O local escolhido para construção da Escola Portugal foi o quarteirão onde ficava a "Praça Sá da Bandeira, uma grande Praça em forma de quadrado, em cujo centro ficava o OBELISCO erguido à memória do General Sá da Bandeira, o político do liberalismo português que após a queda definitiva do absolutismo, em 1834, e no quadro da revolução setembrista, não perdeu tempo e tomou importantes medidas legislativas mandando publicar, em 12 de Dezembro de 1836, o Decreto da abolição do tráfico de escravos. bem como o da protecção do comércio entre as colónias e Lisboa. O decreto que aboliu o tráfico de escravos em todo o território português, ainda que totalmente só viesse a ser aplicada a abolição em 1869, dada a resistência dos traficantes (1) que passaram a actuar na clandestinidade. O referido Obelisco foi transferido para a Avenida da República, mais ou menos para o local onde hoje ainda hoje se encontra um quiosque, uma vez que na década de 40 foi de novo transferido para a Praça onde hoje ainda se encontra, para os lados do Bairro da Facada.
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A Escola N. 55 de Moçâmedes ou ESCOLA PORTUGAL em fase de construção, na década de 1930
A Escola Portugal foi a primeira que nasceu com instalações próprias, era a melhor escola primária da cidade e distrito, e saiu da fusão, em 20 de Maio de 1925, das escolas masculina e feminina de Moçâmedes, que se juntaram num único estabelecimento, ainda antes do golpe militar de 28 de Maio de 1926, que levou à queda a 1ª República, e à instauração do Estado Novo. O empenhamento na Educação foi aliás bandeira do regime republicano.
O Diploma legislativo do Alto-Comissariado da República Portuguesa em Angola, António Vicente Ferreira atribuiu, em 16 de Abril de 1927, às
escolas primárias, nomes de figuras mais ou menos destacadas da História
de Portugal e da História de Angola (Patronos), e fundiram-se
nesta altura os sectores masculinos e femininas das escolas da Torre do
Tombo e de Porto Alexandre. Outrora meninas e meninos não se misturavam, havia uma separação mais acentuada entre os sexos e as próprias matérias apresentavam maiores diferenças.
O Patrono da Escola Portugal era Fernando da Costa Leal, o 5º Governador de Moçâmedes, que tinha apenas 28 anos de idade quando foi nomeado para cargo. Considerado um grande governador, homem de grande iniciativa, valor, rara
tenacidade, ficou conhecido como figura principal da acção
colonizadora do sul de Angola. A ele Moçâmedes ficou a dever:
- a sua planta topográfica, com a abertura de ruas largas, traçadas em rectas à
boa maneira pombalina;
- o incentivo à construção de prédios de
agradável aspecto;
- a primeira estrada da região;
- as obras da
continuação e conclusão da Igreja paroquial de Santo Adrião cujos trabalhos iniciados em 1849 tinham sido suspensos;
- o primeiro o
reconhecimento da região do Cunene, por terra;
Mas outras realizações se ficaram a dever s este Governador:
- foi quem baptizou o rio Cunene como o “ Rio dos Elefantes”;
- colaborou no traçado de uma carta geográfica de Angola;
- fez erguer a Fortaleza de S. Fernando no local do antigo forte sobre o rochedo que domina a baía;
-melhorou e levou a cabo a construção do primitivo Hospital;
- determinou a edificação do
Palácio do Governo, (um dos mais bonitos do ultramar português),
e várias casas para serviço público;
- mandou construir o edifício da alfândega
-fomentou o comércio, agricultura e a indústria.
Também a ele se ficou a dever a concessão das primeiras licenças de pesca comercial, na Baía das Pipas.
Em
Moçâmedes (cidade capital de distrito com o mesmo nome) existiam as
seguintes escolas primárias: a Escola Portugal ou Escola 55 de Fernando
Leal, criada em 22 de Abril de 1926,
a Escola nr. 49 (desconheço o Patrono)
e a Escola n. 56 de Pinheiro Furtado, na Torre do Tombo.
