15 outubro 2011

Finalistas do meu ano na Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes (Cursos Geral de Comércio e Curso de Formação Feminina): 1956/7



 



Nas escadarias da Escola Portugal. Clicar sobre esta espectacular foto para aumentar. Foto cedida por uma conterrânea


Reconheço de entre estes alunos e alunas da Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes, que posam para a posteridade nas escadarias da Escola Portugal,  em 1947  (de cima para baixo, e da esq. para a dt) : 1º degrau. Beto de Sousa, Mário Guedes, ?,?, José Carlos Guedes Lisboa (Lolita),?,?,?,?,? Manuela Bajouca, Fátima Duarte, ?,?,?,?,?,?,?,3º degrau: 5. ?,?,?, Salete Bráz, Isabel Ferreirim,?,?, 4º degrau: .?,?,? Aninhas Gouveia, Luzete de Sousa,?, ?, 5º degrau: 3. ?,?,?,?, ?, ?,?, 6º degrau: 2. Fernanda Pólvora Dias, ?,?,?,?,?, Maria Emilia Ramos, ? 7º degrau: Maria Helena Ramos, ?, ?, Raquel Martins Nunes, ?, Maria Orbela Gomes Guedes da Silva, Maria Augusta Esteves Isidoro, ?,?, Maximina Teixeira, Salette Leitão, ?, Elizete Costa ...







 Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes. O corpo docente e alunos
Da esq para a dt. Em cima: Cecílio Moreira (mestre de Ginástica, Construção Naval e Trabalhos Manuais), ?, Dr Borges (Director), Padre Galhano (Moral),  ?.?. professor Carrilho. As alunas: Leonor Bajouca, Ilda Silva, Lúcia Brazão, ?Mangericão. Mais à frente, Fátima Duarte e Salete Leitão.. Os alunos: ?, Ferreira, ?,?, Carlitos Alves e?



 

 

 




 Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes
 


 Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes
 

 


 Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes
 
Orlando Salvador e Humberto Pinho Gomes

 Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes



 

Alunos e alunas da Escola Prática de Pesca e Comércio do Distrito de Moçâmedes, em 1948. Este era o quintal interior para onde desembocava, as salas de aula da dita Escola, já em péssimas condições de conservação como se pode ver. Clicar sobre a foto para aumentar. É grande.

Esta interessantíssima foto, gentilmente cedida por Antonieta Bagarrão Lisboa, permite-nos ver o conjunto de alunos/as que frequentavam esta escola do 1º ao 5º ano, nesse ano lectivo de 1948/49. Actualmente já na casa dos 70 anos e mais , felizmente a maioria ainda vivos e cheios de vitalidade, talvez reflexo da boa alimentação que tiveram na infância em Moçâmedes /Angola), terra do bom peixe rico em omega3 etc etc. Vêem-se alguns dos professores que na altura leccionavam nesta Escola, a única escola secundária do distrito. Reconheço, entre outros, de baixo para cima, e da esq. para a dt: 1. Albino Aquino (Bio), Carlos Pinho Gomes, ?, Manuel Dias Monteiro (Neca), ?, Amilcar de Sousa Almeida, José Patrício, Arnaldo Van der Keller (Nado)?, Carlos Manuel Guedes Lisboa (Lolita, Nito Abreu, Bajouca, José Duarte (Zézinho), Manuel Rodrigues Araújo, António José de Carvalho Minas (Tó Zé) e Norberto Edgar Neves de Almeida (Nor). 2. Carlos Vieira Calão, ??????, Fernando Morais (7º de camisa escura), ???, Licas Freitas (de pé, ao centro), Dito Abano, Jaime Custódio, Zezo Freitas de Sousa, Carequeja,?, Elisio Soares, ???, Beto de Sousa, ??, Albertino Gomes, e?. 3. Antonieta Almeida Bagarrão (Dédé), Mimi Carvalho (5ª) Maximina Teixeira (8º),???. 4. Fátima Abrantes, ?, Nélinha Costa Santos, Salete Leitão, Fátima Duarte, Melanie Sacramento, Carolina Mangericão,?, Lucia Brazão Reis, ???, Raquel Martins Nunes, Mª Orbela Gomes Guedes da Silva, ???, Fernanda Vieira,... 5. Francelina da Costa Gomes, ???, Augusto Martins (func. da Escola), ??, Padre Guilhermino Galhano, Dr Domingos Borges (Director da Escola), ??, Professor Carrilho (Dact/Caligraf/Estenograf.), Luzete Sousa, e mais à dt, Bernatdete Diogo, ?, e Fernandina Peyroteu. Estas são algumas das fotos mais antigas sobre escolas e estudantes de Moçâmedes que consegui até agora reunir. Referem-se aos anos 1940. Presume-se que no tempo das nossas mães (anos 1920/30) não estivesse muito divulgada entre nós a arte de fotografar que o fotógrafo Antunes Salvador veio revolucionar, reunindo um estraordinário espólio, pois estava presente em todos os eventos sociais, a todos os actos públicos, levados a cabo da pacata Moçâmedes de então, quer por iniciativa própria (para fotografar e ganhar algum...), quer por solicitação dos habitantes.


