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26 fevereiro 2010

Equipa de Basquetebol Feminino do Sport Moçâmedes e Benfica: 1964

















Da esq. para a dt.
Em cima: Elizabete Ilha Bagarrão (Betinha), a veterana Minelvina Cruz, Amélia Castro, Costa Santos, ?,
Embaixo: Graciete Ilha Bagarrão. ?, Elsa Bernardino e?

Há inúmeras fotos sobre Desporto em Moçâmedes que podem ser vistas clicando AQUI

26 janeiro 2009

Basquetebol feminino em Moçâmedes: Ginásio Clube da Torre do Tombo

















































Equipa do Ginásio Clube da Torre do Tombo em 1954-1955-1956-1957

1ª foto:
Maria Helena da Costa Gomes (Lena Gomes
/ Ginásio ) num espectacular lance de bola ao cesto que mais faz lembrar uma gazela a saltar sobre as escaldantes areias do deserto do Namibe. Jogo realizado em Benguela/1955.

2ª foto:
Um dos primeiros jogos do Ginásio Clube da Torre do Tombo, em 1954, no campo de jogos do Sporting Clube de Moçâmedes, contra a equipa do Atlético Clube de Moçâmedes. Da dt. para a esq.: Suzete Freitas (Atlético), Lurdes Sena (Ginásio), Helena Gomes (Ginásio), Celísia Calão (Ginásio), Eduarda Bauleth de Almeida (Ginásio)
? e Maria José Gastão (Ginásio).

3ª foto:
Celisia Calão, da
Equipa do Ginásio Clube da Torre do Tombo, cumprimenta o Governador de Angola, Tenente Coronel Horácio de Sá Viana Rebelo, ao qual acabara de entregar um galhardete do clube. Em 1957 o Governador Geral de Angola deslocara-se a Moçâmedes para a inauguração do 1º troço do cais da cidade. Na mesma altura foi inaugurado o novo edifício do Grémio da Pesca, e foi colocada a 1ª pedra no novo estádio do Sport Moçâmedes e Benfica.

4ª foto:
Celisia Calão da
Equipa do Ginásio Clube da Torre do Tombo, a ser entrevistada por Carlos Moutinho.Por detrás, ao centro, Amilcar de Sousa Almeida. 1956

5ª foto:
Equipa do Ginásio Clube da Torre do Tombo em 1955 num jogo contra a equipa do Sport Moçâmedes e Benfica, efectuado no campo do Sporting. À esq., Celísia Calão, do Ginásio (nr.12) tenta passar a bola a Eduarda Bauleth de Almeida ( nº 1o, ao centro).


Ficam mais estas recordações dos embora breves, mas glorioso
s do basquetebol feminino na cidade de Moçâmedes, na década de 50, em que se disputavam renhidos jogos entre equipas com idêntico nível de competição, como eram, sobretudo, as do Ginásio Clube da Torre do Tombo, do Sport Moçâmedes e Benfica, do Atlético Clube de Moçâmedes e do Sporting Clube de Moçâmedes.
Para ver MAIS
e MAIS
fotos/fonte: álbum das minhas recordações

15 julho 2008

Equipas de basquetebol feminino na classe juvenis do GCTT e do SLB (anos 50)


Torneio de Basquetebol feminino Juniores. Equipas do Ginásio Clube da Torre do Tombo e do Sport Lisboa e Benfica. 24.07.1955

Da esq. para a dt.

Benfica/em cima: Zelda Ferreira da Silva (Nenéca), ?, ?, Elsa Bernardino, Manuela Leitão, ? e Amélia Castro?.

Ginásio/embaixo: Vitória Rosa. Luisa Seixal, Conceição Gois Teles (Lili), Elizabete Bagarrão (Betinha), Augusta, Maria do Carmo Barra, ?Martins, Antonieta Seixal (Nêta).


17 abril 2007

Jovens de Moçâmedes (actual Namibe) junto ao Farol da Ponta do Pau do Sul ou Ponta do Noronha: 1954


Grupo  de  jovens raparigas de então, em Moçâmedes, junto do Farol da Ponta do Pau do Sul. 



Deste farol ficou-me esta grata recordação. Éramos um gupo de nove raparigas, seis das quais nascidas em Moçâmedes, e todas residentes no Bairro da Torre do Tombo. Umas, descendentes de algarvios alí chegados em finais do século XIX, outras de madeirenses de longa data, outras ainda, de nortenhos. A maioria eram na basquetebolistas do Ginásio Clube da Torre do Tombo. Da esq. para a dt, em cima: Francelina Gomes (basquetebolista) e Olímpia Aquino 2. Mais à frente: Violete Velhinho, Lurdes Infante da Câmara e Paula Ferreira (basquetebolista). 4. De joelhos: M. Nídia Almeida, Celísia Calão e Helena Costa Gomes (basquetebolistas) Deitada: Georgete Aprígio..

Segue o poema "A Escala Vai Começar" dedicado ao Sr Domingos, um pescador de eleição. É mais um poema com que nos brinda o poeta moçamedense Neco Mangericão, bisneto de colonos fundadores de Moçâmedes (Namibe), vindos de Pernambuco (Brasil) em meados do século XIX . Este remete-nos para a Ponta do Noronha, ou Ponta do Pau do Sul, sobre a qual se encontrava este farol:



A ESCALA VAI COMEÇAR

Foi assim que, de repente, hoje acordei
e surpreendido senti, como quem sonha,
que era lá que me encontrava,
e não aqui- surpresas do mundo da poesia,
bem sei –mas estava lá,
bem na Ponta do Noronha.

Aos meus pés, a penedia, o Mar e a baía.
Acredita. Não pode haver mais feliz despertar.
A manhã clara, o mar calmo e transparente
mostravam a vida que nela vivia febrilmente, 
à tona, estrelas corriam no espelho cristalino,
revelando, a cada instante, 
imensos cardumes a perseguirem-se, 
levantando brilhos e lumes.

Nas ricas águas, sob um céu azul ultramarino.
No ar, passam alegres bandos de gaivinas,
Gaivotas e garajaus que não cessam de grasnar
e, depois de quase parar, 
num constante vaivém,
a pique mergulham, 
perseguem o peixe e vêm 
com o fruto do seu lidar, nos bicos a agitar. 
Ajeitam e engolem-no. É o seu melhor manjar.

De repente noto movimentos e gritaria nas pontes
Que ao longo da beira-mar se espalham, em profusão.
Negros, Mulatos, Brancos, na maioria contratados,
Falam alto, fazem apostas e com os braços apontados
Vão dizendo os nomes dos mestres ou da embarcação
Que mais se destacada vem, ou de todos juntos, aos montes.

São os pescadores que regressam de uma noite de labor,
Que agora ali vêm, felizes, trazendo o fruto do seu suor
e, ansiosos de primeiro chegar, e sua mulher e filhos beijar
pela vitória da canoa ou traineira, acabadinha de comprar.
Nas pontes alinham-se homens e bancos: a escala vai começar.

Nesse momento alguém me chama, no meio daquela agitação,
- Hoje é dia de trabalho. Toca a levantar! – São seis horas João!
E pronto! Lá se foi a minha alegria, todo o encanto e satisfação.


João M. Mangericão
( Neco )
Barreiro, 9.08.2005



 
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