Texto coberto pelas leis de Copyright. Partilha impõe o respeito por essas leis , identificando o nome e proveniência do autor, sendo considerado PLÁGIO quem não as respeitar. MariaNJardim

27 julho 2008

Gente de Moçâmedes: 1967


Nesta foto, que reune algumas pessoas que viveram em Moçâmedes até à independência de Angola, reconheço, entre outros:
Da esq. para a dt.
Atrás: Olimpio Aquino, ?,?, Abilio Lopes Braz, João Pinto, Abilinho Aquino Braz e Albino Aquino (Bio) com o filho no colo (à dt.).
Das senhoras apenas reconheço Graça M. Nunes de Sousa Aquino e Mariazinha Pinto e Olimpia Aquino Arvela, ao centro.
As crianças à frente são: Aquino e os irmãos Aquino Arvela, José, Carlos, e Filipe. Foto gentilmente cedida por Olimpia Aquino.

25 julho 2008

Video: Dinheiro de Angola até 1975



Clicar na seta acima para ver (video) c/música: «O dinheiro não chega» de Paulo Flores
e AQUI
OUTRO FILME (clicar também aqui)
E OUTRO
(clicar também aqui)
AQUI 
Angola pepel moeda desde 1861...

24 julho 2008

Pescarias de Moçâmedes: «Industrial Canjeque


  A zona pesqueira do Canjeque, a 4m a sul de Moçâmedes. e o peixe secando nas eiras (tarimbas) da pescaria de João Viegas Ilha em sociedade com António Vicente (
«Industrial Canjeque») . Foto de Pedro Ilha

Arte de Pesca em Moçâmedes: Pescarias do Canjeque

 
 No Canjeque, a caminho do rapa (pequena traineira) «Nidia Maria», propriedade de Virgilio Nunes de Almeida. Margareth, Nidia e um empregado da pescaria.



Nesta foto, é visível a pescaria da Sociedade da Ponta Negra. Ld., de que eram sócios, Virgilio Nunes de Almeida, António Bernardino e ? Matos. Mais tarde as instalações desta pescaria foi vendida à «Projeque»
 
 Canjeque

 Pescarias de Canjeque sul a serem fustigadas por uma grande calema (1955)

 Pescarias de Canjeque sul a serem fustigadas por uma grande calema (1955)

 Pescarias de Canjeque sul a serem fustigadas por uma grande calema (1955)


Sacada em plena faina

Pequena traineira (rapa)






Foi no Canjeque, entre a Praia Amélia e a Ponta do Pau do Sul, que em finais dos anos 1940, inícios de 1950 surgiu a 1ª pescaria, pertença da Sociedade Industrial da Ponta Negra Lda., cujos sócios eram Virgilio Nunes de Almeida, António Bernardino e Matos. Em seguida, com o desmantelamento das primitivas pescarias na Torre do Tombo, em plena baía de Moçâmedes, e a deslocalização das mesmas, transferiram-se para ali algumas delas , como foi o caso da pescaria de Eduardo (Aníbal) Nunes de Almeida, mais tarde vendida à sociedade Manuel Vicente e Joâo Viegas Ilha.

As instalações da Sociedade Industrial da Ponta Negra Lda, mais tarde desfeita, deu lugar à  «Projeque», Sociedade Anónima por Acções, de que faziam parte um grupo de industriais cujas pescarias  haviam sido desmanteladas por força da construção da avenida marginal e do porto de cais.

Numa primeira fase, a Projeque esteve voltada para a indústria de peixe seco, tendo porém evoluido para a industrialização de farinhas e óleos de peixe, para o que teria contribuido a entrada de novos associados, entre os quais António Gonçalves de Matos, José Cicorel, Lourenço, e outros que a memória não permite recordar.