Ainda sobre os Patronos, em Porto Alexandre havia uma Escola primária, que teve como patrono Maria da Cruz
Rolão, mulher de temperamento e valor fora do comum, e à época o único elemento do sexo feminino a emprestar o seu nome a
uma Escola. Conta-se que Maria da Cruz tinha sido eleita a
primeira autoridade
civil daquela povoação, quando um navio de guerra inglês entrou na baía
de Porto Alexandre, e, desrespeitando o facto de estar em águas
estrangeiras, deu início a exercícios de tiro, utilizando por alvo as
areias da
restinga. Foi então que indignada a regedora juntou-se a várias
mulheres que em cortejo, e acompanhadas das suas crianças, tinham
acorrido à sua casa para que interviesse, mandou içar
a bandeira portuguesa num tosco mastro que tinha à sua porta, meteu-se
num bote e dirigiu-se para bordo do navio inglês, de punhos
cerrados, gesticulando, intimou o comandante inglês a acabar
imediatamente com o exercício e a abandonar as nossas águas. Porto
Alexandre, ao completar mais um ano da sua já mais que centenária
existência, prestou-lhe justa homenagem erigindo-lhe
uma estátua.
A Escola Portugal era a escola das nossas aflições na altura dos exames nacionais. Era ali que os alunos de todas as outras escolas iam prestar provas de exame, não apenas do primário e de admissão para o secundário, mas por vezes e em determinada altura, também do secundário. Naquele tempo em as aulas e os exames decorriam segundo o modelo e o calendário metropolitano, isto quer dizer que não só os programas eram os mesmos, como os períodos das férias escolares de três meses coincidiam com os da Metrópole. Neste caso, as férias na Metrópole decorriam no Verão, e as férias em Angola e demais colónias, decorriam em pleno Inverno, uma vez que as aulas terminavam para todos em Junho. Éramos os eternos sacrificados do sistema! Numa terra de clima quente, em vez de estarmos na praia, estávamos encerrados no interior das salas de aulas, enquanto na mesma altura as crianças metropolitanas se divertiam e colhiam os benefícios do sol e da praia. O regime tinha destas coisas! As colónias deviam estar eternamente submetidas às directivas da Metrópole, e nem os Governadores Gerais possuíam a mínima autonomia para legislar.
Nos anos 1950 era director da Escola Portugal Escola o Professor Marques. Foto Salvador.
O professor Marques com alunos da Escola Portugal. Foto cedida por uma conterrânea.
Na escadaria da Escola Portugal, nos anos 1940. Naquele tempo os alunos do sexo masculino era obrigados a filiar-se na Mocidade Portuguesa, como aqui se pode ver envergando a respectiva farda. Isto remete-nos para a ideologia do Estado Novo para a Juventude, sobre a qual nos debruçaremos mais adiante. Foto Salvador.
Esta foto mostra-nos a professora Berta e os seus alunos e alunas nas escadarias da Escola Portugal, por volta de 1940. Alguém me sabe dizer quem são estas meninas e estes meninos? Consigo reconhecer, sentadas, a Dina Ascenso e a Cecilia Vitor (a 2ª e a 3ª sentadas, embaixo, a contar da esq. para a dt.); de pé, à esq. na 2ª fila, junto de um cão, a Calila Rodrigues. Na 3ª fila à dt, por detrás de uma jovem com laço, a Helena Freitas (Barata); na 4ª fila, à dt. Eduarda (Malaguerra), e na 5ª e última fila, à dt, Aninhas Gouveia.
Na escadaria da Escola Portugal, nos anos 1940, só raparigas... Foto Salvador.
Reconheço,
de cima para baixo, e da esq. para a dt:, no 1º degrau: Manuela Madeira
(prima da Mimélia e da Maria do Carmo Abreu), Odete Lisboa Braz,
Bernarda Cochat, Octávia de Matos, Etelvina Ferreira, Maria do Carmo
Abreu, Maria Amélia (Mimélia) e Lucília Falcão. No 2º degrau: Cremilde
Victor, Né Figueiredo, Maria Luisa Ferreirim, Maria Adelaide Abreu,
Edvige, Professora Berta, Maria Emilia (enteada do Coelho enfermeiro),
Isilda Tomás, Elizette Gouveia, ? Coquenão, Alice Freitas, Bico (neta do
velhote Bonvalot), Orlanda Teixeira (Cabeça), Salomé Inácio,Olimpia
Aquino, ?, e Jaqueline Simão. No 3º degrau: Maria Isabel Ferreirim,
Aninhas Gouveia, ? Godinho (tranças), ?,?,??. Entre as 8 mais à dt.
desta fila: Emilia Coelho? de tranças, Eduarda Malaguerra, ?, um pouco
mais abaixo, Madalena Freitas (Barata) , irmã da Aidinha, um pouco mais
abaixo, Lili Trabulo, um pouco mais acima , Alice de Castro, Professora
Benvinda (de preto), Maria do Carmo Bauleth de Almeida, Ernestina e ?.
