedroso da Silva, estudante, de Benguela.
Breve diálogo com “Miss” Angola 1971:
“SARTRE” E BIFES COM BATATAS FRITAS
P -Qual o seu escritor preferido?
M. Celmira-Para mim, Sartre é o maior.
P- Como se define a si própria?
M. C. -Sou extremamente descontraida, moderna, com um mínimo de vaidade
feminina, que eu acho essencial.
P.- Passatempos preferidos?
M. C. -Música, praia a cinema.
P, - Namora?
M. C.-Não.
P- Que sentiu ao ser eleita «Miss» Angola?
M. C.- É dificil exprimir, mas sei que fiquei extremamente satisfeita.
P.-Como encara a sua próxima participação no concurso para escolha de
«Miss» Portugal?
M. C. Irei a Lisboa com uma única certeza: a de que, quando se concorre
a uma coisa, seja ela qual for, se tem sempre esperança,
P –Que licenciatura quer seguir?
M. C. Engenharia Química é o curso que pretendo tirar.
P,-Qual o seu prato preferido?
M. C.-Bifes com batatas fritas,
P.- Sabe faz ovos fritos?
M. C. - Não, sim. Tenho pouca experiência, mas desde que haja livro de cozinha toda a gente sabe cozinhar.
Aproveito para colocar no final desta postagem algumas hiperligações que nos possibilitem o acesso a um conjunto de fotos de "Miss" Brasil-EUA 1997, a bela, simpática e elegante ANA CAROLINA DA FONSECA. Adivinhem o porquê, neste blog, de fotos de Miss Brasil-EUA?
Nada mais nem menos porque ANA CAROLINA DA FONSECA, a "Miss" Brasil-EUA 1997 e MARIA CELMIRA BAULETH (Riquita), a "Miss" Angola e "Miss" Portugal 1971, são primas! A primeira é filha e neta de moçamedenses, ainda que nascida no Brasil, a segunda, é natural de Moçâmedes, tal como o seu pai e avô. Ambas têm as suas "raízes" em Moçâmedes, terra para onde partiram um dia, algures em finais dos anos 1880, os seus tetravós e trisavós, respectivamente, CATARINA E AGOSTINHO FERREIRA, que foram também os meus bisavós. Como poderiam eles alguma vez imaginar virem a ser bisavós e trisavós de tais beldades?
Clicar AQUI Nada mais nem menos porque ANA CAROLINA DA FONSECA, a "Miss" Brasil-EUA 1997 e MARIA CELMIRA BAULETH (Riquita), a "Miss" Angola e "Miss" Portugal 1971, são primas! A primeira é filha e neta de moçamedenses, ainda que nascida no Brasil, a segunda, é natural de Moçâmedes, tal como o seu pai e avô. Ambas têm as suas "raízes" em Moçâmedes, terra para onde partiram um dia, algures em finais dos anos 1880, os seus tetravós e trisavós, respectivamente, CATARINA E AGOSTINHO FERREIRA, que foram também os meus bisavós. Como poderiam eles alguma vez imaginar virem a ser bisavós e trisavós de tais beldades?
e
http://www.anacarolinadafonseca.com/
http://www.anacarolina.com
13 março 2011
Gente de Moçâmedes em passeio de camioneta em meados da década de 1950
(Clicar sobre a foto para aumentar)
Deste grupo, reconheço, da esq. para a dt, de pé, à frente: Lalai Jardim Baptista, ??, Eugénio Paulo, ???, Helema Félix Paulo e mãe, ?, Lurdes Sena, ?, Ana Felix Matias e Justina Salvador. Sentadas sobre o veículo: ?, Lili Salvador e Isabel Maria Sena Costa, e, de pé, um pouco mais à dt., Fernando Matias. Sobre a carroceria não consigo reconhecer ninguém.
Fica mais este registo de um tempo que já lá vai e não volta mais, e de uma realidade que em menos de duas décadas se esfumou, restando dela apenas a recordação!
Gente de Moçâmedes (hoje, Namibe, Angola)
Deste grupo de jovens de então sentadas junto a um painel alusivo a Moçâmedes e à pesca, apenas consigo reconhecer a 2ª Eduarda Figueiredo?, Graça Castro (3ª) Chana (4ª), e Dores (5ª). Quem poderá dar uma ajudinha?