A «Projeque», tendo à sua frente os administradores Carlos Manuel Guedes Lisboa e João Viegas Ilha, viria a ser um dos empreendimentos que obteve maior sucesso em Moçâmedes, reportando-me, é claro, às condições com que esta Sociedade fora criada, ou seja, por pequenos industriais deslocalizados e
sem qualquer ajuda do Estado, e tendo em conta que outros tantos deslocalizados que desta sociedade não quizeram fazer parte, acabariam por sucumbir ou por se dedicar, até ao fim dos seus dias, à pesca à linha e venda de peixe fresco destinado às peixarias.

Moçâmedes possuia várias industrias de pesca de sucesso , entre as quais seria de salientar a de Joâo Duarte e a Venâncio Guimarães, ambas na Praia Amélia e as de Torres e Irmão e de Patrício Lda. , ambas
no Saco do Giraúl, para além das muitas mais que existiam em todo o distrito que englobava Baía dos Tigres, Porto Alexandre (Tombwa), Pinda, Cabo Negro, Baia das Pipas, Mucuio, Mariquita, Chapéu Armado, Baba, São Nicolau (Bentiaba), Vissonga, Lucira.



Sobre pesca em Moçâmedes: clicar AQUI
Fotos (4ª, 5ª e 6ª) gentilmente cedidas por Pedro Ilha.

Arte de Pesca em Moçâmedes; Traineira Carlos Lisboa















Inauguração da Traineira da Projeque, a "Carlos Lisboa" , em Agosto de 1968. Foto gentilmente cedida por Pedro Ilha.

A arte de pesca em Moçâmedes: Traineiras de João Duarte































1ª foto : A traineira de João Duarte, «Maria Margarida» passando junto a um navio de passageiros, ancorado ao largo, na baía de Moçâmedes.

Desconheço a data desta foto, onde traineira e navio se encontram embandeirados, mas tudo indica que tenha sido tirada
no decurso da visita do Governador Geral de Angola, Tenente Coronel Horácio José de Sá Viana Rebelo, quando a inauguração do 1º troço do cais do porto de Moçâmedes, em 24.05.1957, cujas obras haviam sido iniciadas no dia 24.06.1954, por ocasião da visita do Presidente da República, General Francisco Higino Craveiro Lopes.

Para ver fotos sobre esta visita clicar AQUI
Para ver fotos sobre a visita a Moçâmedes do General Craveiro Lopes , clicar AQUI.

Esta foto encontrei In Mazungue

2ª foto: Outra traineira do mesmo proprietário, a «São João de Deus».



Moçâmedes era o distrito de Angola onde a população branca era em maioria. Isto acontecia porque ao chegarem ali os portugueses apenas encontraram duas pequenas tribos vivendo junto das várzeas dos rios Bero e Giraúl, dos sobas Mossungo e Giraul respectivamente, os restantes povos do Distrito viviam em regime nómade, seminómade  camcurreando o Deserto do Namibe, na busca de pastos para os seus bois. Eram todos eles avessos à integração,  havendo desde sempre grande dificuldade no recrutamento de trabalhadores para ajudarem na  agricultura e na arte da pesca. 

De início eram escravos recrutados no centro e norte de Angola, junto dos sobas, e chegaram a ser distribuidos por Moçâmedes escravos libertados de navios de tráfico negreiro para o Brasil e Américas que operavam na clandestinidade e iam sendo apresados clandestino após a entrada em vigôr do Decreto de abolição de Sá da Bandeira.  Por esta altura, o recurso era o contrato a tempo certo, geralmente por 2 anos, e o recrutamento era efectuado através de angariadores e da autoridade administrativa da zona em conjunto com o «soba», ou seja, a autoridade tradicional de cada região. Numa primeira fase o salário estipulado era-lhes pago no final de cada mês, a partir de determinada altura, parte do salário passou a ser depositado mensalmente pelo patronato na Administração do Concelho, para lhes ser entregue no final do contrato.

