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10 janeiro 2013

Desportistas de Moçâmedes (hoje Namibe): Roberto Latinhas era um futebolista genial.

Pelo interesse para as gentes de Moçâmedes/Namibe, do blog de um conterrâneo retirei esta postagem que resolvi colocar aqui


O "Latinhas", terceiro a contar da esquerda, em baixo
Roberto Latinhas era um futebolista genial. 
DAQUI

Penso que ninguém  devia levar a mal por eu estar a prestar esta homenagem ao meu pai o "Latinhas" e de certo modo a Moçâmedes,  a nossa Welwitschia do deserto e a todos os meus familiares que lá nasceram, ou viveram e aos nossos amigos e conhecidos que nos deixaram recordações tão lindas e inesquecíveis.

Todos aqueles que conheceram o meu pai, sabem que ele era uma das pessoas mais conhecidas e castiças de Moçâmedes. Uma das razões é porque ele era um futebolista genial e a outra é porque ele era muito brincalhão e muito cordial para toda a gente.

Podem ver o Latinhas na linha de baixo nesta foto. Ele é o terceiro a contar da esquerda. Ele não tem o lenço na cabeça, talvez para tirar a foto antes do jogo começar.

O meu pai jogava a defesa central e tinha bons pés. Como era muito robusto quase sempre ganhava a disputa de bola, pelo chão ou pelo o ar. No entanto a sua grande arma era a “cabeça”. Ele tinha uma "cabeçada” genial, com muita força e com muito jeito. Ele podia dar a volta ao campo inteiro a dar toques de cabeça sem deixar a bola cair.

Não estou a exagerar se disser que o meu pai podia estar entre os melhores jogadores do mundo a jogar de cabeça. Por essa razão ele usava sempre o lenço na cabeça, tantas vezes utilizava a "cabeçada" num jogo.

Na foto debaixo ele deve ter-se esquecido de tirar o lenço, ou então a foto foi tirada depois do jogo. Ele está na linha de baixo, é o último da direita.


Na foto de cima, o Latinhas em baixo, é o último da direita.

 Seleção de Moçâmedes anos 50 - Latinhas em baixo, no centro.
3. Roberto Latinhas era um dos “cromos” de Moçâmedes 

Tirei o comentário em baixo dos Cromos de Moçâmedes, feito por Ricardo Duarte

Cromos de Moçâmedes

Comentário feito por Ricardo Duarte no seu blog:

Para começar eu abriria com uma do Sr Roberto Latinhas, também um cromo (com o devido respeito) de Moçâmedes. Chamo cromo com carinho porque o sr Latinhas (barbeiro em Moçâmedes) tinha muita piada.

na minha terra os carneiros não pagam pelo cabelo
Na sua barbearia sentou-se um rapagão loiro ("estrangeiro" desconhecido naquelas bandas) para cortar o cabelo.

O Sr Latinhas começa o corte e entretanto chega um freguês habitual e diz: Então Roberto quando é que posso cá vir?

Responde o Roberto Latinhas: Olha vem daqui a 15 minutos que estou quase a acabar a tosquia a este carneiro.

O Sr Roberto depreendeu que o loiro era mais um dos inúmeros estrangeiros que pululavam por Moçâmedes por aquela época e que trabalhavam no Porto Mineiro do Saco.

Quando acabou o corte o Latinhas pede o kumbu ao rapaz e ele responde: "Na minha terra os carneiros não pagam para ser tosquiados" e abalou porta fora sem pagar perante a cara de espanto do Latinhas. (Pensa-se que a personagem era um madeirense dos atuneiros).

4. Roberto Latinhas jogou contra Sport Lisboa e BENFICA EM 1950

Podem ver o meu pai “Latinhas” com o “lenço” nas duas fotos neste grande jogo contra o Benfica. Não sei quem ganhou, se alguém sabe, diga alguma coisa s.f.f.


 5. Roberto Latinhas tirou o lenço para a foto 

O meu pai é o primeiro do lado esquerdo em baixo, jogando pela seleção de Moçâmedes num torneio organizado no Lubango entre algumas seleções de Angola. Ele não tem o lenço para tirar a fotografia antes do jogo.


O Beto de Sousa está ao lado dele e a seguir é o Pinto relojoeiro. O Oliveira sapateiro é o primeiro de pé do lado esquerdo. Podem ver em cima o Carlos Bode, o guarda-redes da seleção.

Eram todos gente famosa de Moçâmedes, enfim mais alguns "cromos" famosos como o meu pai, mas havia muitos outros.

6. Roberto Latinhas podia aliviar a bola para muito longe 

tal era o chuto e a cabeçada...
Como defesa central, ele conseguia aliviar a bola com os pés da sua grande área até ao meio campo, tal era o seu chuto.