Deste grupo reconheço, em cima: Xana, Graça Castro, Eduarda Figueiredo. Embaixo: Quem pode dar uma ajudinha? Data: anos 1960
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Moçâmedes; Namibe; Angola; colonização
26 fevereiro 2011
31 outubro 2008
"Festas do mar" em Moçâmedes (hoje, Namibe): Concurso de construções na areia na Praia das Miragens
Concurso de construções na areia realizado na Praia das Miragens por ocasião das Festas do Mar na década de 60.
Todos os anos, em Março, enquadrado no programa das «Festas do Mar» realizava-se na Praia das Miragens o tradicional «Concurso infantil de construções na areia». Era geralmente apoiado pelos jornais da terra e patrocinado pela Câmara Municipal de Moçâmedes, e envolvia dezenas e dezenas de crianças em todo o distrito e não só, para além de centenas de espectadores, entre familiares, curiosos e frequentadores da habituais daquela praia.
Os concorrentes de palmo e meio tinham cerca de 1 hora e pouco mais de 1, 5m2 de terreno para mostrarem as suas habilidades na arte de esculpir na areia, e como apetrechos para os seus trabalhos de escultura pouco mais possuíam, como se pode ver, que as próprias mãos, tendo que começar por cavar mais fundo para encontrar terra húmida capaz para modelar. De facto não se vê aqui o recurso aos tradicionais utensílios, tais como baldes de plástico para transportar água do mar, pás e outros acessórios para a modelar a areia. Restava-hes a imaginação na execução dos trabalhos que certamente não poderiam ir muito mais além, dado os meios de que dispunham. As três melhores esculturas seriam as contempladas.
Os concorrentes de palmo e meio tinham cerca de 1 hora e pouco mais de 1, 5m2 de terreno para mostrarem as suas habilidades na arte de esculpir na areia, e como apetrechos para os seus trabalhos de escultura pouco mais possuíam, como se pode ver, que as próprias mãos, tendo que começar por cavar mais fundo para encontrar terra húmida capaz para modelar. De facto não se vê aqui o recurso aos tradicionais utensílios, tais como baldes de plástico para transportar água do mar, pás e outros acessórios para a modelar a areia. Restava-hes a imaginação na execução dos trabalhos que certamente não poderiam ir muito mais além, dado os meios de que dispunham. As três melhores esculturas seriam as contempladas.
Fotos Salvador/Moçâmedes
15 agosto 2008
«Copo de água» no Palácio do Governador - Moçâmedes (finais da década de 60)
Esta foto foi tirada, segundo a pessoa que me a disponibilizou, no decurso de um «copo de água» oferecido no Palácio do Governador por ocasião do casamento da filha do encarregado do Governo de Moçâmedes, Intendente Amoreira Martins, e nela podemos ver, entre outros, à dt. o moçamedense Artur Trindade, que na altura desempenhava o cargo de Secretário da Câmara Municipal de Moçâmedes.
Como não há nada mais a acrescentar sobre este "copo de água", parodiando «casamentos reais» e outras coisas mais passadas na nossa Moçâmedes, deixo aqui uma das suas muitas estórias de Jota Carranca que vêm sendo publicadas in Sanzalando em Angola de um modo tão peculiar como é o seu:
"...Já fui ao santo sacrifício da saída da missa, ali ao lado Palácio do Governador, na Igreja de Santo Adrião. Me lembro uma vez que a cidade fechou porque era o casamento da filha do Sr. Governador (Salles de Brito). Parecia o casamento do Príncipe inglês. Cortejo a pé e o povão a atirar qualquer coisa que esqueci. A gente não foi na boda mas ficou feliz. Pobre fica mesmo feliz só de ver os outros feliz. Mas isso era outra coisa. Hoje é Domingo, está calor para caramba e o melhor mesmo é ir até na praia. Vesti os calções, os chinelos de plástico de enfiar no dedo, agarrei na toalha e zarpa que se faz tarde. Praia das