Moçâmedes: O  Ensino Secundário e a sua História



1. A primitiva Escola Márítima

O seu curso preparatório tinha a duração de dois anos e pretendia ministrar aos alunos o ensino primário complementar, o que só pode conceber-se se soubessem já ler e escrever correntemente e efectuar as operações aritméticas. Estava previsto que, além da parte literária propriamente dita, aprendessem outras coisas, como ginástica educativa, exercícios paramilitares, natação, remo, trabalhos de velame, cordoaria e calafate. Deveriam estudar também os acidentes geográficos litorais de Angola, sobretudo os da costa do distrito de Moçâmedes, a influência e orientação predominante dos ventos, correntes, etc.. Eram ainda ministradas aos alunos noções relacionadas com a História da Colonização do Sul de Angola.

O curso especial, que durava também dois anos, consistia no estudo de Aritmética e Geometria, Físico-Química, Ciências Histórico-Naturais, Legislação, Contabilidade, Escrituração Comercial, Desenho, Indústrias Marítimas, Construções Navais, etc.. A parte prática do curso obrigava a aprender a fazer sondagens, medir a força das correntes, treino na caça à baleia, fabricação de óleos, guanos e colas, curtume de peles. etc..

Pode dizer-se que, em boa parte, esta escola foi transformada, como já mencionámos atrás, na Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes (1), criada em 23 de Agosto de 1919, vindo em 30 de Novembro de 1936 a dar a Escola Prática de Pesca e Comércio, que por natural evolução passou a ser, mais adiante, a Escola Industrial Marítima e Escola Industrial e Comercial Infante D. Henrique. ...» (2)

(1) Sabe-se, conf. Leonel Cosme seu "Nova Lisboa Nova Lisboa, capital de Angola", que em 1919 Filomeno da Câmara ousou criar, à revelia do Poder Central, o Liceu de Luanda e duas Escolas Primárias Superiores, em Sá da Bandeira e Moçâmedes, que seriam regulamentadas, três anos depois, por Norton de Matos.



SEGUEM MAIS ALGUNS TEXTOS ILUCIDATIVOS SOBRE A HISTÓRIA DO ENSINO SECUNDÁRIO EM MOÇÂMEDES :


"...Referimo-nos já, em diversos lugares deste trabalho, à determinação de 23 de Agosto de 1919, do visconde de Pedralva, Francisco Coelho do Amaral Reis, quando criou em Luanda uma escola comercial e uma escola industrial, que deveriam funcionar anexas ao liceu, e concedeu autorização aos governadores dos distritos de Benguela, Huíla e Moçâmedes para criarem e fazerem funcionar em cada uma das suas capitais as respectivas escolas primárias superiores. Em Moçâmedes, demorou bastante tempo para que a medida fosse aplicada e a resolução concretizada. Só em 30 de Março de 1925 foi decidido que a Escola Primária Superior de Moçâmedes entrasse em funcionamento, no ano lectivo que ia iniciar-se. Simultaneamente, era aprovado, publicado e entrou em vigor o respectivo regulamento.