Durante os cantos e as jogados pelos extremos, ele colocava-se numa posição mesmo de frente à grande área adversária para receber bolas centradas e chegava a fazer golos de cabeça a grande distância da baliza, tal era a cabeçada dele.

7. Como treinador ele deu alguns campeonatos ao Benfica.

Depois de terminar a sua carreira como futebolista ele tornou-se treinador e o Benfica de Moçâmedes ganhou alguns campeonatos com ele como pode ver na foto em baixo.

Futebol: Sport Moçâmedes e Benfica: Campeões em 1959 e 1960
O terceiro jogador em cima, a contar do lado esquerdo, era o Madeira. Penso que ele morreu por volta de 1960, quando se deu o terrível incêndio no cinema do Sr Eurico de Moçâmedes. Notem que ele está nesta foto de 1959, mas não está na foto de baixo de 1960?
 O incêndio começou na sala da máquina de filmar e alastrou-se por todo o cinema criando um pânico indescrítivel entre as pessoas que procuravam escapar por todos os meios. Algumas pessoas que estavam na plateia de cima saltaram do 1º andar para baixo.
O Madeira, estava vindo do treino de futebol e passava naquele momento mesmo à frente da porta principal do cinema, quando uma chama saiu do cinema pela porta fora e ele foi colhido por aquela chama, sofrendo queimaduras mortais, morrendo logo ou vindo a falecer no hospital. 
Desculpem-me estar a relembrar este acontecimento tão triste. Se alguém lembrar-se deste triste acontecimento e tiver mais informações, dados, datas, nomes ou queira rectificar alguma coisa na minha informação é fazer favor de me contactar. 
O Latinhas à direita, deu mais este campeonato ao Benfica - 1960
Da esq. para a dt: em cima: Humberto Pinho Gomes (dirigente), Jorge Loures, Casimiro Jorge, Fernando Matias, Rui Bauleth de Almeida, Emilio Teixeira, Fernando Formosinho, Paiva e Roberto Martins(Latinhas-Treinador) Em baixo: Mário Eugénio F. Sousa (Zezo), David Proença, Carlos Roberto F. Sousa (Beto), João António Guedes, Mestre e Andrade.

8. O meu irmão Angelino era um craque também 

Todos diziam que o meu pai era um jogador excepcional e o meu irmão Angelino um craque. O Angelino jogava a médio atacante, mas com uma facilidade incrível, pouca vista, em aparecer como extremo ou ponta de lança.

Além disso, parecia que ele tinha um "íman" na bota direita, pois a bola ficava colada à bota e quem a tirava!? Ele tinha uma facilidade impressionante em conduzir a bola para a frente e driblar que era uma coisa por demais.

Juniores do Sporting de Moçâmedes campeões de Angola
Nesta foto, com toda a equipe técnica, o Angelino é o quarto em baixo a contar da esquerda. 

Esta equipe ganhou o campeonato de juniores de Angola.

9. Eu também dava uns toques 

Eu, Viriato, estou em baixo e sou o segundo a contar do lado esquerdo. Foto da seleção da Escola.

Eu joguei na equipe dos Juniores e Seniores do Sporting.  O Helder Canhoto, polícia em Portimão, era um jogador fenomenal (3º a contar da direita, de pé). O Monteiro (em cima, 5º a contar da direita, de pé)  o Monteiro era um tractor, levava tudo a frente. O António  Cruz ao meu lado direito, muito diplomático em tudo, na bola também.

Do meu lado esquerdo era o Maia (um primo meu em segundo grau) ao lado do Cruz podem ver o famoso João Batista. Podem ver pela cara que ele era mesmo um revolucionário - famoso!

Ainda na foto, na linha de baixo, do lado direito, o Vitória Pereira, filho do "Zé Mac-Mahon" Mário Vitória Pereira" famoso professor de física e química, que fazia tremer toda a malta, pois um murro dele era capaz de deitar um touro abaixo.

Selecão da Escola 

Sobre o Cruz, ele era meu colega de escola, colega de futebol e colega da Igreja Evangélica de Moçâmedes. 

Infelizmente ouvi mais tarde do falecimento do António Cruz, ainda muito novo. Nunca mais ouvi nada do seu irmão o Eduardo, ou da sua irmã Filomena e dos outros.

O pai deles o Sr Cruz trabalhava na Alfândega e era um dos fiéis da Igreja. O Sr Cruz ia a pé para a Igreja com toda a familia aos domingos, eles andavam quase 1 hora para a ida e mais 1 hora de regresso a casa! Quem  é que faria isto hoje?

Não vemos o Filipe nesta foto, que jogava como quarto defesa, ao lado do Helder Canhoto, na equipe do Sporting, mas merece ser referido aqui, pois ele era um grande jogador. Ele vem mais abaixo numa foto.

