14 novembro 2007

Praça de táxis e taxistas de Moçâmedes


Trecho do jardim nos anos 1950

Eduardo de Matos (taxista), Rosa Matos e os filhos de ambos, Rui e Eneida.
Anos 1950, no jardim de Moçâmedes


 



Aqui podemos ver a Drogaria Nova (Rosa)  a Farmácia Moderna e o Chafariz





Aqui podemos ver o belo edifício do Grémio da Pesca e uma parte  da Alfândega

                           Enquadramento da Praça Leal na cidade, junto da Alfândega e do Jardim



Quem viveu em Moçâmedes nos últimos 20 anos antes da diáspora decerto viajou alguma vez no táxi de Eduardo de Matos, um táxi branco, que, como todos os outros ficava estacionado nesta Praça. Eduardo de Matos, como outros taxistas, transportou inúmeros moçamedenses aos mais diversos locais da cidade e do distrito, e o seu táxi, por ser branco, era um dos mais bonitos da cidade, e geralmente o escolhido para levar as noivas à Igreja de Santo Adrião. Foi o meu caso.

Recordo outros taxistas de Moçâmedes, tais como o velho Sereeiro (finais da década de 40, princípios dos anos 50). O velho Sereeiro, como lhe chamávamos, era uma figura "sui generis", de grandes bigodes retorcidos, à moda antiga, pai do Zé e do Álvaro (tocador de maracas do célebre conjunto "Os Diabos do Ritmo"). Sua esposa, D. Beatriz, fazia as melhores bolungas da cidade (bebida fermentada feita de fuba (farinha de milho) ou de cascas de abacaxi, que faziam concorrência à melhor laranjada do Pereira Simões, Sereeiro era proprietário de um mini-taxi, conhecido na época pelo «bébé do Serieiro»,  o ganha pão da família. Antes de aceitar a corrida, Sereeiro perguntava sempre: «Vai para longe?».

Recordo outros taxistas de Moçâmedes nas décadas de 50/60/70, um, de nome Pinto, um deles jogou futebol no Atlético Clube de Moçâmedes e mais tarde no Ginásio Clube da Torre do Tombo . Lembro-me ainda de outros taxistas, tal como Manuel Guedes, Morais Leite, e Quinha Almeida. Ficam mais esta recordações!

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