O contrato incluía alojamento, roupa de trabalho, cobertores, e uma base de ingredientes para a alimentação da sua preferência (tomate, farinha de milho, óleo de palma, peixe seco ou fresco (preferiam o seco), feijão, carne, limão,
batata doce. Os trabalhadores contratados podiam contar também com assistência médica e medicamentosa que era fornecida pelo médico e enfermeiros do Sindicato da Pesca do Distrito de Moçâmedes, ao qual os seus «patrões» estavam associados. Alguns desses trabalhadores no final do contrato e após terem regressado às suas terras, voltavam por sua conta para as pescarias, já sem qualquer contrato, e ali ficavam como capatazes, motoristas, etc, mas eram raros os que o faziam porque a maioria regressava aos seus «kimbos» de origem, no interior, onde se dedicavam à agricultura, criação de gado, pastorícia, etc. O gado era a sua maior riqueza e muitas muitas vezes acontecia chegarem às pescarias para trabalhar em regime de contrato, indivíduos cujos pais possuíam em gado uma pequena fortuna.

Os salários bem como o preço do pescado eram os estipulados pelos orgãos estatais, e, escusado será dizer que eram irrisórios, em consequência do regime de então que organizava e detinha o leme da sociedade, e porque a rentabilidade por vezes não dava para muito mais. Para além de que muitos dos «patrões» iam sobrevivendo sempre dependentes das crises cíclicas do pescado e do baixo preço a que o mesmo era colocado nos mercados.


«Quimbares»
, chamava-se assim, o povo de origem africana desde há muito enraizado em Moçâmedes, urbanizado e aportuguesado, que vivia na periferia da cidade, mas não totalmente integrado, porque na sua maioria eram iletrados, viviam na base da subsistência e nada preocupados em mandar os filhos à escola das missões que embora não cobrissem o território, já estavam bastante dissiminadas e  abertas aos não «assimilados».


23 julho 2008

Artes de Pesca em Moçâmedes: Taineiras de João Duarte na Praia Amélia






























1ª foto: Esta era uma das traineiras de Joâo Duarte, baptizada com o nome de «Zita Lourdes», a
filha mais velha do proprietário, e cujas instalações pesqueiras ficava na Praia Amélia, a 5 km da cidade de Moçâmedes. Ao fundo, podemos ver as instalações pesqueiras de Venâncio Guimarães: 1957

2ª foto: Esta é a 2ª traineira de João Duarte, baptizada com nome «Maria Margarida», em homenagem à filha mais nova do proprietário. Ao fundo, outra zona de pescarias, o Canjeque (na parte mais próxima à Praia Amélia).
Traineira construida nos estaleiros do Zé Alexandre, em Porto Alexandre.

Passarei a transcrever aqui uma passagem que encontrei in Mazungue
, escrita por um dos muitos netos de João Duarte:

«Bem este tema é muito importante porquanto umas das maiores riquezas de Angola eram os produtos naturais e derivados das pescas (peixe em conserva, peixe seco, peixe meia-cura, oleo de peixe e a farinha de peixe). Registe-se , de passagem que, Portugal foi (através de Angola), o 2º maior produtor mundial de farinha de peixe, logo a seguir ao Peru. As tecnologias usadas na fabricação da farinha de peixe era considerada (à época, anos 69/70) como tecnologias de ponta usadas e oriundas dos países e mais desenvolvidos do Mundo (por exemplo, a tecnologia norueguesa).
Por outro lado esta riqueza natural provocou a fixação de grande parte das colónias de portugueses que povoaram o litoral angolano - na maioria pescadores ou profissionais ligados à industria pesqueira oriundos das vilas pesqueiras de norte a sul de Portugal Continental. Daí que as cidades de Luanda, Lobito, Benguela, Moçâmedes e Porto Alexandre tivessem um desenvolvimento demográfico substancial .
Eu próprio vivi essa experiência através dos meus ascendentes - o meu avô, João Duarte, foi com 15 anos para Angola (Moçâmedes) e transformou-se num industrial de pesca, começando por comprar uma pequena embarcação a gasolina (baleeira ou sacada?), depois mais uma, mais outra e por aí adiante. Em 1968, quando faleceu tinha uma fábrica Praia Amélia -de farinha e óleo de peixe numa praia concessionada - a Praia Amélia -(junto a Moçâmedes) e três embarcações que garantiam a matéria prima - as traineiras São João de Deus, Zita Lourdes e Maria Margarida. Por outro lado o meu pai também comandou os destinos da fábrica mais moderna da Porto Alexandre - a SIAL - mandada construir por um consórcio de industriais de pesca de Moçâmedes e de Porto Alexandre.
Vão aqui algumas fotos das traineiras do meu avô e também da Praia Amélia onde estava localizada a sua fábrica e onde ele mandou erigir várias infraestruturas de betão que incluiam casas para os colaboradores qualificados e até uma pequena capela, abençoada pela sua Santa Padroeira - a Nossa Senhora dos Remédios (detenho um filme em 8 mm, agora em dvd, com a inauguração dessa capela!!!).