Eu vivi uns anos em Vila Real, e uma amiga nossa quando olhava (maliciosamente) para as pedras todas à volta dizia "Pucha Trás-os-Montes é uma terra de "calhaus". Perdoem-me transmontanos, estou a brincar, senão o meu filho mais novo, o Filipe, que nasceu em Vila Real, é um "calhau" também.

Moçâmedes, não era uma cidade de "calhaus", mas sim de "cromos". Quem me dera, poder falar de tantos que eu conheci, eram pessoas únicas, que se não nascessem tinham que ser inventados, como o meu pai, o Roberto "Latinhas"!

A nossa equipe de Juniores do Sporting chegou à meia-final do Campeonato de Angola.

Jordão, em baixo, segundo a contar do lado direito...
Nessa meia-final contra uma equipe do Lobito aonde jogava o Jordão, antes de jogar no Benfica de Lisboa. Bem, o locutor, só dizia, aquele ali, baixinho, tem posto o Jordão no bolso. É que o meu treinador, às vezes, dava-me a tarefa de pôr no bolso o jogador mais perigoso da outra equipe. E punha mesmo!

No Lobito, eles ganharam, com um frango, o nosso guarda-redes andou na borga e estava cheio de sono e nem saltou e a bola passou-lhe por cima. Foi logo substituido pelo Leopoldo!

No jogo em Moçâmedes, o Rui Moutinho, o Rui Kakinda, conhecem, aquele doido que jogava com o Cordeiro ao meio-campo, ele tinha cá uns pés, geniais, mas as "escarradelas" eram o ponto forte dele, decidiu enervar o Jordão e enfiou-lhe com duas "cuspidelas em cima".

Mas, Infelizmente, não conseguimos passar, eles passaram a eliminatória e foram campeões de Angola naquele ano, eu deixei o Jordão sair duas ou três vezes do bolso, as "cuspidelas" do Rui Kakinda não  deram resultado e foi fatal!

Vejam mais algumas fotos, pois de certeza se lembram de alguns amigos:

O Filipe que jogava ao lado do Helder Canhoto, está em baixo sentado do lado direito. O Caetano, de branco de pernas cruzadas e do seu lado direito o Nabal. O Leopoldo, um dos nossos guarda-redes, de branco entre o Caetano e Nabal.


A foto em baixo  é uma homenagem ao meu grande amigo António Cruz que podem ver em baixo do lado direito de chapéu, ao lado da Isabel. O António Cruz foi um dos amigos mais "fixes" que eu conheci. Podem ver pelas fotos dele, como era tão fixe". Podem ver a Vera, o Nabal etc


A foto em baixo serve para mostrar o "Zé Mac-Mahon" Mário Vitória Pereira" em baixo de bata branca, o quarto a contar da direita. Ao lado dele podem ver o Dr Balsa director da Escola.

Gostaria de mostrar mais fotos e falar de mais amigos, mas precisava de tempo. 

No entanto tenho que dizer alguma coisa de um grande amigo o Helder Vicente, mais conhecido por Chupa-Caca. Eh pá, a prónúncía dele, quando dizia: "ó qué qué tú pénsávás , já tá pánhéi".

E um dia apanhou-me mesmo e deitou-me para dentro de um tanque de água! E os tabefos que ele dava, meio a sério, meio a brincar e depois dizia  "vístés, já lévástés!"

Ele era o maior "cromo" de todos, perguntem ao Cordeiro, ou ao Mamedes, ou ao Gustavo "Pardal'. 

Não existem palavras para descrever o Helder "chupa-caca". Chegamos a assaltar os "figos" na casa dos pais dele, e os assaltos eram organizados pelo próprio "Chupa-Caca".

Mas para finalizar, alguém sabe do meu primo Calita Martins, em baixo do lado esquerdo, que vive em Estremoz? Conhecido por "Chipalhaia" (nem me lembro se escrevemos assim), ele era o  irmão novo da minha prima Maria de Fátima que trabalhava no Notário e da Piquenó casada com o Leston Martins (meu primo também). 

Eles, mais o Antoninho e o "Ico" que já faleceram, e o "Guinhas" (Albano que vive em Estremoz), eram filhos do meu tio António e da tia Judite que se ainda não morreu já tem mais de 100 anos (em 2013). Falei com esta tia "fantástica" ao telefone quando ela já tinha 94 anos!

Podem ver o Bitakaia, um grande guarda-redes e todos os outros "saudosos"!


10. A família de Roberto Latinhas

Além do Angelino, eu tenho mais três irmãos, nomeadamente o Mandoca (Armando), o Beto (Norberto), o Nito (o Rogério que já faleceu), o guarda-redes na foto em baixo e que cantava melhor do que o Cliff Richard, e tinha uma irmã, a Nita (Luisa).