No dia 23 de Maio do mesmo ano era-lhe atribuído como patrono o conhecido e prestigioso governador-geral de Angola cujo nome de certo modo já a cidade ostentava — José de Almeida e Vasconcelos Soveral de Carvalho da Maia Soares de Albergaria, vulgarmente conhecido por Barão de Moçâmedes. Segundo o que dispunha a portaria de 17 de Junho de 1927, a Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes passou a ser directamente administrada pelo Estado, visto que a Câmara Municipal não reunia condições para continuar a manter o encargo de sustentá-la, pois lhe faltavam recursos monetários. Os seus professores estavam sem receber os vencimentos desde Novembro do ano anterior, por falta de verba com que pudessem ser pagos. Ora esta situação não podia manter-se indefinidamente, não se antevendo qualquer hipótese de solução, qualquer possibilidade de resolver o impasse, a não ser a que foi executada, dando assim remédio àquele embaraço.

A partir de 10 de Julho de 1930, a Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes passou a adoptar períodos lectivos idênticos aos dos liceus, fazendo coincidir as férias com as destes estabelecimentos de ensino. Tal como acontecera em Sá da Bandeira, sonhava-se com a promoção e transformação da escola, elevando-a a categoria superior na escala da classificação. Os respectivos professores não deixavam de salientar por todos os meios de que dispunham que se tratava de uma escola de ensino secundário, pugnando para que assim fosse considerada. O decreto de 30 de Novembro de 1936, que tinha em vista organizar em moldes novos o orçamento dos territórios ultramarinos, pondo em prática os princípios já experimentados em Portugal, extinguiu a Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes, do distrito e cidade deste nome, e criou em sua substituição a Escola Prática de Pesca e Comércio. O diploma legislativo de 9 de Janeiro de 1937, tendo em consideração os diversos problemas levantados com a extinção daquele estabelecimento e a criação deste, de categoria que se não considerava exactamente igual nem superior, determinou que os exames finais dos alunos a frequentá-lo, chamados também exames de saída, seriam realizados no decorrer desse mês de Janeiro, sendo o júri constituído pelos professores em exercício. O director da escola e o único professor efectivo que nele trabalhavam transitariam, sem mais exigências, para o quadro do recém-criado estabelecimento de ensino. Havia um texto legal que defendia que o ensino ministrado em cada meio social fosse o mais adaptado possível ao seu ambiente e às suas necessidades. Por isso entendeu-se que, sendo Moçâmedes terra de pescadores, a nova escola deveria ter esta característica e, portanto, relacionar-se com as actividades marítimas e o sector piscatório.

No dia 3 de Abril de 1937, foi aprovado o Regulamento da Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes. Segundo o que este diploma legal determinava, o ensino teria a organização seguinte:

Sexo masculino

—Mestre de pesca e carpinteiro-calafate;

Sexo feminino

—Costura e bordados;