No 4ª degrau: junto ao vão da escada, Maria Simão, Ludovina, Iolanda
Freitas, Maria Helena Ramos, professora Felismina mais ao centro a
caeismatica professora D. Aline, ????? e mais ´dt., Luz Gavino (com a
mão na escada e laço na cabeça). No 5º degrau: Leta Abreu (com o braço
no vão da escada), ?,?,?,?, Amélia Mangericão, ? Pereira (filha do
mestre Alfredo, ?????????? Noémia Bagarrão (do Baba), Lili Trabulo. No
6º degrau: ??????????????? . No 7º degrau: Prof. na Escola de Pesca,
filha de um capitão da Fortaleza, ? , Maria Simão (encostada ao pilar),
?. Manuela Bajouca, ?, ?, ?,?,?,?;Estrela, ??? ??????? Maria Emilia
Ramos (junto ao pilar à dt.), Lida Pires Correia, ?,?,. No 8º degrau:
?,?,?, . No 9º degrau: ?, ?,?,?,?,?,?, Orbela Guedes (de laço na cabeça,
ao centro), a filha do Prof Freire, e um pouco à frente, Lúcia Reis,
?,?, Henriqueta Barbosa-Miqueta, com laço na cabeça, Lizete Ferreira,
??, Ilda Silva, ???. No último degrau: Isabel Valente (risco ao meio e
laços),?, ?,Edith Pinho Gomes (tranças)?,?, Herondina Mangericão (a 5ª,
de caracois), Fátima Cunha, Maria Augusta Esteves, Elizete Costa
(Sintética), ?, Noémia Bagarrão Martins Pereira?,?,Néné Trindade
(tranças),?. Foto e nomes gentilmente cedidos por Maria Etelvina
Ferreira de Almeida.
Em foto tirada por volta de 1942 nas escadarias da Escola Portugal, com a professora D. Berta, em cima , à esq., alunas várias classes do primário, e também da Escola secundária de então a Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes, uma vez que era nesta Escola que à época se prestavam as provas dos alunos e das alunas das escolas de Moçâmedes.
Um tanto escondida na 3ª fila a partir de cima, a meio, podemos ver a carismática professora primária D. Aline de Campos vestida de preto, e ainda outra professora (em cima, tb de preto, Felismina?) .
Igualmente nas escadarias da Escola Portugal.Reconheço de entre estes alunos e alunas da Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes, que posam para a posteridade nas escadarias da Escola Portugal, em 1947 (de cima para baixo, e da esq. para a dt) : 1º degrau. Beto de Sousa, Mário Guedes, ?,?, José Carlos Guedes Lisboa (Lolita),?,?,?,?,? Manuela Bajouca, Fátima Duarte, ?,?,?,?,?,?,?,3º degrau: 5. ?,?,?, Salete Bráz, Isabel Ferreirim,?,?, 4º degrau: .?,?,? Aninhas Gouveia, Luzete de Sousa,?, ?, 5º degrau: 3. ?,?,?,?, ?, ?,?, 6º degrau: 2. Fernanda Pólvora Dias, ?,?,?,?,?, Maria Emilia Ramos, ? 7º degrau: Maria Helena Ramos, ?, ?, Raquel Martins Nunes, ?, Maria Orbela Gomes Guedes da Silva, Maria Augusta Esteves Isidoro, ?,?, Maximina Teixeira, Salette Leitão, ?, Elizete Costa ...
Outra foto dos alunos da Escola Portugal, esta já dos anos 1960
Aqui em frente à Escola Portugal, alguns alunos do secundário que eram à época obrigatoriamente filiados na Mocidade Portuguesa. Anos 50/60?.Esta foto mostra-nos o dia da visita do Secretário Provincial de Educação de Angola José Pinheiro da Silva à Escola Portugal, Escola nº 55, de Fernando Leal. Em cima, à direita, de batas brancas, as Professoras Cesária Santos e Maria Dilva Castelo-Branco. Reconheço o Governador do Distrito Sales de Brito, o Comandante Alves da PSP, o Prof. Marques (Diretor da Escola), o Reitor do Liceu António Sousa e o sr. Moura. Em baixo, à esquerda, o professor Amaral. Cedida por Maria do Céu Castelo Branco. Pinheiro da Silva introduziu importantes reformas no ensino em Angola, no quadro da conjuntura do pós 1961.
