12 janeiro 2009

Cerimónia de «baptismo» da «guiga» do Ginásio Clube da Torre do Tombo (1946)





















1ª foto: Cerimónia de «baptismo» e lançamento ao mar, no ano de 1946, da «guiga» do Ginásio Clube da Torre do Tombo, ocorrida sob o telheiro da ponte do Sindicato da Pesca de Moçâmedes, na Torre do Tombo.

Da esq. para a dt.

Sentados: Capitão do Porto de Moçâmedes, Dr. Novais (médico) e Padre Simões.

De pé : Álvaro Frota (ao centro, de óculos escuros), Luís da Piedade (marceneiro), Paulino Bexiga (de camisola desportiva) José dos Santos Frota (de óculos escuros, à dt.) e Mário dos Santos Frota (a discursar). As meninas, à dt., são: Maria Helena Ramos e Maria Celeste Custódio. De perfil, à esq., António Guedes e José Nascimento.

A «guiga» do Ginásio Clube da Torre do Tombo, o clube pioneiro da cidade de Moçâmedes, criado em 1919, foi construida na pescaria de Óscar Duarte d´Ameida por Gilberto Abano, João Custódio e Urbano Canelas, numa altura em que, na presidência daquele clube (fundado em 1919) se encontrava o moçamedense Mário dos Santos Frota.

2ª foto: A «guiga» do Ginásio na Praia das Miragens, tendo por fundo a ponte e a Fortaleza de S. Fernando. Entre os «remadores» e curiosos, reconheçoída esq. para a dt.: António Martins Nunes (Cowboy), Eduardo Lopes Braz, José Ferreira (Penha), João Viegas Ilha, Velhinho, Mário Lisboa Frota (Mariuca), Virgiíio Gonçalves de Matos e António Gonçalves de Matos (Sopapo).

Sobressai por detrás dos ocupantes da «guiga»,
junto da ponte e do guindaste, a vela de um «sharpie», modalidade que nessa altura fizera a sua aparição em Moçâmedes, no quadro do desporto escolar levado a cabo pela Mocidade Portuguesa. Relativamente à modalidade «REMO», o entusiasmo decrescia, já que existiam somente três barcos, um do Independente de Porto Alexandre, mais leve, quase sempre vencedor, uma «guiga» do Ginásio Clube da Torre do Tombo, e um «Yolle» do Centro Náutico da Mocidade Portuguesa. Embora musculosos os respectivos remadores careciam de treinamento adequado, situação que impediu o pleno sucesso das equipas respectivas. Contudo, a rivalidade entre eles foi sempre notória, sob manifestações populares de simpatia. Não havia condições, obviamente, de participar em grandes competições intra-muros, que eram então lideradas por tripulações do Lobito e de Luanda.

Ver também: MemóriasDesportivas
Fotos/Fonte: meu álbum de recordções

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