Os dois sexos

—Curso geral do comércio. No curso de mestre de pesca, os alunos estudariam Português, Francês, Ciências Geográfico-Naturais, Matemática, Desenho e Trabalhos Manuais, e Educação Moral e Cívica. Tomariam contacto com os trabalhos de construção e reparação de barcos; treinariam nas actividades da navegação e pilotagem; atenderiam aos trabalhos da pesca e conserva do peixe; seriam iniciados na reparação dos instrumentos de bordo e outras tarefas afins. Os alunos do curso de carpinteiro-calafate estudariam as mesmas disciplinas e ainda Desenho de Projecções, Desenho Profissional e Estilos, e Tecnologia; nas oficinas, aprenderiam o que dizia respeito à construção e reparação de barcos. As alunas de costura e bordados estudavam as mesmas disciplinas e tinham trabalhos práticos, de cuja amplitude não podemos aperceber-nos, pois o texto legal não é suficientemente claro. No curso comercial, estudavam-se as mesmas matérias acrescidas de Inglês, Elementos de Direito Comercial, Economia Política, Noções Gerais de Comércio, Contabilidade e Escrituração Comercial, Caligrafia, Dactilografia e Estenografia. Continuava a prestar-se atenção a tudo o que dizia respeito à pesca e conserva de peixe, construção e reparação de barcos. A Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes era considerada, mesmo no aspecto burocrático e estrutural, como uma escola de ensino técnico secundário, pois havia em Angola pelo menos uma escola de ensino técnico elementar, criada em 5 de Junho de 1930, a que fazemos referência no lugar próprio. Podemos chegar à mesma conclusão se atendermos ao ensino literário nela ministrado. Todavia, não chegou a criar tradição que a prestigiasse, esbatendo-se no panorama da escolaridade que temos vindo a analisar.

«...Em 17 de Março desse ano de 1952, registaram-se as seguintes realizações e alterações no campo pedagógico:—A Escola Prática de Pesca e Comércio, de Moçâmedes, foi convertida na Escola Comercial de Moçâmedes;

No dia 4 de Junho de 1952, foi determinado que entrasse em funcionamento o primeiro ano do ciclo preparatório elementar do ensino profissional, industrial e comercial. (...) A zona de influência de cada estabelecimento ficou assim definida:
(...)
—Escola Industrial e Comercial de Sá da Bandeira — distritos de Huíla e Moçâmedes, sendo neste apenas para o ensino profissional industrial;

—Escola Comercial de Moçâmedes — distrito de Moçâmedes.

(...) Estava-se em maré de alargar os cursos técnicos por essa Angola fora. (...)

Por decreto de 13 de Agosto de 1960, o respectivo estabelecimento de ensino de Moçâmedes passou a designar-se por Escola Industrial e Comercial Infante D. Henrique. Tivera com antecessora a Escola Prática de Pesca e Comércio, tendo a sua conversão sido feita em 1952, como sabemos. Por isso se dizia ser a mais antiga de Angola, no seu grau. Tinha sido construído um edifício apropriado e a sua inauguração integrava-se nas comemorações centenárias da morte do célebre personagem da História de Portugal, que tão importante papel desempenhou na expansão ultramarina e na gesta dos descobrimentos. Completaram-se, efectivamente, em 13 de Novembro desse ano quatro séculos sobre a data da sua traspassação. A cidade de Moçâmedes foi considerada sempre como essencialmente voltada para as coisas do mar; o Infante de Sagres, o Navegador, foi um apaixonado pelas ciências náuticas, pelo que se viu relação expressiva entre os dois nomes.

(...)


RECORDANDO O ENSINO SECUNDÁRIO EM MOÇÂMEDES: PREPARAÇÃO PROFISSIONAL



Naquele tempo havia a ideia de que o ensino público deveria estar ligado às actividades inerentes ao local em que os alunos residissem, partindo-se do pressuposto que não haveria a mobilidade territorial entre as pessoas. Moçâmedes, como terra essencialmente dedicada às coisas do mar, não deveria ter um Liceu, mas sim uma Escola de cariz profissional que melhor serviria as aspirações das suas gentes.

Assim surgiu em 1918 a primeira e fugaz tentativa de criação da Escola Marítima de Moçâmedes que no ano seguinte viria a ser substituída por um outro tipo de Escola, a Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes.

 http://mossamedes-do-antigamente.blogspot.pt/2007/12/escola-primaria-superior-barao-de.html

Criada em 1919, mas posta a funcionar penas em 1925, esta Escola, embora ostentasse a designação depreciativa de Escola Primária Superior, possuia um currículo de cariz literário que a demarcava de um ensino meramente profissional e primário, e a colocava a par de um ensino secundário.

Em 1927, a Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes, que nascera administrada pela Câmara Municipal, passou a sê-lo pelo Estado, e a partir de 1930 passou a adoptar períodos lectivos idênticos aos dos liceus, ainda que não em termos de currículo, não obstante os sonhos, já nesta altura, de transformação da escola, elevando-a a categoria superior na escala da classificação.