Professoras Maria Dilva Castelo Branco e Camila Alves, em 1975. Foto cedida a fecebook por Maria do Céu Castelo Branco
Alunas da Escola Portugal num recreio . Finais dos anos . Cedida por Eduarda Figueiredo
Alunas da Escola Portugal num recreio . Finais dos anos . Cedida por Eduarda Figueiredo
Mesmo
ao lado da Escola Portugal ficava a Escola nr 49 nos anos 1940. Eram na
época instalações precárias, porém nos finais dos anos 1950 passou para
instalações próprias junto do Bairro da Facada, tal como a Escola
Nr 56 de Pinheiro Furtado, da Torre do Tombo.
Clicar sobre as fotos para aumentar. Trata-se de uma cena de teatro levada a cabo pelos alunos da Escola Nº 49 de Moçâmedes, Angola, no Natal de 1959.
Trata-se da primitiva Escola n. 56 de Pinheiro Furtado, enquanto ainda no primitivo edifício de madeira, estilo colonial construído sobre pilares de cimento, no coração do bairro da Torre do Tombo, em Moçâmedes, que mais tarde passou para instalações próprias, também na parte alta da cidade, em local próximo da Escola Industrial e Comercial Infante D Henrique.
Meninas do meu tempo que frequentavam a Escola Nr. 56 de Pinheiro Furtado em Moçâmedes, na Torre do Tombo, 1950/51. São elas, da esq. para a dt, atrás: Maria Luísa Almeida Bagarrão, Maria da Conceição Góis Teles (Lili), ?, Vitória Rosa e?. Embaixo: Victória Franco, Maria do Rosário Almeida (Zázá) e Guida Franco.
Outro grupo da mesma época e da mesma Escola da Torre do Tombo: São elas, em cima e da esq para a dt: Maria do Rosário Almeida (Zázá), Zelda Ferreira da Silva (Neneca), Otília, Graciete Ilha Bagarrão, Guida Franco, Mª Elizabete Ilha Bagarrão (Bétinha), ? Seixal. Embaixo: Madalena Seixal, Augusta, Victória Franco, Georgete Aprígio, ?, Victória Rosa, Claudete e Otília. Néné e Guida, as meninas africanas da foto eram filhas do Franco (enfermeiro do Sindicato da Pesca e do Hospital de Moçâmedes) e de D. Júlia. Fomos durante décadas vizinhas e na nossa infância brincámos juntas, passei muitas tardes em sua casa e deliciei-me com os doces de ginguba e com os suspiros feitos pela senhora propositadamente para o nosso lanche. Tive a alegria de revêr a Guida há dois anos atrás no Encontro dos moçamedenses em Caldas da Rainha.
Alunos da primitiva Escola 49. São, de frente para trás e da esq, para a dt: 1º plano: ?, Tulio Parreira, Monteiro, Jorge, Beto Sousa, Figueiras e Dominguinhos 2. Serafim, Manuel Cruz, Miranda, ?,?, ?, 3ª À esq. do Bispo, Guilherme Jardim. tendo à frente Neco Mangericão. À dt do Bispo, José Manuel Frota, ?. ?. Sarmento à dt. 4. Dino Silva, Prof, Canedo, Prof Vieirs, ?, ?,Julia Jardim , Celeste Matos, Esmeralda Freitas, ?, e as profs D. Alina, D Berta e D.? 5º ????
Clicar sobre as fotos para aumentar. Trata-se de uma cena de teatro levada a cabo pelos alunos da Escola Nº 49 de Moçâmedes, Angola, no Natal de 1959.
Trata-se da primitiva Escola n. 56 de Pinheiro Furtado, enquanto ainda no primitivo edifício de madeira, estilo colonial construído sobre pilares de cimento, no coração do bairro da Torre do Tombo, em Moçâmedes, que mais tarde passou para instalações próprias, também na parte alta da cidade, em local próximo da Escola Industrial e Comercial Infante D Henrique.