Miragens aqui estou eu. Fico na direcção da porta do Club Náutico porque…Num posso nem pensar. Mas ela vai chegar e fica sempre ali. Chapéu de Sol alaranjado. Vem sempre de pai e mãe a tiracolo. O Bouca de Sapo já estacionou. Incho o peito, endireito as costa e dou nas vistas. Bom dia como estao? ‘Bem!’ figuei contente, me olhou. Dou uma corrida e um mergulho. Ai! também tinha que sai chapão? Num porte atlético, estilo Jogos Olímpicos, nado até à jangada. Mas sempre no meio das cordas não vá as caimbras me licharem. Ué, jangada está mais longe ou sou eu que tou fraco? Consegui. Me sento na borda para respirar e poder olhar o Chapeu de Sol Alaranjado. Que nada, não vem aqui. O pai, aloirado e cabelo penteado para trás dá um mergulho cheio de nota 10. Sai da água, não se despenteou, e vai na toalha apanhar sol. Que não se levanta. Trás Biquini azul, mas não se levanta. Mas aqueles cajos ali estão a jogar à bola e me tapam a visão. Sai daí, meus. Nas arcadas estão os mais velhos que já não têm pele para estes sois. E ela que não vem na água. Subo na prancha.Desconsigo de mergulhar. Só mesmo de pés. Não, tenho que tentar. Tomo balanço, fecho os olhos e já esta! pensei eu. Me enganei. Escorreguei e foi de costas mesmo. Grande estilo. Subi na jangada outra vez, me pus num canto e a chorar lá dentro com a dor nas costas. Tá melhor ir para terra. Tá tão longe. Boia e descança. Nada mais um bocado. Já tenho pé. Puxa, tudo por causa dela e ela não viu nada. Quando era mais monadengue, foi o sr. Bauleth que me ensinou a nadar. Que paciência ele tinha. Foram tantos que aprenderam a nadar com ele. Posso jogar à bola? ‘Que não! a bola atrapalha-te’. Fico na baliza?! ‘Já disse não, isto é para homens’, desconheço quem disse mas andava no liceu. Me fiquei pela toalha à espera de um olhar que não veio. Vou até à ponte. Dizem que um D. Luis qualquer desceu nela quando foi visitar a cidade. Está velhinha. Muitas tábuas já foram comidas pelo salite e os pilares têm reboco de mexihlão. Aqui não vejo o Chapéu de Sol alaranjado.
Felizmente só estamos em Novembro e faz calor
Como não há nada mais a acrescentar sobre este "copo de água", parodiando «casamentos reais» e outras coisas mais passadas na nossa Moçâmedes, deixo aqui uma das suas muitas estórias de Jota Carranca que vêm sendo publicadas in Sanzalando em Angola de um modo tão peculiar como é o seu:
"...Já fui ao santo sacrifício da saída da missa, ali ao lado Palácio do Governador, na Igreja de Santo Adrião. Me lembro uma vez que a cidade fechou porque era o casamento da filha do Sr. Governador (Salles de Brito). Parecia o casamento do Príncipe inglês. Cortejo a pé e o povão a atirar qualquer coisa que esqueci. A gente não foi na boda mas ficou feliz. Pobre fica mesmo feliz só de ver os outros feliz. Mas isso era outra coisa. Hoje é Domingo, está calor para caramba e o melhor mesmo é ir até na praia. Vesti os calções, os chinelos de plástico de enfiar no dedo, agarrei na toalha e zarpa que se faz tarde. Praia das Miragens aqui estou eu. Fico na direcção da porta do Club Náutico porque…Num posso nem pensar. Mas ela vai chegar e fica sempre ali. Chapéu de Sol alaranjado. Vem sempre de pai e mãe a tiracolo. O Bouca de Sapo já estacionou. Incho o peito, endireito as costa e dou nas vistas. Bom dia como estao? ‘Bem!’ figuei contente, me olhou. Dou uma corrida e um mergulho. Ai! também tinha que sai chapão? Num porte atlético, estilo Jogos Olímpicos, nado até à jangada. Mas sempre no meio das cordas não vá as caimbras me licharem. Ué, jangada está mais longe ou sou eu que tou fraco? Consegui. Me sento na borda para respirar e poder olhar o Chapeu de Sol Alaranjado. Que nada, não vem aqui. O pai, aloirado e cabelo penteado para trás dá um