
Foto tirada numa passagem de ano em terras do Namibe, esta, na década de 60, no Clube Nautico (Casino). Através dela tivemos o prazer de recordar mais alguns dos nossos conterrâneaos, a maioria vizinhos de bairro, amigos, e até familiares, com os quais partilhámos momentos de nossas vidas, passadas naquele berço que nos foi comum, a bela e saudosa cidade do Namibe. São eles, da esq. para a dt.: Joaquim Guedes Duarte (Quim, gestor da empresa ligada à industria piscatória, da familia João Duarte) e Odete Lisboa Lopes Braz Duarte, Carlos Manuel Guedes Lisboa, (Lolita) e Antonieta Almeida Bagarrão Lisboa (Dédé), Iteldina Carvalho Frota (Tédina) e José Manuel Frota (bancário e talentoso radialista em Moçâmedes). De pé. à dt., Taruca. Foto gentilmente cedida por Antonieta Bagarrão Lisboa .
Não posso deixar de fazer uma referência muito especial, e sem desprestígio para os demais, ao amigo de infância e adolescência que foi o Carlos Manuel Guedes Lisboa (de óculos escuros, à esq.), o jovial, empreendedor e simpático moçamedense, cuja carreira fulgurante começou imediatamente a seguir à conclusão dos seus estudos secundários na Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes. Carlos Lisboa ingressou no quadro do pessoal do Grémio dos Industriais de Pesca do Distrito de Moçâmedes, e alguns anos depois, quando da extinção do referido Grémio, foi nomeado Director Regional do Instituto da Indústria de Pesca de Angola. Pessoa dotada de elevada capacidade organizativa e trato afável, viria a liderar o processo da constituição da PROJEQUE (Sociedade Industrial do Canjeque, Lda.), da qual se tornou gestor. Paralelamente, dedicou-se também, de conta própria, à actividade comercial. A morte ceifou-lhe jovem. Viria a falecer, já em Lisboa, pouco tempo após a independência de Angola, em 1975, com apenas quarenta e poucos anos de idade.