Texto coberto pelas leis de Copyright. Partilha impõe o respeito por essas leis , identificando o nome e proveniência do autor, sendo considerado PLÁGIO quem não as respeitar. MariaNJardim

02 agosto 2008

Gente de Moçâmedes: Rapaziada da Torre do Tombo na década de 50
















Nesta foto, tirada na Praia do Cano (*), e gentilmente cedida por Amilcar Almeida, reconheço, da esq. para a dt.:
Atrás: José Fernando Soares, Armando Esteves Isidoro (Trovão) Carlos Manuel Guedes Lisboa (Lolita), José Viegas Ilhas (Zeca), Dena Lopes, Mário Ferreira, ? e Daniel Freitas (Licas). Deitados, estão Gabriel, Sena, Amilcar e Mário Chouriço. Dir-se-ia que está aqui a equipa de reservas do Ginásio Clube da Torre do Tombo, o clube pioneiro de Moçâmedes. Ao fundo, esq. de braços no ar, a basquetebolista do Ginásio, Celisia Calão.
(*) A Praia do Cano era uma pequena praia que existia antes da construção da marginal, na direcção do velho Hospital que fora mais tarde demolido (década de 50), para dar lugar aos edifícios do Governo do Distrito e das Finanças. Chamava-se Praia do Cano, porque ali bem perto havia o cano de esgoto do referido Hospital, o que só de pensar, hoje , à distância, arrepia... Não obstante, esta praia era muito frequentada na época, sobretudo por jovens como os que aqui vemos, residentes na Torre do Tombo, uma vez que era a praia que lhes ficava mais próxima. E o certo é que não há memória que algum deles tenha sido alguma vez contaminado. É caso para se dizer: «o que não mata, imuniza!»
.

Baile de passagem de ano (Reveillon) em Moçâmedes














Retirada de Sanzalangola

27 julho 2008

Gente de Moçâmedes: 1967


Nesta foto, que reune algumas pessoas que viveram em Moçâmedes até à independência de Angola, reconheço, entre outros:
Da esq. para a dt.
Atrás: Olimpio Aquino, ?,?, Abilio Lopes Braz, João Pinto, Abilinho Aquino Braz e Albino Aquino (Bio) com o filho no colo (à dt.).
Das senhoras apenas reconheço Graça M. Nunes de Sousa Aquino e Mariazinha Pinto e Olimpia Aquino Arvela, ao centro.
As crianças à frente são: Aquino e os irmãos Aquino Arvela, José, Carlos, e Filipe. Foto gentilmente cedida por Olimpia Aquino.

25 julho 2008

Video: Dinheiro de Angola até 1975



Clicar na seta acima para ver (video) c/música: «O dinheiro não chega» de Paulo Flores
e AQUI
OUTRO FILME (clicar também aqui)
E OUTRO
(clicar também aqui)
AQUI 
Angola pepel moeda desde 1861...

24 julho 2008

Pescarias de Moçâmedes: «Industrial Canjeque


  A zona pesqueira do Canjeque, a 4m a sul de Moçâmedes. e o peixe secando nas eiras (tarimbas) da pescaria de João Viegas Ilha em sociedade com António Vicente (
«Industrial Canjeque») . Foto de Pedro Ilha

Arte de Pesca em Moçâmedes: Pescarias do Canjeque

 
 No Canjeque, a caminho do rapa (pequena traineira) «Nidia Maria», propriedade de Virgilio Nunes de Almeida. Margareth, Nidia e um empregado da pescaria.



Nesta foto, é visível a pescaria da Sociedade da Ponta Negra. Ld., de que eram sócios, Virgilio Nunes de Almeida, António Bernardino e ? Matos. Mais tarde as instalações desta pescaria foi vendida à «Projeque»
 
 Canjeque

 Pescarias de Canjeque sul a serem fustigadas por uma grande calema (1955)

 Pescarias de Canjeque sul a serem fustigadas por uma grande calema (1955)

 Pescarias de Canjeque sul a serem fustigadas por uma grande calema (1955)


Sacada em plena faina

Pequena traineira (rapa)






Foi no Canjeque, entre a Praia Amélia e a Ponta do Pau do Sul, que em finais dos anos 1940, inícios de 1950 surgiu a 1ª pescaria, pertença da Sociedade Industrial da Ponta Negra Lda., cujos sócios eram Virgilio Nunes de Almeida, António Bernardino e Matos. Em seguida, com o desmantelamento das primitivas pescarias na Torre do Tombo, em plena baía de Moçâmedes, e a deslocalização das mesmas, transferiram-se para ali algumas delas , como foi o caso da pescaria de Eduardo (Aníbal) Nunes de Almeida, mais tarde vendida à sociedade Manuel Vicente e Joâo Viegas Ilha.

As instalações da Sociedade Industrial da Ponta Negra Lda, mais tarde desfeita, deu lugar à  «Projeque», Sociedade Anónima por Acções, de que faziam parte um grupo de industriais cujas pescarias  haviam sido desmanteladas por força da construção da avenida marginal e do porto de cais.

Numa primeira fase, a Projeque esteve voltada para a indústria de peixe seco, tendo porém evoluido para a industrialização de farinhas e óleos de peixe, para o que teria contribuido a entrada de novos associados, entre os quais António Gonçalves de Matos, José Cicorel, Lourenço, e outros que a memória não permite recordar.

A «Projeque», tendo à sua frente os administradores Carlos Manuel Guedes Lisboa e João Viegas Ilha, viria a ser um dos empreendimentos que obteve maior sucesso em Moçâmedes, reportando-me, é claro, às condições com que esta Sociedade fora criada, ou seja, por pequenos industriais deslocalizados e
sem qualquer ajuda do Estado, e tendo em conta que outros tantos deslocalizados que desta sociedade não quizeram fazer parte, acabariam por sucumbir ou por se dedicar, até ao fim dos seus dias, à pesca à linha e venda de peixe fresco destinado às peixarias.

Moçâmedes possuia várias industrias de pesca de sucesso , entre as quais seria de salientar a de Joâo Duarte e a Venâncio Guimarães, ambas na Praia Amélia e as de Torres e Irmão e de Patrício Lda. , ambas
no Saco do Giraúl, para além das muitas mais que existiam em todo o distrito que englobava Baía dos Tigres, Porto Alexandre (Tombwa), Pinda, Cabo Negro, Baia das Pipas, Mucuio, Mariquita, Chapéu Armado, Baba, São Nicolau (Bentiaba), Vissonga, Lucira.



Sobre pesca em Moçâmedes: clicar AQUI
Fotos (4ª, 5ª e 6ª) gentilmente cedidas por Pedro Ilha.