Em 1936, a Escola Primária Superior Barão de Moçâmedes foi extinta e deu lugar à Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes. Mas ainda aqui houve uma tentativa de dar a esta Escola a designação de Escola Industrial Marítima de Moçâmedes.
A Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes, por sua vez foi substituída pela Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes, em 1952 , que por por evolução natural  iria dar lugar, em 1960, à actual Escola Industrial e Comercial Infante D. Henrique, em novas e modernas instalações. O Infante de Sagres, o Navegador, um apaixonado pelas ciências náuticas, foi o seu Patrono. Ainda aqui parece ter-se mantido vivo o preconceito inicial, como se pode depreender pela relação expressiva entre os dois nomes.  

No dia 21 de Outubro de 1961 foi criado o Liceu Almirante Américo Tomás em Moçâmedes .



Portaria n.º 17899:

"A Escola Industrial e Comercial de Moçâmedes é a mais antiga da província de Angola entre as do grau de ensino a que respeita, pois resulta da conversão decretada em 1952 da anterior Escola de Pesca e Comércio. Para a sua instalação definitiva foi construído edifício próprio, de aspecto condigno, e que pela sua situação domina a importante e laboriosa cidade a que pertence, bem como a vasta baía que lhe fica adjacente.

A inauguração da nova sede é um dos actos que na província hão-de constituir a comemoração do centenário da morte do infante D. Henrique, como participação da patriótica população de Angola em tão solene preito de justiça e reconhecimento de todo o País à memória gloriosa daquele excelso português.

Dado que as actividades características da cidade de Moçâmedes se associam aos trabalhos do mar ou em grande parte são deles resultantes, é do maior acerto que nele fique alguma coisa a recordar esta quadra comemorativa. Nada mais expressivo poderá haver, para esse efeito, do que invocar como patrono para a escola que ali prepara os trabalhadores mais graduados o nome do infante navegador. Nesse sentido se manifestou o Governo-Geral da província. Pelo que: Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Ultramar, que à Escola Industrial e Comercial de Moçâmedes seja dada a denominação de «Escola Infante D. Henrique».  Ministério do Ultramar, 13 de Agosto de 1960. - O Ministro do Ultramar, Vasco Lopes Alves. Para ser publicada no Boletim Oficial de todas as províncias ultramarinas. - Vasco Lopes Alves. "
                           
    Alunos e alunas da Escola  Comercial de Moçâmedes por ocasião da visita de um alto dignatário ...






           Quando chegava a Moçâmedes um alto dignatário era assm, para abrilhantar a recepção...


No ano lectivo 1955-56. os meus colegas finalistas do  curso na Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes posam para a posteridade junto da professora Albertina, nos jardins da Avenida de Moçâmedes. Da esq. para a dt. Em cima: Roberto Trindade, Daniel Santos, Leitão, Clélio Cunha, Rui Almeida Barbosa, António Pessoa, Rui Coelho, Fausto Gomes, Claudino Alhinho (Joldino). Embaixo: ?, Geni Guerra, professora Albertina, Jorge Carrilho e José Fernando Soares.






Eu e as meus colegas finalistas no ano lectivo 1955-56, do  curso na Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes. Nesta foto, em cima/atrás: Claudino Alhinho, Fausto Gomes, Daniel Santos, Portela, Rui Coelho de Oliveira, Geni Guerra, Leitão, José Fernando Soares, António Pessoa, Jorge Carrilho,  Clélio Cunha, Roberto Trindade, e ' ... (perdoa-me, colega, esqueci o teu nome!) Em cima, à esq: Violete Velhinho, Cacilda e Mª de Lurdes Infante da Câmara. Mais abaixo:  Fernanda Neves Almeida, Lurdes Faustino (Pitorinha), ?, Ildete Bagarrão, Eduarda Bauleth de Almeida, Mª do Rosário Gabriel dos Santos e Aurora Vieira. Mais à frente: Ricardina Guedes Lisboa, Mª Nídia Almeida (eu) e Celísia Vieira Calão.

