08 julho 2007

Desportos nauticos: «Sharpie» e Remo: década de 40 e inícios da de 50











































































































1ª e 3ª. fotos: Após um treino na modalidade de «remo», a tripulação da «guiga» do Ginásio Clube da Torre do Tombo, posa na Praia das Miragens para a posteridade (inícios da década de 50). Da esq.para a dt., reconhecemos: António Martins Nunes (Cowboy), Eduardo Lopes Braz, Laranja, João Viegas Ilha, Velhinho, Mário Telmo Frota (Mariuca), António Gonçalves de Matos (Sopapo) e José Viegas Ilha (Zeca). Os elementos femininos aqui presentes são: Olimpia Aquino (de pé e atrás), Marizete Veiga (Zete) e Violete Velhinho, à dt. Ao fundo, a falésia da Torre do Tombo, e à esq. , a velha ponte e o guindastre. Foto gentilmente cedida por Marizette Veiga.

2ª foto: Tirada durante um treino de «sharpie» da «Mocidade Portuguesa», nos finais da década de 40. Velejando na baía de Moçâmedes, podemos ver Mário Guedes da Silva e Mário Telmo Frota (Mariuca)



4ª foto: Em local próximo da Praia das Miragens e do Clube de Vela da MP, reconheço, da esq. pada a dt., em cima: António José Carvalho Minas (Tó Zé, João Germano Códinha Fernandes, Martins, Prof. Cecílio Moreira e João Inácio Tavares. Embaixo ?, Eugénio Ferreira da Silva (Cocas), Aguilar e Alan (belga).
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Sobre a modalidade de «remo» em Moçâmedes, refere Mário António Guedes da Silva no seu livro «Memórias Desportivas do Distrito de Moçâmedes Angola»: «Relativamente à modalidade «Remo», o entusiasmo decrescia, já que existiam somente três barcos, um do Independente de Porto Alexandre, mais leve, quase sempre vencedor, uma «guiga» do Ginásio Clube da Torre do Tombo e um «Yolle» do Centro Náutico da Mocidade Portugesa. Embora musculosos os respectivos remadores, a insuficiência de treinamentos adequados impediu o sucesso das equipas respectivas, contudo a rivalidade entre eles foi sempre notória, sob manifestações populares de simpatia. Não havia condições, obviamente de participar em grandes competições extra-muros, que eram então lideradas por tripulações do Lobito e Benguela, digo, de Luanda». Mas Moçãmedes para além da modalidade de remo, tinha também a modalidade da vela, não tivesse sido a navegação o agente impulsionador que em 1849 levou os emigrantes algarvios a atravessarem o Atlântico a caminho de Angola em barcos de pesca, e os primeiros os barcos de pesca, também, barcos à vela. Na década de 40 surgiu a classe de «Sharpie 9m» e mais tarde , na década de 50 e 60, a classe de «Snipes», cujos velejadores, estudantes, estavam vinculados quer à Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes, quer mais tarde à Escola Comercial e Industrial de Moçâmedes e pertenciam ao «Centro Nautico da Mocidade Portuguesa», sendo o instrutor o professor Emídio Cecílio Moreira.
A baía de Moçâmedes, com ventos moderados, facilitava os treinamentos dos jovens estudantes e as «regatas» que ocorriam por vezes na baía, por ocasião das Festas anuais da Cidade, a «4 de Agosto» e mais tarde durante «as Festas do Mar» eram entusiasticamente acompanhadas pela população que se concentrava na Praia das Miragens.

Não poderia concluir, sem referir aqui as primeiras «regatas» efectuadas na baía, no tempo em que ainda não haviam «sharpies» nem «snipes», e as competições eram efectuadas através de baleeiras à vela (velas triangulares), propriedade de industriais de pesca de Moçâmedes e Porto Alexandre. Refiro os nomes de alguns timoneiros, cujo saber de experiência feito os fez destacar nesta modalidade, tais como Aníbal Nunes de Almeida, João Lisboa e Virgílio Nunes de Almeida, este último, sem dúvidas, aquele que mais títulos conquistou com a sua baleeira «Laura» na década de 40.

Texto elaborado a partir do livro de Mário António Guedes da Silva: «Memórias Desportivas do Distrito de Moçâmedes Angola»

Acrescentarei aqui alguns nomes que recordo de velejadores moçamedenses na classe de sharpies desde a década de 40 até aos anos 70:

Rogério Gomes Ilha, Antonio Artur Ferreira (Penha) , Mário José Sequeira de Melo, Cassiodoro Sequeira de Melo, Mário António Guedes da Silva, Armando Guedes Duarte, Orlando Ferreira Gomes, João Patrício, Arménio Jardim, Peter Van der Kellen, Maio Luís Figueiredo, ...
Apesar de não haver praticamente competição desportiva inter-cidades que incentivasse os nossos jovens a irem mais além, no ano de 1956, Fausto Ferreira da Silva coadjuvado Lonel Matos Mendes conseguiram alcançar o titulo mais honroso numa regata em Luanda, onde participaram excelentes velejadores de Luanda, Lobito, Benguela e Moçâmedes.
E na classe de «snipes»: Fausto Ferreira Gomes, Leonel Matos Mendes, Fernando Matias, os irmãos Hélder e Mário Alexandrino Guedes Duarte, ...

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