Pinheiro Furtado, seu Patrono, fez o reconhecimento das terras de Benguela até à Angra do Negro, à qual denominou de "Baía de Mossâmedes", em homenagem ao Barão de Mossâmedes, e foi quem primeiro registou as inscrições que se achavam gravadas na rocha branda da parte sul da baía, no morro da Torre do Tombo.
Em 1951, era director o professor Duarte, e aí leccionou nesses anos, a professora Laura, esposa do Enfermeiro Rodrigues e a professora Maria Alice de Bensabat Duarte de Almeida.
A primitiva Escola 56 de Pinheiro Furtado, nesta altura, inícios dos anos 50, com as velhas instalações já em decadência, e com outras gentes a habitá-la. Foto cedida por uma conterrânea.
Meninas do meu tempo que frequentavam a Escola Nr. 56 de Pinheiro Furtado em Moçâmedes, na Torre do Tombo, 1950/51. São elas, da esq. para a dt, atrás: Maria Luísa Almeida Bagarrão, Maria da Conceição Góis Teles (Lili), ?, Vitória Rosa e?. Embaixo: Victória Franco, Maria do Rosário Almeida (Zázá) e Guida Franco.

Deste grupo de alunos, da então Escola Nº 56 de Pinheiro Furtado, na Torre do Tombo, no ano de 1949, reconheço, da esq. para a dt.: Em cima: Lopes?, Fernando Matias, Maria do Carmo Domingues, ? e Eduarda Vicente Embaixo: Carlos Ferreira (Miroides), Ferreira Silva, Miga Calão e Dudu Ferreira Silva
Alunos da Escola N56 de Pinheiro Furtado, com Professor Duarte, nos anos 1950 já nas novas instalações.
Foto tirada por ocasião de uma visita ao Horto de Moçâmedes, dos alunos da 3ª classe da Escola Portugal - Ano 1967. Era neste Horto que se cultivavam as árvores e plantas que eram mais
tarde colocadas nas ruas e jardins da cidade de Moçâmedes, e onde se
cultivavam flores que eram vendidas ao público. Da parte feminina reconheço a prof. Dilva Castelo Branco, Leopoldina Luís António; Elsa Maria Teles:Helena Maria Tadeu: Maria da Glória Baptista dos santos: Luísa(?) Filomena Maria Scala; Ana Maria Simões: Lalá (filha do Alberto da Baía das Pipas)?; Eduarda...; Professora Dilva Castelo Branco. Da parte masculina: Baptista dos Santos, Manuel Victória Pereira;Armando Loures da Silva; Joaquim Manuel da Cunha Major; (Nelo) Manuel Constantino Baptista; Luís Filipe Paiva Cabral; Nika Albuquerque ?;não, José Feliciano, filho do contínuo da escola, Sr. José Augusto (?) Victor Manuel Sá Figueiredo Rodrigues; João Viegas Ilha; Rodrigues (?); Maurício Gonçalves; Fernando Cordeiro Coimbra e Edgar Espirito Santo de pé. Desta turma, vivem 4 em Angola - Manuel Victória Pereira - professor. a Leopoldina - médica , o Edgar E. Santo - agrónomo . o Feliciano, electricista auto e o Sá Rodrigues chegou alí também há poucos anos com empreendimentos.
Foto e legenda cedidaa por Pedro Ilha.
Foto e legenda cedidaa por Pedro Ilha.
Estas
são algumas das fotos mais antigas sobre escolas e estudantes de
Moçâmedes, ao nível do primário que consegui até agora reunir.
Referem-se aos anos ente 1940 e 1960. Presume-se que no tempo das nossas
mães (anos 1920/30) não estivesse muito divulgada entre nós a arte de
fotografar que o fotógrafo Antunes Salvador veio revolucionar, reunindo
um extraordinário espólio, pois estava presente em todos os eventos
sociais, a todos os actos públicos, levados a cabo da pacata Moçâmedes
de então, quer por iniciativa própria (para fotografar e ganhar
algum...), quer por solicitação dos habitantes. Não tenho fotos desses
tempos para mostrar. Assim como não coloco aqui fotos de tempos mais
recentes, quando a realidade em muitos aspectos já era outra.
MariaNJardim

















