Nesse dia, as raparigas combinaram vestirem-se todas de negro e os rapazes combinaram colocar laço ou gravata preta.  Preto, símbolo de nostalgia, num presente que começávamos a sentir já, como passado... Influência das capas negras coimbrãs ? Na realidade já na época, no Liceu Diogo Cão em Sá da Bandeira, os estudantes usavam capas negras...



Eu e as minhas colegas finalistas, a maior parte do Curso de Formação Feminina , no mesmo ano e fazendo parte da mesma Escola. Da esq. para a dt. Em cima: Teresinha Freitas, Lili Salvador, Guida Frota, Mª de Lurdes Infante da Câmara, Maria Antonieta Rodrigues (Boneca), Lili Carrilho Martins (Eurico), Laurete, ?, Maria do Carmo Domingos, Susete Alves e Mª de Lurdes Faustino (no cnto dt., de perfil) Atrás : Da esq. para a dt: ?, Nidia Almeida (eu), Lena Brás de Sousa, ?? Mitsi Aboim (de óculos escuros), ?? 



Eu e as minhas colegas do Curso de Formação Comercial e do Curso de Formação Feminina (curso novo inspirado no conceito de mulher cultivado pelo Estado Novo) da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes. Em cima e da esq. para a dt.: Noémia Girão Rosado, Maria do Rosário Gabriel dos Santos, ?, Maria José, Gastão, Maria de Lurdes Faustino (Pitorrinha), Rosalina Nunes, Mistsí Aboim, Margarida Frota (Guida), Maria de Lurdes P. Infante da Câmara, Lili Salvador, Laurinda Pereira e Mª Nídia Almeida (eu).  Embaixo: Helena Brás de Sousa (Lena), ? , Boneca, Violete Velhinho, Cacilda, Maria da Graça Nunes de Sousa, Suzete Alves de Oliveira , Maria do Carmo Domingues, Ildete Almeida Bagarrão e Celísia Calão. O professor que se encontra nesta foto é o prof. de História, Olimpio Nunes, recente aquisição da nossa Escola que nos veio encher de satisfação. Era uma pessoa charmosa, simpática, educada, que nos tratava com muita educação. Uns meses depois assumiria o lugar de Director da Escola, com a saída do Dr. Domingos da Ressurreição Borges e com grande satisfação para todos nós.  Foto do meu álbum.




Eu e as minhas colegas de curso, na Escola e no mesmo ano lectivo:  Em cima e da esq. para a dt.: Madalena?, M. Carmo Domingues, Suzete Alves de Oliveira,  Ivone Serra, M. da Graça Sousa, Álvaro Jardim/Chamenga (por detrás),Guida Frota, Lili Salvador, Fausto Gomes e Aldorindo (por detrás) , Luisa (gémea). Segue-se o corpo docente, de entre os quais reconheço Dra. Isabel Serrano (Inglês), o Dr Mário da Ressurreição Borges (Director cessante),o professor  Carrilho (Dactilografia),?, no topo, o novo Director, Dr Olimpio Nunes, o professor de Contabilidade, o Professor Silva de Canto Coral e ?.   Embaixo, de entre alunas do curso Comercial e do Curso de Formação Feminina, reconheço, da esq. para a dt.: M. Nídia Almeida (eu), M. Lurdes Infante da Câmara,  Lurdes Tavares, Mitsi Aboim, e Graciete (gémea) Do grupo de rapazes à dt, reconheço, da esq. para a dt., de pé: Ferreira da Silva (Cocas), ?????  De joelhos: Mouzinho,Patrício, Ferreira da Silva (Dudu), Carapanta, Calão (Miga) e José Fernando Soares.