O guarda-redes é o meu irmão Nito.
O Mandoca podia ter sido um pintor e desenhador muito famoso, se lhe tivessem dado a oportunidade. Podem ver um dos quadros dele, em baixo, o velho sentado, desenhado a lápis.

O meu irmão Beto, que vive agora em Armação de Pêra, era mais conhecido por "Beta marreta".

Ele era invencível e sempre que aparecia um suposto campeão, vindo de um outro bairro ou cidade, tinha que se haver com o "Beto marreta".

Nunca vi ele perder uma luta, tinha um soco que era uma autêntica "marretada", daí a alcunha.

Os meus tios eram também muito conhecidos em Moçâmedes:

O meu tio João Latinhas também jogava a bola e foi colega do meu pai na barbearia onde trabalharam cerca de 30 a 40 anos, ele era capaz de fazer rir um morto.

Um dos quadros do Mandoca
O meu tio Augusto Latinhas, um brincalhão de primeira classe também, que fez teatro, trabalhou durante toda a vida até vir para Portugal na Escola Comercial de Moçâmedes.

O meu tio António Latinhas que era o capataz do estaleiro de Moçâmedes morreu cedo, só tinha 53 anos, mas era um "cromo" incrível também, só quem o conheceu!

E o Zeca Latinhas, mais conhecido por "Straus" quem é que não o conheceu? Era também meu tio. Ele era casado com a tia Alice, nunca tiveram filhos, mas tinham cerca de 15 gatos! Mais um "cromo" famoso!

O meu tio Viriato Latinhas de quem eu tirei o nome, morreu muito jovem, talvez quando tinha 18 ou 20 anos.

Bem, não posso falar de toda a família aqui, é pena, pois tenho outros tios e tias e muitos primos e primas, também muito conhecidos em Moçâmedes ou na Huila (Sá-da-Bandeira)!

O meu pai tinha muitos irmãos e irmãs, eram 15 no total e o meu pai era o "caçula", o mais novo de todos.

Do lado da minha mãe Angelina, eram somente o tio Raul e a tia Irondina, mas estes tiveram muitos filhos e filhas (Boneca, Adelina. Graça, Nando, Nelo,  Nininho, Raul, Pedro, Zeca do lado do tio Raul e o Rui, Idalina, Armanda, Bela e mais uma prima, a mãe do Eduardo, do lado da tia Irondina.)

11. Roberto Latinhas era membro da Igreja Evangélica de Moçâmedes

Como muitos sabem o meu pai esteve envolvido com a Igreja Evangélica de Moçâmedes, que podem ver no fundo da rua, desde que eu nasci até deixarmos Moçâmedes.

Igreja Evangélica de Moçâmedes - em baixo.
Ele e a minha mãe Angelina estiveram muito envolvidos na Igreja, não só nesta mas numa outra Igreja num dos bairros pobres da cidade.

A minha mãe ajudava o trabalho no meio das crianças, senhoras e visitava a prisão.

O meu pai era um dos pregadores da Igreja.

Eles eram de facto muito fieís à causa de Cristo e ajudaram a espalhar a mensagem evangélica no meio de muitas famílias de Moçâmedes.
12. Fotos da minha família e da nossa Igreja que fundamos em  Vila Real

Centro Evangélico de Vila Real - Associação

Viriato e Janet em 2004 e Pedro (16) , Ricardo (15), Joana (14), André (13) e Filipe (8).


2004
2004











Como muitos sabem eu exerci a função de Pastor Evangélico desde 1976 a 2008. Primeiramente trabalhei com a Acção Bíblica durante 15 anos e depois fomos para Vila Real com uma missão inglesa a UFMworldwid, onde trabalhamos durante 16 anos de 1992 a 2008

Esta foto foi tirada em Vila Real, no Norte de Portugalnuma Igreja que fundamos. O edificio com cerca de 300 metros quadrados foi comprado por nós, com o apoio financeiro da Inglaterra. Com a compra e as obras custou cerca de 225.000 euros.

Eu estou em baixo no meio da foto e a Janet está de pé do lado direito. Os nossos cinco filhos também estão na foto.

Transferimos a Igreja e o edificio para a Igreja Assembleia de Deus - Santos em 2012.