mergulho cheio de nota 10. Sai da água, não se despenteou, e vai na toalha apanhar sol. Que não se levanta. Trás Biquini azul, mas não se levanta. Mas aqueles cajos ali estão a jogar à bola e me tapam a visão. Sai daí, meus. Nas arcadas estão os mais velhos que já não têm pele para estes sois. E ela que não vem na água. Subo na prancha.Desconsigo de mergulhar. Só mesmo de pés. Não, tenho que tentar. Tomo balanço, fecho os olhos e já esta! pensei eu. Me enganei. Escorreguei e foi de costas mesmo. Grande estilo. Subi na jangada outra vez, me pus num canto e a chorar lá dentro com a dor nas costas. Tá melhor ir para terra. Tá tão longe. Boia e descança. Nada mais um bocado. Já tenho pé. Puxa, tudo por causa dela e ela não viu nada. Quando era mais monadengue, foi o sr. Bauleth que me ensinou a nadar. Que paciência ele tinha. Foram tantos que aprenderam a nadar com ele. Posso jogar à bola? ‘Que não! a bola atrapalha-te’. Fico na baliza?! ‘Já disse não, isto é para homens’, desconheço quem disse mas andava no liceu. Me fiquei pela toalha à espera de um olhar que não veio. Vou até à ponte. Dizem que um D. Luis qualquer desceu nela quando foi visitar a cidade. Está velhinha. Muitas tábuas já foram comidas pelo salite e os pilares têm reboco de mexihlão. Aqui não vejo o Chapéu de Sol alaranjado.
Felizmente só estamos em Novembro e faz calor
In Sanzalando
14 julho 2007
Misses moçamedenses: Ana Paula Carvalho (Paula Turra), eleita "Miss" Jovem Internacional, no Japão, em 1972.
Ana Paula Carvalho (Paula Turra) eleita "Miss" Jovem Internacional, no Japão
Se em 1971 foi Riquita (Celmira Bauleth), a menina bonita que após ter conquistado o título de "Miss" Angola, tornou-se, sem contestação, Miss Portugal, a proeza repetiu-se, em parte, em 1972, com a eleição de Maria de Lurdes Pinto, "Miss Angola", tendo por "Damas de Honor", Ana Paula Carvalho (Paula Turra) e Maria Lídia Ferreira. Ana Paula Carvalho foi eleita Miss Jovem Internacional, e Lidia Ferreira, "Miss" Imprensa.
AS GAROTAS DO MAR
Todos ficaram sabendo
que assim mesmo é que isto é,
contra as garotas do Mar
é remar contra a maré...
Vencemos em toda a linha!
Foi vitória das mais lindas,
pois nós ganhamos a todas,
Preciosas, Caraslindas...
Contra o que muitos pensavam
nós vencemos o despique,
pois entre ondas de beleza
não podemos ir a pique.
Que as moças iam vencer
era aqui por nós sabido,
pois o Namibe jamais
em beleza foi vencido!
Ninguém nos pode tirar,
cá nesta terra angolana
no campeonato das lindas
a posição soberana.
Todos queriam com bairrismo,
do fundo do coração,
neste Concurso famoso,
a bela repetição.
Lurdes tu és segunda
(Riquita foi a primeira)
e as Miragens do Deserto
hão-de indicar a terceira.
Em loucura colectiva,
no momento final,
a alegria sem limites
dominou a Areal.
Muitos cortejos de carros!
Bancos, pretos... Da cama,
homens, mulher's, crianças,
vêm pr'a rua de pijama!
As Welwistchias ajudaram,
com mil palmas prazenteiras,
que deram com frenezi,
as mil palmas das palmeiras!
E o bom Mar que é nosso Amigo,
em vozes portentosas,
bradou logo o mundo inteiro:
-São nossas as mais formosas!
(Autor desconhecido)
AS GAROTAS DO MAR
Todos ficaram sabendo
que assim mesmo é que isto é,
contra as garotas do Mar
é remar contra a maré...
Vencemos em toda a linha!
Foi vitória das mais lindas,
pois nós ganhamos a todas,
Preciosas, Caraslindas...
Contra o que muitos pensavam
nós vencemos o despique,
pois entre ondas de beleza
não podemos ir a pique.
Que as moças iam vencer
era aqui por nós sabido,
pois o Namibe jamais
em beleza foi vencido!
Ninguém nos pode tirar,
cá nesta terra angolana
no campeonato das lindas
a posição soberana.
Todos queriam com bairrismo,
do fundo do coração,
neste Concurso famoso,
a bela repetição.