Cerimónia da despedida ao Dr. Domingos da Ressurreição Borges, o Director cessante da  Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes. A ler o discurso de despedida, na foto, o novo Director, Dr. Olímpio Nunes, ladeado pelo corpo docente da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes.  Do corpo docente e outros, reconheço entre outros, à dt. do novo Director: Robalo (da União Nacional), Dr  Borges (director cessante), ?,Prof. Marques (Escola Portugal). À sua esq.: Augusto Martins (Latinhas), func. da ECIM, prof. Minga, prof. Cecílio Moreira, prof. Carrilho. De costas os grupo masculino da Mocidade Portuguesa de então (1956).Foto do meu álbum.


Eu e colegas  no ano lectivo da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes (Curso de Formação Comercial), à saida de uma aula. Elas com as tradicionais batas brancas como era hábito na época (Só elas, porque seria? ).Da esq. para a dt. Em cima: Violete Velhinho, Eduarda Bauleth de Almeida, Celísia Calão, José Fernando Soares. Em baixo: Ildete Bagarrão, Ricardina Lisboa e Nídia Almeida (eu). Foto do meu álbum.

 

Eu e colegas da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes, no mesmo ano lectivo (1956). Aqui estávamos em plena escapadela até à praia, devido a um «furo» do horário escolar... Ainda não estávamos no tempo do Dr. Vitória Pereira que ia de jeep buscar os alunos à praia de retorno às aulas, caso o professor se tardasse e estes se pisgassem...Em cima: Lurdes Faustino (Pitorrinha), Maria da Graça Nunes de Sousa e Rosalina Nunes. Embaixo: Lurdes Tavares, Ricardina Lisboa, Maria do Rosário e Nídia Almeida. (eu) Foto gentilmente cedida por Ricardina Lisboa. Ao fundo, ponte da Praia das Miragens.
Foto do meu album 





O nosso baile dos finalistas do Curso Geral de Comércio da Escola Comercial de Moçâmedes do ano lectivo de 1956/7, realizado no salão do Atlético Clube de Moçâmedes (Namibe, Angola). Ao todo 14 raparigas e 4 rapazes! Dá para interrogar: onde estão os rapazes que faltam? É que os restantes não sabiam dançar...e pura e simplesmente não apareceram....Em cima e da esq. para a dt: Maria do Rosário Antunes, Noémia Girão Rosado, Ricardina Guedes Lisboa, Maria de Lurdes Ponteviane Infante da Câmara, Maria Augusta, Aurora Vieira, Violete Velhinho, Cacilda, Lurdes Faustino (Pitorrinha), Rosalina Nunes, Maria Eduarda Bauleth de Almeida, Celísia Vieira Calão, Nídia Almeida (eu)e Ildete Almeida Bagarrão. Embaixo, da esq. para a dt: Rui Coelho de Oliveira, Eugénio Guerra (Geni), Daniel Santos e Jorge Carrilho. Foto do meu álbum.


Colegas e director no Baile dos finalistas, no mesmo ano lectivo (1956) da mesma Escola (Curso de Formação Comercial, no salão do Atlético Clube de Moçâmedes, o famoso salão e grande animador da década. Quantos casamentos se arranjaram neste amplo salão, mas não sei porquê, nenhum deles entre colegas de Escola nem de ano. Da esq. para a dt., são: Rui Alberto Coelho de Oliveira, Aurora Vieira, Geni Guerra, Violete Velhinho, Dr. Olímpio Nunes (Director e professor de História), Celísia Vieira Calão e Daniel Santos. Fotos do meu álbum.




Colegas finalistas (Formação Comercial e Formação Feminina) posando junto ao corpo docente, no baile dos finalistas, no salão de festas do Atlético Clube de Moçâmedes, em 1957. Nesta foto, as raparigas marcam uma presença total. Entre o corpo docente, da esq. para a dt. , reconheço entre outros, o Dr Campos, o professor Minga , o professor Cecílio Moreira e o professor Carrilho ...
Quanto àa alunas, em baixo, e da esq. para a dt: Luisa (gémea), M. Graça de Nunes de Sousa, Ivone Serra, Graciete (gémea), Suzete Alves Oliveira, Mitsi Aboim, Lili Salvador, Guida Frota, M. Lurdes Infante da Câmara , Maria do Carmo Domingues e M. Lurdes Tavares.