13. Sites e blogues de Moçâmedes.

http://www.sanzalangola.com/galeria/albuo60/Enviada_por_MHV_MOC

http://www.mazungue.com/angola/index.php?form=Search&pageNo=2&searchID=289187&highlight=

http://amigosdonamibe.blogspot.co.uk/

http://carlosacebolo.blogspot.co.uk/2010/05/minha-terra-minha-gente-iii-mocamedes.html

http://memoriasdesportivas.blogspot.com/

http://mocamedesregistosefactos.blogspot.co.uk/2008/03/angola-momedes-minha-terra-eu-te-vi.html

http://www.flickr.com/photos/mocamedes_desporto/page4/ 

http://oquemevainaalmaenocoracao.blogspot.co.uk/2009/05/meu-irmao-rui-cabeca-de-pungo.html

http://www.flickr.com/photos/mocamedes_desporto/sets/72157600270423888/ 

http://mocamedesantigamente.blogspot.co.uk/search?updated-min=2012-01-01T00:00:00-08:00&updated-max=2013-01-01T00:00:00-08:00&max-results=1

http://www.youtube.com/watch?v=nc0acCl9N5k

http://memoriaseraizes.blogspot.co.uk/2007_07_01_archive.html


14. Mais alguns famosos de Moçâmedes.

Sporting Clube de Moçamedes Angola Esquadrão campeão de 1951 a 1954

Roberto Latinhas jogava nessa altura pelo Atletico por isso não o vemos no meio destes famosos. Mas jogou com alguns deles pela selecão de Mocâmedes.

Em pé: José Pedro Bauleth, José Costa (Caála), João Sobral, Jacinto de Sousa Velim, Lico Raúl de Sousa e Carlos Maria Inácio.
Agachados: Adriano Nascimento Jr. José Honorato, João Pinto, Mário Frota Tendinha, Carlos Lopes de Oliveira (Carlitos)
Crédito:http://www.flickr.com/photos/mocamedes_desporto/427676179/

1969/1970 uma das melhores equipes que jamais apareceu em Angola, a equipe de Porto Alexandre:



Do lado direito em baixo, o Estrela, um dos melhores extremos do mundo que eu vi jogar. Do lado esquerdo era o Gavino, não  dá para descrever, parecia uma gazela a correr, cobri-o algumas vezes. O Ganso ao lado do Gavino, mas falta o Ganso mais velho.

Eu joguei algumas vezes contra esta equipe.

15. Sobre amigos e encontros de moçamedenses:

Consulte o interessante site em baixo sobre amigos do Namibe:

http://amigosdonamibe.blogspot.co.uk/

O site em baixo possuie muitas fotas sobre encontros e reencontros onde pode ver pessoas conhecidas:

http://mocamedenses-encontros-e-reencontros.blogspot.co.uk/

13 outubro 2011

Em Moçâmedes (a actual cidade do Namibe) no inicio da década de 1960: espectadores de um desafio de hóquei em patins no campo do Sporting

Na Moçâmedes de outros tempos (a actual cidade do Namibe), o desporto era rei!
Se quer saber o que foi essa realidade fora do comum que se desenvolveu e agigantou em meio tão pequeno conseguindo mobilizar para as mais diversas modalidades desportivas praticamente toda a sua população, jovem clicar em  Memorias Desportivas

Desta foto reconheço apenas, entre outros, da esq. para a dt. e debaixo para cima:
1. À esq. o casal Lurdes/Camilo e sobrinhas, Fernando Vilaça ...2. Alice Albufeira (4ª) e Jorge Carrilho (6º)... Se alguém conhecer mais alguém, muito se agradece-se acrescente em comentários. Ver também Memorias Desportivas

05 julho 2011

Familias de Moçâmedes: Soledade Bauleth Duarte



Na foto acima podemos ver Amadeu Pereira, o filho e Soledade Bauleth Duarte, a sogra. Gostei de ver esta foto pois através dela pude recordar Soledade, a mãe da Fátima, prima directa do meu pai, filha de uma irmã da minha avó. 

Soledade nasceu em Moçâmedes no início do século XX, cidade onde casou com José Duarte, irmão do comerciante e industrial da praça, João Duarte.

Era filha Maria do Carmo Ferreira e de José Bauleth. Era irmã de António Bauleth (casou com Celmira),  de Albano Bauleth (?), de Maria do Carmo Bauleth (casou com Mário dos Anjos Almeida*) e de  Maria Alice Marta Bauleth. (casou com Armindo Bruno Almeida**). As irmãs de Soledade,  Alice Marta e a Mª do Carmo casaram com dois irmãos:  Armindo Bruno de Almeida e  Mário dos Anjos Almeida, respectivamente.