1ª Maria Margarida - havia uma grande preocupação em fotografar estes barcos quando vinham carregados de peixe, enterrados na água, não deixando descortinar todo o seu próprio esplendor marítimo...»

in Mazungue
Blog do autor

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Jovens estudantes num baile no Atlético Clube de Moçâmedes : década de 60

.

Alunos da Escola Comercial e Industrial Infante D. Henrique: anos 60


1ª foto: Interessante foto, tirada nas traseiras da Escola Comercial e Industrial Infante D. Henrique, EICIDH, onde podemos os alunos e as alunas da referida Escola assistindo a um jogo de futebol. Eles, espalhados pelos terraços e campo de jogos da Escola, elas, espreitando a partir dos corredores do 1º e 2º andar da referida Escola ( à esq.).

2ª foto: Tirada no mesmo dia, esta foto mostra-nos mais de perto um grupo de estudantes da EICIDH, Escola Comercial e Industrial Infante D. Henriques a assitir ao jogo de futebol referido, enquanto um deles, Carlos Veríssimo, o mais vocacionado para estas coisas da rádio, faz o relato do acontecimento. Ao seu lado direito, de bigode, o Edgar Teixeira , radialista do Rádio Clube de Moçâmedes, o Márito Pereira (filho do Anatálio e neto do Mestre Alfredo) e o Beto Teles (filho do Teles da Farmácia).

Na foto, em pé, vê-se o professor Serrano, prof. de Ed. Fisica (de camisa escura), e mais recuado, também de pé, o sub-director da Escola, Dr. Campos (junto à coluna).

O jogo de futebol serviu para inaugurar o campo de futebol da Escola. Mobilizou os alunos e professores, e foi um acontecimento inesquecível, prova de que os alunos, quando mobilizados, são uma força do futuro. Este acontecimento só foi possivel, devido ao empenho pessoal do prof. Vitória Pereira, o "terrivel" MAC professor de Fisica e Quimica, professor exigente mas de uma sensibilidade fora do comum. Saíu do seu bolso o dinheiro para a compra das camisolas.

Fotos e descrições gentilmente cedidas por Carlos Veríssimo.

Gente de Moçâmedes na Praia das Miragens: anos 60?




























N 1ª foto tirada na Praia das Miragens, reconheço, da esq. para a dt. `frente: Carlos Jrdim, Arménio Jardim, Gulherme Jardim, Angelino Jardim, ? e Alvaro Jardim

2ª foto: Mais uma foto de frequentadores domingueiros da Praia das Miragens, em Moçâmedes. Desta vez, reconheço na 2ª foto, de pé, atrás, Angelino Jardim e sentado com uma criança, Guilherme Jardim. Por detrás, ao fundo, o Clube Nautico.


Excursão de estudantes da EICIDH de Moçâmedes: finais da década de 60


Gente de Moçâmedes: 1956


Da esq. para a dt, reconheço nesta foto, tirada num banco do jardim sa Avenida da Praia do Bonfim, Carlos Vieira Calão (2º), Olímpio Aquino (2º) e Amilcar de Almeida (3º).

