05 novembro 2007

Ralis e circuitos em Moçâmedes













































Moçâmedes parava quando aconteciam circuitos automóveis e ralis. Aliás, todas as cidades de Angola paravam quando havia alguma prova , fosse em que cidade fosse: Moçâmedes, Lobito, Sá da Bandeira, Nova Lisboa, Benguela Luanda...

Eram circuitos de rua demarcados com pneus e fardos de palha colocados em volta dos percursos, em pontos estratégicos e a certa distância das curvas, para evitar despistes e as suas consequências, uma vez que as localidades enchiam-se de gente, e muitas vezes, até não caberem mais. Nesses tempos participavam carros de turismo de diversas marcas e níveis de preparação, todos disputando as provas e correndo juntos, sem distinção. Corria-se porque se gostava, por amadorismo, e os carros com que se corria eram os mesmos do dia a dia e até os pneus eram os mesmos fosse qual fosse o seu piso. Mais tarde as pistas angolanas evoluiram com novas aquisições, entre as quais se salienta o Porsche 904 GTS adquirido por Henrique Ahrens de Novais etc., e na década de 70 as provas eram já divididas em corridas distintas de pilotos consagrados e de pilotos iniciados.

Um dia de provas automobilísticas era sempre uma festa.

As fotos cima expostas, 1ª e 2ª referem-se ao rali do Caraculo. Na 1ª, Carlos Cristão dá a ordem de partida num local junto do edifício dos Correios. Na 2ª junto ao edifício dos CTT, podendo ver-se ao fundo, o edifício dos Cminhos de Ferro. Na 3ª, uma multidão assiste às provas junto à subida da Fortaleza. Repare-se na protecção com sacos de areia. Ao fundo, o Cine Moçâmedes. Na 8ª foto, algumas jovens basquebolistas do Atlético Clube de Moçâmedes assistindo às provas numa das arcadas da varanda do edifício dos Correios. São elas: Minelvina Cruz, Leonilde de Sousa (Nide), Susete Freitas, Júlia Jardim. Embaixo: ? e Geraldo. N 9ª foto são Luísa Pólvora Dias, Zete Veiga e Nelinha Costa Santos.

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