Recuando um pouco na sua genealogia, a mãe de Soledade, Maria do Carmo Ferreira era  filha dos  meus  bisavós paternos, Agostinho Ferreira e Catharina Ferreira. Estes  resolveram na última década do seculo XIX emigrar para Moçâmedes, no sul de Angola, mais propriamente para Porto Alexanbre. Agostinho Ferreira (pai) e Agostinho Ferreira (filho), o mais velho,  avançaram primeiro,   deixando em Lisboa na residência do bairro de Santa Catarina (Bairro Alto),  Catharina Ferreira  e as cinco filhas, Júlia, as trigémeas Beatriz,  Baptista e Lucinda Ferreira, e Maria do Carmo ( futura mãe de Soledade). Já em Porto Alexandre nasceu  o 7º e último  filho do casal, Álvaro.

Mais tarde  famíla  resolveu mudar-se para Moçâmedes, onde foi morar no Bairro da Torre do Tombo.
Sem dúvida, Moçâmedes era até 1950 era  uma grande família. Uma terra  onde todos se conheciam, e onde era comum dizer-se, "todos eram primos e primas"... , situação favorecida pelo isolamento em que viviam as pessoas, pela fraca mobilidade que perdurou,  devido à  escassez de transportes e vias de comunicação, e à contenção da emigração, que deu origem a um crescimento demográfico bastante lento. Para se ter uma ideia do tipo de colonização que Portugal praticou em relação às colónias de África,  e no caso particular de Angola, importa referir que ainda no início da década de 1950 eram exigidas "cartas de chamada"  aos portugueses que quisessem ali fixar-se, dando-se preferência a famílias constituídas. Também até aos anos 1950,  a população  africana  que vivia  no interior das cidades em Angola era reduzida. Em Moçâmedes  e  no Lubango, era mesmo minoritária.



Na foto que segue, tirada em Moçâmedes (Torre do Tombo) por volta de finais  da década de 1920, encontram-se  alguns elementos desta família: À dt,  vê-se Alice Marta Bauleth de Almeida com a filha mais velha Maria do Carmo(?), e ao fundo, ainda mais à dt., o marido, Armindo Bruno d' Almeida que há época já andava doente (problemas psicológicos). Ao centro, Idalinda Lopes Ferreira*** e Albano Bauleth? Albano Almeida? com a pequenita Maria Etelvina  Ferreira. À esq, amigos e familiares:  à esq. Mário dos Santos Frota e ?.  À porta da casa, uma filha da então muito conhecida enfermeira na cidade, Júlia.


Tentarei trazer para aqui alguns dados genealógicos mais completos de Soledade (ramo materno):

Soledade era filha de Maria do Carmo Ferreira (Bauleth) e de José Bauleth; era neta materna de Agostinho Ferreira e Catharina Ferreira; Era irmã das trigémeas Beatriz Ferreira, Baptista Ferreira e Lucinda Ferreira, e ainda de Júlia Ferreira, Álvaro Ferreira (o caçula), e Agostinho Ferreira (o primogénito). 

Desta descendência vamos encontrar Riquita Bauleth, miss Portugal 1971, (bisneta de Maria do Carmo e de José Bauleth, logo trineta de Catarina e Agostinho Ferreira).

Sobre os irmãos de Maria do Carmo Ferreira (Bauleth), a mãe de Soledade:


1. Agostinho Ferreira, nunca casou.
2. Beatriz Ferreira (Almeida)  casou em Moçâmedes (Namibe) com João Nunes de Almeida. Desta união nasceram João Nunes de Almeida (casou com Eugénia ), Jesuina Almeida (casou com José Fernandes de Carvalho (Zeca), Virgilio Nunes de Almeida (casou com Olga de Sousa Almeida), Fernando Nunes de Almeida (casou com Isabel), Laura Almeida (casou com Manuel Barbosa), Arnaldo Nunes de Almeida (casou 1ª nupcias com Francelina, divorciou-se, e tornou a casar, em 2ªs. núpcias com Maria Etelvina Ferreira), Ângelo Nunes de Almeida (casou com Odete Maló), Eduardo (Aníbal) Nunes de Almeida (casou com Júlia Rosa), Beatriz Almeida (casou com Álvaro dos Santos Frota).
3. Baptista Ferreira  casou em Moçâmedes (Namibe) com ? Nunes, em 1ªs. núpcias, e por falecimento deste, tornou a casar com João Nunes de Almeida, cunhado, em 2ªs. núpcias. Este casamento aconteceu após o falecimento da irmã gémea, Beatriz, no decurso do trabalho de parto de gémeos por falta de assistência. Da 1ª união nasceu Jaime Nunes que casou com Reis.
4 Lucinda Ferreira (Trindade) casou em Moçâmedes (Namibe) com João Rodrigues Trindade. Desta união nasceram Leovegilda (casou com Serafim Frota), Zenóbia (casou com Raul de Abreu), João (casou com ? da Silva) e Lumelino Trindade (casou com Helena Águas e por divórcio, tornou a casar com Laurinda...).
5. Júlia Ferreira (Gomes) casou em Moçâmedes (Namibe) com Francisco Gomes do Armazém. Desta união nasceram Virgilio Gomes (casou com Gertrudes Ferreira); Júlia Celeste Gomes (casou com António Guedes da Silva); Libânia Gomes (casou com Arlindo Cunha); Maria Ilda Gomes (casou com José Maria de Freitas), Maria Alice Gomes (casou com Rogério Ilha).
6. Álvaro Ferreira casou com Idalinda Lopes Ferreira. Desta união nasceram Maria Etelvina Ferreira (casou com Arnaldo Nunes de Almeida) e Maria Lizette Ferreira (casou com Alberto Miranda/div)