22 julho 2008

Jovens estudanies de Moçâmedes desfilam num cortejo de carros realizado em finais dos anos 60
















Trata-se de um desfile ocorrido em Moçâmedes nos finais da década de 60, ontudo não se sabe bem de que desfile se trata. Inauguração em Março das «Festas do mar»? Cortejo de Carnaval?

Apenas se tem a certeza de uma coisa: que se de um grupo de jovens raparigas estudantes, e que foi no Verão! De facto o transporte parece-me uma das «camionetes» de recolha do lixo da Câmara Municipal de Moçâmedes (até tem o número), ou seja da entidade organizadora das «Festas, do Mar». Na foto, podemos ver também o edifício do Governo do Distrito, que fica a meio da então denominada Avenida Felner, a avenida sobranceira ao mar, que vai do Palácio do Governador até à Torre do Tombo.

Quanto aos nomes, o amigo que me enviou a foto, refere que reconheceu, entre outras, as seguintes raparigas : Tininha, Marzita, Fíló, Magda, Celly, Luisinha.

Foto gentilmente cedida por Carlos Veríssimo.

Jovens Vicentinos de Moçâmedes



Jovens Vicentinos de Moçâmedes.
Foto gentilmente cedida por Carlos Veríssimo.

Na fila de trás, da esq para a direita: Tota, Mendes, Helder Roló, Pio Riscado, o Sr. Osório (tesoureiro do Banco de Angola), ?, Quelhas, ?.
Na fila do meio: Neto, Jorge Brás, eCarlos Vríssimo e Padre Noronha.
Na fila de baixo: Quelhas (mais velho), ?. e Escaroupa.

21 julho 2008

Basquetebolistas do Ginásio Clube da Torre do Tombo em Molàmedes e em terras de Benguela: 1953 em diante


 

Esta é a foto mais antiga, de 1954, em que eu me encontro incluida.  Equipa (efectiva) do Ginásio Clube da Torre do Tombo, tendo em cima: Nidia Almeida, Francelina Gomes e Helena Gomes, e embaixo; Eduarda Bauleth de Almeida e Celísia Calão. 

1955, já com Fernando Galvão como treinador,  mas ainda com Helena Santos na equipa principal.
1956. Aqui já não se encontra Helena Santos. Esta a equipa principal tendo Paula Ferreira, em cima, à dt, como suplente,

 

Segue um grupo de fotos das mesmas basquetebolistas do Ginásio Clube da Torre do Tombo,  estas de 1955,  quando enquanto campeãs do distrito de Moçâmedes foram sa Benguela disputar o torneio do sul de Angola.

 

Equipa de basquetebol do Ginásio Clube da Torre do Tombo, a bordo do navio, à sua chegada a Benguela, em 1955. Da esq. para a dt. Em cima: Fernando França Galvão (treinador), Francelina Gomes, Paula Ferreira, Manuela Bodião, Nidia Almeida e Emelina Galvão (esposado treinador). Embaixo: Ricardina Lisboa, Eduarda Bauleth de Almeida, Helena Gomes e Celísia Calão.

 

 Celísia Calão a bordo do navio, à chegada a Benguela. 

Equipa de basquetebol feminino do Ginásio Clube da Torre do Tombo, em 1955, em Benguela. Da esq. para a dt. Em cima: Celísia Calão, Frencelina Gomes, Paula Ferreira e Ricardina Lisboa. Embaixo: Nidia Almeida, Helena Gomes, Manuela Bodião e Eduarda Bauleth de Almeida. 