Colegas dos Cursos de Formação Profissional e Formação Feminina, no baile dos finalistas da mesma Escola e dos mesmos cursos.  Em cima, da esq. para a dt., são: Mouzinho, Virgilio Couto, Geni, Graciete (gémea), Ivone Serra, Luisa (gémea), ?, Maria do Carmo Domingues, Lili Salvador, Mitsi Aboim, Guida Frota, Carlitos Guedes (por detrás), Lurdes Infante da Camâra, Lurdes Tavares e Fausto Gomes. Embaixo: António Carrilho, Marmelete, Alhinho ll, ?, Nunes, Cocas Silva, Carapanta, Patrício, Dudu Silva, ?, Luis Dolbeth e Costa e Aldorindo.

 Sarau no Cine Moçâmedes integrado na festa dos finalistas da Escola Comercial de Moçâmedes, do ano lectivo
 1955-6.


 

 Sarau no Cine Moçâmedes integrado na festa dos finalistas da Escola Comercial de Moçâmedes, do ano lectivo
 1955-6.
 

 Sarau no Cine Moçâmedes integrado na festa dos finalistas da Escola Comercial de Moçâmedes, do ano lectivo
 1955-6.



Foi de facto uma despedida da vida estudantil em cheio que culminou com um sarau no Cine Teatro de Moçâmedes (o popular Cinema do Eurico), onde estiveram também presentes os grupos de ballet e de ginástica rítmiva de Mme Sibleyras, entre outros. Aqui cinco colegas (Noémia Rosado, Susete Oliveira, Antonieta Rodrigues (Boneca), Guida Frota, Lili Salvador e Maria da Graça Nunes de Sousa) declamam Camões. Na foto anterior, a apresentação dos alunos finalistas. Da esq. para a dt: Eduarda Bauleth, Ildete Bagarrão, Lurdes Faustino (Pitorrinha) Fernanda Neves Almeida, Aurora Vieira, Cacilda, Violete Velhinho, Daniel Santos, Geni Guerra, José Fernando Soares, Jorge Carrilho e Rui Alberto Coelho de Oliveira. As raparigas mais atrás, à esq. encontram-se encobertas.
Fez parte do espectáculo uma cena de teatro na qual José Fernando Soares sentado numa secretária imitava o Dr Ressurreição Borges no seu modo de lidar com os alunos, cena muito bem interpretada e muito aplaudida.


Após 1975, a dispersão foi total, e salvo algumas excepções, passamos a saber muito pouco uns dos outros... Uma separação à qual se seguiram décadas até que alguns de nós  nos encontrámos de novo, no decurso de uma ou outra viagem pelo país, em encontros anuais nas Caldas da Rainha, etc, etc.
 Todas estas fotos, creio que tiradas por Antunes Salvador, pertencem ao meu album pessoal.

MariaNjardim



 Alunas da Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes

 



 

Como ficou dito atrás, a Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes, por sua vez foi substituída pela Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes, em 1952 , que por por evolução natural  iria dar lugar, em 1960, à actual Escola Industrial e Comercial Infante D. Henrique, em novas e modernas instalações. O Infante de Sagres, o Navegador, um apaixonado pelas ciências náuticas, foi o seu Patrono. Ainda aqui parece ter-se mantido vivo o preconceito inicial, como se pode depreender pela relação expressiva entre os dois nomes.  
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                                                               Alunos do curso industrial
 






         Parecem-me as velhas instalações da Escola Pratica de Pesca e Comércio de Moçâmedes


O Estado Novo obrigava a juventude masculina a filiar-se na Mocidade Portuguesa, organização que ganhou má fama no seu início, ligada à ditadura, e chegou mesmo a ser comparada com juventude hitleriana,  mas que eu já conheci como um espaço de confraternização, desporto e laser para a juventude da terra.

                                  



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