Lurdes tu és segunda
(Riquita foi a primeira)
e as Miragens do Deserto
hão-de indicar a terceira.
Em loucura colectiva,
no momento final,
a alegria sem limites
dominou a Areal.
Muitos cortejos de carros!
Bancos, pretos... Da cama,
homens, mulher's, crianças,
vêm pr'a rua de pijama!
As Welwistchias ajudaram,
com mil palmas prazenteiras,
que deram com frenezi,
as mil palmas das palmeiras!
E o bom Mar que é nosso Amigo,
em vozes portentosas,
bradou logo o mundo inteiro:
-São nossas as mais formosas!
(Autor desconhecido)
Sessão fotográfica no Japão
Na Polinésia
Ana Paula Carvalho, elegante e bela foi, com todo o mérito, eleita "Miss" Jovem Internacional. Aqui podemo-la vêr, ao centro, entre outras concorrentes
Maria de Lurdes Pinto, "Miss Angola", tendo por "Damas de Honor", Ana Paula Carvalho (Paula Turra), à esquerda e Maria Lídia Ferreira.
Ana Paula Carvalho (Paula Turra) desfilando em Luanda

Ana Paula Carvalho (Paula Turra) desfilando em Luanda com as
tradicionais vestes de mucubal. Moçâmedes dava mais uma vez à Metrópole e ao Mundoa a existência no sul Angola, em pleno século XX, de um sistema tribal resistente à integração
tradicionais vestes de mucubal. Moçâmedes dava mais uma vez à Metrópole e ao Mundoa a existência no sul Angola, em pleno século XX, de um sistema tribal resistente à integração
O beijo paterno da vitória. À dt. Lurdes Pinto, Miss Angola 1972

O beijo materno
Com Iris Maria, Miss Portugal (Moçambique) 1972
Vestida de Mucubal, com Raúl Indipwo entre outros
Outras fotos:
Moçâmedes agradece a Paula tão alto feito. Elegante e bela no baile da recepção
ocorrido no Salão da Associação Comercial.
Ao fundo, os locutores do RCM, José
Manuel Frota e Arlete Pereira
Foto tirada em Luanda para o "Notícias", Angola

Moderna, elegante e bela, o visual da moçamedense eleita em 1972, Miss" Jovem Internacional, no Japão, confundir-se-ia com o de uma jovem de hoje.
Foi assim que tudo começou, com a apresentação das candidatas de Moçâmedes a "Miss Angola" 1972 : São Raposo, ?, Marezita Moreira, Dada Fernandes, Ani de Freitas, Isabel, podemos ver, também, Lidia Ferreira e Maria de Lurdes Pinto, Paula Turra...(na foto)

Ao Concurso foram candidatas, por ordem do desfile:
1. Maria Dulce Pontes, 2. Conceição Cruz, 3. Elsa Maria...4. Maria Isabel Gomes, 5. Maria de Fátima...,6. Elsa maria Formosinho, 7. Lidia Rosa Couto, 8. Orquidea Nabais, 9. Maria Eugénia Sena, 10. Maria Lidia Ferreira, 11. Elizabete Sena, 12. Orieta Bagarrão, 13. Elizabete Loureiro, 14. Ana Paula Carvalho, 15. Aura Maria Novo 16. Maria de Lurdes Pinto, 17. Alcina Loureiro, 18. Elizabete R. da Cruz, 19. Guida Bento César
Tomei a liberdade de publicar estas fotos de Ana Paula Carvalho, a popular Paula Turra. "Turra" era alcunha de Artur Paulo de Carvalho, seu pai, guia de caça no Deserto do Namibe, Tinha um ajudante mucubal, caso raro, mas não tão raro assim, dado que os mucubais não tinham por hábito, por tradição e cultura, trabalhar a tempo inteiro para quem quer que fosse. O local de descanso nas digressões pelo Deserto era a célebre gruta do Turra. Paula, ao tornar-se "Miss" por Moçâmedes passou a ser indispensável neste blog. Lanço-lhe daqui um agradecimento por as ter facultado em facebook. E espero que goste!
MariaNJardim



























