Nesta foto tirada na PRAIA DAS MIRAGENS, em Moçâmedes, em 1950, ao centro, sentada de chapéu de abas largas na cabeça podemos ver Fátima Duarte, filha de Soledade Duarte e de José Duarte, nesta altura ainda solteira, junto a um grupo de jovens casadoiras da época. Ao fundo, a baía e a falésia da Torre do Tombo que termina na Ponta do Pau do Sul ou ponta do Noronha. Da esq. para a dt: em cima (de pé): Carlos Pinho Gomes e Calila Rodrigres. Mais abaixo (de joelhos): Adelaide Ernesto, Maria Ilda Silva, Claudino Peleira e Carlos Oliveira (Carlitos). À frente (sentados): Orlando Salvador, José Luís Gonçalves, Humberto Pinho Gomes, Fátima Duarte, Isalda Uria e Melanie Sacramento. Ainda mais à frente, (deitados): Albano Costa Santos (Carriço), Mavilde e Mário Bagarrão. Foto de Salvador.



Ficam estas recordações


MariaNJardim






***Idalinda Ferreira (foto) era casada com Álvaro Ferreira, e do casal nasceram 2 filhas,  a Maria Etelvina (foto), e a Maria Lizete. Álvaro Ferreira (marido de Idalinda) era irmão de Maria do Carmo e tio de Soledade.

05 maio 2011

Jovens na Moçâmedes de outros tempos... em Angola (actual cidade do Namibe), no Parque Infantil

Jovens de Moçâmedes posam para a posteridade junto à cerca onde ficava o pequeno zoo com alguns animais  capturados no Deserto do Namibe, sendo visíveis duas belas zebras. São eles, da esq. para a dt: António Manuel Passos Marques, Carlos Vilhena Piedade,Virgilio Paradanta Marques Couto, António Cebolo (de óculos) e  Luís Rosa Palmeira. Embaixo, José Neves Almeida (*)
(*) Créditos foto.

25 janeiro 2011

Grupo festejando um aniversário em Moçâmedes ( hoje, Namibe) em Angola. Anos 1960

Em cima, da esq. para a dt. reconheço Claudete Figueiredo (basquetebolista do Atlético Clube de Moçâmedes na década de 1950), ? , Dra. Sinclética Torres,  Eugénia Figueiredo, Irene Faustino, ?, ?. Embaixo sentadas, Laurinda Bauleth, Maria, ???  Peço uma ajudinha em relação aos nomes em falta, pode ser? Ver tb aqui
http://www.casacomum.org/cc/visualizador?pasta=04307.010.047
https://www.geni.com/people/Sincl%C3%A9tica-Soares-Santos-Torres/6000000003758543573
http://app.parlamento.pt/PublicacoesOnLine/DeputadosAN_1935-1974/html/pdf/t/torres_sincletica_soares_dos_santos.pdf
https://www.facebook.com/joanamaraldias/photos/o-partido-livre-ou-mente-ou-%C3%A9-ignorante-vejamos-a-forma%C3%A7%C3%A3o-tem-baseado-a-sua-cam/2591133414271417/
http://ahpweb.parlamento.pt/Detalhe/?&pesq=&t=7&id=27125&tx=
https://porabrantes.blogs.sapo.pt/a-primeira-deputada-preta-4769492
https://www.europeana.eu/portal/pt/record/2022031/11002_fms_dc_86048.html
http://www.redeangola.info/opiniao/uma-breve-historia-da-diferenca/
https://books.google.pt/books?
id=WBWZDwAAQBAJ&pg=PA125&lpg=PA125&dq=sincl%C3%A9tica+torres&source=bl&ots=FePVEGFgqT&sig=ACfU3U3tFTjBCeZ0YAwgOyOUVsufXx9A8w&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwir9cfv05XlAhXKAmMBHTYnCI44ChDoATAAegQICRAB#v=onepage&q=sincl%C3%A9tica%20torres&f=false
http://memoria-africa.ua.pt/Catalog.aspx?q=TI%20algumas%20das%20intervencoes%20dos%20deputados%20por%20angola,%20dr.%20neto%20de%20miranda,%20dr.%C2%AA%20sincletica%20torres,%20horacio%20silva%20e%20dr.%20rocha%20calhorda,%20na%20assembleia%20nacional%20durante%20o%20ano%20de%201966&p=1
https://books.google.pt/books?id=DXyF-TysHI4C&pg=PA489&lpg=PA489&dq=sincl%C3%A9tica+torres&source=bl&ots=nWVGqdcy-X&sig=ACfU3U2PipCAMCKdDIu6UCP3K9P2Mrcykg&hl=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwir9cfv05XlAhXKAmMBHTYnCI44ChDoATAHegQICBAB#v=onepage&q=sincl%C3%A9tica%20torres&f=false

