30 março 2009

Himbas - Exotismo e Beleza no Deserto do Namibe














HIMBAS

No século XV, os Herero
sairam da Etiópia com os seus rebanhos, e deram início a uma extensa viagem para sudoeste em busca de pastos e sobrevivência, atravessaram a África até ao norte do actual território da Namíbia, onde se fixaram nos séculos XVII e XVII com as suas mulheres de invulgar beleza - os olhos amendoados e cintilantes, o sorriso enigmático, a cabeça enfeitada por artísticos penteados, e procederam sem delongas à conquista das áreas mais fecundas.

Os Himba, Ovahimba, que hoje vivem no Sul de Angola e no norte da Namíbia,
próximos ao Rio Cunene (rio que marca a fronteira entre os dois territórios e também no Botwana), são descendentes dos Herero.

Este povo manteve as tradições centenárias quase intactas, ainda que os que habitam a Namíbia tivessem sofrido a influência dos missionários e da voragem do progresso. Uma dessas tradições é o hábito das mulheres de cobrirem o corpo com um óleo avermelhado, mistura de banha de boi com uma pedra local, espécie de argila, que protege a pele do vento e do sol, bem como o dos penteados sumamente elaborados, enfeitados com peças de couro de metal, também eles untados com a mesma mistura, fazendo-as despender todos os dias várias horas a cuidar da sua beleza.

Peritas na arte do “coquetismo”, as himba comandam uma sociedade poligâmica, em que cada mulher pode ter vários homens.
Elas são a alma da tribo, porque mantêm a economia das suas casas e criam os filhos à sua maneira, com um carinho desvelado. São belezas africanas que muito teriam a ensinar aos entendidos, no campo da cosmética, quanto aos segredos de como possuir uma pele lisa, aveludada, e sem defeitos.

Os Mucubais e os Himbas, são praticamente a mesma raça. Ambos são povos negros bantos do Grupo Herero
que engloba vários subgrupos, incluindo o Himba, o Ovahimba, o Ovatjimba o Ovambanderu e os vaKwandu, grupos em Angola incluem o vaKuvale, vaZemba, Hakawona, Tjavikwa e Tjimba (herero pobres). Apesar de divididos em diversos subgrupos, estes povos possuem o mesmo idioma herero, além de português em angola, inglês em Botswana e inglês e africaner na Namíbia.

Secos, altivos e ferozmente independentes, e
les desconhecem fronteiras e circulam livremente entre os países e vagam pelo deserto como os leões e os elefantes, chegando a caminhar até 80 quilómetros em busca de água para o gado. Tanto esforço vale a pena: o gado bovino é o principal símbolo de status de uma família himba, e seu roubo é punido com a morte. A carne é reservada apenas para eventos especiais, como casamentos e funerais. Quando um himba morre, mata-se uma parte de seu gado e as cabeças são empilhadas ao lado da sepultura, para proteger o seu espírito. Nas aldeias himba, há sempre um curral no meio, vigiado pelo fogo sagrado chamado okuruwo. Os feiticeiros usam-no para comunicar com os ancestrais.

Presentemente estas belíssimas tribos em vias de extinção, fazem parte do roteiro turístico de quem visita o Deserto do Namibe e continua viagem até à foz do Rio Cunene e norte da Namíbia.

MariaNJardim

No livro "Revelacões da minha vida e memorias de alguns factos e homens meus" por Simão José da Luz Soriano podemos ler esta passagem: "...A duas ou tres legoas de distancia da Umpata, c na direcção de E., está o sobado da Huilla, paiz que igualmente tem ferteis terrenos, sendo cortado por muitas ribeiras e rios, cujas margens tem bellas pastagens, onde os indigenas pastoream bastantes manadas de gado vaccum. Ao sul da Huilla fica o sobado do Jau, cujos terrenos, apesar de mais extensos, são todavia de vegetação menos luxurienta, que os da Umpata e Huilla. Outros sobados se seguem ainda, como Mucuma, Hay e Gambos, sendo este um dos maiores em população. A E. dos Gambos encontramse as povoações de Mulondo, Camba e Humbe, na margem d'aquem do Cunene, que por estas terras corre n'uma curva, para ir desaguar no Oceano, pela bahia dos Tigres. O mais extenso e povoado dos sertões, além do Cunene, é o Coanhama, onde poucos brancos tem ido em procura do marfim, que alli se diz abundante. A E SE.
do Coanhama fica a terra do Donga, d'onde em distancia de 4 a 5 dias de viagem para o S. se encontram as grandes minas de cobre, que abastecem todos os sertões limitrophes. Deste metal, que os indigenas fundem, formam elles um vergalhão de um quarto de pollegada de grossura, com cinco palmos de comprido, de que fazem bracelletes para as mulheres, e que enrolado nos braços, a começar do pulso, vae em espiral até ao cotovello. http://archive.org/stream/revelaesdami00luzs...

archive.org



FILHA do NAMIBE

Filha do deserto,
da areia escaldante,
do horizonte
que não 'squeço,
do vento
que não 'spanto.


Filha do deserto!
Crestada p'las "nuances"
das miragens.
Surgida...
Envolta em neblinas.
Afagada pelo sol.


Filha do deserto!
Temperada de mar,
qu' ali tão perto,
se reflecte...
no teu olhar.


Filha do deserto!
Nada t'inibe.
Flor de welvitchia.
Filha do Namibe,
do Sol,
do Mar
dono do areal.
Filha do deserto
és tu...
Mucubal!



versos de aileda/adeliavaz
SOBRE HEREROS AQUI
VIDEO HIMBAS
Impacto colonização após anos 20 nas sociedades rurais do sul de Angola: Clicar AQUI
LIVRO

Sem comentários:

Enviar um comentário