As equipas do Ginásio Clube da Torre do Tombo e do Clube Feminino de Benguela: na mesma data, Em cima: Nidia Almeida, Paula Ferreira, Eduarda Bauleth de Almeida, Celísia Calão, Francelina Gomes, Helena Gomes e José Pedro Bauleth (treinador) Embaixo: Gina Mendonça, Delfina, Eteanette, Edith Soeiro, ??, Helena Morezo, Teresa e ?,

 

Ainda em Benguela, as basquetebolistas das equipas do Ginásio da Torre do Tombo e do Clube Feminino de Benguela,em 1955: Da esq. para a dt., em cima: Helena Gomes (Ginásio), Virgínia Mendonça, Eteanete, ?, irmã da Virginia Mendonça, Helena Soeiro ( todas do Feminino de Benguela), Francelina Gomes (Ginásio), Alexandra (Feminino de Benguela) e Paula Ferreira (Ginásio) Ainda de pé, e à dt: Celisia Calão (Ginásio), ?, Manuela Bodião (Ginásio) e Nídia Almeida (Ginásio). Embaixo: Eduarda Bauleth de Almeida (Ginásio), ?,?, Ricardina Lisboa (Ginásio) e Teresa ? (Feminino de Benguela),

 

Ainda em Benguela, elemento da equipa do Ginásio: Ricardina Lisboa, Celísia Calão, Francelina Gomes e Nídia Almeida, com Amilcar de Sousa Almeida.  

Seguem fotos dispersas igualmente do basquetebol feminino do Ginásio Clube da Torre do Tombo, clube que se revelou com esta modalidade na década de 1950, e não foi além dela, porquanto  entrou em decadência nos finais com o abandono do bairro da maioria dos seus moradores que se foram transferindo para as novas moradias que foram surgindo em Moçâmedes, garças à Sociedade Cooperativa  de Habitação "O Lar do Namibe" , moradias essas de grande qualidade e beleza, que vieram alindar a cidade, e preencher a gritante carència de habitação em Moçâmedes e por toda a Angola. 

 

Seguem outras fotos do mesmo time, dispersas, todas da 2ª metade dos anos 1950: 


Helena Gomes, do Ginásio Clube de Moçâmedes num lance de bola ao cesto, em grande estilo....
 
 
 
No campo de jogos do Sporting, um encontro entre o Ginásio Clube de Moçâmedes e o Benfica da terra.  Vê-se Celísia Calão com a bola
 
 
Carlos Moutinho do RCM entrevista Celísia Calão 


 No campo de jogos do Sporting, um encontro entre o Ginásio Clube de Moçâmedes e o Benfica da terra. 
 
Em 1955, na selecção de Moçâmedes, metade das basquetebolistas eram do GCTT
 

Francelina Gomes dando vivas após ter recebido a taça. Equipa do Ginásio Clube da Torre do Tombo em 1955Da esq. para a dt.  Em cima: Paula Ferreira, Helena Gomes, Fernando Franca Galvão (treinador), Francelina Gomes e Helena Santos.

 Celísia Calão cumprimenta o  Governador Geral de Angola, Tenente Coronel Horácio José de Sá Viana Rebelo, que tina vindo a Moçâmedes inaugurar o Cais acostável
Aqui o 1º treinador do GCTT:  Santos com a filha Celeste Santos e Celísia
A 1ª equipa do GCTT em 1953. Em cima e da esq para a dt: Helena Gomes, Eduarda Vicente, Paula Ferreira, o treinador Santos,  Violete Velhinho, Helena Santos e Francelina Gomes.  Embaixo: Celeste Santos, Aurora Teixeira (Cambuta),  Celisia Calão e Eduarda Bauleth. As irmás Francelina e Hele Gomes tinham transitado do Atlético de Moçâmedes, onde tinham iniciado a sua actividade nesta modalidade desportiva.

 Por volta de 1957 o Ginásio tentou formar uma equipa de basquetebolistas juniores ou infantis, mas foi sol de pouca dura, numa fase que já se mostrava crítica do clube, tendo alguns elementos passado a fazer parte do Sport Moçâmedes e Benfica, quando a mesma se esboroou. Em cima, da equipa do Benfica de Moçâmedes são, da esq, para a dt:  Zelda Ferreira da Silva, ?,?, Elsa Bernardino, as irmás Manuela e? Leitão e  Amélia Castro. Embaixo, da equipa do GCTT: Vitória Rosa, Madalena Seixal,  Lili Góis Teles,  Betinha Bagarrão, Augustinha, Maria do Carmo Barra,  e  ? Seixal.