https://www.instituto-camoes.pt/images/stories/tecnicas_comunicacao_em_portugues/Cidadania/Cidadania%20-%20Trabalho%20participacao%20politica%20e%20condicao%20feminina.pdf

https://club-k.net/index.php?option=com_content&view=article&id=37813&catid=23&Itemid=641&lang=pt

09 dezembro 2010

GENTE DE MOÇÂMEDES: Olga de la Sallete e Albano Costa Santos (Carriço)


Num reveillon algures nos anos 1960, em Moçâmedes, mais uma beleza feminina moçamedense,  Olga de la Sallete junto ao marido, Albano Costa Santos (Carriço), fazem um brinde à entrada do ANO NOVO. Foto gentilmente cedida por Olga de La Sallete. Fica aqui mais uma recordação de gente da nossa terra.

Ver Genealogia da familia COSTA SANTOS

Ver também AQUI

27 maio 2009

Gente de Moçâmedes: a Família Madeira


























1ª foto:
Nesta foto, reconheço, entre outros, da esq. para a dt., à frente: Fernanda Lourenço, Mitsi Aboim, Sónia Madeira, e um pouco atrás, o industrial José Prazeres Madeira junto da irmã e mãe, o casal Mª de Lourdes P. Infante da Câmara e Carlos Teixeira. Retirada de Sanzalangola.

2ª foto: Reconheço, entre outros, da esq. para a dt., à frente: Fernanda Lourenço, Mitsi Aboim, Sónia Madeira... Ao centro e atrás: Prazeres Madeira junto da irmã e mãe, o casal Mª de Lourdes P. Infante da Câmara e Carlos Teixeira. Retirada de Sanzalangola.para ser lançada ao mar, reconheço a familia de Prazeres Madeira: esposa Aida e os filhos, Paulo Madeira, Sérgio Madeira, ?, Ruth Madeira, Sónia Madeira. e à esq. Gaspar Gonçalo Madeira.
Foto: Sansalangola (LaySilva)

Fica aqui mais esta recordação de gente que viveu num outro tempo naquela que foi a minha terra natal!

10 maio 2009

Moçamedenses da Torre do Tombo no tempo das antigas pescarias, em Moçâmedes...

Panorâmica da baía de Moçâmedes no tempo em que se encontravam ainda alí as primitivas pescarias que na década de 50 foram desmanteladas para darem lugar ao cais acostável e à avenida marginal.


Este, o lado das pescaria que vai à  Fortaleza de S. Fernando...


Ao fundo, o famoso «morro das inscrições» ou morro da Torre do Tombo onde se encontram as famosas «grutas» que serviram de abrigo aos primeiros mareantes que em tempos remotos por ali passaram. Por detrás podemos ver a ponte de uma das pescarias e à esq., a meio do morro, a casa de João Martins Pereira (morgado). Chamavam «morgado» porque o terreno que a mesma ocupa fora concedido ao seu proprietário por concessão régia. Ainda hoje esta construção ali se encontra resistente à voragem do tempo, e bem merecia ser preservada como património histórico-cultural que representa. Na praia podemos ver um jovem que ali se banhava como era costume na época.


                         Este, o lado das pescaria que vai à Ponta do Pau do Sul ou Noronha...
 Mariazinha Pinto, Olimpia Aquino e Raquel Martins Nunes posam para a posteridade sobre uma das muitas pontes das primitivas pescarias que circundavam a baía de Moçâmedes.















 

 











Familias que viveram na Torre do Tombo uma determinada parte de seus vidas. A maioria das quais mudou-se na década de 1960 para mais próximo do centro da cidade... Guedes, Duarte, Sousa, Paulo, Almeida, Ferreira, Nascimento, Bagarrão, Aquino, Martins Nunes, Ferreira da Silva, Pessanha, Monteiro, Ventura, Meco, Marques, Franco, Matos, Meco, Martins Pereira, Matos, Esteves, Ilha, etc etc







Vae também: Moçâmedes ... Mossãmedes do antigamente...: A indústria de Pesca em Moçâmedes