.Basquetebolistas do Ginásio, do Benfica, do Atlético de Moçâmedes e do Independente de Porto Alexandre, em 1953

20 julho 2008

O padre Galhano na equipa de futebol (reservas) do Ginásio Clube da Torre do Tombo: 1955


Esta era a quipa de reservas do Ginásio Clube da Torre do Tombo, em 1955, momentos antes da realização de um jogo no campo de futebol da vizinha Porto Alexandre. Da esq. para a dt, em cima: Pedro Eusébio, Aires Domingos, ?, Fernando Peçanha, Abano, Joaquin Gregório e ? Embaixo: Pacheco, John Pereira, Padre Galhano, Fernando Pestana e Amilcar de Almeida. Foto tirada em 1955. Foto gentilmente cedida por Amilcar de Sousa Almeida. Repare-se nla figura do gentil homem de barbas e barrete negro. Trata-se do Padre Guilhermino Galhano, pessoa muito estimada em Moçâmedes, carola do Ginásio Clube da Torre do Tombo e do futebol, que ele próprio praticou, descontraidamente, lado a lado com os jovens daquele clube pioneiro. Aliás, o Padre Galhano era um padre moderno, no bom sentido do termo, que sabia chamar a si os jovens e as crianças da terra. Ainda recordo com a sua imagem, de longas barba, boina e meias negras, com sua batina branca esvoaçante, a jogar à bola com as crianças, no descampado que ficava entre a Igreja Paroquial de Santo Adrião e o Palácio do Governador. Ver tb:  Memórias Desportivas,

Moçâmedes, Ponta do Pau do Sul, Canjeque. 1956



A vista da cidade de Moçâmedes a partir da Ponta do Pau do Sul era um espectáculo digno de se ver embora esta foto, a preto e branco e tirada com máquinas antigas, não o mostre. Aqui estou eu e  as duas amigas do peito Betinha e Gracietinha Bagarrão...

Recordo como nesse dia e em outros mar azul de Moçâmedesme entrava nas profundezas da alma, a tal ponto que ainda hoje, passados que foram 32 longos anos, é a olhar o mar que me sinto bem.. O local é um autêntico miradouro sobre a cidade! Ano 1956


 

Amilcar Almeida e as manas Betinha e Gracietinha Ilha Bagarrão observam o mar de Moçâmedes, do topo da falésia,   numa zona entre a Ponta do Pau do Sul e o Canjeque...
 
 [Canjeque+e+P+Amelia.jpg]

Olhando do cimo da Ponta do Pau do Sul, para o mar e para a esq,  vemos o Canjeque... Esta era a zona onde o mar era mais calmo e excelente o fundeadoro..
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhv1qQKQ9DGIMoB4MDj3qsZY44Tjgz25rDqgItZEM7Y75yEygbR8rRLk-jmJStQaLHP2_F0xnn-J4NEXRbnfX_83H03aM3MMtdL3wFLLQY1Ldm60JXrLVKBE-pIrTiPkDduECJ9P4KPxBzH/s400/Calemas+Mo%C3%A7%C3%A2medes.jpg
Para além do Canjeque, a olhar a Praia Amélia, ter uma pescaria alí com ponte e as instalações de salga na base da falésia rochosa e em cima do mar, era uma ventura! Em 1955, data em que esta foto foi tirada, fustigantes "calemas" desmantelaram pontes e destruiram instalações...
 
 
Até 1950 quem subisse à falésia da Torre do Tombo, a caminho da Ponta do Pau do Sul, era esta a vista que tinha sobre a cidade...Em 1954  já todas estar pescarias haviam sido demolidas para darem lugar ao cais comercial...e à ARAN!
 
 
 
 
NAMIBE

Por tê-lo assim tão perto,
A areia deste deserto
Enamorou-se do mar.
E viver ardente, corada
Por sentir-se desejada
Desejada sem se dar.

Angola 1968

Concha Pinhão (Do livro de poemas «Sabor Amargo»